GDP is nonsense

GDP: nonsense on stilts:

Economic growth, or just growth, is today’s holy grail, on every politician’s lips .. Yet there are two glaringly obvious reasons why the whole concept of GDP is pure piffle.

Mathematical accuracy is impossible ..

But far more important is the nature of GDP itself. In particular, to what extent does it measure current consumer standards as opposed to prosperity in future? These two are entirely at odds with each other, because future prosperity is governed largely by the role of capital goods. But an increase of capital (i.e. savings and investment) means that current living standards are held back in the short term. So guess what: GDP statistics take little or no account of saving, the sine qua none for long term growth!

Ludwig von Mises, the great Austrian School economist, said that any macro-economic concept of national income is a mere political slogan devoid of any cognitive value. In fact it is worse than that because the GDP concept totally obliterates what is actually going on in a market economy.

Murray Rothbard, another king of the Austrian School, argued that all government spending should be subtracted from private spending as depredation on private production, and then we should subtract the resources drained from the private sector, to arrive at ‘Private Product Remaining in Private Hands’. Which brave economist will sign up to calculate this? Whatever, we must wean ourselves off GDP and all its works.

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21 pensamentos sobre “GDP is nonsense

  1. Alexandre

    And we wonder why is this not mainstream…all the main pundits eyebrows raising as they read something like this, thinking “WTF”.

  2. Luís Lavoura

    Mas em geral a poupança iguala o investimento. Ou seja, o dinheiro poupado por uns é utilizado por outros para comprar máquinas e outros bens de capital. Pelo que, o dinheiro gasto, e contabilizado no PIB, é o mesmo.

    Tanto faz que o dinheiro seja consumido como poupado, porque a poupança em geral traduz-se num consumo – de bens de equipamento – de igual valor.

    Ou sou eu que estou a ver mal a coisa?

  3. Paulo Pereira

    Voltamos ao mesmo. Numa economia o rendimento de uns é o gasto dos outros . Spending = Income.

    Contabilidade e lógica elementar. Não se pode fugir disso.

    A economia é feita de empresas, consumidores e estado. O que o estado gasta vai parar ao sector privado, sempre !

    Numa economia monetária o GDP é um indicador válido.

    Como já foi falado antes, o investimento é que dá origem à poupança, não é a poupança que dá origem ao investimento, numa economia industrial.

  4. tiago

    “O que o estado gasta vai parar ao sector privado, sempre!”

    Isto é pura falácia. O estado ao retirar x dinheiro, retira também um numero infinito de variáveis à sociedade, para lhes dar um valor fixo e determinado pelo planeamento central. E embora parte desse dinheiro possa ser utilizado beneficamente no sector privado, a forma como esse dinheiro é usado não corresponde ao seu potencial antes de ser retirado. Por exemplo, o Estado retira dinheiro para dar educação. Mas o que se perdeu entretanto, fruto da cooperação e da invenção humana, ou seja as inovações, as soluções, as novas formas de educar e de aprender, não se vêem. O que o estado dá ao sector privado compreende uma enorme perda, e não o mesmo valor que foi retirado.

  5. “GDP statistics take little or no account of saving, the sine qua none for long term growth!”

    Isso é non-sense – tanto o dinheiro que é gasto em bens de consumo como o que é gasto na acumulação de bens de capital conta para o GDP.

    A critica do Rothbard já parece fazer algum sentido, mas mesmo assim dá-me a ideia que ele está a subtrair a mesma coisa 12 vezes.

  6. lucklucky

    O crescimento do GDP é non sense, na forma como é medido.

    Veja-se uma pessoa com um Mercedes e este durar 10 anos Vs uma com 3 novos Trabant para o mesmo período é provavel que as estatísticas digam que o crescimento com o Trabant foi bem maior.

    O GDP não conta com a qualidade, e não conta ainda com o endividamento. A Dívida deve sempre entrar nas contas. Uma solução seria referir o GDP sempre junto com um índice de sustentabilidade.
    Por isso é que tivemos e temos uma data de políticos obcecados com o crescimento – juros baixos uma das razões para a bolha- a quererem crescimento a qualquer custo e que só vêem uma parte. É cavar buracos não só para ter emprego como para ter crescimento.

    Ter um PIB de 105 com 200% de endividamento é diferente de ter um PIB de 100 com endividamento de 50%.
    Há variáveis que não podem ser usadas sem outras variáveis.
    Ninguém analisa a situação de uma empresa olhando só para as vendas.

  7. “O GDP não conta com a qualidade, e não conta ainda com o endividamento”

    Bem, um produto mais caro conta mais para o GDP que um produto barato – se considerarmos o preço como uma medida aproximada de qualidade, a qualidade estará a contar para o GDP.

    Quanto a não contar com o endividamento – penso que o lucklucky está errado nesse ponto.

    O PIB (pela óptica da despesa) é igual a:

    consumo privado + investimento privado + consumo público + investimento público + exportações – importações

    O endividamento de um país num dado período de tempo é igual às exportações – importações (pondo a coisa de outra maneira: numa economia fechada não há endividamento – se alguém tem um saldo negativo, outro alguém tem que ter um saldo positivo; numa economia aberta, é possivel que o saldo liquido de um país seja negativo, mas isso irá reflectir-se num saldo negativo idêntico na balança comercial).

    Ora, como as exportações já são adicionadas ao PIB e as importações subtraídas, o endividamento já está a ser subtraído ao PIB.

    Assim, repito o que escrevi acima – as únicas parcelas do PIB que talvez sejam contestáveis é o “consumo público” e o “investimento público”.

    E depois, claro, há os tais problemas de jogos de computador descarregados à borla na internet não contarem para o PIB, o lazer que se tem nas férias não contar para o PIB (a menos que se gaste alguma coisa), etc., mas são problemas bastante diferentes do que andam a ser referidos neste post e nos comentários.

  8. lucklucky

    Há ainda outra questão muito mais importante: os Institutos de Estatística estão e ainda vão ser mais pressionados para vigarizar – não há outra palavra – .

    Veja-se como a Habitação é frequentemente retirada dos índices de Inflação – já não retiram a Habitação dos Índices de crescimento….
    É impossível que um Índice de inflação nos EUA e Espanha bem feito não tivesse detectado a bolha a começar.

    As Estatísticas dos Estados têm de sair dos Estados e terem concorrência.

  9. Ainda a respeito do endividamento:

    Imagine-se um país cujas empresas produzem bens e serviços no valor de 100.000 euros.

    Numa hipotese, os habitantes do país não se endividam, e comumen bens e serviços no valor de 100.000 euros. PIB total = 100.000 euros

    Noutra hipotese, os habitantes endividam-se em 30.000 euros e consumem bens/seviços no valor de 130.000 euros, importando bens no valor de 30.000 euros. PIB total = 100.000 euros = 130.000 – 30.000

    O lucklucky acha que, no segundo caso, o PIB contabilizado não deveria ser 100.000 euros? Mas porquê, se é exactamente isso que as empresas produziram. Mesmo com o endividamento os 100.000 euros parecem-me perfeitamente sustentáveis – o que não será sustentável é o consumo de 130.000 euros, mas ´como os 30.000 de endividamento/importações já são descontados ao PIB, não estou a ver porque é que haveriamos de ainda descontar mais alguma coisa

  10. 9 – tendo a concordar. Aliás, se calhar o maior problema do PIB (mais do que todos os que andamos a falar) é que o crescimento do PIB real é suposto ser o crescimento do PIB nominal menos a inflação. Como a taxa de inflação é um conceito largamente arbitrário (os estatísticos escolhem meia dúzia de produtos e seguem os seus preços), a taxa de crescimento real do PIB acaba por também o ser.

  11. Paulo Pereira

    #4

    Num regime de moeda-fiat o dinheiro é criado pelo Estado, não é retirado pelo estado !

    A educação é a fonte do progresso económico, a saude universal é fonte de produtividade, a segurança social é fonte de taxas de consumo elevadas.

    O sistema capitalista industrial vive do consumo e do investimento, não vive de poupança.

  12. lucklucky

    “Bem, um produto mais caro conta mais para o GDP que um produto barato – se considerarmos o preço como uma medida aproximada de qualidade, a qualidade estará a contar para o GDP.”

    Isso pressupõe estabilidade que não existe. O meu exemplo não foi o mais feliz porque Mercedes e Trabant já trazem uma internalizado o valor da marca. Ora uma boa parte da economia não tem reputação por falta de informação. Mas reformulo, por exemplo: Um CPU de há 6 anos e um de hoje da mesma marca. os preços são os mesmos ou mesmo mais baratos mas a qualidade aumentou enormemente e isto ainda sem contar com inflação e aumento de impostos.
    Ora CPU’s mais caros teriam sido “mais crescimento” e “mais impostos”.

    A bolha do crédito em minha opinião nasce de os políticos terem julgado que precisam de 3% de crescimento – a qualquer custo -para se reelegerem.
    Aliás os políticos já se estão a virar para taxarem as industrias mais eficientes. A aviação com as low cost é um dos alvos.

    “O endividamento de um país num dado período de tempo é igual às exportações – importações”

    Está a dizer que por exemplo os leilões da dívida publica são contabilizados nas importações?

    “numa economia fechada não há endividamento – se alguém tem um saldo negativo, outro alguém tem que ter um saldo positivo”

    Obviamente que há. Se o dinheiro for desperdiçado numa aposta falhada o país empobrece.

  13. Paulo Pereira

    Todos os dias existem apostas falhadas . Chama-se a isso capitalismo e é realizado pelos que levam o mundo aos ombros, os empreendedores e por quem consome o que os empreendedores produzem.

    O GDP mede o valor da produção interna em termos monetários. Está provado que é uma muito boa aproximação da utilidade dos produtos e serviços consumidos, porque o sistema capitalista apresenta uma dinãmica que tenta aproveitar ao máximo os desejos dos consumidores.

    Num regime de moeda-fiat o endividamento publico é apenas o valor da despesa não retornado em impostos, é portanto um activo do sector privado.

  14. lucklucky

    “O lucklucky acha que, no segundo caso, o PIB contabilizado não deveria ser 100.000 euros? Mas porquê, se é exactamente isso que as empresas produziram. Mesmo com o endividamento os 100.000 euros parecem-me perfeitamente sustentáveis – o que não será sustentável é o consumo de 130.000 euros, mas ´como os 30.000 de endividamento/importações já são descontados ao PIB, não estou a ver porque é que haveriamos de ainda descontar mais alguma coisa.”

    Os juros. 100000 sem juros e 100000 euros a dever juros é diferente.Se quando os valores são baixos não é significativo, quando são altos muda de figura.

    “O GDP mede o valor da produção interna em termos monetários. Está provado que é uma muito boa aproximação da utilidade dos produtos e serviços consumidos, porque o sistema capitalista apresenta uma dinãmica que tenta aproveitar ao máximo os desejos dos consumidores.”

    Quando os preços estão distorcidos por impostos desiguais e o Estado gasta 50% do GDP, mais ainda se incluirmos empresas publicas é difícil falar de consumidores e aproximação a utilidade.

  15. >> “numa economia fechada não há endividamento – se alguém tem um saldo negativo, outro alguém tem que ter um saldo positivo”

    > Obviamente que há. Se o dinheiro for desperdiçado numa aposta falhada o país empobrece.

    Se eu e o lucklucky estivermos sozinhos no mundo, não nos podemos endividar – eu posso-me endividar, mas para isso tenho que pedir emprestado ao lucklucky, pelo que as minhas dívidas são sempre contrabalanças pelas suas “anti-dividas”; ou seja, no conjunto não nos endividamos.

    >> “O endividamento de um país num dado período de tempo é igual às exportações – importações”

    > Está a dizer que por exemplo os leilões da dívida publica são contabilizados nas importações?

    Na prática, acabarão por o ser. Explicando melhor: claro que, contabilisticamente, os leilões da dívida não contam como importações. Mas, acaba por ser. Vamos por partes:

    a) Rendimento dos particulares = Produção – Impostos + Subsídios

    b) Endividamento privado = Consumo privado + Investimento privado – Rendimento dos particulares

    c) Endividamento público = Consumo público + Investimento público + Subsídios – Impostos

    d) Importações – Exportações = Consumo privado + Investimento privado + Consumo público + Investimento público – Produção

    Nota – com “endividamento” quero dizer dívidas contraídas num dado período de tempo.

    Agora, vamos mexer um um bocadinho nestas fórmulas:

    Importações – Exportações = Consumo privado + Investimento privado + Consumo público + Investimento público – Produção – Impostos + Impostos + Subsídios – Subsídios

    Importações – Exportações = Consumo privado + Investimento privado + (Consumo público + Investimento público – Impostos + Subsídios) + (Impostos – Produção – Subsídios)

    Importações – Exportações = Consumo privado + Investimento privado + Endividamento público + (-Rendimento dos particulares)

    Importações – Exportações = (Consumo privado + Investimento privado – Rendimento dos particulares) + Endividamento público

    Importações – Exportações = Endividamento privado + Endividamento público

    E pronto – o endividamento líquido do conjunto da economia tem, forçosamente, que ser igual ao deficit da balança comercial (com uma excepção que vou referir daqui a pouco)

    > Os juros. 100000 sem juros e 100000 euros a dever juros é diferente.Se quando os valores são baixos não é significativo, quando são altos muda de figura.

    Ou seja, o que o lucklucky quer é o PNB, que é igual ao PIB mais os rendimentos que os portugueses obtêm no estrangeiro menos os rendimentos que os estrangeiros obtêm em Portugal (incluindo os juros que os portugueses pagam a estrangeiros).

    Agora vamos à tal excepção que falei – realmente, tanto na fórmula a) como na c) falta uma coisa: os tais rendimentos transferidos para e do estrangeiros (juros, lucros de investimentos, etc.). Ou seja, o endividamento total não é igual a [importações – exportações], mas sim a [importações – exportações – saldo dos rendimentos com o exterior].

    Mas como o saldo dos rendimentos com o exterior já é contabilizado quando se passa do PIB para o PNB, no final o endividamento liquido já esta integralmente contabilizado no PNB

  16. “Quando os preços estão distorcidos por impostos desiguais e o Estado gasta 50% do GDP”

    Isso distingue-se. A produção feita via mercado é separada da produção pública. O peso dos impostos pode ser retirado (PIB = VAB + impostos).

  17. esclarecimento

    Miguel, apesar de inteiramente correctas, as suas identidades assumem implicitamente que certas designações não correspondem àquilo que que é contabilizado em contabilidade nacional. Uma implicação dessas formular é que em economia fechada, o governo não pode manter um saldo orçamental negativo. Mas numa economia monetária, o consumo público pode ser realmente diferente do total de impostos arrecadado (gerando défice ou excedente) quando incluídas transferências decorrentes de senhoriagem. Assim talvez importe esclarecer que na sua designação de ‘Impostos’ deva englobar essas tais receitas da produção monetária.

  18. esclarecimento

    PR, parece-me que a formula que queria utilizar deveria reflectir que o producto nacional bruto é simplesmente igual ao valor acrescentado bruto. Os tais impostos já estão incluídos no valor deste último.

  19. Carlos Novais

    Como se pode aumentar o endividamento criando depósitos todas as já de si duvidosas medidas ficam distorcidas. Não se consegue isolar o aumento de preços, tal como esse efeito é necessariamente prolongado no tempo. Assim, o mundo como economia fechada vai aumentando o crédito sem que ninguém tenha poupado, alguém na verdade recebeu poder aquisitivo à custa da diminuição do poder aquisitivo de todos os outros.

    O efeito do actual sistema monetário é facilitar o crédito em vez do capital próprio. Num sistema monetário estável, existiria um maior equilíbrio entre capital próprio e crédito. E aí sim, para alguém contrair um crédito alguém teria de o conceder com poupança detida.

  20. 18 – realmente, onde está “impostos” deveria estar “impostos + receitas de senhoriagem + multas + lucros de empresas públicas + …”; de qualquer maneira, como isso altera tanto a identidade a) como a c), o resultado final (Importações – Exportações – Saldo de rendimentos com o resto do mundo = Endividamento privado + Endividamento público ) mantêm-se.

    E eu não digo que em economia fechada o governo não pode manter um saldo orçamental negativo; pode, mas o sector privado tem que ter um saldo positivo de idêntico valor absoluto (e isso mesmo que o governo financie o deficit com emissão de moeda – as leis da física, seja qual for o sistema monetário, impedem que o conjunto de uma sociedade utilize mais recursos do que aqueles que produz)

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