Pronto, socialistas do país – incluindo vários do PSD – estão felizes: conseguiram atenuar a poupança com a despesa pública e, em vez disso, subir mais uns impostos – e subir impostos sobre o malvado capital!

O PSD e CDS defendem um aumento de 4,5 pontos percentuais para a taxa de imposto sobre juros, dividendos e mais-valias, até 25%. Esta medida visa compensar o aumento implícito da despesa na proposta que hoje a maioria anunciou, também no Parlamento, que prevê que os cortes de subsídios só se apliquem nos salários acima de 600 euros e que a perda dos dois subsídios só ocorra para os pensionistas e funcionários públicos que recebam mais de 1.100 euros.

16 pensamentos sobre “Pronto, socialistas do país – incluindo vários do PSD – estão felizes: conseguiram atenuar a poupança com a despesa pública e, em vez disso, subir mais uns impostos – e subir impostos sobre o malvado capital!

  1. Paulo Pereira

    Enquanto a malta não perceber que o problema inicial é o deficit corrente os impostos vão continuar a subir só para manter os racios da divida publica / PIB.

    Sem crescimento económico a austeridade não funciona.

  2. lucklucky

    Mais destruição da Economia Livre. O Ataque dos Soci@lista de Direita certamente apoiados pelos de Esquerda continua.

  3. lucklucky

    “Sem crescimento económico a austeridade não funciona.”

    O fanático do crescimento que não sabe fazer contas mesmo que custe 5 crescer 1 continua a dizer asneiras.
    E deve ser a gozar falar de austeridade. Austeridade é quando começar a pagar dívida de volta. Aí pode falar de austeridade.

    A recessão deve ser direccionada a quem ganha muito mais do que produz: A Economia Política.

  4. Paulo Pereira

    LL, a contabilidade é uma coisa chata não é ? Fanatismos anarquistas não fazem ciencia.

    Os mercados estão mais interessados em crescimento do que redução de umas decimas no deficit anual, só não percebe isso quem não percebe nada de mercados financeiros.

    Não adianta estar a cortar na despesa publica sem reduzir os impostos sobre as empresas de bens transacionaveis , sem redirecionamento do crédito para esses sectores e sem reorganização da investigação cientifica e tecnologica .

  5. Miguel Noronha

    Resolver o problema da despesa pública com mais impostos… Uns verdadeiros liberais estes tipos do governo.

  6. Pingback: Bravo! « O Intermitente (reconstruido)

  7. ricardo saramago

    Continuam a fazer tudo ao contrário.
    O país precisa de mais poupança, menos consumo, mais investimento, mais capitais e mais produtividade.
    Assim o governo decide aumentar os impostos sobre os mais produtivos, sobre os rendimentos da poupança, do capital e das empresas.
    Tem lógica.
    Vai dar o resultado do costume: Mais défice público, menos poupança, menos Investimento, menos empregos, fuga de capitais, menos actividade económica….

  8. Portanto, continua tudo a ser feito em função da… Função Pública.

    Para manter o regime sossegado, toca a retirar dinheiro a quem tem dinheiro no banco. Quantos mais se atreverão a manter-se assim debaixo da espada de Dâmocles?

    Penalizar a poupança é tocar também nos funcionários públicos que ´tenham no banco uns 1000 euros. Vão pagar mais por isso. Mesmo que lhes poupem uns trocos na subida da fasquia de 1000 para 1100 euros.

    É dar a volta e dar ao mesmo, no fim de contas, mas fazendo de conta que todos pagam mais um bocadinho.

  9. lucklucky

    “Os mercados estão mais interessados em crescimento do que redução de umas decimas no deficit anual”

    5% défice e 1% de crescimento é crescimento? Só para quem não sabe fazer contas como você.

  10. Pingback: Uma igreja-caravela num país a afundar-se… « O Insurgente

  11. corda ao pescoço

    Cada vez mais perto da fuga…
    Fica aqui a ideia para algum banco estrangeiro meter na sua homepage uma opção especial para clientes portugueses que diga “clique aqui para transferir o seu dinheiro para o estrangeiro”. Vão ganhar muitos clientes, eu inclusive.

  12. Paulo Pereira

    Este governo mantém as crenças Neotontas dos anteriores, uma mistura explosiva de capitalismo laissez-faire do sec. XIX com estatismo pseudo social democrata.

    Não conseguem sequer perceber que a causalidade é ao contrário : A Alemanha, Dinamarca, Suécia, Finlância têm contas publicas mais equilibradas porque têm contas externas equilibradas.

    Estes países tiveram e têm politicas industriais fortes desde há décadas ou séculos no caso Alemão.

    Aqui nem sequer a baixa de impostos para as empresas de transacionáveis se aplica.

    Só pode dar asneira.

  13. Ricardo Campelo de Magalhães

    Os Liberais no PSD são poucos e depois obtemos estas práticas de “fazer o comuna sem noção da realidade sorrir”… =(

    Numa nota pessoal, a minha namorada vai beneficiar destas medidas e eu, que recebo 0 de subsídios, vou ficar a perder com esta medida, pelo que já sei que ainda vou ouvir por cima =P

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