“(…) de acordo com os dados do Eurostat, a produtividade laboral “per capita” em Portugal é de 76% da média da União Europeia. Infelizmente, restringindo um pouco o critério, a fim de eliminar as distorções associadas à inclusão indiferenciada do trabalho a tempo inteiro ou a tempo parcial, isto é, analisando a produtividade laboral por cada hora de trabalho, concluímos que a divergência se acentua, representando a produtividade nacional apenas 65% da média da União Europeia. Mais, por comparação com a Alemanha, deduz-se a seguinte tragédia estatística: como os alemães, por cada hora trabalhada, em média produzem mais 24% que o trabalhador médio europeu (ou seja, 124% da média da União Europeia), segue-se como corolário que em Portugal a produtividade por hora é metade daquela que existe na Alemanha.”, um trecho do artigo que hoje publico na Vida Económica.
Precisamos de um Bismarck que começou em 1860 a grande modernização alemã.
mas a explosiva aliança entre estatistas e neotontos em Portugal vai continuar a manter o país no seu atraso endémico.
Seria também interessante comparar a produtividade entre um alemão a viver em Portugal e um português a viver na Alemanha…ou entre, por ex., um português a viver em Angola e um angolano a viver em Portugal.
As estatísticas fornecem indicações mas explicam muito pouco ou nada…
O ataque começou… os pequenos à mercê dos outros, dos que assinam pactos… http://lmmgarcia.wordpress.com/2012/01/19/o-beijo/
Desculpe a ignorância. Quais as variáveis e a fórmula que calcula a produtividade?
… e já vamos com muita sorte, caro RA, como é que um país que vende rolhas e sapatos pode ter a mesma produtividade de um país que vende mercedes e maquinas industriais e submarinos. Eu penso que a diferença não é maior porque existem 5 grandes empresas em Portugal que compõem a coisa, a galp, a autoeuropa, edp. Subir na escala de VALOR deverá ser O designio nacional. Diferenciação, a valor da marca, a inovação são cenisses que geral preços de venda mais altos e por conseguinte produtividades superiores.
Mas, enfim, em Portugal as cabeças que nos tem vindo a (des)governar continuam a achar que o problema está nos custos… enfim, o lado da equação da produtividade aonde somos realmente imbativeis.
Cambada.
Rb
A definição dos critérios que determinam a PRODUTIVIDADE carece de algumas explicações. Por exemplo, para a produtividade contam ou não as condições de trabalho de cada local? Entendo que não podem ser comparáveis as condições de trabalho e os consequentes resultados finais de uma Auto Europa com uma chafarica qualquer onde o empresário nunca investiu. Estarei a ver bem? E para a tal produtividade contará só o preço da mão de obra? E os custos dos outros factores de produção? O valor das várias energias conta ou não? E os gastos súperfulos das empresas nomeadamente em carros de luxo, em viagens que muitas vezes não têm nada a ver com os interesses propriamente ditos das empresas, contam ou não? E a facturação que não é feita e é desviada muitas vezes para a tal economia paralela, prejudica ou não o rácio da dita produtividade?
Quem é que qquer dar uma lição sobre esta matéria?
Nenhum país do mundo se pode desenvolver industrialmente sem uma actuação concertada entre estado, empresas e universidades, e mantendo o câmbio num valor que penalize as importações e favoreça as exportações.
fazer empresas industriais competitivas globalmente é muitissimo dificil e demora muito tempo.
“Nenhum país do mundo se pode desenvolver industrialmente sem uma actuação concertada entre estado, empresas e universidade”
Mas se algum ministro da educação/ensino superior tiver o descaramento de o propor, com tudo o que isso significa (nomeadamente o fim do subsídio estatal a uma chusma de cursos “superiores” claramente desadequados às necessidades do país, tipo sociologias e tretas afins), cai-lhe logo toda a gente em cima, com acusações de obscurantismo, cedência ao capitalismo neo-selvagem, retorno à escravatura, opressão da liberdade individual, etc…
“Seria também interessante comparar a produtividade entre um alemão a viver em Portugal e um português a viver na Alemanha…ou entre, por ex., um português a viver em Angola e um angolano a viver em Portugal.”
No artigo não se fala, em lado algo, de nacionalidades, mas antes de países, como é óbvio. E com razão. Por essa razão as pessoas emigram, de forma a que o seu trabalho seja mais produtivo e crie mais riqueza, podendo assim melhor as suas condições de vida…
Fala-se sempre na produtividade, nos custos da mesma e enfrenta-se o problema sempre da mesma maneira: penalizar, pressionar, o trabalho. Ainda me lembro dos prémios á produção, que porventura quererão voltar a introduzir, e acontecia que metada da produção era rejeitada. Está comprovado que Portugal é dos países em que mais se trabalha na Europa. Mão de obra não falta, quero ver como é que a mesma vai ser absorvida, e quero ver se a redução do preço hora vai aumentar a dita produtividade ou os lucros dos patrões (em Portugal não há empresários, há patos bravos). Parece que começam a surgir pessoas com visão em investir em estratégias diferentes e com marketing diferente, outra das nossas pechas. Portugal não sabe vender.