O senhor Peces-Barba falou e as virgens ofenderam-se. Está bem. A cada um o seu tribalismo e sejamos felizes. Já eu, vil descrente nas virtudes do Estado-nação, estou completamente a borrifar-me para o senhor Peces-Barbas e para os indignados portugueses, versão nós-e-eles. E também me importa uma pevide as bandeiras, sejam de que cor forem. Viveria sob um governo e uma constituição de marcianos se isso me garantisse maior liberdade. Mas não deixa de ser engraçado: tanta indignação com as declarações de Gregorio Peces Barbas, em 2011!, o ano da graça do FMI, das independências hipotecadas em aeroportos e em PPPs, das manobras social-fascistas do Parlamento Europeu e dos projectos totalitários em curso nos corredores de Bruxelas. Não se cuidem, não. Quando a teia estiver completa não há padeira que vos salve.