Estonia is BOOMING

Neste artigo da revista Economist, pode-se ler:

PLUNGING unemployment, rocketing growth, soaring exports and a budget surplus: that is the story of Estonia as it bounces back from a precipitous economic collapse. This burst of good news shows not only the virtues of flexibility and austerity (a sensitive subject, as other euro countries taste the same medicine); it also gives heart to Latvia and Lithuania.

Estonia’s GDP growth rate in the first quarter of the year was 8.5%, the highest in the European Union. It boasts the biggest drop in unemployment, from 18.8% to 13.8%. It has the lowest debt in the EU, of just 6.6% of GDP; measured by the price of credit-default swaps, it is among the ten best sovereign risks in Europe. Fitch, a rating agency, has just raised Estonia’s standing to A+.

Strong export growth (up by 53% year-on-year in May) and industrial production (up 26%) reflect in part soaring production of mobile-phone kit at the country’s largest exporter, Ericsson. But the recovery is broader-based. Eva-Maria Ounapuu of Joik, which makes “simple, Nordic, minimalist” cosmetics, says the recession made consumers turn to local products. Now that this market is “all but saturated”, she is starting to export.

Policymakers in all three Baltic countries feel vindicated: during the crisis many outsiders told them to unpeg their currencies from the euro. Instead they pressed ahead with “internal devaluation”, meaning whopping fiscal adjustments (9% of GDP in Estonia’s case) and big cuts in nominal wages. Yet long-term competitiveness is still a concern. Although inflation is slowing, the central bank in Tallinn worries about overheating. The previous boom brought double-digit growth and reckless lending, followed by a construction bust and a 14% fall in GDP. Estonians hope that the banks (almost all foreign-owned) have learned from the past.

Porque é que a Europa não segue os bons exemplos?

17 pensamentos sobre “Estonia is BOOMING

  1. Um “boom” em que o desemprego continua maior do que no Portugal “em crise”. E como, pelo artigo, o banco central já acha que a economia está super-aquecida (logo, deve estar para subir os juros ou coisa assim, que dizer que o desemprego não há de descer muito além disso.

  2. Parece-me um contágio sueco – um país exemplar no que se refere a Estado social. Veja-se a importância da Ericsson na economia da Estónia.

  3. ricardo saramago

    De vez em quando existem estes casos, em que os políticos têm a humildade e a sabedoria de deixar a economia funcionar.
    A continuarem assim, estes países rápidamente deixarão para tràs os que são governados por gente bem pensante, que se entretém a “combater a crise” com dívida, subsídios e impostos.

  4. L

    Em Portugal o negócio da construção e dos loteamentos tem lucros semelhantes ao tráfico de droga, e sem riscos associados. Ora os portugueses foram para onde estavam os lucros que não é na exportação….

    Vá lá à Estónia ver o planeamento urbano e se vê esta organização espacial que mete medo. Lá a única possibilidade de riqueza (sustentável) é na exportação. Cá foi na construção, em larga medida patrocinada ainda pelos governos.

  5. L

    A Estónia já está no euro desde o início do ano, o que mostra a solidez da sua economia e finanças.

    A Estónia está em constante concorrência com a Letónia, ao contrário de nós com a Espanha, o que promove a sua competitividade.

    A Estónia tem desenvolvimento tecnológico. Foi lá que foi criado e desenvolvido o SKIPE. Vendido à Microsoft por 8.5 mil milhões de dólares.

    A Estónia está rodeada de países ricos (nórdicos) e tem um país a lado, a rússia, que apesar dos conflitos diplomáticos, é um dos maiores mercados do mundo.

    Problemas sociais:

    A riqueza da Estónia tem atraído muita emigração russa. A Estónia se quiser manter a sua identidade tem de controlar a emigração.

  6. Cock

    É uma solidez do caraças. Vá perguntar aos Estónios o que eles acharam das políticas seguidas e logo vê como é que as coisas efectivamente são.

  7. Ricardo,

    Esta situação tem já precedentes, especialmente o caso do Tigre Celta (Irlanda). Tendo uma economia liberalizada ( comparando com standards europeus), a Irlanda sofreu com taxas de juro extremamente baixas do BCE; o que gerou crescentes booms, bolhas e o consequente bust em que está mergulhada agora. A Estónia ao juntar-se ao euro vai sofrer do mesmo: crédito fácil e taxas de juro baixas do BCE (1.5 neste momento). Vai primeiro crescer sim, e depois vai “estourar”. Clássico boom and bust.

  8. L

    A Estónia tem produção industrial ao contrário da Irlanda… e o sector financeiro não é o monstro irlandês.

  9. lucklucky

    O mais interessante no que se passa na Europa é a viragem à esquerda da Alemanha. Nas próximas eleições é bem provável que a extrema esquerda alemã tenha o mesmo grau de importância que a extrema esquerda portuguesa. Se isso vai lançar a Alemanha numa Republica de Weimar veremos…

  10. Ricardo Campelo de Magalhães

    A Estonia estava num caminho mau (como todos), e está a ter melhores resultados após ter cortado na despesa pública (e até nos salários nominais), ao contrário do que aconselhariam os senhores de certa escola de pensamento económica.

    E imaginem… Resultou!

    Desemprego: desceu
    PIB: cresceu!
    Dependência da Ericsson: diminuiu (não queriam que desaparecesse assim do nada)

    POINT: Acho que foi feito o oposto do que um Keynesiano proporia e…

    Comparação com a Irlanda: Onde está o défice? Onde está o nível de endividamento? Onde está a taxa de juro AGORA? Eu vejo muitas diferenças… demasiadas para comparar assim tão facilmente.

  11. PMP

    Se a Estonia tivesse adoptada uma politica Keynesiana com câmbios variáveis a sua recuperação teria sido ainda mais rápida, já que a economia privada exportaria ainda mais.

    Veja-se o caso Português entre 1983 e 1986

  12. Ricardo Campelo de Magalhães

    lol
    É isso que eu acho engraçado nos Keynesianos: há sempre um bode expiatório.
    Mesmo quando os EUA tentam essa teoria em doses maciças sem resultados e a Estónia vai pelo caminho oposto com resultados.

    Se a Estónia tivesse câmbios variáveis (ou seja, desvalorizado a moeda, ou seja, impresso imensas divisas), isso quereria dizer que eles iriam trabalhar MAIS e receber MENOS.
    1) Eu acho isso um mau negócio: eu prefiro trabalhar menos e receber mais
    2) o ganho de competitividade é temporário (precisaria de desvalorizações sucessivas e cada vez mais elevadas) e a perda de poder de compra é para ficar
    3) Ninguém garante que sequer esses resultados seriam alcançados, pois poderia haver:
    a) retaliações cambiais
    b) incapacidade de expandir recursos para cobrir a expansão de moeda
    c) falta de poupanças para investir no aumento de capacidade produtiva
    d) aumento da propensão por lazer como resposta à redução de poder de compra devido à desvalorização da moeda

    Etc, etc, etc.

    Teoricamente, é dificílimo de defender (como até um Keynesiano admite num dos meus últimos posts).
    Praticamente, todos os casos apontam em sentido contrário (como este, por exemplo).
    Vê-se bem que as economias em que o Estado aumenta (EUA, por ex) enfrentam dificuldades enquanto que as empresas em que o sector privado aumenta (China, por ex) prosperam.

    Pergunta: O que é que teria de acontecer para o senhor mudar de opinião?

  13. PMP

    Eu como liberal acho que as moedas devem ser livres, além de que normalmente após uma desvalorização mais ou menos rápida ditada pelo mercado segue-se uma gradual revalorização à medida da recuperação económica.

    Veja-se o caso Polaco por exemplo.

    Além disso considero um desperdicio ter mais de 13% de desemprego, numa economia com tanta capacidade para produzir e exportar e assim enriquecer.

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