Leitura recomendada

Compromise Impossible, por Daniel Greenfield. Sobre a paz e os compromissos.

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5 pensamentos sobre “Leitura recomendada

  1. Carlos Novais

    “The ruthless killing fields of the twentieth century have not shaken that eternal faith in a diplomatic solution, rather they have only strengthened it”

    Pois, os “Killing Fields” do Cambodja, cujos Khmers Vermelhos depõem o Príncipe fragilizado (uma velha mania, da política externa americana contra monarquias) no meio do inútil massacre da guerra do Vietname e dos bombardeamentos secretos e ilegais do Cambodja. Depois, quem parou com o genocídio foram mesmo os Vietnamitas.

    Mais uma gema pro-war.

  2. ruicarmo

    Exacto. O autor aborda esse tema no início, desenvolve no meio e apresenta as conclusões no fim do artigo.

  3. Rui,

    O autor apresenta um argumento cheio de buracos.
    Ele afirma que a história mostra claramente o contrário da tese de que a guerra é provocada e controlada por minorias mas não apresenta um único facto de suporte. Eu diria que o que ele afirma é patentemente falso, não apenas no caso concreto (Islão), mas mais importante no caso geral: Se fosse verdade que a maioria das pessoas é violenta e pró-guerra, a humanidade já estaria extinta há muito tempo, tal a precaridade da vida. De igual modo, no caso concreto, se fosse verdade que a maioria dos muçulmanos é violenta e potencialmente suicida, há muito que teriam dominado e subjugado todos os outros. As coisas não são assim.
    Faz também uma confusão conceptual entre compromisso e não-violência. Só há necessidade de compromisso quando há conflito. A tese de não-violência é que povos que vivem separados mas que interagem de forma não violenta não entrarão em conflito. O caso concreto aqui não tem aplicação directa no caso geral: Existe conflito com o Islão por razões de disputas territoriais ou oposição à presença militar estrangeira em territórios; existe também conflito social, embora mais limitado, na medida em que o ocidente abriu as portas à imigração de pessoas que não partilham os valores básicos das sociedades ocidentais, o que pode ser um problema (e em alguns caso já é). Isto nada diz sobre o princípio de não-violência.

    Abr,
    M.

    Uma nota: Não-violência significa não iniciar violência. A auto-defesa é, naturalmente, necessária.

  4. jts

    Porquê que os pro-war, não respeitam as palavras no discurso de Netanyahu no Congresso americano, este ano, onde ele diz que:

    “My friends, you don’t need to do nation building in Israel. We’re already built. You don’t need to export democracy to Israel. We’ve already got it. You don’t need to send American troops to defend Israel. We defend ourselves.” http://www.mfa.gov.il/MFA/Government/Speeches+by+Israeli+leaders/2011/Speech_PM_Netanyahu_US_Congress_24-May-2011.htm

    Ou alguém que percebe do assunto como o director dos serviços de inteligência de Israel, chefe da Mossad, Tamir Pardo que diz que:

    “(…)But if one said a nuclear bomb in Iranian hands was an existential threat, that would mean that we would have to close up shop and go home. That’s not the situation. The term existential threat is used too freely.” http://www.haaretz.com/print-edition/news/mossad-chief-nuclear-iran-not-necessarily-existential-threat-to-israel-1.404227

  5. ruicarmo

    Migas, “a melhor arma dos humanos malévolos é fazer crer que são bons”, escreveu a nossa Patrícia Lança. 😀
    Não me choca a ideia de que as pessoas são violentas e que o terror seja visto como o braço armado das mais diversas formas de colectivismo e de facções do Islão o usarem para alcançarem os seus propósitos. O terror é uma guerra de “imensa minoria”. Para o respeito que impõe é barato e eficaz nos objectivos. O terror é uma forma de guerra que afecta as vítimas locais (estejam elas quem forem, onde estiverem, sejam homens, mulheres ou crianças) e apresenta desafios à estrutura de segurança e equilíbrios do próprio país e nas relações internacionais. O combate pode ser feito de duas maneiras distintas mas que até podem ser complementares. Por um lado, através da negociação diplomática, por outro lado, através do fortalecimento da capacidade de resposta. O modelo de Chamberlain é de resultado duvidoso. Israel é um caso de sucesso, desde a sua fundação. Ainda agora, sentou-se à mesa com quem o quer destruir em árabe e alcançar acordos em inglês. É também por isso que subscrevo o autor.
    De uma forma geral, este é um revivalismo modificado da história da guerra fria em que os pacifistas da URSS para além de se apresentarem como o paraíso terreno, apontavam os EUA e o Ocidente em geral como algo decandente, que tinha que ser “estirpado” (onde é que ouvi isto?), único culpado pelos males do universo e pelos conflitos que assolam o mundo.

    Abraço! 😀

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