Galamba mais Krugmanita que Krugman

Krugman disse ao Le Monde:

Cela ne risque-t-il pas de faire déraper les prix ?
L’inflation n’est pas le problème, c’est la solution.
Que voulez-vous dire ?
Pour restaurer la compétitivité en Europe, il faudrait que, disons d’ici les cinq prochaines années, les salaires baissent, dans les pays européens moins compétitifs, de 20 % par rapport à l’Allemagne. Avec un peu d’inflation, cet ajustement est plus facile à réaliser (en laissant filer les prix sans faire grimper les salaires en conséquence).

Tradução Livre:

Le Monde: É isso [a expansão monetária] não fará descarrilar os preços?
Krugman: A inflação não é o problema é a solução.
Le Monde: O que quer dizer?
Krugman: Para restaurar a competitividade a Europa teria, digamos, nos próximos cinco anos, de baixar os salários nos países europeus menos competitivos, em 20% face à Alemanha. Com um pouco de inflação, o ajuste é mais fácil de realizar (deixar subir os preços sem aumentar os salários em conformidade).

Notícia do Negócios, por Eva Gaspar:

Paul Krugman insiste hoje numa entrevista ao “Le Monde” que a principal solução para os desequilíbrios que ameaçam a sobrevivência da Zona Euro passa por uma descida dos salários nos países periféricos, onde se tem concentrado a perda de competitividade face ao centro – e, em particular, face à Alemanha.
“Para restaurar a competitividade na Europa ter-se-ia de fazer com que, daqui a cinco anos, os salários baixassem nos países menos competitivos 20% em relação à Alemanha”.
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Há Magistrados a passar fome!

Não acreditam? Quem o diz não sou eu, mas Maria José Morgado, alguém tida como muito entendida sobre questões da Justiça. Ouçam por vocês próprios:
TSF
TVI24
Associação Sindical dos Juízes Portugueses

Se ouvirem o som da TSF, o que eu acho piada é que o Sindicalista que fala a seguir nem se sente confortável para ir tão longe!
Dá outro significado à expressão “fome de justiça”…

Depois de Cavaco Silva a ter dificuldades a pagar as contas, agora são os juízes a passarem fome. Interrogo-me como sobrevive o resto da população…

Ide estimular para a estrada

Lemos, ouvimos, e não acreditamos. Continua o berreiro do keynesianismo do século XXI. Mais intervenção do Estado, mais “estímulos” à economia, mais investimento público. Mais aeroportos de Beja, supomos. Ou seja, mais daquilo que levou Portugal – e meia Europa – a um buraco do qual vai demorar muito tempo a sair. Os rapazitos do punho cerrado continuam a gritar por mais! Como se fôssemos todos idiotas. Como se fôssemos uma fonte de dinheiro inesgotável para as suas fantasias. Temos uma notícia de última hora: não somos. Nem idiotas, nem uma fonte de dinheiro para as aventuras socialistas. Por isso sugiro que solicitem uma contribuição voluntária aos militantes do partido. Para estimular a economia. Para fazer obras, necessárias ou desnecessárias, nas sedes, pagar anúncios de meia hora em todos os canais de televisão (pode até ser para defender o neo-keynesianismo, afinal a liberdade de expressão é um conceito lato, abrange todos os disparates e até a defesa do roubo institucionalizado), construir um heliporto no Rato, comprar um carregamento de canetas e blocos de notas para os próximos congressos, ou um cabaz de Natal para cada português, ou um carro para cada português, ou o raio que os parta. O que quiserem. É à vontade do freguês, desde que ponham o dinheiro onde põem a boca. Não há contribuições voluntárias? Cobrem á força: o dízimo, ou a expulsão do partido. Se sabem fazê-lo a todos os portugueses, com certeza que não se vão atrapalhar a cobrar o imposto keynesiano aos seguidores de tão solidária ideologia. E ficamos todos mais felizes. Claro que não deixarão de ser uns bandoleiros de estrada que, no fundo, só buscam, no fim do arco-íris, o seu pote de ouro (uma ponte ou um aeroporto costumam garantir boas carreiras pós-política). Quem nasce leitão morre marrano. Mas assim, os krugmanzinhos da metrópole, na falta de uma guerra nuclear ou de uma invasão de extraterrestres, já podem brincar aos “estímulos” sem meter a mão no bolso do próximo.

ACTA: Revolução Francesa, round 2

Enquanto este o congressista republicano Darrell Issa alerta publicamente que o ACTA só foi camuflado de «acordo comercial» para não ter de passar pelos parlamentos nacionais (Nigel Farage já disse também que votará contra o ACTA, apesar do seu país ter assinado o acordo, precisamente por isso), outros parecem acreditar genuinamente na filosofia de mercado subjacente ao ACTA. Um deputado alemão do partido da Merkel teve todas as suas contas de internet assaltadas depois de publicar um artigo em que compara os que protestam contra o ACTA a uma minoria de reis totalitaristas que a Revolução Francesa – a iluminada maioria (e a sua invenção dos Direitos de Autor) – veio destronar.

‘Dear Netsociety:’ you will lose the fight. And that is not a revelation from a lonely politician, it is the perspective of a politician who is cognizant of history.

He then goes on to cite the French Revolution, which is when he says the idea of intellectual property was born in 1789. Supporters of the net movement, he writes, just want “digital totalitarianism,” and are involved in an unholy alliance of “digital Maoists” and “monopolists with an accumulation of capital.”

O dogmatismo com que a afirmação de que indústria do entretenimento é prejudicada devido à pirataria tem sido repetida lembra de facto os períodos mais negros do terror revolucionário francês, tempo de execuções sumárias sem julgamento (que o ACTA aliás prevê no conceito de “medidas provisórias” a serem aplicadas antes de qualquer processo).

Momento Zen na Aljazeera quando, em resposta a uma porta-voz do ACTA que explica que o acordo é meramente comercial pois temos de proteger a propriedade intelectual contra os prejuízos económicos, um jornalista lê alto os lucros crescentes de um dos lobistas do ACTA, a Motion Picture Association, e põe a senhora a gaguejar que afinal é tudo uma questão de direitos.

la folie

“(…) ‘Para discutir o mercado único seremos 27, para discutir o pacto orçamental e o pacto europlus seremos 25 ou 26 (os que querem entrar no euro) e quando for só para o euro é só a 17’. Isto, explicou Sarkozy, ‘não é uma Europa a duas velocidades'”, hoje no Diário Económico (página 8).

Pois não, caríssimo Nicolas, não é a duas velocidades; é a três! Enfim, a loucura começa a institucionalizar-se….em alta velocidade!

Direitos de uns, dinheiro de outros

Bastaram-me cinco minutos de Prós e Contras (hoje sobre a nova Lei do Arrendamento) para notar que continuamos a ser um país infestado de gente que se manifesta ferozmente a favor dos “direitos” dos inquilinos. Tenho pena é que raramente essas pessoas se lembrem daqueles que gostavam de ser inquilinos e não podem porque têm de pagar a sua renda e os “direitos” dos outros. A esses, que não têm vergonha na cara, recomendo que procurem forma de, pelo menos, alugar alguma.