Egipto: back to basics V

Vinte e três pessoas morreram e 174 ficaram feridas em confrontos, na capital do Egipto, entre cristãos coptas e as forças de segurança. De acordo com a notícia, Essam Sharaf o PM em exercício, “apelou aos egípcios para não darem ao episódio uma conotação sectária. « Não se trata de confrontos entre muçulmanos e cristãos mas apenas uma tentativa de provocar o caos“. Não se compreende então esta mensagem, The Egyptian state TV is inciting against Christians by saying that they are firing at the army and calls upon Egyptians to defend the army! Ainda bem que para os egípcios, o acontecimento tem o tal carácter não sectário. Não acredito que as andorinhas regressem à mais famosa  praça do Cairo… mas isso sou eu, que não sou egípcio.

12 pensamentos sobre “Egipto: back to basics V

  1. Calculo que isto seja o “Outono árabe”. Só é pena os cristãos não terem ipads e uns slogans anti-capitalismo. Podia ser que conseguissem alguma atenção dos merdia ocidentais.

  2. Lidador

    O que se passa no Egipto e em outros países onde a sharia é a fonte da lei e da moral, é absolutamente normal, segundo esses cânones.
    Os cristãos são (como os judeus) povos do LIvro. Podem escolher converter-se ao Islão, aceitar um estatuto de “protegidos” ( dhimmis), ou morrerem. Os “protegidos”, são-no enquanto respeitarem o seu estatuto de subordinação face aos senhores muçulmanos, a saber, entre outras coisas:

    Têm a sua religião inscrita no BI, não podem ter acesso a certos cargos, têm de aceitar ser ocasionalmente humilhados ( prescrição corânica), não podem casar com muçulmanas e muçulmanos, não podem construir e consertar locais de culto, têm de pagar um imposto de protecção ( jizzya), os seus testemunhos valem metade, em tribunal , etc.

    Nestes países, os muçulmanos desenvolveram um natural supremacismo e encaram, naturalmente, os dhimmis, com desdém e sobranceria. É, para eles, inconcebível que gente ignorante e infiel, se atreva sequer a reclamar com o seu natural estatuto.

    Nada disto é novo. Aconteceu, acontece e acontecerá em todos os países onde o Islão assume o poder. Como , por exemplo, o Lìbano, há umas dezenas de anos um país cristão. Já não o é . Os cristãos emigraram em massa, à medida que os muçulmanos chegavam ao poder, e os que restam estão a assumir o seu estatuto natural: dhimmis.
    O mesmo se passa no território controlado pela AP e pelo Hamas. Em Belém, por exemplo, de uma maioria cristã, restam hoje escassos indivíduos.

  3. Lidador,

    De acordo.

    Pequena correcção: as dhimmi podem casar com muçulmanos, porque, no islão, a educação religiosa da prole cabe ao homem; é essa a razão para os dhimmi não poderem casar com muçulmanas.

    Mais algumas coisas: tradicionalmente os dhimmi têm que deixar passar os muçulmanos, não podiam montar a cavalo (só burros), não podiam andar armados, tinham que vestir roupa distinta dos muçulmanos (antecedente histórico da infame estrela amarela do III Reich).

    É como diz: nada disto é novo.

  4. ruicarmo

    Caro Anonimous,

    as imagens do seu link são de uma violência extrema. Penso que os leitores ficam “melhor servidos” com as informações do post e nos comentários.

  5. Lidador

    “as dhimmi podem casar com muçulmanos”

    Tem razão. Mas tem de viver como muçulmana, isto é, tem de pedir autorização ao marido para tudo e os filhos são irrevogavelmente educados no Islão. Foi aliás o que aconteceu com Barack Obama que, enquanto a sua mãe esteve casada com um muçulmano indonésio, foi inscrito na escola como “muçulmano” e teve aulas na mesquita. E isto num país que, à época, tinha leis e regras bastante mais seculares do que agora.

    De resto, há uma espécie de “contabilidade” (tenho-a para aqui algures num estudo de um scholar islâmico, ) que estabelece, se não estou em erro, que, em tribunal, por exemplo, um muçulmano vale 1, um crtistão vale 0,5, uma mulher muçulmana vale 0,5, uma mulher cristã vale 0,25 e depois, mais abaixo, estão crentes de outros cultos e ateus.

  6. Anonimous

    Caro Rui Carmo.

    Concordo que as imagens sao de uma violencia extrema e, claro, deixo a’ sua discreçao manter ou apagar o link.

    Mas a minha intençao era (e e’) a de chamar a atençao para a chamada “Primavera arabe” que se esta a tornar num Inverno universal. Anda por ai muita gente a cantar loas a’ “revoluçao pela democracia” sem se dar ao trabalho de investigar o que esta por detras daquilo tudo. Quando acordarem sera demasiado tarde.

    As vezes e’ necessario um tratamento de choque….

    Por favor continue a chamar a atencao para estes assuntos com os seus escritos. Obrigado.

  7. lucklucky

    Independentemente dos resultados isto é um passo necessário por onde o Islão e o Ocidente têm de passar.
    É bom que as pessoas percebam a realidade e as diferenças de cultura em vez da fachada dos ditadores e a propaganda dos “merdia” ocidentais( com vénia ao joão)
    Isto que se passa já é bem mais difícil esconder para debaixo do tapete como faziam com Arafat & co. ou declarações piedosas em Inglês e contrárias em Árabe.

    E como prova, não se viu nenhum jornalista ter a diligência de perguntar qualquer coisa aos organismos pagos pelos contribuintes(sejam da ONU ou outros) que têm pomposos nomes como encontros de civilização e ainda mais pomposos dirigentes.

  8. Pingback: Explicado « O Insurgente

  9. Anonimous

    Caro Rui Carmo.

    Compreendo que, dentro da cultura judaico-crista, o link era demasiado grafico para as correntes sensibilidades.
    No entanto, os Coptas do Egipto continuam a sofrer e temos que encontrar maneira de trazer esse sofrimento ao conhecimento do publico em geral. Nem que seja para que nao continuem a imaginar que todas as “flores” cheiram bem….

    Ja’ agora, tambem nao se fala no que esta’ a acontecer na Indonesia…..

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