The Keynesian School of Economics Leads to Violence

The Keynesian School of Economics Leads to Violence:

We are seeing the end game played out over and over in different cultures all over the world. There is one thread of similarity. All of them have practiced Keynesian economics for decades. The belief that more government spending and bigger government to solve society ills has degenerated into a stagnant economy with no growth and in many parts of the world it’s unsafe to walk down the street.

The problem is that eventually the socialist/Keynesian school runs out of other people’s money to spend. They can’t raise taxes high enough, and the market forces them to pay ever higher interest rates to access public markets. When governments increase spending, businesses cut back ..

When governments ramp up their debt loads and ramp up the amount they spend on government programs, there is only one outcome. Eventually the merry go round stops. People get off and look at each other. Some have enjoyed the ride. They either built a business and got rich, or they used crony capitalism to insulate themselves and are well off. The rest of the poor saps are stuck with nothing. They have to survive, so basic human survival instincts take over.

That is the danger of accumulating so much debt. We are starting to see it played out in various economies throughout the world. Unless America changes it’s ways .. we are on the same miserable trail to nowhere.

25 pensamentos sobre “The Keynesian School of Economics Leads to Violence

  1. Alexandre

    Não será do pão? É que conta que a esmagadora maioria da população mundial come pão todos os dias, logo pode ser isso que leva à violência! Dá que pensar!

  2. Paulo Pereira

    Outro que ainda não percebeu o basico de macroeconomia , “spending = income” ou seja que o dinheiro não se gasta, simplesmente circula.

  3. Joaquim Amado Lopes

    Paulo Pereira (3),
    A relação não é tanto “spending = income” mas mais “spending of one = income of another”. Isto significa que se uns fazem muito “spending” são os outros que ficam com muito “income”.

    Não que isso incomode os socialistas (não sei se é o caso do Paulo).
    É que os socialistas acreditam que, mesmo que sejam mais uns a fazer o “spending”, o “income” dos outros deve ser repartido igualmente por “todos” e, dessa forma, “circular” novamente para os bolsos de quem fez demasiado “spending” e ficou sem nenhum “income” próprio. É por isso que se enxofram tanto com a “desigualdade” e ficam muito surpreendidos quando quem produz mais para vender e, portanto, ganha mais com isso não quer “partilhar” tudo o que ganhou.

    O que me surpreende é que o princípio realmente básico da macroeconomia “spending of one = income of another” seja tão difícil de entender/aceitar por tantas pessoas. Muitas delas, curiosamente, muito ciosas de garantir o seu próprio “income” mesmo que o “spending” dos outros tenha que ser substituído por “taxation”. Ou “over-taxation”.

  4. Paulo Pereira

    Joaquim Amado Lopes,

    Keynes no inicio da 2ª Guerra propôs em “How to pay for the war” que os salários deveriam ser mantidos e parte do pagamento feito em titulos de divida publica, nada de egualitarismos.

    O que ele demonstrou e que a história comprava à exaustão, é que numa economia capitalista industrial o sector privado por si só não consegue manter um equilibrio prolongado no tempo nem um desemprego baixo.

    Isto porque o investimento e o crédito são extremamente pro-ciclicos no sector privado, sendo necessário a intervenção anti-ciclica do estado.

    Os verdadeiros liberais deveriam seguir as recomendações de JMK, propondo politicas fiscais maximizadoras do emprego e da produtividade liberais, porque de contrário ganham os votos os estatistas de esquerda e de direita, tal como tem acontecido.

    Mas os pseudo-liberais entretêm-se em propostas para um capitalismo pobre, de alto desemprego, que acaba por ser rejeitado mais cedo ou mais tarde nas urnas.

  5. “That is the danger of accumulating so much debt.”

    OK… e se não houver dívida que é que acontece ao dinheiro? Fica debaixo do colchão?

    É que toda a gente, desde os governos aos bancos, desataram a produzir dinheiro e o dinheiro tem de ser aplicado ou desvaloriza.

    E é aqui que a porca torce o rabo…

    Há dinheiro a rodos e este dinheiro não pode ficar parado, tem de ser emprestado.

    O problema não está na dívida, o problema está na quantidade de dinheiro que muitos, a começar pelos bancos e similares, fabricaram.

  6. Joaquim Amado Lopes

    Paulo Pereira (6),
    Houve um tempo em que a teoria científica médica mais avançada dizia que, se alguém estava doente, fazer uma sangria (e não me refiro à bebida) era a melhor forma de o curar. O raciocínio era de que, se o mal estava no sangue, tirar parte do sangue tirava parte do mal e, dessa forma, o doente melhorava.
    O Paulo tem ideia de essa teoria ainda ter adeptos?

    O mundo de 2011 é muito diferente do de 1939 e é necessário perceber como funcionou realmente a receita Keynesiana (incluíndo no longo prazo) e se o que é agora diferente permite aplicar as mesmas receitas de há quase um século.
    P.e., o Paulo sabe qual era a dívida pública, antes da 2ª Guerra Mundial, dos países que seguiram a proposta de Keynes? Sabe se a dívida gerada foi paga e em quanto tempo?
    E sabe quantas vezes nos últimos 50 anos a “receita” de Keynes acabou por resultar em a dívida gerada ser paga?

    O investimento anti-cíclico do Estado permite atenuar, NO CURTO PRAZO, alguns dos problemas causados por uma crise económica. Nomeadamente, os problemas sociais derivados do aumento do desemprego. Criando emprego “artificial”, o Estado alivia a sua própria carga (os apoios sociais aumentam menos do que sem esse emprego) e ajuda a manter em funcionamento empresas que, de outra forma, fechariam e talvez não voltassem a abrir.
    No entanto, mesmo no curto prazo, essa solução cria outros problemas. Por exemplo, mantém os salários artificialmente altos, diminuindo a capacidade das empresas resistirem à crise, e obriga o Estado a retirar dinheiro às empresas e aos particulares (diminuindo a capacidade de sobreviver e de investir das primeiras e de consumo dos segundos), o que atrasa e dificulta a recuperação económica.

    No médio-longo prazo, cria o problema de manter a funcionar empresas não competitivas, que apenas subsistem com o apoio do Estado e impedem outras mais inovadoras e capazes de as substituir.

    Por outro lado, o Estado só pode fazer investimento anti-cíclico (através de deficit) se esse investimento gerar retorno que o pague e aos juros ou se, na parte alta do ciclo económico, ganhar capacidade para investir (através de superavits). Ou seja, investir de forma a gerar lucro ou poupar quando pode para gastar quando é preciso. Ora nunca aconteceu uma nem a outra. O Estado gasta sempre mais do que pode em todas as partes do ciclo económico, gerando uma espiral de endividamento crescente que não é sustentável.

    Mas o maior problema da intervenção estatal na economia é que faz realmente o dinheiro circular. Num mundo cada vez mais globalizado, o dinheiro circula cada vez mais e cada vez mais para fora do país, quando o Estado investe para combater a crise (através da importação de serviços e matérias-primas) e quando “não há crise” (através do pagamento das dívidas e dos juros).

    Os pseudo-economistas como o Paulo Pereira julgam que pagar as dívidas de um cartão de crédito com outro cartão de crédito pode continuar a ser feito indefinidamente. Afinal, se resultou do primeiro para o segundo cartão de crédito, por que razão não há-de deve resultar do centésimo para o centésimo primeiro (mesmo que a dívida seja agora muito maior e a taxa de juro muito mais alta)?
    Esquecem-se é que ter um cartão de crédito não é o mesmo que ter dinheiro e que “pagar” com cartão de crédito não passa de pedir a outros que paguem por nós e prometer devolver tudo com juros. Entretanto, habituaram-se a viver a crédito e julgam que viver do que se ganha é ser pobre.

    É verdadeiramente espantoso que estes pseudo-economistas sejam tão fracos em Matemática que não percebem uma evidência que nos queima os olhos: O (nosso) DINHEIRO ACABOU!

  7. André

    “Outro que ainda não percebeu o basico de macroeconomia , “spending = income” ou seja que o dinheiro não se gasta, simplesmente circula.”

    Oi? Hein?

    E o quantitative easing tem borrado dólares como um velho de 80 anos com diarreia porque o dinheiro tem circulado tanto que anda cansado…

    Curiosamente foi essa mentalidade dos “deficits don’t matter” que trouxe a prosperidade maravilhosa que atravessamos nas economias ocidentais.

    Acho também porreiro utilizar argumentos factuais históricos comprovados exaustivamente e em que não se cita uma fontezinha ou um pequeno exemplo para a malta tentar refutar. Temos o caso de Hong Kong que passa por momentos dramáticos com a não intervenção do estado e com o sector privado estático…

  8. Paulo Pereira

    Joaquim Amado Lopes,

    Você não faz a minima ideia em como funciona a economia capitalista e por isso faz afirmações sem qualquer lógica, nem base histórica.

    O dinheiro não se gasta, nem em 1920 nem em 2012, circula pois foi para isso que foi inventado.

    Você confunde a situação portuguesa, sem moeda própria, com o caso geral de moeda própria.

    Já verificou que a divida publica dos países da OCDE por exemplo é sempre crescente ?

    Não entende que a divida publica é simplesmente um activo do sector privado e corresponde simplesmente a impostos não cobrados ?

    Por acaso já se deu ao trabalho de verificar as taxas de juro dos EUA, Japão, RU, que têm grandes déficits e juros baixos e cambios estáveis.

    Não tem curiosidade para tentar perceber porquê em vez de debitar lengalengas ?

    Não entende que se o desemprego é elevado apesar do consumo ser alto, é porque a produtividade é muito alta e crescente, fruto da eficácia do sistema capitalista ?

    Não entende que as empresas só têm sucesso se existirem consumidores com poder de compra crescente ?

    Enfim, comparar Keynes com curandeiros é tão ridiculo e absurdo que deve ser mesmo uma piada.

  9. Paulo Pereira

    André,

    factos históricos :

    divida publica na OCDE é crescente desde sempre, crescimento económico idem, esperança de vida idem, etc.

    Spending = Income , foi para isso que se inventou o dinheiro

  10. Vocês tem um mérito, são interessados, tentam perceber as coisas e fazem umas pesquisas, o vosso problema, é que chegam sempre a conclusões erradas.

  11. Joaquim Amado Lopes

    Paulo Pereira (10),
    Há muita coisa que não entendo e nesse aspecto não sou muito diferente do Paulo. Nesta questão em particular, o que entendo é que o Paulo se enrola em teorias (que parece não perceber nem nas bases nem no alcance) para fechar os olhos à realidade que não confere com a sua doutrina.

    Debita disparates como se o dinheiro que “circula” para fora de Portugal devido ao deficit crónico da nossa balança comercial continuasse a ser nosso. Como se a capacidade de regeneração económica (e, já agora, mentalidade colectiva e instituições para sustentar essa regeneração) de Portugal fosse minimamente comparável à dos EUA, do Japão ou do RU. Países que, só por acaso, também estão com enormes problemas e, no caso dos EUA, num rumo que até eles já começam a aceitar ser suicida.
    Como se Portugal produzisse o equivalente ao que consome e uma parte do nosso consumo não estivesse a ser suportado por endividamento externo. Só faltou dizer que os portugueses são tão produtivos quanto os alemães.

    Mas o que diz tudo sobre o quanto o Paulo está desfasado da realidade é o seguinte delírio:
    “Não entende que a divida publica é simplesmente um activo do sector privado e corresponde simplesmente a impostos não cobrados?”

    Por acaso Portugal pode lançar impostos sobre o sector privado ESTRANGEIRO? Ou julga que a esmagadora maioria da dívida pública portuguesa não é externa?
    E mesmo que não fosse, é o Paulo tão falho de senso que julga que o Estado pode gastar o que quiser, pedir dinheiro ao sector privado para se financiar, aumentar cada vez mais os impostos sobre os seus credores para pagar o que lhes deve e ao mesmo tempo pedir-lhes ainda mais dinheiro emprestado?

    Quanto tempo julga que o que ainda resta do “sector privado” português iria continuar em Portugal? Já se deu ao trabalho de ver quantas empresas portuguesas transferiram as suas sedes para fora de Portugal, por razões relacionadas com o acesso a financiamento e com as leis fiscais?
    Mesmo que as empresas fossem proibidas de sair, acha que os portugueses que ainda tivessem dinheiro para investir o iriam fazer, sabendo que seriam obrigados a “emprestar” dinheiro ao Estado e depois a darem-lhe (na forma de impostos) o dinheiro para o Estado lhes pagar? Ou que algum estrangeiro iria querer investir em Portugal?

    E, não sei se lhe ensinaram nas aulas de Economia (pelo que escreveu deve ter sido colega de curso de José Sócrates), não interessa que contas faça, a taxa mais alta de impostos que se pode aplicar seja a que actividade fôr é de 100%. E, só por acaso, quem mais defende o investimento público é quem mais contesta o aumento de impostos.
    Por outro lado, estamos a falar de socialistas e já sabemos que os socialistas gastam é o dinheiro dos outros portanto o Paulo deve julgar que se pode aumentar os impostos indefinidamente porque haverá sempre “capitalistas neo-liberais” ansiosos por cumprir as suas “obrigações fiscais”, por muito disparatadas que elas sejam.

  12. Paulo Pereira

    Joaquim Amado Lopes,

    Acho que você não leu o artigo inicial que se refere ao caso geral de uma economia capitalista Keynesiana e não ao caso português.

    Você parece não entender ou não querer entender a diferença entre o caso geral de países com moeda própria e câmbios variáveis e o caso português sem moeda própria e com um câmbio fixo.

    Você continua a insistir na ideia bacoca de que no caso geral o dinheiro se “gasta”, desaparece, o que é ridiculo. O dinheiro simplesmente circula, como se comprova à exaustão pela subida constante da divida publica na OCDE nas ultimas 6 décadas.

    Os juros baixissimos dos EUA, Japão, RU comprovam a lógica elementar de que num regime de moeda-fiat com câmbios variáveis o sistema monetário é fechado e como tal a divida publica é obviamente apenas o que não retornou em impostos.

    Tente raciocinar de uma forma “racional” em vez de estar apegado a preconceitos e lengalengas sem qualquer base logica ou contabilistica.

    Sobre o caso Português , é óbvio que o problema é o deficit corrente/comercial (os euros vão-se embora), que é fortemente negativo desde que se passou para uma politica Neotonta de moeda forte (1993).

    O que eu defendo para Portugal, e que já aqui escrevi muitas vezes :

    – parar com investimentos públicos , baixar muito os impostos IRC e TSU para as PME’s e sobretudo para os sectores transacionaveis, reduzir a dimensão do estado burocrático em pelo menos 30% fundindo ministérios e departamentos, reduzir o consumo de petroleo com uma maior aposta em transportes publicos, mudar o papel das universidades colocando-as dentro da economia, regionalizar o país, concessionar (não é privatizar) serviços públicos, alargar a ADSE a todos os contribuintes, substituir o subsidio de desemprego por um subsidio temporário de emprego, inserir a defesa e negocios estrangeiros na ajuda à economia, etc.

    Quem insiste em não entender como funciona um sistema capitalista industrial é um aliado de facto dos estatistas.

  13. Joaquim Amado Lopes

    Paulo Pereira (14),
    Em primeiro lugar, o meu primeiro comentário (que gerou esta discussão) não é sobre o artigo mas sim sobre o seu comentário 3, em que escreve “spending = income”.

    Relações como essa são usadas pelos professores de Economia para exemplificarem um conceito singular, num “universo” extremamente simplificado que nem de longe se pode confundir com qualquer aplicação ao mundo real. Neste caso, reduz-se o “universo” a duas entidades e, como é inevitável, se há uma troca comercial entre elas, o que uma gasta é o que a outra recebe.
    Aplicando isso ao mundo real ficará “a soma de todas as despezas efectuadas por todas as entidades é igual à soma das receitas de todas as entidades”, o que, sendo tão evidente quanto “1 = 1”, tem exactamente a mesma relevância, nenhuma. É como dizer que, na contabilidade geral de uma empresa, a soma de todas as saídas de todas as contas é igual à soma de todas as entradas nessas mesmas contas.

    Em qualquer discussão sobre política económica é importante ter em conta qual é a entidade (singular ou colectiva) que nos interessa, porque não podemos ser indiferentes a quem colhe os benefícios dessa política económica. Como não podemos falar em política económica mundial (porque a economia mundial é uma torre de Babel em que não há qualquer consenso ou concertação entre todos), temos que falar da política económica de um país ou de uma união de países e, assim, é importante saber de que lado está o “spending” e de que lado está o “income”. É que “nós” fazermos o “spending” e “os outros” ficarem com o “income” só nos interessa se o que obtemos com o que compramos ajudar a gerar rendimento suficiente para compensar o que nos custou.
    No exemplo da contabilidade geral de uma empresa isso significa que o facto de as contas baterem certo é um mero detalhe comparado com saber se a empresa está a ter lucro ou prejuízo.

    “Você continua a insistir na ideia bacoca de que no caso geral o dinheiro se ‘gasta’, desaparece, o que é ridiculo.”
    “(…) a divida publica é obviamente apenas o que não retornou em impostos.”
    O Paulo parece acreditar que em que bolso o dinheiro está é irrelevante porque o Estado pode ir buscar o dinheiro que quiser, quando e onde quiser.
    Isso até poderia acontecer (até os “contribuintes” dizerem “basta!”, normalmente de forma bastante “sonora” e “decisiva”) num país que fosse realmente um sistema fechado e a circulação do dinheiro fosse apenas dentro das suas fronteiras. Só que nenhum país é um sistema fechado e, por isso, o dinheiro também circula para fora de fronteiras, para onde aquele Estado não lhe pode tocar.

    E quando o dinheiro “circula”, em quantidades massivas e crescentes, dos bolsos dos Estados para os bolsos de alguns privados, os Estados ficam dependentes desses privados e das condições que estes lhes queiram impôr. É nesse momento que a democracia deixa de existir.

    Quanto à racionalidade, o seu uso da expressão “politica Neotonta de moeda forte” diz muito sobre a sua.

    A desvalorização da moeda só é possível num sistema aberto. Ou seja, desvaloriza-se a moeda de um país em relação às moedas dos outros países. Vantagem? Se se desvalorizar, p.e., o Euro em relação ao dólar, os bens cujos preços são fixados em Euros passam a custar menos dólares o que, supostamente, levará quem compra em dólares a comprar mais desses bens. Assim, vende-se mais, o que é positivo.
    Mas só um ignorante ou um atrasado mental acredita que essa é a única consequência da desvalorização da moeda.

    Em primeiro lugar, se os bens cujos preços são fixados em Euros passam a ser baratos em dólares, logicamente os bens cujos preços são fixados em dólares passam a ser mais caros em Euros. Assim, as exportações ficam mais baratas mas as importações ficam mais caras.
    Por um lado, até é positivo porque o consumo interno de alguns produtos diminui, o que levará a baixar as importações o que ajuda a equilibrar a balança comercial. Mas consumir menos significa viver com menos.
    Por outro lado, os bens essenciais que não existam nem sejam produzidos internamente continuam a ter que ser importados e a um preço mais elevado. Se esses bens incluirem as matérias-primas necessárias à produção dos bens para exportação, então a margem de lucro do que se exporta diminui, o que exigirá um aumento muito maior das exportações.

    Em segundo lugar, com a desvalorização do Euro, as poupanças dos residentes e as reservas de Euros no exterior passam a valer menos.
    Os residentes passarão a poupar menos porque sabem que as suas poupanças se continuarão a desvalorizar. Isso significa maior consumo e, portanto, mais importações, assim como aumenta a exposição do país a qualquer crise nos seus parceiros comerciais.
    E os investidores estrangeiros passarão a não querer Euros porque é um mau investimento, antecipando futuras desvalorizações.

    Em poucas palavras, a desvalorização da moeda significa apenas o empobrecimento automático de quem a utiliza.

    É por isso que a desvalorização da moeda é uma ferramenta que pode ser útil em determinadas situações mas só pode ser usada de forma pontual e moderada, preferencialmente se a balança comercial estiver no mínimo equilibrada. Só mesmo uma barata tonta defende que o problema de Portugal é não poder desvalorizar a sua moeda.
    Além de que se pode obter os benefícios da desvalorização da moeda simplesmente passando a consumir menos. A única vantagem da desvalorização da moeda em relação a ser inteligente é que a desvalorização da moeda não nos dá alternativa, o que a torna a única opção quando se fala de um país de imbecis irresponsáveis. Pelas greves “gerais” e manifestações que temos visto, é mesmo isso que parecemos.

    Quanto ao que defende para Portugal, até não estamos muito afastados.
    Não concordo de forma alguma com a criação de mais uma camada de “decisão/chantagem política” (sabemos qual tem sido o resultado na Madeira) e não percebo o que quer dizer com “substituir o subsidio de desemprego por um subsidio temporário de emprego” ou “inserir a defesa na ajuda à economia” mas o resto parece-me bem.

  14. André

    Paulo,

    Em primeiro lugar, o Paulo confunde alhos com bugalhos, incluir noções puramente teóricas e aceitar isso como realidade não passa de uma argumentação falaciosa.

    Para que se suportem estes défices elevadíssimos que se verificam por todo o mundo ocidental teriamos que ter uma balança comercial equilibrada e crescimento económico, como poderá verificar nos mesmos dados da OCDE que cita, o crescimento económico é em larga medida insuficiente e as balanças comerciais estão no vermelho em muitos dos casos onde hoje se vive uma crise da dívida soberana.

    Ademais, a recorrente injecção de dinheiro na economia, seja através do quantitative easing ou outros métodos, os números absolutamente fantasiosos no que toca à inflacção e a extinção do indicador M3 por parte da FED americana só provam que algo se passa de errado.

    De momento assistimos a um fortalecimento temporário do dólar como segurança em relação à crise da divida pública europeia, mas não pense que isto se prolongará por muito tempo, a dívida pública americana passa por um momento extremamente delicado e nem tão pouco contempla os números da Medicaid, Medicare, Bernie Mac ou Fannie Mae. A situação americana é quase tão dramática como a europeia e com o tempo a realidade irá vir ao de cima.
    Quando esse momento chegar veremos se as suas conjecturas teóricas sem mantêm, deixemos que a realidade dê razão a quem de direito…

    Por outro lado, diz que os câmbios do RU, EUA e Japão são estáveis, deve ter andado arredado da realidade, mesmo, consegue fazer uma comparação temporal alargada entre o dólar e, digamos, o franco suiço e manter essa mesma afirmação? E que tal comparar os rácios dólar-ouro e crude-ouro, pode ser que tenha alguma revelação como as que a GT do Keynes lhe dá, que ao que parece pelo seu fervor, devem ser quase orgásmicas!

    O Paulo é que em vez de tratar todo e qualquer ponto de vista alheio como se fosse uma estupidez e insultar muitos participantes deste blog como se de ignorantes se tratassem, podia tentar expandir um pouco os seus horizontes para além da GT, em vez de chamar “neotonto” a qualquer liberal, podia perceber que para muita gente, um sistema político e económico que privilegie a iniciativa própria, a liberdade individual e o funcionamento do sector privado seja o ideal…

    Mas enfim caro Paulo, sei que para a sua mente programada e formatada estes conceitos sejam dificeis de processar, acho que devia virar-se para o seu querido Estado e procurar uma solução, pode ser que no seio daqueles programas todos inuteis de preenchimento dos tempos livres aprenda qualquer coisa, que tal um cursozito nas Novas Oportunidades ou nos EFAs?

    Por fim, dizer que nenhum liberal entende o sistema capitalista industrial, efectivamente confundido capitalismo com keynesianismo e socialismo é um erro de palmatória, um sistema pode ser capitalista industrial e não ser keynesiano, nem tão pouco socialista, existem casos de economias capitalistas liberais que funcionam, sabia? Pense por si, não tente ser o Keynes cá da terra que desses já temos muitos, estão todos a rondar a AR e o que têm feito está à vista.

  15. Paulo Pereira

    Joaquim Amado Lopes,

    O artigo inicial implica que é fundamental insistir na expressão “spending = income” porque é a base da macroeconomia, e é espantoso como tantos economistas ignoram, ou fazem-se de ignorantes por causa das suas ideologias , esta expressão e as suas consequências concretas.
    A consequência óbvia é perceber que a divida publica não é nada mais que gastos do estado que não foram retornados reciclados em impostos, ou seja é um activo do sector privado.

    Já nem falo no ridiculo que é não entenderem que estamos num regime de moeda-fiat e não em qualquer outro e insisto em que perceba a diferença de Portugal para o caso geral.

    Num sistema monetário com câmbios variáveis é a concorrência entre países que determina a taxa de câmbio. A tendência natural será para os câmbios ajustarem de acordo com as espectativas deficit corrente / comercial e o diferencial de taxas de juro de curto prazo.

    Um governo que perceba isto poderá aproveitar por exemplo um câmbio demasiado elevado para adquirir bens no exterior, ou então simplesmente baixar impostos e proporcionar ao sector privado mais poder de compra.

    Verifica-se historicamente que em paises desenvolvidos ou em vias de desenvolvimento a taxa de câmbio tende a estar sobrevalorizada se não existir intervenção estatal. Uma explicação para este facto será que os investidores / especuladores estão sempre á procura de oportunidades de “trading” em todo o mundo criando “self-fulfilling prophecy “.

    No caso português a decisão de 1992 aderir ao SME a uma taxa de câmbio fixa sobrevalorisada é um sintoma clarissimo do Neotontismo dos decisores politicos dessa altura, que não tiveram em conta a historica económica nem a lógica macroeconómica, A partir dessa decisão a asneira foi continuada, com o deficit corrente a subir e a atingir niveis insustentáveis poucos anos depois.

    Insistir na tecla de vamos progredir com uma moeda forte é completamente absurdo e ilógico, sem qualquer base histórica no mundo e em Portugal, é uma lengalenga de quem não entende como se processa a dinâmica competitiva entre empresas industriais que competem globalmente.

  16. Paulo Pereira

    André,

    Já o Reagan-Cheney-Bush diziam : deficits don’t matter (subentende-se que eles sabiam que spending = income)

    Os deficits publicos são simplesmente gastos publicos cujos impostos não são cobrados de volta e a divida publica um activo do sector privado.

    Insistir que liberalismo implica não ter de perceber de macroeconomia e de sistemas monetários é absurdo. A ignorância é inimiga do liberalismo.

    Só entendendo como funciona a economia se podem propor soluções politico / económicas verdadeiramente liberais, não é vir com lengalengas sem lógica e sem qualquer base historica.

    Só lhe falta ver com a conversa da hiperinflação !!!

    Sobre o ouro, o que interessa para a economia qual o preço do ouro ? O que fazem os que vendem o ouro ?

    Sobre o petroleo, não acha que o preço deve ter alguma coisa a ver com a oferta e procura dessa materia prima ? acha que está caro ?

  17. “Já o Reagan-Cheney-Bush diziam : deficits don’t matter (subentende-se que eles sabiam que spending = income)”

    Ahhh esses grandes economistas, Reagan-Cheney-Bush.

    Sobre o spending=income, haja paciência. É uma conclusão matemática do falecido Keynes partindo de pressupostos completamente falaciosos, fantasiosos e até contraditórios (primeiro tenta provar que a “Lei de Say” é falsa e depois chega a conclusões vão muito mais além que esta). A retórica de Keynes não passa sequer num teste de nonsense. Tenta insistentemente provar com álgebra aquilo que a lógica e a dedução demonstram ser o contrário. Mistura constantemente dinheiro com valor e riqueza e utiliza conceitos que admite serem difusos e conflituosos, mas ainda assim extrai conclusões de operações algébricas partindo desses mesmos conceitos.

    Sobre o crescimento dos déficits públicos há que reconhecer que a economia não nasceu em 1936 e portanto é bom de quando em vez ver o que havia antes do keynesianismo. Mas mesmo sobre o periodo pós keynes há tantas provas empíricas de que aquilo é uma idiotice atrás de outra que seria maçador percorre-las todas. Todavia convido-o a pesquisar algo sobre o assunto (nem é preciso ir à estagflação).

  18. Paulo Pereira

    O Ricardo Baptista vai demonstrar que a contabilidade está errada e que o dinheiro na verdade vai lentamente parar a um buraco negro escondido no centro da terra.

    Bem se os Neotontos acreditam que é possivel prever o futuro, não vejo como não possam acreditar que o dinheiro se “desgasta” e desaparece sem deixar rasto.

    Mais uma vez dedução lógica elementar : divida publica é uma activo do sector privado e é apenas o gasto do estado acumulado que não foi “reciclado/retornado” em impostos. É irrefutável.

    Até o Trichet nos ultimos dias do mandato no BCE percebeu isso …

  19. Joaquim Amado Lopes

    Paulo Pereira (21),
    Não sei que formação académica o Paulo tem mas isso é irrelevante. O que é mais do que evidente é que o Paulo leu umas coisas que não entendeu, assumiu-as como dogmas sem as submeter sequer a um processo de validação lógica e perde-se em teorias que o tempo demonstrou serem erradas, para ignorar a realidade que entra pelos olhos de toda a gente.

    Fique bem.

  20. Paulo Pereira

    Joaquim Amado Lopes,

    não sei também qual a sua formação académica mas a sua argumentação sobre questões macroeconómicas demonstra que prefere debitar lengalengas do que perceber como funciona a economia moderna, e recusa repetidamente a admitir factos historicos porque não se enquadram na sua ideologia.

    A contabilidade é como o algodão , não engana. Spending = Income .

    Vou lhe repetir : Divida publica na OCDE sempre crescente durante décadas, crescimento sempre positivo durante décadas, desemprego baixo durante décadas, inflação baixa durante décadas.

    Continue a esconder a cabeça na areia e depois diga que os outros é que estão errados .

    Passe bem.

  21. Paulo Pereira

    Caro Joaquim,

    Esqueci-me de insistir que deve tentar perceber pelo menos a diferenças entre um sistema monetário com moeda própria e este Euro que é uma moeda externa a todos os países da EZ.

    Seria um bom começo.

  22. Joaquim Amado Lopes

    Paulo Pereira (23 e 24),
    Já o afirmei num comentário a outro post: o Paulo é um troll e escreve disparates só para gozar com quem o lê. Mas pode demonstrar que não é assim.

    1. Reproduza 2 ou 3 das minhas “lengalengas” e explique por que merecem ser apelidadas de tal. E, por favor, “spending = income” e “a divida publica é simplesmente um activo do sector privado e corresponde simplesmente a impostos não cobrados” sem mais nada só comprovará que é mesmo um troll a debitar lengalengas sem significado.

    2. Quais são as consequências de “spending = income” para um país como Portugal? Quer isso dizer que o Estado português pode gastar o que quiser porque isso é apenas dinheiro a circular, não importa de onde para onde?

    3. Quais são as conseguências de “a divida publica é simplesmente um activo do sector privado e corresponde simplesmente a impostos não cobrados” em termos práticos? Está a dizer que a dívida pública crescer não é um problema porque o Estado pode ir buscar o dinheiro que quiser ao sector privado?

    Pelas suas “contribuições” (LOL) para esta discussão, parece que o seu pensamento sobre economia se limita a:
    – spending = income
    – só o Paulo é que percebe de macroeconomia
    – teorias económicas com quase um século são economia moderna

    Já agora, a população mundial e a poluição aumentaram sempre durante milénios e, no último século, de forma exponencial. O Paulo acha que isso significa que é sustentável/desejável que isso continue por mais alguns milénios?

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