Privatização de Estradas

“Privatização de Estradas”: por Rita Mariquitos

4 pensamentos sobre “Privatização de Estradas

  1. APP

    Vamos supor que a empresa que gere a A1 passa a ter má fama por existirem poucas faixas e por realmente existirem lá mais acidentes. Acham que é assim tão provável que outra empresa passe a empregar toneladas de capital para competir e lutar por esse segmento de mercado?

    (É evidente que sei a vossa resposta: se isso acontecer é porque havia um nicho de mercado e o mercado funcionou, etc. o que leva a que a primeira empresa invista a ser competitiva ou desaparecerá do mapa e tal. Mas se formos a ver bem as coisas a famosa eficiência de um economia de mercado pode redundar em mais desperdícios materiais que uma economia planificada…)

  2. João Branco

    Para alem dos problemas da ineficiência em mercados com custos de entrada elevados já referida, a verdade é que é possível sem alterar nada na lei actualmente haver verdadeiras estradas privadas, desde que os privados queiram assumir os riscos de construção e exploração… Incrivelmente (ou não) preferem encostar-se ao estado no modelo PPP.

  3. JPHB

    “Num mercado livre, se uma empresa que gere uma estrada privada tem por exemplo, um número elevado de mortes, ganha má reputação, o que leva a uma diminuição no fluxo de utilizadores e consequentemente uma descida no lucro. Os outrora utilizadores dessa estrada procurarão outras estradas ou outro meio de transporte,…”

    A empresa Estradas Lusitanas SA que gere a A1 faz um mau trabalho a gerir a sua estrada, com tantas mortes, que os clientes da A1 resolvem mudar de fornecedor de estrada Lisboa-Porto para a autoestrada AA1, construida quase paralela à A1 pela empresa Estradas Unidas SA e que gere muito melhor o seu produto, especialmente no que diz respeito à segurança dos clientes. Entretanto, alguns nostálgicos decidiram tornarem-se clientes da já quase centenária Estradas Vasco da Gama que ainda oferece o serviço de estrada Lisboa-Porto através da antiga estrada nacional que unia as duas cidades. Embora com menor qualidade de construção e implicando um maior consumo de combustível devido ao piso em mau estado, os clientes dizem-se satisfeitos porque gostam da nostalgia de demorar
    seis horas a fazer a viagem, passando pelas cidadezinhas do litoral.

    Atá dá vontade de rir…

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