não havia necessidade!

O desvio colossal, supostamente superior a 2 mil milhões de euros, sempre é, afinal, inferior. Assim, disse hoje o Ministro das Finanças que foi apurado um desvio equivalente a 1,1% do PIB, cerca de 1,8 mil milhões, e que daquele valor cerca de 600 milhões se referem ao BPN e à Madeira. Ora, tendo em conta que estes 600 milhões não constam dos dados de execução orçamental (o BPN está fora do balanço e a Madeira reporta, a exemplo dos Açores e das administrações locais, com atraso), o verdadeiro buraco na administração central e serviços afins (nomeadamente, nos Serviços e Fundos Autónomos) é de 1,2 mil milhões de euros, como em seu dia eu aqui tinha estimado. E, portanto, com base nesta evidência factual, regresso, com convicção redobrada, à minha dúvida existencial: se este Governo quisesse mesmo cortar na despesa pública, seriam estes aumentos de impostos realmente necessários? Julgo que não…

4 pensamentos sobre “não havia necessidade!

  1. JS

    “Julgo que não… ” Vamos ter que esperar pelas próximas eleições para ter Ricardo Arroja como MInistro da Economia, e, enfim, ver o fim deste calvário que é o aumento de impostos?

  2. ricardo saramago

    Para os credores é indiferente qual a solução, desde que acabem os défices e a dívida pare de crescer.
    Para os portugueses não.
    Aumento de impostos é mais um passo no caminho da pobreza.
    Diminuição da despesa seria um primeiro passo para fugir à pobreza.
    Se a nossa classe política escolheu o caminho da pobreza, vamos ver se o povo se acomoda.

  3. Pável Rodrigues

    É a política, caro Ricardo Arroja. Este Governo é uma manta de retalhos no que à orientação política diz respeito. De um lado, o “bando” de Portas, motivado exclusivamente pela captação de votos via distribuição de migalhas às clientelas subsídio-dependestes, órfãs do socretinismo. Do outro, o dos promovidos barões do PSD, de Aguiar Branco a Relvas, apostados em garantir o melhor quinhão para o seu clã . Como referi logo que tive conhecimento da sua constituição, trata-se de facto de um pequeno governo: Passos Coelho,Vítor Gaspar, Álvaro S. Pereira, Paulo Macedo e Nuno Crato. O resto é fogo fátuo.

  4. às direitas

    Madeira independente.

    Que se endividem.

    Não pagamos para a Madeira.

    A populaça de lá que tenha juizo, acabou-se a rotunda e o fontanário.Há 20 anos que deveria ter acabado…um perneta não é atleta, mas deixa que os outros sejam. É a vida.

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