A esquerda descobre os custos do Estado-providência

No Arrastão, o Sérgio Lavos chama a atenção para um artigo da revista Alemã Handelsblatt, onde se fazem as contas a todos os custos assumidos pelo estado-providência. Somados os compromissos assumidos com reformas, pensões de invalidez e outras, a dívida Alemã corresponde ao dobro dos números oficiais.
Claro que comparar esta diferença com o que foi feito na Madeira é uma patetice. Da mesma forma, comparar os números finais deste cálculo ajustado da dívida pública alemã com a dívida pública da Grécia ou da Itália sem o mesmo ajustamento é de uma profunda ignorância. Mas nada disto é novo. Novo é que seja a esquerda, depois de criticar o investimento público na Madeira, a vir agora chamar a atenção para os custos escondidos do estado-providência. Sejam então bem-vindos à realidade.

Nota adicional: o Daniel Oliveira repetiu a asneira do colega de blog no Expresso Online. Como colunista sério que é, certamente irá retratar-se no artigo de amanhã.

15 pensamentos sobre “A esquerda descobre os custos do Estado-providência

  1. Alexandre Gonçalves

    Já agora, sugiro ao Governo que quando for buscar os fundos de pensões aos bancários faça exactamente as mesmas contas, de modo a percebermos o ruinoso negócio que representa.

  2. rui costa

    boa noite. qual é a diferença entre os valores assim calculados (onde a dívida seria de 7b€) e a forma de calculo da dívida da grécia?

  3. Rui Costa, que eu saiba em nenhum país se contabiliza o pagamento das reformas futuras como dívida pública. Acho muito bem que tal seja feito, claro, mas tem de ser feito para todos, não é só para a Alemanha.

  4. lucklucky

    Seria como nós colocarmos na nossa dívida actual os gastos futuros de reformas, PPP, juros etc…E estes valores são baseados em previsões.

  5. Alexandre Gonçalves

    Quando o governo “adquirir” o fundo de pensões dos bancários deveria fazer estas mesmas contas, de modo a percebermos o negócio ruinoso que querem fazer.

  6. lucklucky

    Especialmente porque da extrema esquerda à direita soci2lista se ganha votos por fazer promessas – despesas futuras – que não se poderá cumprir.

    Vamos lá fazer as contas de que o “tendencialmente gratuito” que está na Constituição para a saúde e educação era cumprido…deu muitos votos à esquerda caviar e não caviar…

  7. PMP

    Conversa da treta . Então capitalizamos custos futuros e não proveitos futuros ? Contabilidade não é o forte destes economistas !

    Vejam lá quanto serão os custos perpetuos capitalizados do Ministério da Defesa, dos Estrangeiros e da Justiça.

    Revolução anarquista libertária já !

  8. JoaoMiranda

    ««Quando o governo “adquirir” o fundo de pensões dos bancários deveria fazer estas mesmas contas, de modo a percebermos o negócio ruinoso que querem fazer.»»
    .
    Para o Estado é um grande negócio. Entra dinheiro mas é pouco provável que as pensões venham a ser pagas.

  9. O mais engraçado disto tudo é que sempre que discuti com a possibilidade de a SegSoc passar de um sistema ‘pay as you go’, como temos agora, para um sistema ‘fully funded’, a principal objecção que apresentam é sempre a mesma: a emissão de dívida pública necessária para financiar a transição. Quando eu tento explicar que essa dívida já existe e que, simplesmente, se está a contabilizar o que antes não estava contabilizado, olham para mim como se fosse um tontinho.
    Quando e para atacar a Angela Merkelm então já se deve contabilizar os gastos futuros com a Seg Soc.

  10. PMP

    Qual a diferença entre emitir divida publica agora ou quando for preciso pagar as pensões ?

    Para quê ter duas estruturas para gerir taxas e impostos, quando bastam um registo num computador das contribuições de cada contribuinte ?

  11. Pingback: Quem te manda a ti, sapateiro, tocar rabecão? « O Intermitente (reconstruido)

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