Occupy Wall Street: Todos procuram o lucro…

Os Ocupas querem registar a marca.

Está certo: há que ganhar uns trocos com merchandising. Porque é que  a Disney pode e eles não? O irónico é que este grupo supostamente seria contra a propriedade privada e o lucro, mas isso claro é quando não interessa nada. Quando pode ir para o bolso…

Independências

O senhor Peces-Barba falou e as virgens ofenderam-se. Está bem. A cada um o seu tribalismo e sejamos felizes. Já eu, vil descrente nas virtudes do Estado-nação, estou completamente a borrifar-me para o senhor Peces-Barbas e para os indignados portugueses, versão nós-e-eles. E também me importa uma pevide as bandeiras, sejam de que cor forem. Viveria sob um governo e uma constituição de marcianos se isso me garantisse maior liberdade. Mas não deixa de ser engraçado: tanta indignação com as declarações de Gregorio Peces Barbas, em 2011!, o ano da graça do FMI, das independências hipotecadas em aeroportos e em PPPs, das manobras social-fascistas do Parlamento Europeu e dos projectos totalitários em curso nos corredores de Bruxelas. Não se cuidem, não. Quando a teia estiver completa não há padeira que vos salve.

Media

Eduardo Pitta chama aqui a atenção para a quebra nas vendas dos jornais, recordando-se do tempo em que se compravam três por dia. Era verdade. Mas não nos deixemos iludir: a compra de menos jornais em papel, não significa menos leitura e menos interesse. Este é, presentemente, um erro comum. Se hoje não se compram três jornais todos os dias, lêem-se vários, diversos e muitos mais sites na internet, todos os dias. A mudança na forma como procuramos a informação, não significa falta de atenção ou de sentido crítico.

Breves disfuncionalidades acampadas

Uma estratégia genial, o uso da violência sobre o mensageiro.

Hormonas e afirmação positiva.

O onanisno como demonstração de um direito social.

A exploração progressista da mulher, pela mulher.

Conquistar os corações através de ideias fortes: aviões, Nova Iorque, arranha-céus e bancos.

Maus sinais e piores práticas

Parque escolar, parte II, por João Miranda.

Dinheiro público despejado no sector da construção por razões políticas sem atender à procura nem à rentabilidade. Num mercado imobiliário saturado, o governo prepara-se para injectar milhões para aumentar a oferta habitacional com base na ilusão de que o mercado da reabilitação não comunica com o da construção nova. Das duas uma, ou as casas reabilitadas vão ficar vazias, ou as casas da periferia vão ficar vazias. Em qualquer dos casos, o desperdício será colossal. Mesmo depois das más experiências anteriores haverá sempre gente a defender estes esquemas, mais ou menos com os mesmos argumento do passado.