flabbergasted

“Há outro caminho para a crise, disse hoje António José Seguro, apontando várias soluções, entre elas a existência de sanções para os países com excedente orçamental, avança o diário Económico. “Não entendo porque não se fala em sanções para quem tem excedentes e não os coloca ao serviço da economia. Não percebo porque é que na União Europeia, os países não ajudam as exportações de economias em situação mais difícil”, afirmou o líder do PS esta manhã na conferência do Diário Económico intitulada “Há outro caminho””, no i (destaque meu).

Outro caminho? Pois há! Chama-se: o caminho da idiotice. Francamente…e este homem é o líder da oposição?!

8 pensamentos sobre “flabbergasted

  1. analista

    Matematicamente :
    Se Socrates foi + 1 , e PPC é ZERO , só nos faltava este – 1 ;
    Politicamente :
    Uma desgraça : Se de um lado chove , do outro , faz M…..

  2. Joaquim Amado Lopes

    Com o que o PS fez nos últimos anos e o que o PCP e o BE defendem, acho que António José Seguro é a pessoa ideal para liderar “a oposição”. Ou não é consensual que, com propostas como as referidas, a representa na perfeição?

  3. Zebedeu Flautista

    Férias pagas aos trabalhadores nórdicos mais produtivos no Club Med seria uma boa ideia especialmente na Grécia.

  4. Tiro ao Alvo

    Realmente não se entendem estas saídas de alguns dos nossos políticos. Parece que, para além de não saberem do que estão a falar, não reparam no verdadeiro sentido das suas afirmações: quererá o Seguro ter uma palavra a dizer sobre as políticas financeiras dos governos da China, do Brasil e dos outros países que têm superavit?

  5. Fernando S

    Chama-se a isto propor retirar pontos aos melhores alunos que não deixem os piores copiar !…. Como é obvio o resultado desta “pedagogia” seria uma melhoria significativa da média geral da turma !!

    Os excedentes destes paises não são nem enormes nem sustentados. Alguns deles, como a propria Alemanha ha poucos anos, tinham inclusivamente déficits orçamentais superiores a 3%. Por isso mesmo continuam a ter dividas publicas que, embora inferiores às dos paises em maiores dificuldades, não são tão pequenas como isso, representam ainda uma percentagem importante do PNB.
    Nestas condições, a prioridade na utilização de quaisqueres excedentes deve ser a redução destas dividas e não o aumento dos consumos.
    Uma prova de que os excedentes actuais não põem estes paises ao abrigo de futuras dificuldades é o anuncio de hoje de uma agencia de rating de que podera em breve baixar as respectivas notações. O que, note-se, teria como efeito imediato o aumento do custo dos respectivos financiamentos, diminuindo ainda mais a capacidade destes paises poderem aguentar o Euro e ajudar os paises com maiores dificuldades.
    No fim de contas, esta ideia “luminosa” de Seguro teria como resultado mais do que provavel matar a galinha dos ovos (que ja nem de ouro são).

    As agencias de rating e os observadores mais avisados referem as fracas perspectivas de crescimento economico como uma das razões para verem com preocupação o futuro destes paises.
    Mas o que é preocupante não é o fraco crescimento em si mas sim o fraco crescimento num contexto de endividamento elevado no conjunto da Zona Euro. Sendo que o fraco crescimento tende a agravar ainda mais o nivel de endividamento.
    Acontece que é este endividamento elevado que explica o fraco crescimento e que a verdadeira saida para o ciclo vicioso nunca pode ser o aumento do endividamento mas sim a perspectiva da inversão da situação das dividas publicas e o inicio da respectiva diminuição a curto prazo. Porque apenas esta redução permitiria libertar recursos para financiar uma retoma da actividade economica a um prazo mais longo. Uma retoma que não seja artificial a curto prazo mas sim sustentavel a prazo.

    O mais certo é que os mercados, que são os verdadeiros financiadores das economias (em ultima instancia, os Bancos Centrais não financiam mas apenas gerem as moedas) não vejam com bons olhos politicas imediatas de relance da economia baseadas nas despesas publicas e no expansionismo monetario. No fim de contas, os mercados não desejam crescimento de curto prazo a qualquer preço e preferem certamente uma fase recessiva que acompanhe uma significativa redução do endividamento publico.
    A verdade é que em economias sãs não ha “almoços gratis”, pelo que não ha crescimento sustentado assente em dividas estruturalmente elevadas e não ha redução destas dividas sem efeitos imediatos de caracter recessivo.

  6. Joaquim Amado Lopes

    Eu acho que o Sr. Seguro precisa é de um valente par de estalos (em sentido figurado, na forma de as suas “ideias” serem classificadas publicamente como as imbecilidades que são) para deixar de se armar em parvo.

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