O socialismo não resolve os problemas, subsidia-os

Sobre o corte de rating anunciado pelas as agências de notação, a declaração política de Adolfo Mesquita Nunes.

9 pensamentos sobre “O socialismo não resolve os problemas, subsidia-os

  1. Ricardo Arroja

    Muito bem Adolfo (felizmente, ainda vão existindo excepções à regra na AR…). Permite-me, aliás, alguma presunção, mas com essa “isentar os emitentes da obrigação de um rating” quase que diria que o vosso grupo de trabalho me andou a ler! Boa iniciativa.

    Um abraço,
    ra

    Ps: Se me permites também, acho que não precisas de ser tão reverente no tom do discurso….são demasiados “senhores deputados” e “senhor Presidente”. Um registo sóbrio, mas não tão cerimonioso seria mais eficaz e sobretudo mais contundente.

  2. Miguel Noronha

    “quase que diria que o vosso grupo de trabalho me andou a ler”
    Eu asseguro que foste uma das principais fontes de inspiração para a intervenção do Adolfo.

  3. Se finalmente te inscrevesses na mailing list perceberias isso mesmo. Estive a falar contigo e tu não me respondias 🙂
    Mas devo confessar que essa medida, mais coisa menos coisa, também o Diogo Feio a defende no seu relatório. Ele defende o seguinte:
    Referências legislativas: urge analisar toda a legislação do sector financeiro que atribuiu efeitos quase automáticos às notações – falo do caso dos Regulamentos do BCE, mas também da CRD (agora em revisão) – por forma a dar prevalência às análises internas e às análises dos próprios reguladores.
     Obrigações de informação para os emitentes: é fundamental que, do lado dos emitentes, sejam reforçadas as obrigações de informação ao mercado (disclosure), de forma a reforçar a transparência e a tornar mais acessível a avaliação dos produtos por parte dos investidores.
     Responsabilidade do mercado – obrigações de due dilligence: é necessária uma maior responsabilização de todos os agentes do mercado, incluindo os investidores, impondo-lhes a obrigação de avaliação própria dos produtos que pretendem adquirir. Deve reforçar-se a ideia de que ninguém deve adquirir um produto que desconhece e que não consegue avaliar. Um passo suplementar seria o de responsabilizar investidores negligentes.

  4. Ricardo Arroja

    “Se finalmente te inscrevesses na mailing list perceberias isso mesmo. Estive a falar contigo e tu não me respondias :)”

    Oopsss…pois vou tratar disso!

  5. Paulo Pereira

    A raiz do problema está na impossibilidade em ter uma moeda unica sem divida unica.

    As compras do BCE de titulos de divida e o LTRO “unificam” parte da divida e vão no caminho certo.

    Sem isso o Euro vai para o lixo.

  6. Ricardo Arroja

    “uso isso muito como muleta, para chamar a atenção de quem lá está, e para poder fazer pausas nas (ou transições de) ideias”

    Eu não sou um expert de comunicação, mas parece-me que as pausas enfáticas são mais eficazes que os “senhores deputados”. De qualquer modo, como ainda estás a começar, fazes muito bem em não prescindir de algum tipo de muleta. E com a experiência acabarás por encontrar o teu equilíbrio.

    abraço,

  7. Pingback: João Galamba e Adolfo Mesquita Nunes sobre as agências de rating « O Insurgente

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