Socialismo 2011 – Humor Refinado

O Bloco de Esquerda está a desenvolver um conjunto de “debates” sobre como melhor aterrar a economia em particular e a sociedade em geral.
Para quem  queira ler os documentos (e ir aos eventos…), pode ler tudo AQUI.

Sugiro particularmente o powerpoint (em pdf) lá disponível, pois tem gráficos interessantes (a sério).

Have fun.

PS: Esta pode realmente revelar-se uma fonte de bom humor: desde quem acha que a água detida por capitalistas vai ficar nos canos, a quem ache que haverá mais dinheiro para esbanjar em programas sociais se não pagarmos o que nos emprestam, é um fartote…

31 pensamentos sobre “Socialismo 2011 – Humor Refinado

  1. A água engarrafada é um atentado aos direitos sociais humanos.A água engarrafada privada devia ser nacionalizada para passar a ser de todos e com mais qualidade!
    Enfim….

  2. «Podem dizer o que quiserem, mas privatizar a água é criminoso, de todos os pontos de vista.»

    Aah, o prazer de emitir opiniões dogmáticas sem ter de justificar ou fundamentar… *suspiro*

  3. jose

    Suspire à vontade, a água é um direito humano, como o ar.

    Não deve ser tratada como um bem igual a todos os outros. Será assim tão dificil perceber porque é que 90% da água no planeta é pública? Porque é que em paraísos comunistas como a Holanda se inscreve na constituição que não é privatizável? Precisa de razões de que ordem? Económica? Não se privatizam monopólios naturais. Porque é que em locais onde a água é privatizada o preço disparou sempre? Porque é que Paris remunicipalizou o fornecimento da água, logo no país onde a água privatizada mais existe?

  4. jose

    Desculpe lá eu considerar um direito, aquilo que toda a gente precisa para poder ter existência física. Devo ser um louco.

  5. jose

    Pois é, é uma pândega pegada por esse mundo fora, do japão aos estados unidos à holanda. Um bando de pândegos socialistas, é o que são, praí a dar água barata às pessoas, os sacanas.

  6. ruicarmo

    A alimentação devia ser nacionalizada, desde a produção, até a distribuição. É um direito pois as pessoas precisam de alimentos, vida fora. Extingam-se os tascos, ampliem-se os refeitórios e as lojas do estado.

  7. jose

    Comparação idiota. água é água, não batatas, couves, foie gras, caviar ou os biliões de alimentos diferentes que existem e os milhões de maneiras diferentes de os preparar.

    Ainda estou para perceber porque é que a água privada é melhor que a pública. Deve saber melhor, ter uma cor mais bonita, ou um cheiro mais agradável. Se calhar é mais barata.. pois, parece que também não.

  8. ruicarmo

    Primeiro diz, “Desculpe lá eu considerar um direito, aquilo que toda a gente precisa para poder ter existência física. Devo ser um louco.”

    Presumo que a alimentação também seja um direito, pois “toda a gente precisa para poder ter existência física.”

    Quanto ao resto, o primeiro passo para a “cura”/alívio dos sintomas pode muito bem começar pelo reconhecimento. Simples.

  9. «Desculpe lá eu considerar um direito, aquilo que toda a gente precisa para poder ter existência física.»

    E faltando a dita coisa, quem é que está a violar o direito? Deus?

    «Devo ser um louco.»

    Não diria tanto. Apenas confundido sobre o que é um “direito”.

  10. Jose

    A malta do BE considera-se a si mesma como defensora da justiça. VIvem numa nuvem tão estratosférica que tudo o que tenha a ver com negócios, lucros, empresas, dinheiro, etc, lhes provoca bocejos. Para eles, isto é tudo uma choldra, um pântano de interesses . Eles estão acima, eles é que são a referência ética, Quem os lê e ouve, fica com a impressão que aquela malta não come, não f***, não bebe e não dá traques.
    Querem fazer um mundo melhor, claro. Eu tb , quando tinha a idade da borbulha.
    Mas como fazer um mundo melhor se os agentes reais, cá abaixo, não são tão puros, éticos e generosos, como eles?
    Tira-se-lhe os negócios? Entregam-se esses negócios a pessoas tão boas como eles? Mas quem, senão eles? Eles, que são burgueses, mas não se consideram como tal. Entregar as coisas à burguesia?
    Mudar as leis? Mas as leis não são as da democracia burguesa? Não são fruto da superestrura da classe dominante?
    Bem, podia ser à bomba, como nos bons velhos tempos jacobinos, recorrendo a gulags, killing fields, etc.
    Mas isso não parece viável. Não estou a ver o Dr Louçã a guilhotinar os Amorins, ou o Dr Fernando Rosas a dirigir o fuzilamento do Engº Belmiro, para nacionalizar o capital e distribui-lo aos “oprimidos”.Revolucionários sim, mas com segurança e conforto.

    Mas então como é que eles querem mudar o mundo?
    Abanar até que a o coco lhe caia em cima da cabeça?
    Matar os outros a rir?

  11. Jose

    ” Porque é que em locais onde a água é privatizada o preço disparou sempre?”

    Simplesmente falso.

  12. jose

    Simplesmente falso? OK. Mostre lá onde é que se privatizou a água e o preço baixou. Fico à espera. (sentado, obviamente)

    Em relação à conversa do Rui Carmo, a alimentação básica, deve ser obviamente garantida a toda a gente, e existem estruturas e intrumentos que o fazem e infelizmente, ainda precisam de existir.

    Agora explique-me lá como se pode comparar uma coisa única que é disponibilizada em casa das pessoas, através de uma estrutura instalada (não falo aqui da verdadeira “água privada”, a engarrafada), com outra coisa que tem inúmeras iterações, que pode ser cultivada no quintal, num vaso na minha varanda, que pode ser um bife ou um pão, uma batata ou uma maçã, sendo depois disponibilizada de centenas de maneiras.

    Ainda não me respondeu porque é que a água privada é melhor que a pública. Fico à espera. (também sentado, obviamente)

    “E faltando a dita coisa, quem é que está a violar o direito? Deus?”

    Se alguém no seu país morre de fome ou sede, falha o país todo. Falha a estrutura, falha a sociedade, falha o estado, qualquer nome que lhe queira dar.

    ‘Não diria tanto. Apenas confundido sobre o que é um “direito”’

    Se ter água para viver não é um direito, o que é um direito? Suponho que tenhamos todos ‘direito’ a morrer então.

  13. Jose

    Caro jose.
    Geralmente as tarifas de serviços “nacionalizados”, não cobrem nem a manutenção do serviço, nem o investimento. O cliente paga uma parte directamente e paga o resto em taxas e impostos.
    Por isso, quando se comparam as coisas, é preciso não afunilar a vista sobre apenas aquilo que queremos ver. Se um serviço lhe é prestado, alguém tem de o pagar. Se o serviço for público, o dinheiro não cai do céu, é pago pelo utilizador directamente, indirectamente, e por outras pesoas que nada têm a ver com o assunto.

    Quanto aos direitos, essa sua conversa é completamente naive. Há direitos negativos (liberdade de expressão, por exemplo) e os chamados direitos sociais que representam sempre uma supressão dos direitos dos outros.
    Por exemplo, o seu “direito à água”. Esse direito que você acha ter, tem de ser garantido por outrem. Que, para o efeito, tem de retirar a terceiros o direito de disporem da sua propriedade.Ou seja, para você ter água mais barata do que custa, outros têm de ser privados do direito de usarem o seu dinheiro, por exemplo, para melhor educarem os seus filhos.
    Repare, nem à vida você tem direito. Qual o direito a viver de alguém que se está a afogar? A água respeita esse direito? E que direito à vida tem um homem que morre para salvar um filho. Acha que se opta por se salvar a ele, é porque tem direito à vida? Aliás, você é obrigado, em caso de ameaça à sua comunidade, a morrer, se necessário for, na sua defesa?

    A base de toda a moralidade é, meu caro, o dever, não os direitos. É por não perceber isto que gente como você enche a boca de “direitos sociais” e outras tretas do cardápio, como eternas crianças, num supermercado, a fazerem birras agarrados à saia da mãe.
    Cresçam, porra!

  14. jose

    Caro José, dispenso os seus paternalismos.

    Que direito tem você a respirar? O ar é seu por acaso? Como se atreve a retirar o ar a outros que podiam muito bem fazer com ele outra coisa qualquer que entendessem, como por exemplo educar os seus filhos? Caro José, toda a gente precisa de água, TODA a gente. Não há uns que precisem e outros que não. A água não é comparável a direito social nenhum. Compreende? Daí que toda a gente pague a água que consome, e o serviço que a leva até à sua torneira, mas só isso. Sem acréscimos de margens de lucro ou interesses privados. O resto vem de facto de impostos, que devem ser justamente para fornecer a toda a gente aquilo que toda a gente precisa.

    Você não quer pagar impostos, porreiro. Vá viver para uma gruta, e beba água da chuva, que essa ninguém lha cobra, nem em impostos nem em tarifas. É por não perceber que ninguém vive sozinho que ‘gente como você’, em anafadas prosápias que tresandam a bolor, ignora os factos e depois vem falar de gente que se afoga (!?) e salvar filhos e direitos que a água(?!) respeita ou deixa de respeitar. Poupe-me.

  15. Ricardo Campelo de Magalhães

    Todos os bens abundantes (como o ar) nós somos livres de usar sem pagar por ele.
    Só pagamos pelo que é raro e, portanto, tem de ser racionado de alguma forma.
    Pelo mesmo raciocínio, a agua da torneira é grátis e a engarrafada é paga.

    Eu também não quero pagar impostos.
    Prefiro a perspectiva do Belmiro Azevedo: se eu quiser, compro os serviços deles, se não quiser, boicoto.
    Assim, ele tem de me oferecer serviços que eu ache vantajosos. Já o Estado age como meu dono e as diferenças de tratamento e de serviço prestado estão à vista de todos…

  16. ruicarmo

    Ricardo, um pequeno reparo: o ar é de todos mas não é grátis. 🙂 Não pagam (?) os países por umas quotas de emissão?

  17. Jose

    Caro jose, você, para respirar usa o equipamento com que vem dotado. Se não vier com ele, ninguém respeita o seu “direito” ao ar. Até ver, é gratuito, porque não há escassez.
    Mas vá dar um mergulho e verá como tem de pagar o ar.
    Dir-me-á que “tem direito” de respirar, mesmo debaixo de água. E pretende que eu lhe pague esse direito? Acha que devem ser os outros a pagar as despesas do seu direito de respirar?

    O mesmo em relação à água. Se ela é abundante e está ao alcance de todos, bastando abrir a boca e beber, faça o que quiser. Mas se ela é escassa (é), as coisas fiam mais fino.
    Um etíope, no deserto do Ogaden, tem também, pelo seu “ponto de vista”, direito à água. E de que vale esse direito? A água dos lençóis freáticos, sobe para respeitar o direito do abexim?

    Pare de falar em “direitos”. Isso é conversa de alguém com o Síndroma de Peter Pan e que pensa que basta exigir para que as coisas lhe caiam no prato.
    O que está aqui em causa é QUEM PAGA.
    Ou paga quem bebe, ou pagam os outros, Você acha que pagam os outros, eu acho que paga você.

    Por outro lado, parece que você pensa que um serviço público, como não tem o ónus do lucro, é mais barato. Está enganado. Atente na realidade que o rodeia e verifique que os serviços públicos raramente são mais baratos.
    Mesmo quando você pensa que são, porque paga menos na bilheteira, nem repara que alguém lhe mete a mão no bolso e lhe retira o resto e mais algum, para alimentar a máquina.

    O que se passa, é que pessoas como você, estão sempre à espera que outros paguem.

  18. Jose

    Já agora, e em termos de direitos, para saber de que estamos a falar, qual é, na sua opinião, a quantidade de água a que cada um tem “direito” ? Um litro? 2? 20?
    A quantidade necessária para não morrer de sede ? ( digamos, 3 litros, diários)

  19. jose

    “O que se passa, é que pessoas como você, estão sempre à espera que outros paguem.”

    😀 Você é um pouco denso, pá. Mas eu não pago a água que bebo? Querem ver que ma dão de borla?

    E se o raio da água saísse mais barato em impostos ou subsidios dos estados, porque é que os 90% de países do mundo que têm água pública não a privatizavam logo? São todos um bando de Peter Pans, já se vê. A palavra direito dá-lhe uma comichão do caraças não dá?

    O importante é privatizar, porque na sua concepçãozinha ideológica do mundo, o estado é para desaparecer. A água fica mais cara? O serviço é o mesmo? Não interessa. A realidade é um mero adereço. Ridículo.

  20. Jose

    “Mas eu não pago a água que bebo”

    Não.
    Pagamos todos para que você tenha o “direito”.
    Pagamos directamente e indirectamente ( impostos).
    Repare, na minha concepção do mundo, eu não lhe peço nada. Bebo, pago.
    É a sua concepção que exige aos outros, que me exige a mim que ajude a satisfazer uma necessidade sua. Eu tenho o direito (aqui com toda a propriedade) de achar que gastarei melhor o meu dinheiro do que a pagar os seus “direitos”. Na sua concepção do mundo, você quer coartar a minha liberdade de dispor daquilo que é meu.Como?
    Investindo de poderes uma burocracia que me venha sacar o que eu não quero dar.
    É que a água, como outros bens, não necessita dessa autoridade repressiva, para estar disponível ( ao contrário de bens como a segurança, por exemplo).
    E eu não tenho de aceitar canga nenhuma, só porque alguns acham que os seus direitos são mais importantes que os meus.

  21. jose

    “Pagamos todos para que você tenha o “direito”.”

    NÃO! PAGAMOS TODOS PARA QUE TODOS TENHAMOS O DIREITO! CHIÇA!

  22. Ricardo Campelo de Magalhães

    Rui Carmo,
    O ar é grátis. Eu nunca paguei nada por ele. E o Rui?

    Se há governos a inventar “impostos” e “licenças” devido a uns espertalhões que fazem 4 biliões ao ano por causa disso, é outro assunto. Mas ninguém paga pelo ar, isso eu sei pois já há muito tempo que cá ando e essa conta nunca paguei.

  23. Ricardo Campelo de Magalhães

    Miguel Botelho Moniz,
    Você está carregado de razão nos seus argumentos, mas frases como “O debate está claramente uns furos acima do seu intelecto.” são desnecessárias e frases como “Não é por gritar que passa a ter razão.” nem deveriam ser escritas tendo em conta a citação anterior.
    Assim, perde pontos para a sua posição e o tempo antes investido a argumentar perde-se sem qualquer uso!

    José,
    Quanto todos pagam e todos recebem, então há que fazer contas e ver quem paga mais e quem recebe mais. Quando os que recebem mais do que o que pagaram são os que não querem trabalhar e quem paga mais do que alguma vez receberá são os que se esforçaram, creio que é bom de ver que vai acabar mal pois vai deixar de haver tansos e vamos acabar com uma sociedade de encostados (como se acaba SEMPRE nestes casos).
    Compreende que este sistema baseado em “mutualismo imposto” é condenado ao fracasso, certo? Se não, diga e eu dou exemplos históricos.

    Ah, e é a minha concepção que não pede nada aos outros: cada um paga pelo seu e pronto. Não há cá “transferências”…

  24. jose

    “Quando os que recebem mais do que o que pagaram são os que não querem trabalhar e quem paga mais do que alguma vez receberá são os que se esforçaram”

    Acha realmente que isto se aplica no caso da água? Acha que andam praí uns encostados a beber água à conta de quem trabalha? A sério?

    Ainda ninguém me explicou porque é que privatizar a água em Portugal é positivo. Ficamo-nos por impostos? Não se consegue ir além disso n’ O Insurgente?

  25. ruicarmo

    Ricardo,
    percebo muito pouco de impostos e de taxas mas sei que os estados para pagarem os 4 biliões, têm que o arranjar nalguns bolsos.A não ser que essa verba possa ser conseguida no ar das impressoras ou dos tais bolsos.

  26. Ricardo G. Francisco

    jose,

    A “água” não se privatiza nem é de todos. O que não deve ser um monopólio estatal é a extracção e distribuição da água.

    Não existe um bem “água”, existem inúmeros pontos de extracção e tantos mecanismos e processos de distribuição quanto as pessoas possam imaginar. Ou não, em vez de termos meios alternativos e concorrentes a serem julgados por quem quer esse bem, temos empresas públicas que servem em primeiro lugar para servir os interesses de quem lá está e em segundo lugar os interesses dos governantes.

    A “água” em abstracto não tem custo, tal como não tem valor. Sem ela não existíamos tal como somos. Existe. O que tem um custo e um valor é a disponibilização da água com determinado nível de qualidade aos potenciais consumidores.

    As confusões com que labora são falácias úteis para quem quer justificar a centralização de decisões. Enganam muita gente.

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