Are we not men?

Há uns anos no jornal Público saiu um artigo do Eduardo Prado Coelho em que ele falava da despersonalização a propósito do terrorismo. No sentido em que o terrorista suicida despersonaliza-se para que lhe seja possível despersonalizar as vítimas do acto terrorista. Ou seja, escolhe desumanizar-se, “coisificar-se” para depois desumanizar e “coisificar” os que perdem a vida em consequência dos actos que pratica. Como se o que os rodeia fosse meta-real, como se o sofrimento e a morte não passasse de um filme de acção. Bem sei que o Eduardo Prado Coelho não faleceu, que se desconstruiu, but he was into something….

Estes, não são pessoas, são bestas. Jacarés, leopardos e leões também atacam os mais fracos da manada, mas, ao menos, fazem-no por sua conta e risco. Quase sempre sozinhos. Estes, têm o comportamento das hienas, dos abutres e dos ratos e é assim que devem ser tratados. Não é uma escolha das pessoas, é uma escolha deles próprios quando decidiram deixar de ser gente, de deixar de ser volitivos e passaram a animais, sem sequer a nobreza de um leopardo, de uma leoa ou um jacaré. Foram eles próprios que se despersonalizaram, foram eles próprios que escolheram viver pelo instinto mais primário, próprio de hienas e abutres (talvez nem estes pobres animais). Escolheram não ser gente, pois que sejam tratados em conformidade com a sua própria escolha. A escolha é o que define um ser humano, estes, abdicaram da escolha, pois que se aguentem então.

 

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10 pensamentos sobre “Are we not men?

  1. PedroB

    O que o Helder defende então? Que sejam abatidos como animais selvagens?
    O ser humano é um animal que nasce selvagem. É a sociedade que pode ou não torná-lo civilizado. Faz parte da natureza humana a capacidade de superar a selvajaria, mas requer luta e sacrifício constante. É tão fácil cair na barbárie…

  2. Miguel

    @PedroB E é tão fácil pensar que estes animais vão deixar de o ser um dia. O que é que o Pedro sugere então? Metê-los numa escolinha, pô-los a fazer umas actividades e receberem um certificado de “ser sociável”? Nem pense em tal coisa. Esta escumalha nunca vai deixar de o ser e só merece estar numa ilha perdida algures no Oceano no meio de outros animais como eles. Não há solução para estes animais. Eles escolheram ser assim, lembra-se?

  3. Paulo

    Um “post” retirado do jornal “The Guardian”

    lauchenlode

    10 August 2011 7:15AM

    baggypants

    10 August 2011 12:28AM

    As a retired Greater Manchester Police officer I was aghast at the damage to my beloved city. My first reaction was to grab my old truncheon and drive into the city centre to whack some of the buggers.
    On reflection I mused on the process of deracination of the working class that has occurred over the last few decades.What do these gang members,thugs, feral youths want?.
    Perhaps they want the good life as exemplified by our Old Etonian, Bullingdon club members who now control the country. ( we are all in this together!!). They could perhaps aspire to win the lottery- 160 million at the latest. Perhaps they could join a boy/girl band and win a talent contest on Saturday prime time TV. Perhaps even become a semi literate, foul mouthed football player and pull in 150K per week.. What they cannot get is a decent job.There is something rotten at the hearth of british society and it needs sorting.

    As a retired GM Police Officer you must have been involved in the action against the mine workers in the 1980s. The Police were used as weapon against people fighting to save their jobs, their homes, their communities, and their way of life, against state sponsored pillaging and destruction.

    At the time you were doing your job in accordance with your contract and oath, and I take no issue with that. The London Riots give us a very faint glimpse of what life might be like without a strong and dependable Police Force.

    But can you not see the parallels with the present day, and the scars left by thirty years of mass unemployment, and the depletion of training, skills, and opportunity? Ways of life were replaced with menial temporary jobs, and social housing with short term private tenancies. The Civil Service promoted job security, stable homes, and gilt edged retirement pensions, as articles of faith during periods of intense social upheaval… and rubber stamped the measures that deprived millions of similar benefits.

    Now the article of faith has become “I have to work hard, so why should I pay for Them to sit idle?” And those without the benefit of stable prosperous employment are expected to accept the leftovers with gratitude and respect for those more fortunate.

    We’ve seen a lot in the papers about Anger and Injustice, now that civil service pensions have come under review… but at the same time the less fortunate are threatened with complete withdrawl of Any security if they’re not prepared to jump through hoops chasing non-existant or blatantly exploitative ‘jobs’. These people aren’t going to join the protests over cuts in civil service jobs and pensions.

    Greed and Envy have fuelled the present Govenment Policy against Cheats and Scroungers on the sick or the dole. The Greed of Taxpayers who wnt their (frequently Government Funded) Jobs with lower taxes… the greed of Property Owners who are the real cause of excessive Housing benefits… and Envy of those who manage a basic lifestyle without having to go out to work. But the Government now promoting greed and envy is a continuation of the Government that institutionalised unemployement, with the use of force, in the 1980s.

    So now we have an underclass of young people with no allegience to society, no training opportunities, no prospects of meaningful employment, and no way of establishing a stable and permenant home. The costly private tennancies which benefit wealthy landowners have been bought with the erosion tennants rights and standard agreements of three to six months. Faced with the prospect of a massive squeeze on their already precarious lifestyles, it’s no wonder they’re angry, contemptuous, and destructive. Their example is set by those who ruthlessly exploit the economy for their own benefit, without a thought for the lives of those who have to face the consequences.

    And they’re not served or protected by the Police, whose job it is to suppress and contain them. Those who ask who’s to blame should look in a mirror; because we all are. If we don’t change society to promote opportunities for all, rather than profit for a few, then the pressures and frustrations that caused the present outburst will continue to build, and erupt in escalating violence.

  4. Miguel

    @Paulo Depois de ler o artigo que partilhaste (e obrigado por isso), continuo a pensar que toda a precariedade social e laboral que existe não dá o direito a estes jovens de serem violentos, criminosos e desrespeitarem o próximo.

  5. ricardo saramago

    Se fossem incorporados em regimentos disciplinares, mandados para o Afganistão, podiam mostar todas as suas qualidades contra os talibãs.
    Aprendiam a ser disciplinados, faziam qualquer coisa útil e deixavam de viver à custa dos outros.

  6. Rafael Ortega

    Já era altura de darem ordens á polícia para disparar à vontade. E se a escumalha não parasse com os motins chamava-se o exército. De preferência fuzileiros brutos que tenham estado no Iraque.

  7. lucklucky

    “Protesto em nome dos abutres, que até são dos animais mais úteis e inofensivos.”

    Touche! 🙂

  8. lucklucky

    “The Police were used as weapon against people fighting to save their jobs, their homes, their communities, and their way of life, against state sponsored pillaging and destruction.”

    Hahah grande piada. Os “jobs” eram o “pillaging” and “destruction” que os mineiros faziam ao dinheiro dos contribuintes. As minas já há muito deveriam ter sido fechadas.

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