A propósito da emigração de professores

Algumas almas sensíveis ficaram indignadas com os comentários do primeiro-ministro sobre as oportunidades para professores fora de Portugal. Tal como todos aqueles que se recusam a ver a realidade, acham que pode haver uma solução política que altere os factos. Em Portugal há muitos anos que nasce cada vez menos gente. Isso inevitavelmente resulta numa diminuição no número de alunos no sistema de ensino. Apesar dos melhores esforços dos burocratas da 5 de Outubro no sentido contrário, a matemática ainda é uma ciência exacta.

26 pensamentos sobre “A propósito da emigração de professores

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  2. O mais significativo é que Seguro e apaniguados não se escandalizaram com a conveniência de professores desocupados poderem emigrar; o que foi motivo de escândalo foi o Primeiro-Ministro tê-lo dito. Apesar de ser verdade, não devia ser ser declarado, muito menos pelo chefe do Governo, na opinião deles.

  3. “Algumas almas sensíveis ficaram indignadas com os comentários do primeiro-ministro sobre as oportunidades para professores fora de Portugal. ”

    mas há oportunidades para alguma classe aqui em Portugal !!?? professores, engenheiros, enfermeiros, pessoas sem cursos superiores …o primeiro-ministro que tenha juizo…com uma ecónomia praticamente descapitalizada, ou seja, moribunda…vem falar que os professores devem emigrar…palhaçada total !!! realmente o Primeiro-Ministro marca a agenda politica…com trivialidades, no actual contexto económico e o PS que tambem não tem nada para dizer agarram-se a estas parvoices do primeiro-ministro da Banca Nacional

  4. Nuno Rodrigues

    Oh Sr. Botelho Moniz… Quando ao longo destes anos, muitos e muitos avisaram o PSD para o perigo da baixa de natalidade a conta destas politicas, o PSD ignorou! Agora a maneira de sair da teia de Aranha e comer a mosca! Haja vergonha!

  5. rui costa

    boa noite

    penso que de alguma forma essa situação se vai modificar, caso contrário, num prazo não muito longo, portugal acaba.
    além do mais presumo que vão aumentar o número de anos médio dos alunos nas escolas e vamos ter, assim espero, um grande aumento da necessidade dos professores para projectos de life long learning. caso contrário, sem uma formação profissional ao longo da vida cada vez mais intensa, não vamos ser mais produtivos.

  6. Miriam

    Salazar não queria a emigração, queria o povo ignorante e a trabalhar na agricultura quanto menos abertura ao exterior melhor e era de direita! Agora com uma coligação direita-extrema direita os governantes mandam mão de obra altamente qualificada embora. Afinal quem está à esquerda ou à direita de quem?

  7. Ramone

    “Tal como todos aqueles que se recusam a ver a realidade…”

    Suponho que a realidade é esse quadrozinho que o Insurgente apresenta. Tem que se comunicar isto rapidamente a todas as Revistas de Filosofia e Ciências. A Realidade. Num instantâneo, postado num blog…quem diria. Magnífico.

  8. “Suponho que a realidade é esse quadrozinho que o Insurgente apresenta.” Não, a realidade é na verdade aquilo que um burocrata qualquer fechado numa gabinete ministerial, que nunca teve um dia de trabalho a sério na vida, acha que é. A realidade é a dos decretos-lei e da restante papelada, que pretende moldar o país como um qualquer iluminado sonhou que devia ser. E facilmente se pode alterar a realidade a golpes de legislação.
    É digno que nota que em 2011, gente que consegue aceder a tecnologias do mais avançado que a Humanidade já teve ao seu dispôr, continue a demonstrar a sua total aversão a algo tão cristalino como são os…factos! Mas claro, a esquerdalha carneira não gosta dos factos, não entra na sua mundovisão de “direitos” e “afectos”….

    Só uma grande besta pode por em causa esse quadro e acima de tudo, aquilo que ele representa. É triste Ramone, mas infelizmente com gente como você, não se pode esperar um país melhor.

  9. Miguel Noronha

    “Quando ao longo destes anos, muitos e muitos avisaram o PSD para o perigo da baixa de natalidade a conta destas politicas”

    Quais políticas?

  10. Alexandre

    Os professores devem emigrar, de acordo. Também devem emigrar os choramingas que não param de se queixar do mercado de trabalho “inflexivel” ou da carga fiscal demasiado alta ou afins. “Quem está mal muda-se” serve para todos, não só para os outros.

  11. Ramone

    “É digno que nota que em 2011, gente que consegue aceder a tecnologias do mais avançado que a Humanidade já teve ao seu dispôr, continue a demonstrar a sua total aversão a algo tão cristalino como são os…factos!”

    Os factos são precisamente aquilo cujo a liberdade, no seu exercício, nega. Sem a capacidade negadora do facto, do dado, o homem não seria liberdade e auto-consciência. Sem a negação do facto, do dado, não há desenvolvimento, sendo que o trabalho é precisamente uma forma por excelência de negação do facto, do dado.

    Entretanto, não deixa de ser curioso que voce apresente a baixa de natalidade e de alunos como alguma novidade. Uma coisa que se sabe já há anos, uma coisa que os professores sabem há que tempos, de modo que é muita presunção sua apresentar um quadrozinho como se fosse alguma coisa que já não sabemos todos há que tempos. É a mesma presunção que leva o borrego que nos governa a dizer aos professores que emigrem. Desde logo porque o borrego presume que é fácil emigrar, presume que as pessoas não têm filhos e esposa, que podem simplesmente embalar a trouxa e zarpar, presume que se andam a dar vistos de trabalho facilmente, enfim, claramente não sabe do que fala.

  12. «Oh Sr. Botelho Moniz… Quando ao longo destes anos, muitos e muitos avisaram o PSD para o perigo da baixa de natalidade a conta destas politicas, o PSD ignorou! Agora a maneira de sair da teia de Aranha e comer a mosca! Haja vergonha!»

    Umas perguntas:
    1) Então a culpa da baixa natalidade é do PSD?
    2) “Muitos e muitos” quem?
    3) Quais políticas?

  13. «Suponho que a realidade é esse quadrozinho que o Insurgente apresenta. Tem que se comunicar isto rapidamente a todas as Revistas de Filosofia e Ciências. A Realidade. Num instantâneo, postado num blog…quem diria. Magnífico.»

    O “quadrozinho” está errado? Não.
    A diminuição da população em idade escolar é um facto? É.
    Os factos fazem parte da realidade? Sim.

    Você pode destilar o sarcasmo que entender. Quem faz a triste figura é você.

  14. «Também devem emigrar os choramingas que não param de se queixar do mercado de trabalho “inflexivel” ou da carga fiscal demasiado alta ou afins. “Quem está mal muda-se” serve para todos, não só para os outros.»

    Ainda não reparou que é isso mesmo que está a acontecer?

  15. «Os factos são precisamente aquilo cujo a liberdade, no seu exercício, nega. Sem a capacidade negadora do facto, do dado, o homem não seria liberdade e auto-consciência. Sem a negação do facto, do dado, não há desenvolvimento, sendo que o trabalho é precisamente uma forma por excelência de negação do facto, do dado. »

    A sua filosofia de algibeira é muito gira.

    Falta-lhe, claramente, a sabedoria para distinguir os factos que pode mudar daqueles que não pode.

  16. Ramone

    De um lado o governo sugere aos jovens e aos professores que o melhor é emigrarem. De outro lado diz que vai apostar na atracção de investmento para Portugal. Aqui qualquer coisa que não bate certo – há aqui Passos Coelho.

  17. Ramone

    “Falta-lhe, claramente, a sabedoria para distinguir os factos que pode mudar daqueles que não pode.”

    E quais são esses factos?

  18. semiramis

    «O que verdadeiramente interessa? O bem-estar dos professores ou o bem-estar dos alunos e do país?»

    Do link, retirei este excerto delicioso: «(…) retira-se uma conclusão óbvia: menos alunos, menor necessidade de escolas e de professores.»

    Em face dos excertos acima, o Sr F. David Cruz (e tantos outros) é – obviamente – limitado nas suas conclusões porque a redução drástica da taxa de fecundidade/natalidade representa um sério risco de não renovação populacional, colocando em causa a própria sobrevivência do país, dado o declínio do número de habitantes, realidade já constatada em 15 países europeus (exemplo da Alemanha).

    Ora, daqui se concluirá que a nossa sociedade está – obviamente – “doente”, por não apoiar os progenitores e as crianças. Agradeçamos ao P$ e ao BE o magnífico referendo de 2007 e respectiva legalização do aborto, como contraceptivo.

    Num país – já com 1 milhão a menos de jovens e 900 mil idosos – e que desde 2007 colocou o aborto como prioridade, em relação ao nascimento de uma criança, gastando muito mais com 1 aborto por mulher que o que gasta com o nascimento de uma criança, em nome de falsas verdades, acarretando consequências graves a nível social, económico e político de difícil resolução. Acresce ainda mencionar a perspectiva de grande recessão para os próximos anos e – é óbvio – que não haverá bem-estar nem para os mais velhos, nem para os mais jovens/alunos e muito provavelmente não haverá também país a médio-longo prazo.

    Em suma: menos crianças, menor necessidade de escolas e de professores, juntando-se as medidas “anti-crise” de mais austeridade, maior emigração e em contrapartida teremos, maior necessidade de apoio aos idosos. Pergunto: quem sustentará no futuro próximo este apoio ?

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