A crisis of government

The collapse of capitalism por Robert Sadler:

The actual system that is under threat of collapse is the system by which governments finance themselves over and above their explicit tax revenues.

By combining the existence of a central bank with a fiat currency and fractional reserve banking, the state can raise funds significantly in excess of the official tax rates.

It is easy to see how governments benefit from this system. It allows them, not only to benefit from inflation but to vastly increase taxes on both current and future generations!

Now we can see clearly that this is not a crisis of capitalism or free markets. It is a crisis of government caused by fraud on a grand scale .. the fraud of the government, which as an institution has over time created this inflationary and unstable financial system as a method to surreptitiously expropriate resources from the population which it serves, in order to finance its expansion.

Free markets will survive this crisis simply because the will to voluntarily produce and trade is an intrinsic part of human nature. There is no crisis of capitalism, but there is a crisis of government .. governments will take the steps to prolong it until the inevitable and total failure of this deceitful system.

9 pensamentos sobre “A crisis of government

  1. Paulo Pereira

    Já andam lá perto , já perceberam que num sistema monetário moderno convencional (o EURO não o é) o dinheiro não é o problema mas apenas a capacidade produtiva e uma inflação alta.
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    Mas se é assim porque insistem que os impostos têm de aumentar no futuro ?

  2. Fernando S

    Perfeitamente de acordo quanto ao facto de a crise actual não ser do capitalismo e do mercado livre.

    Mas não sei se se pode dizer que a crise é do “governo” (no sentido anglo-saxonico da palavra), do Estado (em sentido geral).
    É certamente uma crise de um modelo de Estado. Ou seja, não é o Estado em si que está em questão mas o modo como tem sido concebido e gerido.

    De resto, exceptuando algumas minorias anarquistas, suponho que mais ninguém hoje considera que a ultrapassagem da crise se faz dispensando pura e simplesmente o Estado. Para alguns faz-se redimensionando e reduzindo, com menos Estado. Para outros, e não são poucos, pelo contrario, a crise poderia ter sido evitada e deveria ser combatida com mais Estado, com mais “governo”.

    “O Estado” não é um sujeito com autonomia e vontade própria. É uma instituição (ou um conjunto de instituições), um instrumento de governação. Existe e funciona em função de outros, de verdadeiros sujeitos : os governantes que o dirigem, as outras forças políticas e os grupos de interêsse que o condicionam, os cidadãos que elegem as instituições (pelo menos em democracia), etc, etc. É neste sentido que muitas vezes se diz que “o Estado somos todos nós”. No fim de contas, pelo menos no mundo moderno, e em particular nas sociedades democráticas, o Estado é em grande medida aquilo que os cidadãos e as forças “vivas” de um país querem e deixam que seja.

    O que está hoje em crise é o modelo de governação do Estado que é resumidamente descrito no artigo.
    Um problema de fundo é que a existência deste modelo não resulta apenas (nem fundamentalmente, do meu ponto de vista), de uma imposição externa a uma sociedade distinta do Estado (do tipo, “o Estado impõe à sociedade”), mas antes de opções que foram feitas no seio desta mesma sociedade entre modelos alternativos em função de determinadas relações de força ideológicas, políticas, e de interêsses.
    Por esta razão é que a mudança do modelo de gestão do Estado não é simplesmente uma luta da “sociedade” contra o “Estado”. É, antes de mais, uma discussão, um confronto, no seio da propria sociedade.

  3. Paulo Pereira

    Mas afinal de que crise estamos a falar ?
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    A crise do capitalismo especulativo?
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    Então o PIB recua em média 2% nos países desenvolvidos e isso é uma grande crise ?
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    A crise do desemprego ? Mas isso não se deve ao aumento da produtividade e à concor^rência asiática ?
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    A crise da Zona euro ? mas isso não se deve à estupidez de se tentar criar uma moeda federal sem federação ?

  4. Fernando S

    Paulo Pereira : “A crise do capitalismo especulativo?”
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    Não existe capitalismo “especulativo”. Ha capitalismo e ha especuladores. Estes existiram historicamente e existem em todos os sistemas. Em capitalismo existem tanto mais quanto menos livres e concorrenciais são os mercados, quanto maior é a presença do Estado na economia, quanto mais intervencionistas são os governos.
    A crise financeira de 2008 resultou efectivamente de uma bolha especulativa mas que foi alimentada por politicas publicas de crédito facil e barato e por excessivas e inadequadas regulações.
    O prolongamento da estagnação da economia e a sobreposição com a crise das “dividas soberanas” decorre do falhanço das politicas expansionistas de cariz keynesiano (apostar nas despesas publicas em vez de libertar a economia do parasitismo do Estado).

  5. Paulo Pereira

    Fernado S.,

    A crise de 2008 é uma pequena crise do capitalismo. o PIB já recuperou para o valor de 2008, graças às medidas antic-ciclicas realizados em quase todo o mundo.
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    O capitalismo especulativo na verdade é alimentado por crédito fácil, essencialmente por crédito privado e é um dos grandes inimigos do capitalismo racional keynesiano, aquele que permtiu uma enorme expansão económica e de bem estar a partir de 1946.
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    A estagnação económica nos países desenvolvidos é o resultado do aumento da concorrência asiática e pela concentração da riqueza, já que os mais ricos consomem menos percentagem do seu rendimento.
    Os impostos elevados sobre as empresas contribuem também para a a menor competitividade do sector privado ocidental.
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    A estupidez de uma moeda federal sem federação vai acabar por conduzir a zona EURO à estagnação permanente. Não há crise nenhuma de dividas soberanas, porque na zona EURO ás dividas públicas não são soberanas, ao contrário dos países com moeda própria , esses sim soberanos.

  6. Fernando S

    Paulo Pereira,
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    Desde logo eu não disse que a crise de 2008 foi uma grande crise do capitalismo. Faz bem em lembrar que, apesar de tudo, em média, e pelo menos nos principais paises desenvolvidos, ja se recuperaram em grande parte os pontos de recessão iniciais. Tudo isto sem perder de vista que uma parte significativa do mundo nem sequer teve recessão e retomou taxas de crescimento elevadas.
    Mesmo assim, não deixa de ser uma crise que determinou uma relativa estagnação das economias “ocidentais” (retomar os valores de 2008 é praticamente não crescer durante 4 anos …) e que os riscos de prolongamento da estagnação ou de uma nova crise financeira continuam a ser elevados.
    Com este quadro não me parece que as tais “medidas anti-ciclicas” que refere possam ser consideradas como um grande sucesso. Não permitiram sair definitivamente da crise, não relançaram o crescimento das economias a um nivel que inverta o aumento do desemprego e o agravamento dos desiquilibrios macro-economicos, agravaram significativamente os déficits e os endividamentos da maior parte dos paises.
    No fim de contas, mesmo de um ponto de vista keynesiano “classico”, estas medidas foram inadequadas e por isso não tiveram sequer o efeito expansionista a curto prazo desejado. Repare-se que, em rigor, a teoria keynesiana parte do principio de que os governos constituem excedentes orçamentais em peridos de crescimento e fazem déficits e dividas em fases de recessão. O que aconteceu foi que muitos paises sempre tiveram déficits orçamentais e aumentaram as respectivas dividas ficando sem margem de manobra para politicas expancionistas quando a crise chegou. Acresce que, mesmo os keynesianos menos socialistas reconhecem que para as politicas expansionistas terem alguma hipotese de sucesso é necessario que as empresas estejam em condições de responder a um aumento da procura efectiva. Ora acontece que o continuado aumento da carga fiscal desde ha anos destinado a financiar os aumentos da despesa publica levaram este valor para niveis historicos limitando significativamente a capacidade competitiva das empresas.
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    Vejo que concorda com a ideia de que a crise de 2008 foi uma consequencia de um contexto economico caracterizado, entre outros aspectos, por crédito facil e barato. Claro que o crédito é essencialmente privado, passando sobretudo pelos bancos e por outras intermediações financeiras. Mas a verdade é que as entidades financiadoras privadas enveredaram por este caminho porque os governos e os bancos centrais desenvolveram politicas nesse sentido, em particular aumentando significativamente a massa monetaria em circulação e baixando artificialmente as taxas de juro.
    Acontece que estas politicas monetarias são precisamente de inspiração keynesiana : mais dinheiro em circulação e taxas de juro mais baixas. Não vejo portanto no que é que as politicas publicas que levaram à crise de 2008, e, de algum modo, a prolongam, são contrarias ao que chama “o capitalismo racional keynesiano”.
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    Não concordo com a sua afirmação de que o crescimento economico e o aumento do bem-estar depois da 2a Guerra Mundial se devem ao keynesianismo. Devem-se certamente ao capitalismo. E aconteceram apesar de um post-keynesianismo que consistiu em medidas que tenderam a aumentar o peso do Estado na economia. O chamado Estado Providencia não é uma causa mas sim uma consequencia do crescimento economico que o capitalismo permitiu. Este modelo, dito muitas vezes “social europeu” foi sendo possivel enquanto o peso e o intervencionismo do Estado na economia eram ainda suportaveis para os agentes economicos, enquanto existia ainda uma certa margem de manobra fiscal para ir aumentando os impostos e o endividamento. Mas o aumento da carga fiscal e o excesso de intervencionismo estatal foram limitando esta margem de manobra. A crise actual apenas veio mostrar de forma mais rapida e evidente os limites do modelo “social” existente. Praticamente todos, mesmo muitos que não são propriamente “liberais”, tem hoje uma certa consciencia de que a situação é insustentavel e de que é indispensavel fazer reformas que reduzam o peso do Estado e aumentem a competitividade da economia. O proprio Paulo acaba por reconhecer que “[] os impostos elevados sobre as empresas contribuem também para a a menor competitividade do sector privado ocidental.”
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    Claro que alguns dos problemas das economias ocidentais também se devem à concorrencia de outras zonas em fase de crescimento acelarado, em particular as asiaticas. Este crescimento, que até é algo que deve ser considerado como positivo para o mundo, é também ele o resultado dos avanços do capitalismo e da economia de mercado nessas regiões e nesses paises. Mas a maior dificuldade das economias ocidentais em encontrar a parada adequada para esta concorrencia deve-se sobretudo à falta de competitividade das economias e das empresas ocidentais condicionadas pelo tal modelo “social” a que me referi acima.
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    Relativamente ao que o Paulo diz quanto à zona euro e à crise das “dividas soberanas”, haveria muito para dizer mas não o vou poder fazer agora porque ja estou a ser muito longo. Direi apenas que, muito embora a adopção de uma moeda unica nas condições que são conhecidas explique em parte a situação actual, a verdade é que globalmente o euro foi e é um factor favoravel ao crescimento economico. O facto de alguns paises “periféricos”, como Portugal, não terem conseguido tirar o melhor partido da moeda unica e se encontrarem hoje em grandes dificuldades, não contradiz o que digo antes. A demonstração fica para outra eventual oportunidade.
    Quanto à utilização do termo “soberano” para classificar as dividas dos Estados do euro … a expressão não é minha, é correntemente utilizada. Claro que o grau de soberania, pelo menos em termos de controle da moeda, de um pais actualmente integrado na zona euro é menor do que o de um pais com moeda propria. Mas também não se pode dizer que as dividas não são “soberanas”. No fim de contas, como se tem visto, a responsabilidade das dividas é ainda dos proprios paises. O que é certo é que, “soberanas” ou não, as dividas publicas atingiram niveis demasiado elevados e insustentaveis, determinando a situação de crise que se vive actualmente na zona euro.

  7. Paulo Pereira

    Fernando S.
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    Esta pequena crise do capitalismo de 2008 foi a maior do pós guerra e foi debelada com sucesso com medidas Keynesianas “by the book” ou seja deficits publicos e descida de juros.
    Por isso foi pequena, já que a resposta foi rapidissima e maciça em todo o mundo, bastaram algumas semanas após a falência do Lehman.
    Isto é um facto histórico.
    A questão do desemprego é mais complexa porque o aumento da produtividade e a concorrência asiático dos ultimos 6 anos é enorme.
    Só com uma grande redução de impostos sobre as empresas e com programas de apoio ao emprego (em vez de apoio ao desemprego) se pode resolver.
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    A crise da Zona Euro é totalmente diferente, pois é devida à invenção de uma moeda federal sem federação, que por definição nunca poderia funcionar com paíse com deficits correntes crónicos.
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    Você não entende que num sistema monetário moderno com moeda-fiat (a zona Euro não cumpre ) os estado não têm problemas de financiamento, já que as taxas de juro são controladas pelo Banco Central. Os Estados têm é problemas de balança corrente.
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    O Estado Social é indissociavel do capitalismo racional keynesiano rico, pois é este que fornece uma população saudável, educada, feliz e optimista que pode ter um elevado consumo dos produtos e serviços que os capitalistas produzem. São duas partes da mesma moeda.
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    Sobre a especulação, Keynes foi dos primeiro a perceber que era um dos grandes inimigos do capitalismo, pois diverge recursos para actividades improdutivas e facilita o aparecimento de crises económicas.
    Para restringir a especulação é preciso restringir o crédito bancário aos especuladores, tal como se fez na Alemanha durante décadas, onde o crédito era fortemente dirigido para a industria e outras actividades produtivas.

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