outro erro

Parte do desvio colossal, percebe-se agora, é proveniente da recapitalização do BPN e, surpresa (!), do desvario orçamental na Madeira. No total, são cerca de 600 milhões que o Governo irá colmatar com uma receita que, infelizmente, sairá muito cara aos contribuintes: a transferência dos fundos de pensões da banca nacional para a Segurança Social. É uma medida desastrosa. Primeiro, porque, pelo menos num dos casos, há muito que se fala na insuficiência de recursos face aos compromissos do respectivo fundo de pensões, logo, o mais provável é que suceda nova nacionalização de prejuízos privados. Segundo, porque, não obstante tratar-se de uma receita no curto prazo, a verdade é que no longo prazo a transferência destes veículos, como no passado aconteceu com os CTT e com a PT, representa um ónus financeiro para o Estado e contribuintes, na medida em que as reformas dos bancários são mais generosas que aquelas emanadas do regime geral da Segurança Social.

Ps: O “cerco” a Alberto João Jardim aperta-se…infelizmente, para a Madeira e para os madeirenses, não porque a Madeira fique pior sem AJJ – o ciclo político do PSD-M está esgotado –, mas porque quem vier a seguir (e como se diz por cá, vai vir) ver-se-á metido numa grande embrulhada económica e financeira…

3 pensamentos sobre “outro erro

  1. Alexandre Gonçalves

    Mais uma medida …como dizer…. NOJENTA!
    Mais uma vez a irracionalidade toma conta das brilhantes mentes que nos governam, talhados pela visão de curto prazo e sem visão nenhuma de longo prazo. Os desgraçados que vierem depois que fechem a porta,… e paguem as contas.

    Já agora, porque não fazer pagar estes desvarios pelos beneficiados das PPP’s? Já que a ordem é ir ao bolso, ao menos que sejam àqueles que beneficiam de alguma coisa do estado, já que o comum dos contribuintes paga e não vê nada.

    ps: eu votei no PSD, mas pedia de imediato o meu voto de volta

  2. Alexandre Gonçalves

    Se fosse o Sócrates a fazer isto, seria trucidado…, portanto, o mesmo nível de avaliação se deve aplicar a estes.

  3. Rafael Ortega

    Quem perceber explique-me uma coisa que eu não percebo muito bem.

    Os fundos de pensões dos bancos são de privados?
    O Estado pode decidir a qualquer momento que fica com os fundos de pensões de uma qualquer empresa?
    Os trabalhadores da empresa (ou quem gere o fundo) não podem decidir se querem ou não que as suas pensões fiquem nas mãos do Estado?

    Este país é uma República das Bananas ainda maior que aquilo que eu pensava?

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