Capitalismo, Corporativismo e “Capitalistas” – O exemplo Goldman Sachs

Um erro frequente dos esquerdas é confundir capitalismo – a melhor forma de organização económica, baseada em mercados livres e concorrência justa – com corporativismo – uma forma de ditadura em que a cúpula opressiva está junta não por caciquismo mas por relações profissionais. Podem ver este vídeo do Ron Paul sobre o assunto.

O Diário Económico publicou ontem este exemplo sobre a Goldman Sachs.

 

Todas as políticas precisam de 2 elementos: os defensores e os patrocinadores. Pensem nisso. Fechar hipers ao Domingo: padres e comerciantes. Auto-estradas para nenhures: meia dúzia de velhotes e construtores. Proibição de publicidade a tabaco: Liga Portuguesa contra o Cancro e tabaqueiras com elevada quota de mercado. Os Primeiros são usados pelos Segundos.

Assim é também com os Défices Públicos: o Estado apoia os mais necessitados, coitadinhos (o caraças! Obviamente haveria mais crianças educadas e mais pessoas tratadas se esses serviços fossem privados) e a banca financia a juros usuários. Ou seja, mais uma vez os Segundos usam os Primeiros para lucrarem grandemente. O velho esquema, uma e outra vez.

O que a esquerda não vê, é que é usada como fantoche para promover a bondade de um sistema que, inerentemente de quem lá estiver, é feito para dar lucro aos senhores do mundo. Um sistema que promete derrubar mas que, no fundo, fortalece e perpetua

Para quando uma sociedade verdadeiramente capitalista, com Estado mínimo (para quem não sabe o que é o Estado mínimo, leia este link) e guiada pelos consumidores e não pelo grande capital?

 

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54 pensamentos sobre “Capitalismo, Corporativismo e “Capitalistas” – O exemplo Goldman Sachs

  1. Ricardo Santos

    Bom post. Se ao invés de colocar títulos populistas, a comunicação social formasse o Povo Português, explicando-lhe por exemplo o que significa “capitalismo” estariamos certamente num mundo melhor. Enfim.

  2. Pingback: Recolha de análises interessantes e oportunas – 1 « Farmácia Central

  3. JS

    Bom. Na verdade os políticos, no seu cíclo eleição/re-eleição de 4-5 anos, contraiem dívidas insustentáveis, e economicamente injustificadas. As Goldman Sachs’es -com certo grau de conivência, cooresponsabilidade e proveito, é verdade- “só” emprestam.
    Mas a responsabilidade primeira é dos políticos, que não cumprem as boas práticas administrativas e os Pactos limitadores do individamento. Caricatamente, até tentam esconder essas dívidas… Por vezes, são reeleitos, ou saiem inpunes…
    Obviamente isto assim não funciona, quer a nível nacional, quer a nível supra-nacional.

    Ps- Interessante a recente moda dos políticos europeus: “avisarem” os Bancos para estarem preparados! podem não serem ressarcidos na totalidade dos empréstimos que concederam a … Estados. E quem irá a tribunal representar o “Estado” contra os Bancos credores?

  4. Paulo Pereira

    O autor deste artigo continua a confundir liberalismo politico com liberalismo económico .
    .
    O liberalismo politico só pode existir numa sociedade rica, saudável, educada e feliz/optimista.
    .
    O sistema mais eficaz para uma sociedade saudável, educada, feliz e optimista é o chamado Estado Social, onde o Estado garante serviços de saúde , educação e segurança social universais e de qualidade.
    .
    O sistema mais eficaz para uma sociedade rica é o capitalismo racional, com um sistema monetário moderno baseado em moeda-fiat, onde o estado assegura que existe uma concorrência forte no sector privado.
    É necessário ainda para um capitalismo produtivo que o estado assegure infraestruturas de transporte, energia , comunicações universais, e um sistema de apoio à competitividade das empresas.
    Os sistemas universais podem ser prestados por entidades públicas e privadas em concorrência, de forma a manter o máximo de eficiência e inovação nesses sistemas.
    .
    É preciso ainda para um capitalismo produtivo que o sistema bancário seja impedido/restringido em dar crédito a especuladores, obrigando-o a dar crédito aos empresários que produzem bens e serviços.
    .
    É preciso ainda que o estado garanta deficits sempre que a economia entre em recessão, bastando para isso que invista nos sistemas universais um pouco mais nesses momentos, impedindo que recessões se transformem em depressões.
    .
    Não é necessário um grande monstro estatal para aplicar estes principios, penso que seria possivel por exemplo reduzir em 5 anos a dimensão do estado português em 40% .

  5. “O autor deste artigo continua a confundir liberalismo politico com liberalismo económico.”

    O autor deste comentário não percebe que liberalismo político implica, necessariamente, liberdade económica!

    “O liberalismo politico só pode existir numa sociedade rica, saudável, educada e feliz/optimista.”

    Errado! O maior ou menor grau de liberdade individual é que, historicamente, proporcionou a criação de riqueza dos cidadãos de um país.
    .
    “O sistema mais eficaz para uma sociedade saudável, educada, feliz e optimista é o chamado Estado Social, onde o Estado garante serviços de saúde , educação e segurança social universais e de qualidade.

    E, no entanto, essa “sociedade saudável” está cada vez mais doente, ameaçando a futura “felicidade” e “optimismo” das futuras gerações…

    “O sistema mais eficaz para uma sociedade rica é o capitalismo racional, com um sistema monetário moderno baseado em moeda-fiat, onde o estado assegura que existe uma concorrência forte no sector privado.”

    Pois pois… esse tal “capitalismo racional” baseado em moeda fiduciária (manipulação artificial da taxa de juro) levou, nos anos 90, ao que o próprio Greenspan designou de “exuberância irracional (sem, evidentemente, confessar ter sido ele, como presidente do FED, a verdadeira causa) e, na última década, à bolha imobiliária que iludiu bancos, Estados e, claro, proprietários de casas (política defendida por Krugman como a solução ideal para a anterior crise!).

    “É necessário ainda para um capitalismo produtivo que o estado assegure infraestruturas de transporte, energia , comunicações universais, e um sistema de apoio à competitividade das empresas. Os sistemas universais podem ser prestados por entidades públicas e privadas em concorrência, de forma a manter o máximo de eficiência e inovação nesses sistemas.”

    Esta foi a “receita” que nos levou à bancarrota! Quando o Estado escolhe investimentos e empresas a “apoiar” não se pode esperar um mercado inovador ou competitivo mas, sim, corporativismo.

    “É preciso ainda para um capitalismo produtivo que o sistema bancário seja impedido/restringido em dar crédito a especuladores, obrigando-o a dar crédito aos empresários que produzem bens e serviços.”

    Qualquer empresário (que não tem “íntimas” relações com o Estado) é um especulador, dado haver sempre incerteza sobre o sucesso dos bens e serviços que deseja produzir.

    “É preciso ainda que o estado garanta deficits sempre que a economia entre em recessão, bastando para isso que invista nos sistemas universais um pouco mais nesses momentos, impedindo que recessões se transformem em depressões.”

    Uma economia em recessão é caracterizada por anterior má alocação de recursos (a fase “boom”). A solução é o Estado continuar com essa má alocação de recursos???

    “Não é necessário um grande monstro estatal para aplicar estes principios, penso que seria possivel por exemplo reduzir em 5 anos a dimensão do estado português em 40%.”

    Paulo Pereira, tem noção que são, precisamente, as despesas no actual Estado Social que nos levou à bancarrota? Do seu comentário só retirei a continuação de um Estado Social interventor. Como pode então o Estado, continuando a fazer o que tem feito, reduzir a sua dimensão e dar mais liberdade aos portugueses?

  6. JR

    Isto é um post absolutamente brilhante…assim como a resposta exaustiva ao comentário anterior.

    A seguinte frase é certeira e mortífera para a esquerda:

    “O que a esquerda não vê, é que é usada como fantoche para promover a bondade de um sistema que, inerentemente de quem lá estiver, é feito para dar lucro aos senhores do mundo. Um sistema que promete derrubar mas que, no fundo, fortalece e perpetua”

    De qualquer das formas, até estes senhores já perceberam que a esquerda (até) nisso é incompetente. Basta ir ver as páginas principais dos sites da goldman sachs, barclays e outros para ver como eles transpiram “solidariedade” 🙂

  7. Pingback: Os liberais mais “papistas que o Papa” « perspectivas

  8. Paulo Pereira

    Caro BZ,

    Você não faz a minima ideia em como funciona a economia e por isso faz afirmações sem substância e sem conterem informação, são bitaites lidos em blogs de pessoas que não percebem do que estão a falar.
    .
    As empresas só vendem se existirem consumidores com poder de compra.
    As empresas só produzem se tiverem tecnologia, que vem da ciência e da educação.
    As empresas só são eficientes se os seus colaboradores forem saudáveis.
    As empresas só maximizam a sua produção e inovação se existirem sistemas universais de transportes, energia, telecomunicações , sem isso estão muito abaixo do potencial e assim cria-se um mercado muito competitivo.
    As empresas só conseguem competir com outras que têm ou tiveram apoios estatais (Alemanha, Coreia, Japão, EUA, etc.) se tiverem acesso a apoios semelhantes.
    .
    O sistema actual de capitalismo racional ( a zona Euro não se inclui) de moeda-fiat e estado social que perdura desde 1946 ou antes em alguns países é o único que demonstrou na prática ser eficaz. Não existiu outro melhor até ao momento.
    .
    Vocêm não consegue perceber que quando se tem moeda própria a taxa de cãmbio equilibra livremente (liberalmente) a diferença de competitividade entre os países. Quando se está no Euro isso não se verifica estourando com as economias de paíse menos competitivos.
    .
    O que levou o país á bancarrota foi uma moeda sobrevalorizada e despesa pública inutil, o chamado Estado Anti-Social e ainda o fenómeno da especulação , ajudada por falta de regulação bancária que limite fortemente o crédito á especulaçã imobiliária.
    Não sei se percebe a diferença entre o capitalismo produtivo e o especulativo. No especulativo trata-se de comprar e vender activos uns aos outros mas sem produção de bens ou serviços reais para o consumo ou de investimentos relacionados com esses bens e serviços reais.
    .
    As medidas anti-ciclicas numa economia em recessão aproveitam ofacto do desemprego ser alto e a capacidade industrial estar sobreaproveitada para repor a economia mais perto o seu potencial.
    Como se viu em 2008/2009 é possivel transformar o que parecia uma desastre mundial numa recessão de 4% do PIB ou menos, recuperado em 3 anos, e demonstrando assim na prática o que Keynes disse em 1936.

  9. Euro2cent

    > Interessantíssima análise. Sintetiza o essencial e é muitíssimo oportuna.

    Cristina Keller?

    (se calhar é só uma daquelas engraxadelas tipicas de blogs com comentários f*c*book)

  10. Tiago

    Acho piada aos liberais. São parecidíssimos com a extrema-esquerda. A mesma apaixonada crença em modelos de sociedade que nunca deram provas de funcionar.

  11. Paulo Pereira

    Os liberais verdadeiros entendem que só podem ser livres numa sociedade rica, porque os pobres, os incultos e os doentes crónicos nunca são verdadeiramente livres.
    Por outro lado uma sociedade desigual não progride , acaba por estagnar.

  12. Ricardo Dias de Sousa

    Ora essa Paulo, porque é que os pobres não podem ser livres? Porque não podem comprar tudo o que desejam? Eu também não. Ser livre não significa fazer-se tudo o que se deseja, significa que ninguém nos impeça de fazer tudo o que desejemos. A liberdade não garante o resultado final. O mesmo se aplica aos doentes ou aos incultos seja lá o que inculto signifique.

  13. Paulo Pereira

    RDS,
    Os pobres, doentes crónicos e os incultos não são livres porque o espaço de oportunidades que têm é muito reduzido.
    Uma sociedade livre deve procurar minimizar a quantidade de pobres , doentes e incultos, de forma a ser o mais livre possivel.
    .
    Ora já temos um sistema económico que consegue atingir o máximo de liberdade e bem estar: o capitalismo racional ou social-democracia moderna, onde a intervenção do estado pode ser limitada ao minimo necessário para minimizar os pobres, os doentes e os incultos e maximizar a capacidade de produzir bens e serviços.
    Este sistema permite também atingir o máximo de criatividade, inovação e satisfação individual ao nivel de uma sociedade e permite a existência de muitos ricos, porque a economia está normalmente em expansão moderada, caso se limite o crédito aos especuladores.
    .
    Compreendendo como funciona a economia num sistema capitalista é fácil manter essa economia perto do seu potencial máximo com uma intervenção estatal minima.
    .
    Por exemplo, o erro mais comum nos sociais-democratas é insistirem em impostos altos sobre as empresas e sobre as mais-valias não especulativas. É um tiro no pé, porque diminui a oferta, a inovação, a concorrência, a criação de emprego, mantém os salários mais baixos, o que diminui o consumo, etc. É uma demonstração da ignorância em como funciona a economia.

  14. tiago

    “Por outro lado uma sociedade desigual não progride , acaba por estagnar.”

    Até agora só tivemos sociedades desiguais e vamos continuar a ter. A engenharia social de nos tornar a todos iguais ainda não aconteceu. A falácia de dar as mesmas oportunidades a todos, nada mais é que a estagnação da sociedade, porque ao nivelar, terá que se nivelar necessariamente por um patamar inferior. A educação por exemplo mostra-nos como a engenharia da igualdade contribui para uma estagnação: pouco mudou desde o tempo dos meus pais. Ao se dar o mesmo numero de horas de matemática a cada um pensa-se que se faz uma coisa muito bonita, nada mais é que o estabelecimento de padrões medíocres para quem não tem qualquer interesse naquilo, ou pelo contrário, para quem precisa de mais horas. A tecnologia, por outro lado, onde não existe uma preocupação igualitária, é dos campos que mais evolui, oferecendo serviços cada vez mais universais.
    A igualdade em si não é bom nem mau. Por outro lado, a desigualdade é um facto da natureza (humana) e ainda bem.

  15. “Para quando uma sociedade verdadeiramente capitalista, com Estado mínimo (…) e guiada pelos consumidores e não pelo grande capital?”

    nunca!! isso não existe…esse Estado Minimo será sempre liderado pelo Grande Capital…basta apenas analizar a situação em Portugal, mesmo sem o Estado Minimo, bastou o Grande Capital cortar o crédito “deixou” de praticamente de haver consumidores…

  16. Paulo Pereira

    14.“Por outro lado uma sociedade desigual não progride , acaba por estagnar.”

    O que eu queria dizer é que uma sociedade muito desigual em termos de rendimentos, ou seja com muitos pobres , acaba por estagnar, porque não existem os consumidores em quantidade e poder de compra necessários ao processo capitalista.
    .
    Precisamente porque a natureza humana em termos individuais tem as caracterisicas que tem, especialmente em situações de escassez , é que se inventou o estado, onde se pode suplantar as caracteristicas individuais e escolher estratégias colectivas mais eficazes.
    .
    Tal como na defesa, na justiça, na administração territorial, também na economia o estado tem de intervir para aumentar a sua eficácia, desde que se perceba como funciona a economia.

  17. “As empresas só (..)”
    “As empresas só (..)”
    “As empresas só (..)”

    Se tivesse explorado um pouco o link acima recomendado pelo Ricardo Campelo de Magalhães teria percebido que no Botswana há mais liberdade económica que em Portugal (posição 40º vs 69º). E da Wikipedia:
    “Botswana was one of the poorest countries in Africa when it gained independence from Britain in 1966, with a GDP per capita of about US$70. Botswana has since transformed itself, becoming one of the fastest-growing economies in the world to a GDP (purchasing power parity) per capita of about $14,800.”

    Não há empresas no Botswana?

    “O sistema actual de capitalismo racional ( a zona Euro não se inclui) de moeda-fiat e estado social que perdura desde 1946 ou antes em alguns países é o único que demonstrou na prática ser eficaz. Não existiu outro melhor até ao momento.
    Vocêm não consegue perceber que quando se tem moeda própria a taxa de cãmbio equilibra livremente (liberalmente) a diferença de competitividade entre os países. Quando se está no Euro isso não se verifica estourando com as economias de paíse menos competitivos.”

    O Paulo Pereira parece perceber pouco de economia monetária! Desvalorização cambial (via inflação da moeda) é uma forma encapotada de imposto, ao reduzir o poder de compra de quem recebe salários nessa moeda. Se esse tal “capitalismo racional” fosse mesmo a chave de sucesso que defende, o Zimbabwe seria hoje o país mais rico do mundo.

    “O que levou o país á bancarrota foi uma moeda sobrevalorizada e despesa pública inutil, o chamado Estado Anti-Social e ainda o fenómeno da especulação , ajudada por falta de regulação bancária que limite fortemente o crédito á especulaçã imobiliária.
    Não sei se percebe a diferença entre o capitalismo produtivo e o especulativo. No especulativo trata-se de comprar e vender activos uns aos outros mas sem produção de bens ou serviços reais para o consumo ou de investimentos relacionados com esses bens e serviços reais.”

    Estado Anti-Social??? LOL 😀
    Seja um bocadito sério no que escreve e queira consultar aqui o gráfico de evolução das despesas públicas na Saúde, Segurança Social e Educação! O Estado Social cresceu pouco, cresceu…

    E causas da actual crise financeira? Que tal começar pela sua “amada” política monetária? paper do FMI:

    “At the time of writing of this paper, the underlying causes of the global 2007-2008 financial crisis are still being debated, and most likely can be attributed to a combination of factors. However, from the perspective of describing its initial conditions, it is useful to classify the underlying factors in two groups: macroeconomic and microeconomic factors.

    The macroeconomic context is characterized by a prolonged period of excess global liquidity induced in part by relatively low interest rates set by the Federal Reserve Bank and other Central Banks following the 2001 recession in the United States. The excess liquidity fueled domestic demand and in particular residential investment, triggering a significant rise in housing prices which more than doubled in nominal terms between the year 2000 and mid-2006.”

    E olhe que o FMI é bastante keynesiano!!!

    “As medidas anti-ciclicas numa economia em recessão aproveitam ofacto do desemprego ser alto e a capacidade industrial estar sobreaproveitada para repor a economia mais perto o seu potencial. Como se viu em 2008/2009 é possivel transformar o que parecia uma desastre mundial numa recessão de 4% do PIB ou menos, recuperado em 3 anos, e demonstrando assim na prática o que Keynes disse em 1936.”

    Mas leu o meu anterior comentário? Qual é esse “potencial” da capacidade produtiva se, como até o FMI isso refere, houve má alocação de recursos durante a fase da bolha (boom)? Tem noção que o crescimento no mercado mobiliário – e toda a economia que neste se apoiou – não era economicamente sustentado?

    E, finalmente, “recuperação em 3 anos”???
    Já viu a situação das contas públicas dos países que deram o tal estímulo keynesiano às suas economias? O Paulo Pereira deve viver noutro planeta!!!

  18. Paulo Pereira

    BZ,

    Verifica-se mais uma vez que você não entende como funciona a economia .Debita lengalengas sem perceber as relações de causalidade.

    Então para si o Botswana é o modelo de sociedade a seguir ? Deve ser para rir . Estamos a falar de economias industrializadas, não de economias destruidas. Deixe lá a treta do Zimbawe , essa comparação só mostra a sua ignorância em como funciona a economia.

    Veja lá se entende o básico 1 : sem consumidores as empresas não vendem , não produzem, não inovam, não compram máquinas , a economia estagna e depois entra em recessão e depois em depressão se o estado não intervier.

    Veja lá se entende o básico 2 : Num sistema de moeda-fiat o estado não tem problemas de financiamento, só tem problemas de inflação e de balança corrente, pois os juros são controlados pelo banco central. O Euro não é assim porque quem o inventou não percebe como funcionam os mercados finaneciros.

    Veja lá se entende o básico 3 – num sistema de cãmbios variáveis as os câmbios ajustam liberalmente para equlibrar as diferenças de produtividade / competitividade que aparecem na balança corrente

    Veja lá se entende o básico 4 – “in part by relatively low interest rates set by the Federal Reserve Bank and other Central Banks following the 2001 recession in the United States” a outra grande parte foi especulação em mercados secundários .
    O crédito bancário privado foi o grande responsável pelo crash , o que é o normal, acontece regularmente se não existirem limitações fortes ao crédito à especulação. A alocação de “recursos” foi decida pelo sector privado, o que demonstra a necessidade de regulação sobre actividades especulativas, como é em parte o imobiliário.

    Veja lá se entende o básico 5 – Os juros baixos favorecem os empresários e as empresas que assim podem investir mais e aumentar a concorrência e a oferta de produtos e serviços

    Veja lá se percebe o básico 6 – A taxa de desemprego elevada e a baixa capacidade industrial utilizada na OCDE são a prova que a economia está muito abaixo do potencial

    Veja lá se entende de vez a diferença monetária entre a Zona Euro e os EUA, UK, Japão, Australia, Canadá, etc.

  19. Paulo Pereira,

    “Então para si o Botswana é o modelo de sociedade a seguir ? Deve ser para rir .”

    Mas você só olha para o estático? Que tal observar a notória evolução do Botswana e tentar perceber como tal aconteceu quando países vizinhos não conseguiram o mesmo aplicando medidas keynesianas?

    “sem consumidores as empresas não vendem , não produzem, não inovam, não compram máquinas , a economia estagna e depois entra em recessão e depois em depressão se o estado não intervier.

    O Estado não cria consumidores!!! Só transfere riqueza.
    E quando se financia com Dívida Pública está a transferir riqueza dos contribuintes futuros. É por isso que estamos agora a pagar a intervenção “salvadora” de Sócrates…

    “Num sistema de moeda-fiat o estado não tem problemas de financiamento, só tem problemas de inflação e de balança corrente,”

    A redução do poder de compra de quem recebe nessa moeda não é, para si, problema relevante?

    “num sistema de cãmbios variáveis as os câmbios ajustam liberalmente para equlibrar as diferenças de produtividade / competitividade que aparecem na balança corrente”

    E quando, para ganhar competitividade, se desvaloriza a moeda, quem perde são os trabalhadores!

    “O crédito bancário privado foi o grande responsável pelo crash”

    Se a taxa juro de referência do FED não tivesse sido drasticamente reduzida em 2001, como conseguiriam os bancos privados financiar o boom no mercado imobiliário? E acha que esse mercado teria tão elevada procura se as taxas juro fossem bastante mais altas?

    “Os juros baixos favorecem os empresários e as empresas que assim podem investir mais e aumentar a concorrência e a oferta de produtos e serviços.”

    Como, na última década, favoreceu as empresas de construção civil, quem pediu empréstimo para comprar casa, os bancos que concederam crédito e até o Estado que financiou contínuos défices. Veja lá agora como estão as finanças destes e como isso afectou todos nós.

    “A taxa de desemprego elevada e a baixa capacidade industrial utilizada na OCDE são a prova que a economia está muito abaixo do potencial”

    Um exemplo: muitas empresas de construção civil estão abaixo da sua capacidade produtiva porque a procura por habitação própria foi artificialmente incentivada pelas baixas taxas de juro e agora, consequentemente, muitos trabalhadores deste sector estão a perder o emprego. Existe potencial não aproveitado neste sector? NÃO!!! Os recursos entretanto aplicados na construção civil (incluindo trabalhadores) terão de ser redireccionados para as actividades que no mercado mais são valorizadas. Mas este ajuste (recessão) demora tempo porque, por exemplo, um construtor civil não tem, necessariamente, as habilitações certas para trabalhar nesses outros sectores de actividade.

    “Veja lá se entende de vez a diferença monetária entre a Zona Euro e os EUA, UK, Japão, Australia, Canadá, etc.”

    Isso só explica porque Portugal (e Grécia!) não pode resolver o problema de excesso de despesa pública através de uma política monetária inflaccionária mas, somente, pela via orçamental. Ou seja, através de redução das despesas públicas e aumento de impostos, e não via um imposto “encapotado” na inflação da moeda. Veja lá se entende mais um pouco das verdadeiras consequências das políticas monetárias.

  20. Luís Barata

    Quer-me parecer que o Ricardo é que está a confundir capitalismo com liberalismo. O capitalismo é que prepara e antecede o corporativismo, que é também uma das consequências do socialismo. E prepara e antecede o corporativismo e o socialismo porque esvaziou o conceito de propriedade. A propriedade privada capitalista está para a propriedade liberal como o ensino privado está para o ensino livre. Têm um conceito redutor e parcial de algo muito mais vasto e importante.

  21. António Costa Amaral (AA)

    Caro BZ,

    Você não faz a minima ideia em como funciona a economia

    BZ, se não tens acompanhado, o “Paulo Pereira” é um dos trolls do burgo, daqueles de ideia fixa (repara que só consegue dar voltas ao fluxo circular cainesiano), e dedo sempre em riste. Estás à vontade para não o alimentar.

  22. Paulo Pereira

    BZ,

    Você não entende o que são medidas Keynesianas porque não entende como funciona a economia capitalista, só debita frases sem conteúdo.
    Enquanto não perceber que as empresas precisam de consumidores não vai entender o processo capitalista nunca.
    O capitalismo precisa do estado, sem ele não funciona , desfaz-se em anarquia e em falências maciças.

    O estado deve manter a segurança, a justiça , o sistema politico , a saude, a educação, a segurança social, os sistemas essenciais e infraestruturas e a economia a funcionar , para isso gasta dinheiro que vai para o sector privado depois circula e alimenta o processo capitalista, é só isto.

    Os capitalistas só investem e produzem para ganhar dinheiro, não é por diversão ou por filosofia barata, pelo menos nos casos que conheço.

    Mas agora você está preocupado se o sector privado investe em casas ou centros comerciais que depois não vende ? Isso faz parte do capitalismo, as perdas . então eu vou investir numa actividade só porque as taxas de juro são baixas ? Isso é especulação e o crédito deve ser fortemente limitado à especulação.

    Vou-lhe repetir novamente : num sistema de cãmbios variáveis a taxa de câmbio ajusta liberalmente para equilibrar as diferenças de competitividade entre os vários países , isso faz parte do capitalismo, ajustar liberalmente entre países.

    Esse ajuste se calhar é mau para os funcionários publicos que têm um rendimento protegido mas é bom para os privados que não vão para o desemprego.
    Você é funcionário público ou de empresas monopolistas ou sem concorrência externa?

    A treta da inflação é uma falácia : o que conta é o poder de compra real , uma moeda-fiat permite o aumento do poder de compra real porque dá a capacidade ao estado de controlar a taxa de juro de forma a permitir o financiamento do secto privado a taxas baixas, permitindo mais produção e mais diversidades de produtos e serviços e mais concorrência.

    A inflação moderada recompensa os empresários e as empresas que investem conforme provam décadas de crescimento económico e bem estar.

    O caso português não é um caso de Keynesianismo mas sim um caso de incompetência e compadrio desde há décadas.
    Keynesianismo significa em primeiro lugar ter industria e agricultura competitiva , as bases da economia, assim algum governo das ultimas décadas foi assim keynesiano ?

  23. Ricardo Dias de Sousa

    A mim parece-me que o Paulo confunde liberdade com possibilidades de escolha. Um doente crónico não pode escolher levantar-se da cama mas, isso não significa que ele não seja livre. Uma pessoa que não tem nada para comer não pode escolher o que vai jantar mas isso não significa que ele não seja livre. Ele é livre sempre que nenhum outro ser humano o escravize. Uma pessoa que tenha uma fortuna incomensurável mas venha o seu estado-social democrata dizer que tem que lhe entregar metade do que tem acaba de ser escravizada por todo o tempo que dedicou para amassar essa fortuna (que pode ter sido uma vida inteira ou que gastou num boletim do Euromilhões) mesmo que esse dinheiro seja para dar aos pobres aos incultos e aos doentes. Pode dizer-me que isto é injusto mas não pode afirmar que uma sociedade onde há pobres, doença e incultura (eu posso viver com esta última) não pode ser livre. Espero que perceba o meu ponto.

    Por outro lado, se fosse como diz, e uma sociedade com tudo isto não pudesse ser livre, a sua social-democracia não nos faria muita falta já que o socialismo nunca enriqueceu nenhuma sociedade, logo nunca poderiamos ser livres se tomássemos esse caminho.

  24. Paulo Pereira

    RDS,

    Numa sociedade moderna os pobres sem acesso a emprego, os doentes sem acesso à saude e as crianças sem acesso à educação e cultura não são livres. Se acha que são temos um problema de referencial muito grande.
    Além disso se podemos ter uma sociedade democrática e livre com muito poucos pobres, com acesso a saude e educação universais porque é que havemos de nos contentar com uma sociedade pobre que não é livre, com excepção de uma minoria ?
    Que raio de liberais (anarquistas ?) são esses que preferem a pobreza à riqueza ?

    Você não entende que para que existam ricos em grande quantidade tem de existir um estado e uma sociedade que proporcione essa possibilidade ?
    Os ricos só podem ser ricos no longo prazo se o estado o permitir, logo os impostos que pagam são apenas uma forma de atingir essa estabilidade e essa possibilidade.

    Até ao momento o sistema politico-economico que mais riqueza e bem estar proporcionou à humanidade foi a social-democracia ou capitalismo racional keynesiano. Dizer o contrário é simplesmente absurdo.
    Onde é que o liberalismo anarquista consegui suplantar a social-democracia ?

  25. “O estado deve manter a segurança, a justiça , o sistema politico , a saude, a educação, a segurança social, os sistemas essenciais e infraestruturas e a economia a funcionar , para isso gasta dinheiro que vai para o sector privado depois circula e alimenta o processo capitalista, é só isto.”

    Bolas, este argumento é tão mau que começo a acreditar que não consegue pensar além do que lhe foi debitado num qualquer curso de keynesianismo em disco de vinil. Mas sabe de onde vem esse dinheiro que o Estado gasta? Do sector privado: Impostos, Crédito (futuros impostos) ou Impressão de moeda (inflação, outra forma de imposto).

  26. Paulo Pereira

    BZ,

    Você não consegue perceber mesmo o processo capitalista numa economia industrial com moeda-fiat.
    Anda a ler demasiados blogs e assim não reflete por si e mantem-se a debitar frases sem conteudo (sem informação ).

    Veja lá o que se passa numa economia normal com capacidade industrial e agricola e um estado capaz de receber impostos :

    a) moeda-fiat é a unica a circular na economia por imposição legal (até o Adam Smith percebia que basta obrigar os impostos e taxas a serem pagos nessa moeda para a tornar universal)

    b) estado paga bens e serviços ao sector privado e aos seus funcionário . os funcionários depois gastam essa moeda em bens e serviços do sector privado

    c) o sector privado compra bens e serviços entre si.

    d) estado recolha dinheiro através de taxas e impostos sobre o sector privado

    e) bancos criam crédito acelerando o processo , pois facilitam o investimento e o consumo (e também a especulação em mercado secundário)

    Rebata lá ponto por ponto .

  27. Ricardo Dias de Sousa

    Caro Luís:
    Garanto-lhe que, se há coisa que eu nunca confundi foi Capitalismo com Liberalismo. O Capitalismo é uma palavra marxista utilizada para definir a realidade que o Comunismo iria inevitavelmente destruir como consequência do processo histórico. É algo que nao existe nem nunca existiu. Dizer que a nossa sociedade se caracteriza pela propriedade privada do capital e que este é o motor do processo produtivo é nao perceber nada de nada de como se cria riqueza. Aliás, é de tal forma assim que no há ninguém mais obcessionado pelo capital que os socialistas. Foi por isso que na Uniao Soviética se condenou à fome a populaçao agrícola. Para obter os “excedentes de capital” que permitiriam a industrializaçao e modernizaçao do país, que pasmem-se, nunca chegou. O Liberalismo nao é materialista – é espiritual. Acredita na capacidade criativa inata ao ser humano. No se preocupa com fórmulas para desenvolver o país porque sabe que o desenvolvimento é consequencia da Liberdade e nunca ao contrário.

  28. «Você não faz a minima ideia em como funciona a economia e por isso faz afirmações sem substância e sem conterem informação, são bitaites lidos em blogs de pessoas que não percebem do que estão a falar.»

    «Verifica-se mais uma vez que você não entende como funciona a economia .Debita lengalengas sem perceber as relações de causalidade.»

    «Você não entende o que são medidas Keynesianas porque não entende como funciona a economia capitalista, só debita frases sem conteúdo.»

    «Você não consegue perceber mesmo o processo capitalista numa economia industrial com moeda-fiat. Anda a ler demasiados blogs e assim não reflete por si e mantem-se a debitar frases sem conteudo (sem informação ).»

    Alguém que começa todos os seus comentários com frases deste tipo não merece que percam tempo com ele. (Para não dizer nada da falta de imaginação. Não consegue arranjar melhores underhanded insults?

  29. Ricardo Dias de Sousa

    Caro Paulo
    Que os pobres tenham acesso ao emprego, os doentes à saúde e as crianças à cultura (o que quer que cultura seja) é uma coisa que eu também defendo porque impedi-los de ter acesso a essas coisas é um atentado contra a sua liberdade. Que no tenham dinheiro para as pagar no o é. No entanto obrigar outra pessoa, mesmo que seja a pessoa mais rica do mundo a pagar tudo isto, também é um atentado contra a liberdade dessa pessoa, por mas voltas que o Paulo lhe queira dar. Pode justificar esse acto da maneira que quiser mas, ou essa pessoa cede voluntariamente parte da sua riqueza ou é pura e simplesmente roubo. O Paulo pode querer justificar o roubo mas ainda no me explicou é porque é que uma pessoa pelo simples facto de ser pobre, doente ou inculta nao é livre.

    Quanto ao Keynesianismo e a Social-Democracia serem os responsáveis da prosperidade em que vivemos demoraria terá que ficar para outra ocasiao. Peço só que me dê um exemplo de um país ou sequer regiao que tenha prosperado aplicando essas receitas. É que assim de repente nao estou a ver nenhum. À minha volta só vejo países que dominaram o mundo à 50 anos e nos últimos 30 têm vivido de pedir emprestado, que ainda nao foram obrigados a pagar um só ano, o verdadeiro custo das medidas que tomaram. Ah, e quase me esquecia, e se podem pedir emprestado é porque houve um tempo em que chegaram a ser ricos (e porque obrigam quem produz a trabalhar metade do ano para eles). Mas está-se a acabar.

  30. Paulo Pereira

    O que é que se pode dizer de quem acha que o Zimbawe é um exemplo de uma sociedade com uma economia industrial e um sistema monetário moderno e que representa o que Keynes propôs como politicas contra-ciclicas ?

    – Que não faz ideia em como funciona a economia nem das relações de causalidade e que não faz ideia nenhuma do que escreveu Keynes

    O que se pode dizer de quem não entende que sem consumidores não há capitalismo ? – que não percebe nada em como funciona o capitalismo.

  31. Alexandre

    “BZ, se não tens acompanhado, o “Paulo Pereira” é um dos trolls do burgo, daqueles de ideia fixa (repara que só consegue dar voltas ao fluxo circular cainesiano), e dedo sempre em riste. ”

    Um “troll” que argumenta ao invés de procurar troçar em grupo como muitos “frat boys” que aqui pululam…

    “Alguém que começa todos os seus comentários com frases deste tipo não merece que percam tempo com ele. (Para não dizer nada da falta de imaginação. Não consegue arranjar melhores underhanded insults?”

    Que insultos o Paulo Pereira proferiu? Se o BZ não faz ideia do que está a falar, e não faz, é insulto apontá-lo?

    O Paulo Pereira mostra que não precisa de guarda-costas, mas aqui no Insurgente há por vezes a tendencia, por parte de outros comentadores e alguns autores para tentar afogar o contraditório, quase sempre quando este é bem fundamentado, em escárnio. E quando mais escárnio ou rasgar de roupa com insultos imaginários, mais correcto é o argumento. Por isso Paulo Pereira continue e não responda a provocações.

  32. Paulo Pereira

    Caro RCD,

    Da mesma forma que o estado proporciona liberdade politica, segurança, justiça também proporciona acesso universal à saúde, educação e s.social e a sistemas e infraestruturas essenciais. Chama-se a isso social-democracia ou capitalismo racional. Este sistema se for bem gerido não existem praticamente pobres porque mantém a capacidade produtiva sempre perto do seu nivel máximo o que proporciona um desemprego baixo.
    .
    Este sistema vigora na generalidade dos paises desenvolvidos desde 1946 ou antes (foi inventado em grande parte na alemanha em 1860) e foi responsável pelo aumento extraordinário da riqueza e qualidade de vida.
    Nenhum outro sistema politico-económico esteve perto de alcançar duradouramente tais resultados, não entendo a sua dúvida.
    .
    A razão da viabilidade económica do sistema social-democrata é que proporciona consumidores em grande numero (praticamente toda a população) que consomem grande parte do seu rendimento, proporcionando assim oportunidades sistemáticas para que o processo capitalista se desenvolva no seu máximo potencial, quer em quantidade quer em diversidade de oferta de bens e serviços e nos preços conseguidos devido à concorrência e à inovação tecnológico e de processos produtivos.
    .
    Neste sistema os impostos são simplesmente uma forma de manter o sistema a funcionar na sua maior eficácia e devem ser o mais baixo possivel para as empresas, de forma a aumentar a oferta . Dizer que os impostos são roubo é não entender que os ricos só o são porque aproveitam mais do sistema politico-economico e por isso pagam mais, mas não deixam de ser ricos.
    .
    Você insiste em ver a “divida pública” como alguo exterior á economia e que vai desabar sobre nós . Isso pode ser o caso da zona euro, por estupidez dos seus responsáveis (o BCE pode comprar toda a divida que quiser) mas não é nos países com moeda própria (veja os EUA com juros de 5 anos a 1% ou o Japão, ou o Canadá , ou o R.U., etc,).
    Nos países com moeda própria a divida pública é uma forma do sector privado aplicar as suas poupanças e manter um nivel predeterminado de taxas de juro.
    .
    Olhe os gestores da PIMCO depois de perderem alguns biliões de dólares já aprenderam isso da divida publica dos EUA. Outros já tinham perdido biliões com o caso do Japão.

  33. Ricardo Dias de Sousa

    Meu caro Paulo tem toda a razao quando me diz que insisto em ver a “dívida pública” como algo exterior à economia. Confesso que no tinha pensado nisso antes. A Dívida Pública é aquela que o Estado contrai. Como nao se conhece nenhuma actividade productiva ao Estado suponho que estamos de acordo se afirmo que a única maneira de o estado pagar o serviço dessa dívida é através de impostos (repare que nem sequer falo em pagar a dívida em si porque essa está claro que a intençao é rola-la perpetuamente). Pergunto-lhe então: estaria o Paulo disposto a emprestar dinheiro a alguém a quem não conhecesse actividade produtiva alguma sob o pretexto de que como essa pessoa é muito forte (aliás, tem o monopólio da força) sempre vai poder devolver-lhe o dinheiro? Agora pense que investir num qualquer projecto empresarial é uma actividade arriscada pelo que nao surpreende que muitos dos que acumularam riqueza prefiram (mesmo com um retorno mais baixo) entregar o seu dinheiro a este sorvedor de recursos e dormir tranquilos. Pense também que estas poupanças deixam de estar disponiveis para serem dedicadas a fins productivos. Nesse sentido a Dívida Pública é algo exterior ao corpo da economia que vive dela. Em biologia chama-se parasitismo.

    Quanto à famosa benevolência do estado Social desde meados do sec XIX as coisas nao sao tao simples. Os estados novecentistas quiseram (para impor a ideia de Estado Nação que tao bons resultados veio a dar na primeira metade do Sec. XX com duas guerras mundiais) destruir a influência da única instituiçao identitária comum a todos os europeus, o Cristianismo. Por isso substituiu-se à força a este na prestaçao dos serviços sociais. A dia de hoje queixamo-nos do caro que é o acesso à saúde e que os nossos pobrezinhos (pobrezinhos) nao podem pagar o acesso à saúde. Nesse tempo tinham-na grátis e existiam várias associaçoes profissionais mutualistas que se encarregavam das despezas de saúde e das pensoes de viuvez dos seus associados. Sem montar o Ponzi que é a Segurança Social. Foi o Estado que encareceu de tal maneira esses serviços que, curiosamente, sao os únicos onde os avanços tecnologicos nao resultam numa reduçao do preço para o consumidor. E nao queira comparar o peso do Estado na economia nesses anos com o que tem hoje. Um estado intervencionista poderia ter um orçamento de, pasme-se, 20% do PIB a final dos anos sessenta, antes da Guerra nem-lhe conto. O parasita está a matar o paciente, que isso nao se notasse no principio da doença nao significa que nao estivesse lá.

  34. Paulo Pereira

    RCD,

    Você não entende como funciona a economia capitalista, acho até que você é bastante anti-capitalista, você prefere uma sociedade de muitos pobres e pouco ricos, eu prefiro uma sociedade de muitos ricos e quase nenhuns pobres. Deve ser um defeito que tenho querer ser rico , mas normalmente para se ser rico é preciso ser empresário e os empresários não gostam de ir á falência por isso preferem uma economia em expansão em vez de em recessão.
    .
    Já verificou que se chama aos titulos de divida pública “risk free” e que servem de base para calculo dos restantes juros ?
    Isso acontece porque por definição um estado com moeda-fiat pode sempre pagar a sua divida nessa moeda e a taxa de juro é controlada pelo banco central, e pode ter qualquer valor. No caso do Euro é diferente , é uma moeda externa a todos os países.
    .
    Já verificou os juros baixissimos de países com elevados deficits publicos mas que emitem “divida pública” em moeda própria como o Japão, USA, UK, etc.
    Isso acontece porque um sistema monetário é fechado , o que implica que quem detem poupanças tem de as investir sempre em qualquer lado e isso implica que o dinheiro para a compra da divida publica existe sempre à priori.
    Você acha que o dinheiro vem de algum sitio exterior ao sistema monetário, mas num sistema de moeda-fiat isso é uma impossibilidade lógica..
    .
    Sobre a segurança social ser pública em vez de privada , é fácil perceber que é o sistema mais eficaz para garantir uma valor minimo de pensões, porque sendo universal tem custos muito baixos de gestão, (acho mesmo que seria fácil eliminar todo o aparelho de segurança social fundido-o com as finanças ), não impedindo que cada cidadão depois faça outro tipo de seguros ou aplicações.
    .
    Sobre os custos da saude , prefiro o sistema ADSE , que tem um custo de 850 euros por ano por utente, mas que permite a escolha do SNS ou Privados convencionados, ou seja tem um custo mais baixo e presta um serviço melhor.

  35. António Costa Amaral (AA)

    RCD,

    Você não entende como funciona a economia capitalista

    LINDO! HEHEHEHE!
    Volto a dizer — a internet fez-me uma pessoa pior, anteriormente eu não me ria de gente com perturbações 😀

  36. Paulo Pereira

    O AA é um tipo muito inteligente e percebe muito de economia , até já demonstrou aqui que o dinheiro não existe, é uma fantasia do tipo Matrix.

  37. António Costa Amaral (AA)

    Camarada *palhaço* Paulo Pereira,
    Descobre onde é que eu descobri isso, e faz copy-paste disso aqui.
    Já levavas umas cabeçadas, já.

  38. Paulo Pereira

    Afinal parece que o camarada AA, que é tão mauzinho, acredita que o dinheiro existe e serve para acumular riqueza .
    Não tarda nada até percebe de onde vem o dinheiro, se calhar até já percebeu mas não quer que os amigos saibam que ele percebeu.
    Já valeu a pena insistir neste tema.

    Já agora AA quantas empresas e empregos já criou na sua vida ?

  39. Ricardo Dias de Sousa

    Eu nao sou anti-capitalista porque o capitalismo nao existe nem nunca existiu. Essa é a minha única crítica a este post. Como tal também tem razao quando afirma que eu nao percebo nada de Economia Capitalista. A conversa já vai longa sem que ninguém me tenha conseguido explicar porque é que um pobre, um doente ou um inculto nao é livre. Na realidade ninguem me conseguiu explicar o que é um inculto mas nao peço tanto.

    A única diferença de uma dívida pública em moeda própria ou alheia é que a moeda própria pode ser fabricada a bel-prazer pelo devedor. O default é feito via desvalorizaçao da moeda. Transfere riqueza para os primeiros detentores da nova moeda (Estado e Bancos). No sei de onde depreende que eu prefiro uma sociedade de poucos ricos e muitos pobres. No entanto julgo que se o Paulo prfere de verdade uma sociedade com muitos ricos e poucos pobres (e porque nao nenhum?) deveria perceber que todas as medidas que defende nao passam de transferências à força de riqueza (infelizmente na prática nao de ricos para pobres mas da classe média para ricos e pobres) e de liberdade (do individuo para o estado). No vejo como é que isto vai aumentar a prosperidade geral.

    O conceito de dívida publica ser “risk free” é de gargalhada. Nunca a nenhum economista lhe passou pela cabeça afirmar tal sandez. Só foi inventada porque dava jeito para explicar o CAPM que, julgo na sua versão original utilizava o dinheiro físico como riskless asset. Mais tarde passou a utilizar-se o T-Bill para parecer que o modelo se aplicava à realidade da gestao. Aliás o conceito de “risco” quando se mede a exposição a cenários de incerteza nao é sequer aplicável. Dá a impressao de que conhecemos as probabilidades associadas a acontecimentos futuros quando estas nao existem. Mas claro, eu disto nao percebo nada.

    Quanto à Segurança Social ter custos muito baixos de gestão ao ser tao grande acho que disseram o mesmo do Titanic.

    E se vai continuar a utilizar as minhas iniciais, aconselho-o a que as escreva bem, RDS, caso contrário Ricardo serve.

    Um abraço.

  40. Paulo Pereira

    Caro Ricardo,

    Na verdade até o S&P dá vontade de rir quando diz que os EUA têm risco de “default”, só mesmo economistas que não fazem ideia do que estão a dizer acham que os EUA correm risco de default É como eu digo , não passavam do segundo ano de qualquer curso de fisica ou de engenharia.
    (“Risk-free assets usually refer to short-dated government bonds. For USD investments, usually US Treasury bills are used, while a common choice for EUR investments are German government bills or Euribor rates. The mean real interest rate of US treasury bills during the 20th century was 0.9% p.a. (Corresponding figures for Germany are inapplicable due to hyperinflation during the 1920s.)[2]”)
    .
    Você na verdade é bastante anti-capitalista, alías parece que uma parte aqui dos autores de artigos neste blog são bastante anti-capitalistas.
    Tenho até uma certa impressão que são contra a existência de muitos ricos, preferem mais que existam muitos pobres.
    Sobre a liberdade que os pobres, os sem assistencia na saude e os sem educação /cultura não ttêm , estou-me a referir á liberdade de poderem usufruir do bem estar que a sociedade moderna proporciona, não há liberdade que poderiam usufruir num mundo qualquer utopico.
    .
    Você não quer entender que o padrão ouro já acabou há muitas décadas e confunde inflação com perda de poder de compra. Existe 60 anos para comprovar que inflação moderada permite crescimento do poder de compra., só não vê quem anda distraido.
    .
    Você não entende ou não quer entender que os ricos só o são porque utilizam todo um sistema politico-económico e social que o permite e que por isso pagam mais por essa utilização.
    Você não quer entender que para muitos empresários serem ricos é necessário existirem poucos pobres.
    .
    Quanto á segurança social é fácil de demonstrar que um sistema universal tem menos custos que sistemas parciais, além de que tendo a protecção do estado é de risco inferior a qualquer sistema privado.
    .
    Por outro lado fico contente que considere o futuro bastante indeterminado, é o primeiro passo para perceber Keynes e a GT.

    Um abraço

  41. António Costa Amaral (AA)

    Tenho até uma certa impressão que … preferem mais que existam muitos pobres.~
    imbecil 😀

  42. neotonto

    Já agora AA quantas empresas e empregos já criou na sua vida ?

    .
    Vale que seia uma empresa em que só existe o chefe e um só empregado = o mesmo AA duplicado?

  43. Ricardo Dias de Sousa

    Caro Alexandre a mim parece-me que o Zenão tinha alguma dificuldade em perceber o Cáculo Diferencial mas o Alexandre que nasceu alguns séculos depois de Leibnitz e Newton, se tem alguma dificuldade só tem que comprar um bom manual. No meu tempo isso dava-se no décimo ano.

    Abraço

  44. Ricardo Dias de Sousa

    Caro Paulo

    Nao sendo Keynesiano, eu ficaria contente se os Keynesianos entendessem a Keynes e à General Theory.

  45. Alexandre

    Caro RDS,

    Se acha que o Cáculo Diferencial resolve o paradoxo então quem precisa de ler uns livrinhos não sou eu.

  46. Pingback: O que faria um keynesiano? « O Insurgente

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