Não percebo os keinesianos

Nas críticas ferozes ao Presidente da Pérola do Atlântico.

 Eu, Keynesiano, me confesso – por Alberto João Jardim.

Ainda sobre o  double standtard dos keinesianos continentais, uma síntese como só o João Miranda é capaz de fazer.

Alberto João Jardim defendeu o Estado Social madeirense.

Alberto João Jardim apostou no investimento público para sair da crise.

A Madeira teve que enfrentar a crise internacional.

A Madeira teve que enfrentar a crise internacional e a destruição do temporal.

O temporal de 2010 não foi suficiente para estimular a economia.

Alberto João Jardim defendeu a Madeira.

Alberto João Jardim não estava mesmo disponível para governar com o FMI.

Foi uma mudança de regras contabilísticas …

A Madeira não precisa de ajuda.

O governo da república está a pôr em causa a unidade europeia.

Alberto João Jardim já desceu o défice antes e sabe como fazê-lo.

Há vida depois do défice.

Na Madeira não há obsessão pelo défice.

A obsessão pela dívida gera efeitos recessivos, como o mostram as medidas da troika no continente

A Madeira é vítima da falta de líderes políticos no Estado Central e na Europa.

As contas da Madeira derraparam por causa de um desvio colossal no Porto Santo.

A Madeira é vítima das agência de estatística do Continente.

Ao contrário do Continente, a Madeira aposta  no emprego público bem remunerdado.

A Madeira aumentou o défice porque quis.

A atitude economicista do governo central em relação à Madeira é tão odiosa como o comportamente de Merkel em relação aos PIGS.

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16 pensamentos sobre “Não percebo os keinesianos

  1. Paulo Pereira

    Keynes defendia cambios ajustáveis para “ajustar” ao deficit corrente / comercial.

    Com este Euro fantasista Portugal tem de usar politicas Keynesianas ajustadas a uma moeda fixa, como sejam os incentivos fiscais e de financiamento aos sectores transacionáveis.

    O caso da Madeira é um caso de bandalheira e descontrole , no minimo e no máximo pode ser um caso criminal.

  2. ruicarmo

    “…Portugal tem de usar politicas Keynesianas ajustadas a uma moeda fixa, como sejam os incentivos fiscais e de financiamento aos sectores transacionáveis…”

    Foi também essa a obra do Jardim. E de muitos outros no continente.

    “…no minimo e no máximo pode ser um caso criminal.”
    Vejo que a rede é apertada. Mas aplica-se a todos os keynesianos ou apenas para o modelo insular?

  3. Paulo Pereira

    “Foi também essa a obra do Jardim. E de muitos outros no continente.”

    Não foi não, o Jardim, Sócrates, Durão (pouquinho) , Guterres e Cavaco derreteram a despesa pública sem se importarem com o deficit comercial, aliás o Cavaco e seus Ministros diziam que isso não importava para nada , num monetarismo disfarçado de keynesianismo.

    Keynes percebeu logo em 1928 a necessidade de ter despesa pública mas com contas externas equilibradas ou então desvalorizar até o conseguir, foi isso que aconselhou ao governo da altura, o que só veio a acontecer 3 anos mais tarde depois da economia já ter crashado.

    A malta não estuda com profundidade os assuntos e depois chega a ministro e faz asneira, isso nos economistas é um clássico .

  4. Pingback: Um keynesiano perseguido num país de keynesianos « O Insurgente

  5. Alguém que consegue dizer que Cavaco era monetarista é muito provavelmente capaz de dizer que uma invasão de extra terrestres estimularia a economia!!!!
    Não vale tudo no mundo das falácias. Keynes não conseguiu prever a crise de 1929 (já foi provado em 2004 que afinal a bolsa até estava subavaliada), nem o keynesianismo consegue explicar nenhuma recuperação económica antes ou depois de 1929. De acordo com Keynes o mundo devia ter acabado no ano a seguir à criação do capitalismo.

    Cavaco, como bom keynesiano que é, estimulou a economia o mais que pôde. Torrou dinheiro em auto-estadas e estradas e exposições internacionais e tributou e tributou e depois aumentou a dimensão da função pública e tributou mais um bocadinho. E dizer que ele é monetarista é no mínimo pouco sério.

    Quanto à questão de fundo sobre o comércio internacional e as desvalorizações cambiais, há um claro equivoco sobre o que a escola austríaca defende. A escola austríaca defende que se os outros países querem tributar os seus cidadãos através de inflação (desvalorização cambial) para subsidiar produtos que nós consumimos então devemos agradecer. Devemos sim deixar o mercado decidir o que iremos nós fazer para pagar essas importações (vantagens comparativas).

    Mais uma nota. A economia de Roosevelt nunca teve resultados satisfatórios. Defender que a II Guerra Mundial fez crescer a riqueza é mais uma falácia de keynesianos. Cavar buracos e enche-los outra vez não cria riqueza, mas pode aumentar o PIB. Penso que ainda não há registo de uma economia que tenha crescido por vontade dos governadores desses países (mesmo considerando que eram bem intencionados a fazê-lo). Veja-se o Botaswana liberal vs o resto da África Sub-Sahariana.

  6. PMP

    Cavaco é um monetarista com um pouco de New-Keynesianismo bacoco. Veja-se que revalorisou o escudo em 1980 num país com deficit comercial e que voltou ao mesmo em 1992 iniciando a adesão ao Euro monetarista.

    Cavaco só agora percebeu a correlação entre deficit publico e deficit corrente, o que é óbvio para um Keynesiano.

    Keynes publicou a General Theory em 1936 depois de estudar a grande depressão de 1929. Qualquer pessoa que leia Keynes com atenção nos originais sabe que era um liberal, mas que para ele a liberdade requer desenvolvimento económico e social, pois os pobres não são livres de facto.

    Os EUA usam o Keynesianismo militar desde 1939, atingindo agora 50% do deficit, 800 mil milhões gastos a partir janelas e a abrir buracos (não à mão que isso são trocos) .

  7. Penso que o problema de alguns argumentos aqui é que há pessoas que conhecem muito bem keynes e não conhecem mais nada. Leram um resumo da biografia de Hayek e Friedman e até ficaram a pensar que eram os dois monetaristas.

    Tanto monetaristas como keynesianos acham que mexer no valor do dinheiro, na sua oferta e no seu preço, é uma boa ideia. Isso para os austríacos é intolerável.

    Sobre as medidas de Cavaco, tanto em 1980, como 1992, apesar de motivos diferentes, tiveram muito pouco a ver com política monetária e muito mais com política.

    Uma nota só sobre o escárnio com que se fala da Europa. Esta foi a Europa que permitiu aos keynesianos fazerem de alguns países laboratórios. Pacote atrás de pacote, estímulo atrás de estímulo, economia com planeamento, durante décadas. Trouxe-nos até aqui. Não era isto que queriam?

    Os EUA usam o keynesianismo desde 1913 quando criaram a FED. Começaram aí a brincar com as taxas de juro. O keynesianismo não nasceu com a General Theory. Isso é como dizer que a economia nasceu com Adam Smith. O Keynesianismo apenas veio dar fôlego às aspirações dos políticos, porque agora podiam gastar e gastar e dizer que isso era bom para todos. Começaram a subornar o povo com o dinheiro do povo.

    A dívida pública dos EUA está a roçar os 100% do PIB. 14700000000 USD. Isto com conselheiros económicos nos últimos 20 anos keynesianos convictos.

  8. Paulo Pereira

    O keynesianismo como teoria economica nasceu como é óbvio em 1936 com a GT, só aí se explicou a lógica macroeconomica entre o emprego, juros e dinheiro. Antes da GT não se tinha uma ideia global da interligação das variáveis macroeconomicas.

    A GT assenta em ideias muito simples : é a procura é que determina a oferta numa sociedade capitalista monetária e que toda a procura (as vendas ) é resultado de um rendimento prévio, normalmente salários em grande parte. Além disso pressupõe que existe um Banco Central que mantém as taxas de juro a um nivel que não impede o investimento.

    Os Austriacos tanto quanto percebo não aceitam que é a procura que determina a oferta numa sociedade capitalista monetária, numa posição que é muito pouco racional.

  9. A escola austríaca assenta precisamente na racionalidade, portanto dizer que tem posições pouco racionais é …irracional. A base da escola austríaca é a praxeologia. Debater qual está correcta não vai com certeza caber-nos a nós, já que o debate tem cerca de 200 anos (entre Estado e Mercado, Socialismo e Capitalismo, Keynes e Hayek). Lá porque a teoria foi justificada pela teoria geral, não quer dizer que ela não existisse. Apenas não estava sistematizada. É aliás senso comum. É senso comum acreditar que um aumento na procura provoca uma aumento na oferta. Também é senso comum dizer que o Sol anda à volta da Terra. Nesse aspecto, o que keynes fez não foi nada demais. Foi apenas tentar confirmar as suas suspeitas. Difícil de fazer foi o que Adam Smith fez que conseguiu descobrir algo que contraria o senso comum. O egoísmo individual beneficia o colectivo.

    No que toca a teoria económica há apenas a dizer que a frase “é a procura que determina a oferta numa sociedade capitalista monetária”, infelizmente para nós, está a ser desmentida todos os dias. Se fosse esse o caso então a solução para todas as crises seria criar bolhas (nesse aspecto Krugman por acaso até propôs a criação de uma bolha imobiliária para ultrapassar a bolha das dot.com em 2002 LOL).

    Essa é uma discussão difícil. O próprio Schumpeter acabou por descobrir que a procura apenas afecta a quantidade de output. As verdadeiras inovações tecnológicas vieram de propostas do lado da oferta (veja-se a Internet que ainda não existia no tempo dele). A lei de Say confirma-se. Mas esta discussão não é para nós…

  10. Paulo Pereira

    Insistir na lengalenga de que o dinheiro não serve para acumular riqueza e que a procura não é que determina a oferta num sistema capitalista monetário é irracional, logo a lengalenga austríaca é irracional .

    Os Keynesiamos são liberais e capitalistas mas não anarquistAs revolucionários.

  11. Paulo Pereira

    “.Apenas uma questão. Alguém sabe como sairam os EUA da recessão de 1921 ?”

    Monetary policy

    The United States had adopted the Federal Reserve System in 1913, and the institution was still new. Milton Friedman and Anna Schwartz, in A Monetary History of the United States, identify mistakes in Federal Reserve policy as a key factor in the crisis. At the end of the war the Federal Reserve Bank of New York began raising interest rates sharply. In December 1919 the rate was raised from 4.75% to 5%. A month later it was raised to 6% and in June 1920 it was raised to 7% (the highest interest rates of any period except the 1970s and early 1980s). The high rates sharply reduced the amount of bank lending in the country, both to other banks and to consumers and businesses.[2][9]

    Rates were sharply reduced in the latter half of 1921. The New York Federal Reserve reduced rates in successive half-point moves over the July- November period from the 7% high to 4.5% on November 3, 1921. The depression ended.

    ….

    “and finally the governement cut down the top-income tax rate from 65% to 22%. “

  12. A Wikipédia??? Vão buscar argumentos à Wikipédia? Mas nem se dão ao trabalho de investigar a sério e vão à Wikipédia? Isto explica muita coisa. Onde estavam os pacotes de estímulos na saída desta crise? Como é possível que a crise tenha acabado sem um New Deal ou um plano Marshall ou qualquer coisa do género? Podemos discordar de muitos pontos de vista, mas argumentar contra o óbvio para coisa de lunáticos.

    Se a procura cria a própria oferta onde estão as máquinas que fazem tudo com um carregar de um botão? E como foi possível que surgisse a Internet, ou os computadores ou um sem número de coisas que antes não existiam e por definição não tinham procura formada?

    Entretanto se procurarmos um pouco mais do que a wikipédia até descobrimos que as descidas de taxa de juro para sair da crise de 1921 geraram a crise de 1929. Até parece familiar, e é. Mas o Sr. Paulo coloca o dedo na ferida (ou quem escreveu o artigo na wikipédia): a intervenção da FED pode ter criado a crise de 1921. Porque razão havemos nós de querer intervenção então? Usamos só meio argumento? Só interessa a parte em que a FED salvou a economia (não salvou nada e criou uma bolha ainda maior)?

    A forma pouco séria como se ataca a escola austríaca com argumentos tirados da wikipédia ou da conversa de um taxista é no mínimo duvidosa. Não se ataca a teoria da PPF, até elogiada pelo defunto keynes, nem tão pouco as inúmeras brilhantes conclusões da Theory of the business cycle. Ataca-se a lei de Say.

    Mas digam-me, enquanto bebem um café pela manhã, onde estava a procura para o grão de café torrado antes de alguém se lembrar de o produzir?

    Se lessem Schumpeter em vez da Wikipédia…

    PS. O artigo da wikipédia foi claramente escrito por um fã de keynes, pois na falta de medidas governamentais para estimular a economia, sob keynes é impossível que a crise tenha passado, nem que tivessem baixado o juro para zero. A forma como os keynesianos tratam a crise de 1921 é: houve uma crise em 1921 que… acabou em 1922. LOL

  13. PMP

    Conversa da treta, você é que perguntou ! Factos da recessão de 1920 :

    Juros em Junho de 1920 = 7% – > Juros em Dexembro de 1921 = 4,5% + Impostos mais Baixos = Keynesianismo => saida da recessão

    Baixar impostos é quase equivalente a aumentar a despesa publica (ver Reagan, Bush , Cheney deficits don’t matter, 800 mil milhões de gastos na Defesa dos EUA em 2011).

    Milton Friedman acusa FED de fazer asneira e causar recessão de 1920, porque FED não percebia macroeconomia (GT de Keynes é de 1936!). Repetiu a dose em 1930 pela mesma razão, falta de entendimento (90% dos economistas chumbavam no primeiro ano de fisica ou engenharia tal o seu desdem pela matemática e pela lógica )

    As empresas que produzem café torrado estão sempre a monitorar as suas vendas e stocks e ajustam continuamente a produção. Produzir para não vender leva á falência. Chama-se a isso capitalismo , onde o objectivo é ganhar dinheiro , ou seja ficar mais rico.

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