Dualismo Metodológico

Há muita gente que confunde o método de científico das ciências naturais – onde o isolamento das condições necessárias para verificar a ocorrência de certo fenómeno é possível – com o método científico das ciências sociais, onde tal isolamento NÃO é possível.

Qualquer ciência social, como a Economia por exemplo, tem de fazer face a esta limitação e adaptar-se a ela. Surge assim o dualismo metodológico que é um pouco difícil de descrever com exactidão, pelo que me vou aqui socorrer da Mises Wiki no artigo concreto sobre este tema.

Transcrição:

Methodological dualism is an epistemological position which holds that it is necessary, based on our current levels of knowledge and understanding, to utilize a different methodology in our attempts to analyze the actions of human beings than the methodology used in the physical sciences (i.e. physics, biology etc…) to study external events.[1] This position is based on the presupposition that humans differ fundamentally from other objects in the external world in that humans act, or in other words use means to achieve ends, while other objects in nature, such as stones, planets, molecules and atoms do not.[2] Furthermore, we do not at present know how external events affect an individual’s “thoughts, ideas, and judgements of value”[1] and this ignorance forces us to adopt a dualistic approach to the two classes of phenomena.

This view was emphasized by Ludwig von Mises and formed the central basis of his epistemology. Methodological dualism, especially in Mises’s case, was a reaction to the notion held by groups such as the logical positivists that the study of human action, and as such economics, should utilize the same experimental scientific method as the physical sciences, a view that has been referred to by Mises, Friedrich Hayek and others as scientism. The alternative methodology that Mises developed and utilized for his study of human action was praxeology, which formed the basis for his work in economics. The use of praxeology differs from the neoclassical approach to economics which utilizes the same methodology as the other sciences in an attempt to develop economic theories and predict future economic events.

Espero que tenham percebido melhor. A Mises Wiki e a Wikipedia normal permitem-vos seguir a exploração do tema, continuando com os conceitos de Praxeologia e outros relacionados. Boas navegações, mas ficam avisados que o tema é pesado…

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5 pensamentos sobre “Dualismo Metodológico

  1. Carlos Novais

    Mises, completamente ignorado na filosofia (e metade do Human Action é filosofia, ainda a adicionar o seu Theory and History), ainda vai acabar a triunfar sobre todo o positivismo do séc.20, incluindo Popper:

    Hoppe conseguiu um grande feito ao condensar num pequeno livro a demonstração filosófica: Economic Science and the Austrian Method – Praxeology and Economic Science

    http://mises.org/resources.aspx?Id=615b364f-a8f6-4769-85ae-a29f902995c3

  2. Não me parece que essa critica aos neoclássicos faça sentido – todo o raciocinio neoclassico, que gira à volta do tema “o que fará um indiivduo que queira maximizar a sua utilidade?”, também é mais introspectivo do que exprimental.

  3. Carlos Novais

    Sim, o Hoppe abre uma das sessões dele a dizer que em teoria o resto das escolas opõem-se vigorosamente ao método dedutivo mas depois na prática uma boa parte do que acabam a fazer é reflexivo. Mas claro, vão jurar a pés juntos que economia só estatísticas e matemática.

  4. Paulo Pereira

    Mas o que eu gostaria de perceber é o que tem a ver filosofia e o liberalismo com o facto da maioria dos economistas esconder que a moeda actual é “fiat-money” ou moeda-estado, ou seja que a moeda actual apenas representa a diferença entre a despesa do sector publico e os impostos e taxas cobradas.

    Como se negar a realidade tivesse alguma coisa a haver com a filosofia e o conhecimento, em vez de ser o oposto.

  5. Ricardo Campelo de Magalhães

    Moeda-estado é uma tradução que nunca tinha lido para moeda fiduciária… e que esconde o facto de um Estado também poder ter uma moeda a sério, baseada em algo de valor…

    Que a moeda represente essa diferença entre “despesa do sector publico e os impostos e taxas cobradas”, ou seja, o défice público (primário, vá), essa então não só nunca tinha ouvido como… não tem nada a haver.

    “Negar a realidade” nem sei o que quer dizer com isso.

    Só percebi bem a frase “Mas o que eu gostaria de perceber é o que tem a ver filosofia e o liberalismo”. Essa vá, eu também gostaria que percebesse. Eu começaria por sugerir ler o “Human Action” de Mises e o seu “Study Guide” de Robert Murphy. Lamento mas eu não consigo resumir aquilo e aquela leitura continua a ser ainda hoje o melhor caminha para essa compreensão que o Paulo gostaria de ter.
    Fica a sugestão.

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