Injusto e imoral

Os dois grandes educadores em Portugal, a escola pública e os media, foram passando a mensagem ao longo dos anos de que os jovens devem seguir a carreira que mais gostam e para a qual se sintam dotados. Na medida em que o direito ao emprego está garantido pela constituição, o corolário óbvio é de que é função do estado (ou seja, dos contribuintes) garantir que essas pessoas terão um emprego. Cresceu assim uma geração de auto-proclamados artistas, professores, académicos e intelectuais de toda a espécie. Enquanto houve dinheiro criaram-se bolsas, subsídios e posições na função pública que foram compensando o facto de mais ninguém estar disposto a pagar-lhes pelo seu trabalho. Enquanto isso, empresas tiveram que deslocar-se por falta de profissionais qualificados e talentosos.

Entretanto, como sempre acontece com experiências socialistas, acabou-se o dinheiro dos outros. Nos próximos anos alguns irão perder as, cada vez mais escassas, benesses que o estado lhes foi dando. A pessoas como a Myriam Zaluar permitam-me que dê um conselho: façam-se úteis à sociedade, adaptem-se e façam algo que os outros estejam dispostos a pagar sem ser por intermédio da coerção estatal. Se mesmo assim insistirem em fazer aquilo que gostam, emigrem, procurem um local em que haja pessoas dispostas a pagar pelo vosso talento. Se não há crianças suficientes para lhes garantir um emprego, os professores que o queiram continuar a ser, devem deslocar-se para países lusófonos onde existem milhares de crianças sem professor. Não é obrigação dos restantes portugueses subsidiar os vossos sonhos, nem financiar más decisões de carreira. É injusto pedir aos contribuintes, que na sua maioria não têm as suas profissões de sonho, que continuem a abdicar dos seus subsídios de Natal para que vocês possam ter uma profissão que não satisfaz nenhuma outra necessidade para além da vossa própria realização pessoal. Não é só injusto, é imoral.

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42 thoughts on “Injusto e imoral

  1. Excelente texto. A pôr o dedo na ferida da dependência estatal total em que muito do nosso país tem vivido há décadas. Haja coragem para dizer estas coisas…

  2. Luís Lavoura

    O post começa mal:

    Os dois grandes educadores em Portugal, a escola pública e os media, foram passando a mensagem ao longo dos anos de que os jovens devem seguir a carreira que mais gostam e para a qual se sintam dotados.

    1) Como é que o Carlos sabe que a escola pública passou essa mensagem? O Carlos andou recentemente na escola pública? Ou tem algum filho que tenha andado?

    2) Eu nos mídia nunca ouvi tal mensagem.

  3. 1 – quando eu andei na escola pública (1979-1995), ninguém me passou essa mensagem (na verdade, os professores até costumavam embirrar comigo dizendo que eu tinha a mania de só fazer o que queria) , mas pode ser diferente nos dias de hoje

    2 – Se nos media incluirmos o cinema, as séries americanas, a música, etc, essa mensagem é muito frequente (largamente por serem, em grande parte, produzidos por pessoas que efectivamente seguiram a carreira que mais gostam)

  4. Caro Pinto
    Aproveite o balanço e discorra acerca da necessidade de “imigração” ainda por cima pobre,doente,iletrada que como missionários os políticos têm andado a nacionalizar na maior casa pia do mundo…

  5. zeparafuso

    Até concordava com o texto se o estado não fosse o primeiro a prevaricar, tendo por exemplo, excesso de pessoal trabalhador ao seu serviço. Os cursos não se tiram pensando em emigrar. Os incentivos não são criados para serem depois retirados, pensando que estamos a formar candidatos a emigrantes. Mudança de sistema (seja lá isso o que for) é necessário. Enquanto não houver mudança o estado terá, ou devia ter, a responsabilidade de solucionar os problemas de desemprego, de excesso de licenciados ( a mais nuns cursos, a menos noutros). Há 37 anos que andamos a dizer a mesma coisa, “fazer sacrifícios”, “apertar o cinto”. Desde essa altura o que melhorou? Passámos a ter um País de Doutores? Só uma coisa é certa, passámos a ter um País de desempregados. Por culpa dos empregadores? Por culpa de um estado que só tem sabido criar impostos? Cometemos um erro, nós cidadãos, votámos em maioria nos que nos governam. Copiamos tantas coisas e não conseguimos copiar os Países de sucesso ( não a Alemanha, que a esses tamb~em tivemos que perdoar dívidas pela destruição que a 2ª Guerra causou e agora ainda vem cobrar juros – mas isto é a minha 4ª classe a falar, mas é o que sinto e não gosto do que sinto)

  6. neotonto

    contribuintes, que na sua maioria não têm as suas profissões de sonho,

    Está supurando pela “ferida” o Guimaraes Pinto?

  7. GriP

    Incompetentes são aqueles que procuram o suporte do estado para garantir a sua valorização, já que doutro modo ninguém voluntariamente estaria disposto a fazê-lo. A chamada “valorização pelo saque”.

  8. tainha

    Injusto e imoral não é uma pessoa trabalhar 16 anos num local sem ser efectivada e a ganhar menos que o salário minimo… injusto e imoral é falar sobre isso e protestar. Este post revela bem o tipo de mentalidade podre que permeia alguma sociedade portuguesa. Infelizmente essa não emigra. Feliz Natal.

  9. Spencer

    Lembro-me perfeitamente de andar na faculdade e ouvir amigos meus que estavam a tirar o curso de Professor de Educação Física dizer… “ah é para o desemprego”, ou seja, já a tirar o curso sabiam qual era o destino, mas mudar de curso ou procurar alternativas não o fizeram. Hoje têm part-times, são professores de substituição e pouco mais.

    Eu tirei também um curso da treta, Comunicação Social e Cultural. Depois de call-centers e estágios não renumerados, fartei-me e emigrei. Há dois anos em Inglaterra, faço o que gosto e já não vivo em casa dos meus pais. Custa estar longe, é verdade. Mas custava-me mais estar em Portugal, sem trabalho, dependente dos meus pais e a perder saúde mental a cada dia que passava.

  10. GriP

    “Injusto e imoral não é uma pessoa trabalhar 16 anos num local sem ser efectivada e a ganhar menos que o salário minimo… injusto e imoral é falar sobre isso e protestar”

    É assim tão mal… e no entanto fica 16 anos sob estas condições?! Há aqui qualquer coisa que não faz sentido… a sua inercia é reveladora…

  11. MCosta

    Quer falar de imoralidade, então que tal um pouco de honestidade intelectual. O senhor quer fazer crer que estamos como estamos por causa das expectativas que o estado via escola publica e os média nos fizeram acreditar ser possível.
    Mas:
    Imoral foi o que a classe politica do Centrão fez a este país com a nossa integração UE
    Imoral foram os concursos públicos das obras do estado e a sua orçamentação
    Imoral foi o salvamento de Bancos que eram e são casos de policia
    Imoral foram dois primeiros ministros que tiveram percursos académicos irrelevantes, armados em exigentes e moralistas
    Imoral é um PR que fala em limites de sacrifícios num governo e se cala face aos crimes do outro (da sua cor politica).

    E por fim, imoral é o senhor, aliás não é imoral, é mais correcto amoral.

    Mas como vivemos em democracia temos que o tolerar.

    Cumprimentos

  12. tainha

    Se não sabe do caso pode sempre ir ler o texto ao qual o post se refere. Veja lá se é um bom exemplo de inércia.

  13. 1. a Myriam é jornalista.

    2. o estado continua a pagar cursos superiores a professores e outras profissões que, está largamente provado, não têm empregabilidade em portugal.
    está a investir em pessoas para elas irem produzir riqueza [porque educação é riqueza] no estrangeiro – verdadeiro desperdício de recursos. enquanto o estado continuar a agir assim, não tem pingo de legitimidade para dar conselhos sobre emigração.

    3. tem sido o estado [e continua a ser] a perpetuar a noção que os jovens devem seguir o que querem, deixando abrir cursos como cogumelos a cada esquina, alguns até com médias de entrada negativas.

    4. não é função de nenhum membro do estado intrometer-se na vida privada dos cidadãos, quer seja através de conselhos sobre emigração, quer seja através de qualquer espécie conselhos sobre a sua vida pessoal.

    5. para liberalistas estão demasiado arreigados ao estado e às suas funções/declarações.

  14. k.

    Desculpe?? Você leu o texto no link que colocou?

    Explique-me lá como é que “405 euros X 7 meses por ano” é uma benesse??
    Explique-me lá porque é que ser jornalista ou professor é inutil?? (Aliás, o facto de ter duas profissões mostra a adaptação que recomenda)
    Explique-me lá como é que a pessoa que escreveu o texto está “realizada”???

    E já agora, espero que o senhor Carlos que aqui escreve, já tenha sentido na pele o desemprego, dificuldades em pagar as contas, e tenha olhado para os seus filhos e ter de lhes dizer que não lhes podia comprar aquele rebuçado, não porque eles estejam gorditos, mas sim porque tem os “tostões” contados.

    Desculpe lá.

    De facto, devo dizer – A sua análise não é só injusta, é imoral.

  15. “É injusto pedir aos contribuintes, que na sua maioria não têm as suas profissões de sonho, que continuem a abdicar dos seus subsídios de Natal para que vocês possam ter uma profissão que não satisfaz nenhuma outra necessidade para além da vossa própria realização pessoal. Não é só injusto, é imoral.”

    plenamente de acordo! mas o que acho estranho é que a unica coisa justa para os liberais passistas é pedir ao dinheiro aos contribuintes para financiar a BANCA! o estado deve sair da ecónomia excpto da banca…

  16. Joaquim Amado Lopes

    Tenho que reconhecer: a Myriam Zaluar escreve muito bem. É doutoranda e investigadora, fala 4 idiomas, tem vários cursos e quase 20 anos de experiência profissional como jornalista, tradutora e professora.
    Ama um país que se tornou o seu e tem uma família para sustentar.

    Com tantas habilitações, competências e experiência, conseguiria certamente arranjar um bom emprego.
    Ganhando agora tão pouco e passando tantas dificuldades, é estranho que não o procure.
    Não o procurando, está-se a queixar de quê, exactamente?

  17. p D s

    Pois, quem sabe a Myriam sempre se podia dedicar:

    1- á pesca não era ? …ah, pois é…a pesca foi desmantelada e não há frotas nem barcos… só para espanhois e, ok!
    2- então podia sempre ser agricultora…pois era ? …pois, não era não, com o PAC só se fosse francesa é que podia plantar.
    3 – Então sempre podia arranjar umas vaquinhas e dedicar-se ao Leite por exemplo….! ah, não ?!?!? não pode ? Os açoreanos já deitam leite fora …ah, ok !
    4- Então sempre podia procurar um trabalo na Industria pesada…! ah não ? tb já não há, foi desmantelada!

    Pois sendo assim…e melhor que se ponha daqui para fora e vá chatear outro pais….antes que fechem tambem as fronteiras e não nos deixem sair …(não nos deixem sair, os outros, os dos outros paises !!!)

  18. Absolutamente ridículo !
    Os media e a escola pública (e até as famílias) NUNCA passaram tal mensagem. Pelo contrário, sempre me disseram que o melhor era “estudar nos computadores” – como diz a música… felizmente tenho vontade própria.

    A escola e os media que argumenta “educarem” as massas são apenas uma invenção de uma geração que ainda acha: “- porque eu tive que fazer isto, os outros também têm que o fazer…”

    Acredito na evolução da sociedade, não quero ser como foi ou como é, quero ser melhor, quero tentar, e morrer tentando, mas nunca acabar velho do Restelo com tiques Salazaristas a chorar os bons momentos da mocidade portuguesa.

    PIM !
    (alguém com vontade própria)

  19. lucklucky

    “1- á pesca não era ? …ah, pois é…a pesca foi desmantelada e não há frotas nem barcos… só para espanhois e, ok!
    2- então podia sempre ser agricultora…pois era ? …pois, não era não, com o PAC só se fosse francesa é que podia plantar.
    3 – Então sempre podia arranjar umas vaquinhas e dedicar-se ao Leite por exemplo….! ah, não ?!?!? não pode ? Os açoreanos já deitam leite fora …ah, ok !
    4- Então sempre podia procurar um trabalo na Industria pesada…! ah não ? tb já não há, foi desmantelada!”

    É preciso ser não só ignorante sobre tudo o que se passa à sua volta, mais é preciso ser burro. Há pesca, há agricultura, há industria. Não há é a pesca, agricultura,industria miserável e de baixa produtividade. A PAC é um programa Estatista para manter os preços.
    Olhe, o barco de pesca que se afundou recentemente tinha um subsídio para a sua construção.

    “Explique-me lá porque é que ser jornalista ou professor é inutil?? (Aliás, o facto de ter duas profissões mostra a adaptação que recomenda)”

    Se ninguém quer o seu serviço é inútil. A inutilidade pode vir do excesso de oferta ou do valor per si e ou da relação entre os dois. Você acha que deveriam existir 3 milhões de advogados? 5 milhões de mecânicos em Portugal?

  20. lucklucky

    O que isto demonstra é até que ponto os Professores se julgam Aristocratas.
    Julgam que têm direito a fugir ás regras do mercado.

  21. Mário Afonso

    O sr. Carlos Pinto, que escreve este texto absolutamente absurdo, esquece-se que as pescas e a agricultura, por exemplo, também são financiadas pelo estado. Mas até mesmo os bancos privados o são; e, neste último exemplo, trata-se de dinheiro público investido no jogo privado da alta finança que em nada vem contribuir para a vida do cidadão comum. Por outro lado, se o cidadão comum não encontra a possibilidade de realização dos seus sonhos, depara-mo-nos, que é exactamente o lugar onde nos encontramos, com uma questão fundamental: o que é na verdade uma sociedade democrática se não tiver em linha de conta a pluralidade de interesses dos indivíduos que a constituem? O que será exactamente essa “coisa” que tanto incomoda o sr. Carlos Pinto. Não estará a servir-se desta ferramenta para propaganda de ideias, bacocas, que resultam, eventualmente, de sonhos abortados e estrangulamento de carreira, que a sua doutrina quer agora ver impor-se a outros.

  22. tiago

    O sistema estatal de ensino é sem dúvida das ideias mais destrutivas que temos na sociedade contemporânea. No entanto, as razões não são as que o Carlos Guimarães Pinto parece defender. O problema não é efectivamente a mensagem de que podemos fazer o que queremos. Aliás, essa ideia parece-me até bastante saudável dentro de um quadro realista. O problema real é a distorção (destruição) do verdadeiro valor das coisas.

    No final, o problema é um de conhecimento: a ideia de um número de pessoas consegue saber o que é melhor para uma sociedade inteira.
    Mas como se pode ver pelos comentários, muita gente não consegue sair da caixa, e continua a olhar acriticamente para um sistema decadente. Continuam a achar normal que haja “vagas” definidas centralmente, para cursos. continuam a achar que se deve apostar em x em vez de y.etc etc

    não consegue ver que por exemplo o curso de arquitecto, de designer, de jornalista ou outra coisa qualquer é definido centralmente, burocraticamente, com limites, que impedem a emergência de possibilidades mais adequadas com as necessidades e os desejos. Não conseguem ver que a própria ideia de “curso” é uma ideia limitada à ideia que o estado tem dela, e não que a sociedade tem, ou seja o verdadeiro valor.

    Pedir a alguém que seja útil é cometer o mesmo erro. E de certa maneira, é quase pedir a alguém que se contente com a mediocridade, dado a qualidade do sistema.

  23. Myriam Coiso e Tal

    Pessoas com o seu discurso metem-me mais nojo ainda do que os nossos governantes, pois são as pessoas como o senhor que os autorizam a tal, e infelizmente são muitos. São muitas as pessoas infelizes como o senhor, reprimidas como o senhor, e com vontade de abafar quem, com todas as suas forças, luta para ser digno do que faz de nós um ser humano criativo, verdadeiramente responsável por materializar a potência da sua importância à face deste planeta enquanto espécie.
    Resta-me apenas uma única consolação: por mais que estrebuche e se contorsa em veneno fascista, esses outros, essas Myriam’s – que são muitas, mas mesmo muitas – estão fadados a seguir em frente, e, mal-grado seu, a triunfar. Isto porque o devir é imparável, e os reprimidos que não se consigam soltar da suas prisões mentais (fruto de muitos anos de embrutecimento e recalcamento, e sobretudo MEDO) serão esmagados com uma força proporcional à resistência que lhes oferecerem.
    N O J O !

  24. fuuu

    Caro, à parte do “Cresceu assim uma geração de auto-proclamados artistas, professores, académicos e intelectuais de toda a espécie.”, esqueceu-se de acrescentar a palavra “Políticos”. Agradeço a correcção.

  25. Quando uma sociedade, um país, desperdiça o maior capital que existe, o capital humano qualificado e educado, porque apenas tem necessidade de trabalhos como limpeza de quartos de banho e afins, é uma sociedade, ou país, de merda, perdoe-se-me o vernáculo. O tipo de argumento “muda ou emigra” é perigoso: pode sair o tiro pela culatra. A não ser que quem o profira pertença a um dos muitos lobís, famílias, ou grupelhos que conspurcam isto a que chamamos Portugal, e que são verdadeiramente a causa da nossa miséria (e não aqueles que “perdem” tempo a qualificarem-se).

    Mas enfim, obrigado por ter divulgado a carta da tal Senhora, que como se refere nos comentários, é verdadeiramente a única coisa que se aproveita neste post.

    Até sempre, nas obras de Angola ou a limpar retretes no Luxemburgo. A bem da nação.

  26. Joaquim Amado Lopes

    Miguel Madeira (22),
    Para ser sincero, quando escrevi “Com tantas habilitações, competências e experiência, conseguiria certamente arranjar um bom emprego.” estava a ser (meio) sarcástico. Se há alguma coisa que está mais do que demonstrado é que as habilitações literárias e os anos de experiência profissional da Myriam Zaluar não são acompanhadas por características pessoais que a tornem capaz de gerar um rendimento ao nível das suas pretensões.
    Só não se pode avaliar é se o seu insucesso profissional se deve a falta de aptidões sociais ou a a vontade de se queixar ser superior à vontade de fazer pela vida. Em qualquer dos casos, a “carta” que escreveu ao Primeiro-Ministro é um atestado à sua própria incapacidade para entender o mundo em que vive.

    .
    Guy Amado (25),
    Concordo plenamente com o facto de que o Carlos Guimarães Pinto fez muito bem em divulgar a “carta” da Myriam. Apenas discordo na razão porque foi bom que o fizésse. A carta da Myriam Zaluar é a demonstração cabal de como uma pessoa obviamente inteligente pode ser completamente impermeável ao senso comum e à noção do ridículo.

  27. “Só não se pode avaliar é se o seu insucesso profissional se deve a falta de aptidões sociais ou a a vontade de se queixar ser superior à vontade de fazer pela vida.”

    Eu por acaso tenho a teoria (que ei de explicar no meu blogue um dia destes) que “aptidões sociais” são largamente um jogo de soma nula (ou, mais exactamente, que são sobretudo úteis no contexto de actividades que são de soma quase nula, como “vendas” e afins), logo, quanto temos alguém a ser bem sucedido por ter boas aptidões sociais, ou mal sucedido por não as ter, o meu impulso em pensar “falha de mercado à vista”; mas já estou a divagar face ao tema central…

  28. JS

    A Sra. M.Z. escreve com vivacidade. Mas … não terá errado na escolha do seu alvo? Que vocifera, com razões e boa verbe, mas contra o Primeiro Ministro errado?.
    Acha mesmo que o que lhe aconteceu, e está a acontecer, é tudo obra e graça do Sr. PPC, deste PM, agora em exercício? Não seria muito mais correcto endereçar a sua cartinha para Paris?
    Apenas uma humilde opinião … Cordialmente.

  29. Octávio Roldão

    Tanta discussão para quê…?! A discutir-se premissas erradas, não se chega a lado nenhum…
    Com todo o respeito pelo autor do texto, devo dizer-lhe, do alto da minha senectude, que o Sr. não sabe do que fala…
    Cresça, amadureça… e depois opine com conhecimento da vida – e da causa.

  30. Luís Lavoura

    É injusto pedir aos contribuintes […] que continuem a abdicar dos seus subsídios de Natal para que vocês possam ter uma profissão que não satisfaz nenhuma outra necessidade para além da vossa própria realização pessoal.

    Que eu tenha notado, a sra Zaluar, na sua carta aberta, não pede nada disso. Ele nada pede aos contribuintes. Não pede que lhe dêem subsídios, não pede que lhe ofereçam um emprego, nada. Apenas pede, se bem me lembro, que o primeiro ministro emigre.

  31. Começo por agradecer ao Carlos Magalhães Pinto e ter-nos dado a conhecer a carta da Myriam que é aliás a única coisa que se aproveita do artigo que escreveu.

    Quanto à carta da Myriam estou de acordo com o seu pedido ao Steps Rabbit, que emigre e que leve consigo a maralha que o rodeia…
    Mais, estou mesmo disposto a financiar esta emigração contribuindo com uma quantia para os ajudar a pagar os bilhetes de ida para o outro lado do Mundo.

  32. olha olha foi excluída deste insurgente e moralista. Será por ser também Santos Silva ou por ter acertado no alvo da iliteracia mental desta pseudo análise sobre o desemprego? trate-se meu amigo, vá a um psicólogo que esses também estão sem emprego meu caro imoral insurgente de pensamento iliterado.
    Cumprimentos a today a familia. Three Gorges to you too.

  33. Pedro Santos

    Acho tanta graça a este género literário… Verborreia com base em verdades universalmente assumidas….
    “Entretanto, empresas tiveram que deslocar-se por falta de profissionais qualificados e talentosos.”
    Gostaria que o autor ilustrasse esta sua iluminada opinião com alguns exemplos destas empresas!
    Ter-se-á certamente enganado (deve ter feio uma pausa a meio e quando retomou a inspiração tinha ido… o que queria dizer era:
    “Entretanto, algumas empresas, após beneficiarem dos incentivos à sua localização em Portugal, tiveram de deslocar-se na busca de escravos desqualificados e sem alternativas noutras paragens.”

    Faço minhas as suas iluminadas palavras: “Cresceu assim uma geração de auto-proclamados (…) intelectuais de toda a espécie.”

  34. heitoralvelos

    Em bom português diz-se:
    “seguir a carreira DE que mais gostam”
    “fazer aquilo DE que gostam”.

    Quanto ao restante: subscrevo. Vi com regularidade, nos meus anos de residente em Londres, alunos de mestrado e doutoramento a trabalhar em balcões de fast-food – e esta situação encarada com naturalidade e legitimidade, dada a estrangulação de oportunidades. Em Portugal, algo do género é logo encarado como infâmia, falência do tecido social, sabe-se lá mais o quê.

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  37. jorge

    um texto absurdo…num país como Portugal onde o nível cultural da população é baixo, a falta de investimento do Estado nas áreas da cultura e da ciência só pode levar a uma total decadência….isto independentemente das minhas ideias, pois sendo comunista defendo que a maioria do sector privado deveria ser estatizado opondo-me assim à ideia que é o mercado que deve regular o consumo….mas mesmo numa perspectiva de sociedade de mercado, a ideia que o Estado só dá despesa e o privado é que fonte de riqueza está ultrapassada….

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