Na sequência da sensacionalista manchete do Público de domingo, a teoria do ‘excedente’ começa a ganhar tracção…Por isso, decidi ir ao dicionário para perceber o significado da palavra. Ora, excedente quer dizer “aquilo que está a mais” e “que sobra”. Portanto, tratando-se aqui de uma receita extraordinária (a transferência dos fundos de pensões da banca que, recorde-se, nas palavras do Ministro, será “actuarialmente equilibrada” mas não, na minha opinão, neutra) e mantendo-se ainda um défice orçamental no balanço do ano de 2011, não há “nada a mais” nem, infelizmente, “nada sobra”…
excedente!!??…com tantos activos tóxicos a entrarem para o Estado de uma vez só!!?? só pode mesmo ser mesmo uma questão de ilusão, a utilização da palavra ” excedente”… foi uma roubalheira, um Estado que fosse uma “pessoa de bem”, só aceitava esses activos tóxicos após a renegociação total das anteriores parcerias publicas-privadas em que a Banca Nacional está envolvida até á ponta dos cabelos…uma roubalheira é o que é…e ainda é imprecionante que negócios com estes montantes, antes de entrarem em vigor, não passem antes pelo crivo do Tribunal de Contas, impressionante…já que a Assembleia da Republica não fiscaliza nadinha, assina tudo de cruz…este Governo, está mesmo ao serviço da Banca!
Eu se fosse o Passos tinha posto os € debaixo do colchão e pagava a fornecedores no dia 1 de Janeiro. Isto para o ano vai ser uma desgraça…
Tem toda a razão. Ao menos que este truque contabilístico sirva para pagar dívidas do Estado a fornecedores. É o mínimo que se pode pedir.