A demografia e os professores a mais

O Paulo Guinote respondeu ao post do Miguel Botelho Moniz com a evolução do número de alunos nos diversos níveis de ensino num período de 4 anos, tentando assim negar o argumento de que as alterações demográficas resultaram e continuarão a resultar num decréscimo do número de alunos matriculados. Como o próprio admitiu numa caixa de comentários abaixo, é necessária uma análise de séries mais longas para entender o verdadeiro impacto da demografia.

No gráfico em baixo podemos vêr a evolução do número de alunos matriculados nos diversos níveis de educação. A fonte é este relatório do Ministério da Educação.

Como se pode vêr pelo gráfico o número de alunos em todos os níveis de ensino, excepto o pré-escolar, baixou substancialmente nos últimos anos. No caso do 1º ciclo, o pico ocorreu no princípio dos anos 80 e desde aí o número de alunos caiu para metade. Uns anos mais tarde, mais precisamente em 1986/1987, ocorreu o pico no número de alunos do 2º ciclo. Desde aí o número de alunos inscritos no 2º ciclo baixou 33%. Oito anos mais tarde ocorreu o pico no 3º ciclo e ensino secundário. Desde esse pico, o número de alunos matriculados caiu 16% e 27% respectivamente. A demografia, como se pode verificar, não engana. O único crescimento ocorreu no pré-escolar, não por efeito demográfico, mas pelo alargamento da rede. Desde o início dos anos 90, a rede pré-escolar alargou-se a mais 95 mil alunos (+55%), mas que não chegou para compensar os 300 mil que se perderam no ensino básico.

Fica assim, mais uma vez, provado o argumento do Miguel Botelho Moniz sobre o efeito da evolução demográfica no sector do ensino. Nem o aumento conjuntural devido ao programa Novas Oportunidades pode alterar a tendência de longo prazo: menos crianças, menos alunos.

Mas podemos ir mais longe. comparemos os números anteriores com a evolução do número de docentes. Os valores abaixo são retirados deste relatório, onde os o 2º e 3º ciclos e secundário são agregados.

Comecemos pelo pré-escolar. Vimos anteriormente que o número de alunos na rede pré-escolar pública cresceu 55% desde o ano lectivo 90/91. Nesse mesmo período, o número de docentes na rede pré-escolar cresceu 89%, muito mais do que o crescimento no número de alunos. No caso do 1º ciclo, enquanto o número de alunos matriculados baixou 45% desde o pico, o número de docentes baixou apenas 19%. Mas a maior diferença ocorre nos níveis de ensino do 2º/3º ciclos e secundário. Enquanto o número de alunos nestes níveis baixou 19% desde o pico de 1994/95, o número de docentes não só não desceu, como aumentou 15%.
Claro que se pode sempre argumentar que estas diferenças se devem a uma necessidade de melhoria da qualidade do ensino por via de um rácio Alunos/professor mais baixo. Também não parece que tenha sido esse o caso. O actual rácio para Portugal é de 11.6 que não fica mal quando pensamos que a Espanha tem 12.6, a Alemanha 13.0 e a França 18.7 (dados do World Bank). Em suma, não só a demografia irá continuar a pressionar a oferta de lugares no ensino no futuro, como existe algum caminho para recuperar do passado.

35 pensamentos sobre “A demografia e os professores a mais

  1. Já discuti demasiado estes argumentos ao longo dos anos com a brigada do PS.
    Estou demasiado cansado para o fazer com a brigada PSD/CDS.

    Tenho um processo em tribunal por difamação por ter acusado um jornalista de fazer “truques” com os dados estatísticos, tendo-o demonstrado.

    Não estou com disposição para mais uma rodada. Poderia linkar declarações de PPC e PP sobre tudo isto, as contradições, o facto de as recentes declarações do primeiro se dirigirem a mais grupos qualificados, etc, mas deixo-vos o terreno livre para continuarem a campanha anti-profes do Valter Lemos e Maria de Lurdes Rodrigues.
    Sempre soube que os admiravam, escusavam era de usar exactamente a mesma táctica.

    Pouco se distinguem, o fim será o mesmo (uma qualquer Fundação…)

  2. Ahhhh…. é errado que eu tenha misturado as NO nos dados que usei.
    Os relatórios do GEPE separam as duas realidades.

    Agradeço, de qualquer modo, o tom deste post, muito longe daquela coisa do “só quem tem menos de uma sinapse” é que não pode concordar com isto de um outro postador.

    Por isso mesmo, o tom da resposta é diferente.

    Quando se goza com as pessoas, as ditas cujas têm o direito de reagir da mesma forma.

  3. Ricardo Campelo de Magalhães

    Se o Paulo tem isso publicado (da altura das discussões com a malta do PS, à qual não assisti), podia colocar aqui apenas 1 ou 2 links sobre quando o tema da discussão foi este. Pode ser?
    Estou genuinamente interessado em conhecer os seus argumentos sobre este tópico.

  4. Pingback: Declaração de repúdio à idiotice « Magna Opinione

  5. Carlos Guimarães Pinto

    Caro Paulo Guinote,

    Mesmo que inadvertidamente, possivelmente levado em erro pela forma como são apresentados, incluiu de facto as NO nos seus números. Pode vêr aqui a divisão nas diversas categorias da série que termina em 1525420 (http://estatisticas.gepe.min-edu.pt/vistas.jsp?vm_id=461), onde verá que as NO estão incluidas.
    Nem eu, nem o MBM, nem o CMF temos qualquer filiação partidária. Encontrará no nosso histórico alguns posts bem críticos da coligação governamental. Dois de nós nem sequer trabalham em Portugal.
    Não há aqui qualquer manipulação estatística, nem eu me daria ao trabalho de o fazer para provar um ponto. A “classe” dos professores tem que deixar de vêr em cada estudo ou opinião uma perseguição pessoal, e entender de uma vez por todas que as dinâmicas demográficas irão de facto fazer com que haja menos posições no futuro. Aceitar o problema, em vez de se entricheirarem, será o primeiro passo para o resolver.

  6. Joaquim Amado Lopes

    Primeiro passo: “não é assim e os números provam-no”.
    Segundo passo (depois de serem apresentados números que provam que é assim): “é preciso analisar séries mais longas”.
    Terceiro passo (depois de serem apresentadas séries mais longas que confirmam que é assim): “os números podem ser manipulados de forma a dizerem o que nós quisermos, já discuti isto antes e não estou para o fazer novamente”.

    Não é original portanto não podemos chamar-lhe a “táctica Guinote”. Que pena.

  7. F. David Cruz

    Acrescento mais alguns dados demográficos:

    http://equacaobase.wordpress.com/2011/12/19/emigracao-de-professores-continuamos-a-preferir-politicos-vendedores-de-ilusoes/

    Trata-se de um gráfico com a evolução da população dos 0 e os 14 anos (aproximação à população em idade escolar) em Portugal, Angola e Moçambique, entre os anos de 1950 e 2050 (ou seja, encontra-se incluída uma projecção). São dados da Divisão da População das Nações Unidas. É percetível a existência de duas tendências que diferenciam o caso português dos outros dois países africanos de língua oficial portuguesa.

    Relembro ainda que desde 1982 que Portugal não renova gerações, pois desde essa data que o número médio de filhos por mulher (índice sintético de fecundidade) é inferior a 2,1 (limiar teórico para a substituição geracional). Os dados mais recentes indicam que, em 2010, nasceram, em média, 1,4 filhos por mulher. Como tal, é um dado adquirido que a população jovem (e obviamente também a população em idade escolar) continuará a diminuir.

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  9. E isto tudo com as escolas a não serem SEF, imaginem se fossem!
    A malta prefere poupar nos seus filhos e pagar os filhos dos outros…quer-se dizer é obrigada a isso…
    Turmas na área de Lisboa com 50% de estrangeiros?E correm todos contentes a festejar?A paga segue dentro de momentos…

  10. PMB

    Quando não se tem mais argumentos há aqueles que mudam de opinião, outros viram costas e terminam a discussão, situação muito comum após entradas de leão.

    “Agradeço, de qualquer modo, o tom deste post, muito longe daquela coisa do “só quem tem menos de uma sinapse” é que não pode concordar com isto de um outro postador.”

    De facto quem ler a sequência de posts fica elucidado quanto à educação e à abertura ao livre pensamento dos diversos intervenientes… Mas não me parece que a conclusão seja igual à de Paulo Guinote…

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  13. As alterações demográficas não explicam tudo no que diz respeito ao nº de alunos no sistema público e fazer disso um argumento para a diminuição do número de professores é errado. Há muitas outras variáveis relevantes para o caso: Políticas educativas (extensão da escolaridade obrigatória para os 18 anos, aumento do nº de alunos por turma, etc), fluxos migratórios e migração de alunos entre os sistemas público e privado. Considerando estas variáveis talvez se possa chegar a alguma conclusão.

    Parece-me que os gráficos apresentados não estão correctos. De facto se aos dados do GEPE (pelo menos entre 2005 e 20010) retirarmos os alunos inscritos no ens. recorrente, EFA e RVCC, podemos concluir que o número de alunos no ensino Secundário aumentaram (e muito) tal como os alunos matriculados no pré-escolar. podemos ainda verificar uma estabilização do nº de alunos no 2º ciclo e um decréscimo no 1º ciclo.

    Aqui ficam os dados:

    2005/06 2006/07 2007/08 2008/09 2009/10
    Educação pré-escolar128754 127602 131502 131765 141044
    1.º Ciclo 417204 419924 418988 407357 401202
    2.º Ciclo 209983 208954 213832 210968 210534
    3.º Ciclo 313851 319380 321888 313041 311095
    Ensino secundário 209767 219507 224612 248297 258037

  14. Completando os dados apresentados podemos verificar que o nº de alunos no sistema de ensino público tem aumentado sempre nos últimos anos (e não considerando os alunos no ens. recorrente, EFA e RVCC):

    (2005_06):1279559 / (2006_07) 1295367 / (2007_08) 1310822 / (2008_09) 1311428 / (2009_10) 1321912

  15. Carlos Guimarães Pinto

    João Narciso, o link para os dados originais está no post. Pode ir lá verificar.
    Efeitos de variações demográficas não se reflectem em 4 anos, por isso é que a análise é feita a 25 anos.

  16. #16 Carlos,

    não é preciso ser um cientista para perceber que a variação demográfica influencia o nº de alunos no sistema educativo. Porém, há muitos outros factores que podem contrariar essa evidência. Estudar o nº de alunos no sistema educativo público nos últimos 25 anos para aferir o efeito demográfico é um absurdo e um erro de principiante. Note, se pensarmos apenas nas políticas educativas implementadas ao longo destes anos (por exemplo, a massificação do ensino, a introdução da escolaridade obrigatória até aos 15 anos, o incremento dos cursos profissionais e cursos CEF – que reduziram o abandono escolar, a introdução da escolaridade obrigatória até ao 12º ano, e.t.c.) perceberá que ao longo dos anos os contextos educativos são diferentes e muito dificeis de comparar, quanto mais estabelecer correlações com aspectos demográficos.

    A 1ª pergunta chave é: Nos últimos anos (e apresento dados de 2005 até 2010) o sistema de ensino público tem diminuído o seu número de alunos?
    A resposta é: Não (e isto apesar dos aspectos demográficos desfavoráveis…) – Dados oficiais no comentário #13 e #14.

    A 2ª pergunta chave é: Será prevísivel que diminua o nº de alunos no sistema de ensino público?
    A resposta é: Depende das políticas educativas implementadas. Isto é, se a redução do abandono escolar e a escolridade obrigatória até aos 18 anos forem prioridades deste governo, obviamente que sim, o nº de alunos tenderá a aumentar. mesmo com um decréscimo demográfico. Ou tem dúvidas?

  17. Correção a #17

    A 2ª pergunta chave é:

    Será prevísivel que, nos próximos anos, diminuam o nº de alunos no sistema de ensino público?

    A resposta é:

    Depende das políticas educativas implementadas. Isto é, se a redução do abandono escolar e a escolridade obrigatória até aos 18 anos forem prioridades deste governo, aliadas à tendência de migração de alunos do sistema privado para o público, o nº de alunos no sistema de ensino tenderá a aumentar, mesmo com um decréscimo demográfico.

    Ou tem dúvidas?

  18. Pingback: Há professores a mais? | Aventar

  19. Carlos Guimarães Pinto

    Tem toda a razão. Obviamente se o ministério da Educação resolveu elevar o ensino obrigatório até aos 18 anos isso terá um efeito positivo no número de alunos matriculados. Se estabelecer como objectivo que as turmas não ultrapassem os 10 alunos também. Tal como o oposto também poderia acontecer (levar o número de alunos por professor para 15 ou aumentar o número de horas lectivas de cada professor, por exemplo).Até podemos discutir se essas medidas fazem ou não sentido. Mas não é isso que está em causa aqui.

    O que está em causa aqui é o efeito demográfico, porque foi isso o que o primeiro-ministro apontou, Esse efeito está à vista.

    A análise a 5 anos faz pouco sentido, mas, já agora, não sei que números está a vêr, mas nestes aqui (http://estatisticas.gepe.min-edu.pt/vistas.jsp?vm_id=461) quando olhamos apenas para o ensino regular, o número de alunos está a cair em todos os ciclos menos no 2º em que fica na mesma.

  20. #19

    Agora percebi qual é o seu problema: desconhecimento do ensino público actual. Por isso considera apenas o ensino regular. Meu caro, o ensino público (e deixando de fora desta análise o ensino recorrente, EFAs e RVCC) vai muito além do ensino regular e há muito que possibilita diferentes ofertas formativas para os seus alunos: Ensino artístico, Cursos Profissionais, Cursos Educação e Formação e Cursos de Aprendizagem. Entende?

    Os números que apresento são oficiais e fáceis de encontrar (julgo que os mesmos em que Paulo Guinote se baseou) e não confirmam nada a sua análise (por isso suponho que recolheu dados incompletos ou errados).

    Apresento de novo (apesar das dificuldades de formatação):

    nº de alunos matriculados no ens. público nos últimos 5 anos (sem alunos no ens. recorrente, EFAs e RVCC):

    _________________2005/06 2006/07 2007/08 2008/09 2009/10

    Educação pré-es___128754 127602 131502 131765 141044
    1.º Ciclo__________417204 419924 418988 407357 401202
    2.º Ciclo__________209983 208954 213832 210968 210534
    3.º Ciclo__________313851 319380 321888 313041 311095
    Ensino sec________209767 219507 224612 248297 258037

    ____________Total_279559 1295367 1310822 1311428 1321912

    Dados globais:

    (2005_06):1279559 / (2006_07) 1295367 / (2007_08) 1310822 / (2008_09) 1311428 / (2009_10) 1321912

    Ou seja a sua tese, apesar de evidente e lógica, não se confirma. Entende?

  21. Miguel Noronha

    Não percebo muito bem que parte da tese não se confirma.

    O aumento de alunos verifica-se no pré-escolar e no ensino secundário, No primeiro caso foi aumentada a rede oficial e no segundo foi aumentada a escolaridade obrigatória até ao 12º ano. No primeiro caso o aumento de alunos faz-se por transferência de establecimentos privados e no segundo devido a uma decisão administrativa.

    Em nenhum dos casos contradiz a tese da diminuição de alunos devido à evolução demográfica

  22. #19

    Outro pormenor que acho que também lhe escapa. O ensino obrigatório até aos 18 anos já foi implementado pelo governo anterior e que eu saiba não foi revogado (nem conheço intenções disso) por este governo. Ou também não sabia disto?

  23. Miguel Noronha

    O que é que isso tem a ver para o caso em questão?
    Não altera o facto de ser uma alterção administrativa e não demográfica.

  24. Ora bem… a parte de eu linkar o que já escrevi é trabalho que podrão fazer no espaço de pesquisa do meu blogue.

    Depois… o que está em causa é o aumento de alunos ou a origem desse aumento?
    Se os alunos aumentarem porque a escolaridade foi aumentada para 12 anos isso significa que os novos alunos não contam?
    Não percebo esse requebro argumentativo.

    Para além disso, esquecem os descendentes de imigrantes. pode não ser na vossa vizinhança, mas é na minha.

    Agora pare meros efeitos de “veneno”, que eu sei que é coisa que os insurgentes gostam, fica aqui uma ligação, mesmo só para dar um pouco mais de sarcasmo à discussão e aumentar as mútuas audiências:

    http://educar.wordpress.com/2011/12/22/afinal-os-insurgentes-tambem-choram/

  25. #19,
    Não faz ideia nenhuma do que significa “ensino regular” pois não?
    Significa turmas com o currículo-padrão.
    Em quem deve ser defensor da autonomia curricular, acho estranho que discrimine as turmas em que o currículo é adaptado para se ajustar ao perfil dos alunos.
    Sei que como professor de turmas dessas conheço a realidade mais de perto. Ou, mais simplesmente, conheço a realidade.
    Que não se limita a turmas CEF.
    Podemos discutir os méritos desses cursos, mas os alunos, em CEF ou outros (não falo de certificações NO de adultos), seriam os mesmos, a menos que o Carlos defenda a sua exclusão do sistema de ensino.

    É que a discussão fica difícil quando estamos a falar de legumes e nos respondem em robalos.

  26. #23

    A tese não se confirma porque, apesar da diminuição demográfica, o nº de alunos têm aumentado:

    dados pordata:

    Nº de crianças entre os 0 e os 14 anos.

    1991 – 1.972.403 // 2001 – 1.656.602 by Pordata

    Alunos matriculados nos últimos 5 anos 8que apenham os dados demográficos de 1991 e 2001):

    (2005_06):1279559 / (2006_07) 1295367 / (2007_08) 1310822 / (2008_09) 1311428 / (2009_10) 1321912 by GEPE

  27. Pingback: A demografia e os professores a mais « 25 de Novembro sempre !

  28. Carlos Guimarães Pinto

    O que vocês ainda não perceberam é que a demografia é o único factor relevante de longo prazo. A via administrativa de aumentar o número de alunos eventualmente chegará a um limite e dificilmente compensará o efeito demográfico para além de um ligeiro efeito inicial. Mesmo o saldo migratório dificilmemte ajudará nos próximos anos.

    Vocês continuam a insistir numa análise a 5 anos. Independentemente das categorias que queiramos incluir, não deixa de ser verdade que os números foram afectados por decisões administrativas como o aumento da rede pré-escolar e do ensino obrigatório e o lançamento das NO. Os números para onde deveriam estar a olhar são os dos 1o, 2o e 3o ciclos, porque esses não foram afectados por nenhuma decisão administrativa, apenas pela demografia. Especialmente relevante o primeiro ciclo que é basicamente a antevisão do que está para acontecer nos ciclos posteriores. E aí anda-se a perder uma média de 1% de alunos por ano.

  29. Belmiro Doze

    A falta de GUITO e a DEMOGRAFIA põem os “stores” a…meditar…mas os DADOS já eram conhecidos; …meus caros…aproveitem e façam boa viagem…ensino público gratuito só na primária (claro bem ensinada…). O contribuinte agradece.

  30. Pingback: Uma atitude louvável « O Insurgente

  31. Pingback: Da desconversa e da obfuscação « O Insurgente

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