O Estado que os carregue

O querido e santo Estado que os carregue por António Ribeiro Ferreira:

Chegados a este beco sem saída, vem a tese querida dos amigos do monstro: seria muito mais justo aumentar o IRS ou aplicar um novo imposto a todos os trabalhadores públicos e privados. Pagavam os justos e os pecadores, não se punham portugueses contra portugueses, verdadeiro horror, e o Estado ficava exactamente como está, sorridente por extorquir mais uns valentes milhões ao mexilhão que lhe sustenta as gorduras e os vícios. Embrulhados nos seus próprios argumentos, fogem do labirinto com a ausência de estímulos à economia e a ineficácia do ministro que tem a pasta da dita.

Para estas cabecinhas pensadoras, que estiveram sempre de acordo com o modelo económico ruinoso dos últimos 30 anos, é o Estado o motor de tudo. Do emprego e da economia. O Estado que os carregue. Mas não à custa de quem trabalha e cria riqueza.

6 pensamentos sobre “O Estado que os carregue

  1. “Para estas cabecinhas pensadoras, que estiveram sempre de acordo com o modelo económico ruinoso dos últimos 30 anos, é o Estado o motor de tudo. Do emprego e da economia. O Estado que os carregue. Mas não à custa de quem trabalha e cria riqueza.”

    o erro, foi a Banca ter promovido um modelo económico para Portugal ruinoso…nas ultima decadas o Estado apenas foi uma Filial da Banca Nacional e ainda o é…nos primeiros anos, da data trágica do 25 de Abril, ai sim a frase aproxima-se da realidade…

    o modelo ruinoso das cabecinhas pensadoras, foi terem permitido uma “opa” com sucesso da Banca ao Estado…ainda hoje, a banca para descartar os seus activos tóxicos o que é que faz, oferece ao Estado os seus Fundos de Pensões ( que nem deve valer um 1/6 ) do que foram anunciados, como se fosse uma dádiva…orçamental certamente que será, mas acho que na realidade, aqueles Fundos são um cheque sem cobertura que a Banca passou ao Estado…

  2. Lima

    “sorridente por extorquir mais uns valentes milhões ao mexilhão que lhe sustenta as gorduras e os vícios”

    Neste momento quem realmente se ri são as gorduras do estado, de todos os que os estão a manter, bem nutridos e bojudos, muito caladinhos, pois bem cientes da sua inutilidade absoluta para a economia, mesmo que ligeiramente amputados do seu farto nível de vida, o saldo continua a ser bem positivo. Até serem justamente lançados no mercado de trabalho da economia real.

  3. O que esta tralha está a fazer é uma transferência consciente da riqueza das classes médias para um restrito número de ricos. Eles sabem que mesmo depois de corridos do poder o crime os compensará: vão direitinhos aos conselhos de administração desses que dolosamente beneficiaram com a sua política.
    Eles pagam tudo direitinho: os submarinos do Portas, o BPN, o BCP, os rombos da Madeira.Pagam aos que tanto têm, retirando aos que, algo, pouco ou nada têm.
    Contensão da despesa, dizem eles?
    Mas a despesa na área do corrupção e do tráfico de influências ( aquisição de bens e serviços) subiu 42.7% em Julho e 33,7% em Agosto. E o pagamento por turma aos colégios de meninos ricos subiu de 80 para 85.000 euros na semana passada.
    A despesa desceu? É verdade, mas só à custa dos que menos têm. Para os paraísos fiscais e off-shores e para a sub e a sobrefaturação continua a ir dinheiro que daria para pagar toda a dívida.
    E eles sabem de quem

  4. Hugo

    Torna-se obvio que não trabalha para o estado! Considero que não é justo, nem o senhor nem o estado.
    O primeiro porque, além de meter todos os funcionários públicos no mesmo saco, ainda fala com uma arrogância que deve ser fruto de imatura consciência. Devo lembrar que a despesa pública corresponde a 25% do total da despesa existente.
    O espirito de sacrifício que me foi imposto pelo segundo não tenho dúvida, é danoso para o país. Não me considero responsável pelo BPN para ter de o pagar. Nem pelos negócios ruinosos das PPP’s sanguessugas aos párias impunes! Nem pelas gorduras desnecessárias da máquina estatal! Nem pelas irresponsabilidades financeiras do nojento Jardim! No entanto, terei de pagar mais que o meu compatriota, como se fossemos diferentes… Não somos!

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