O mito do bom antropólogo

Excerto de uma entrevista do Carlos Vaz Marques com a antropóloga Joana Roque de Pinho, que viveu dois anos entre os Maasai, no Quénia:

Carlos Vaz Marques: Houve alguma coisa que a transtornasse, apesar dessa objectividade e dessa necessidade de não julgar o comportamento de uma cultura, de uma sociedade?

Joana Roque de Pinho: Sim, houve coisas que aí já julgava.

Carlos Vaz Marques: Nomeadamente?

Joana Roque de Pinho: A corrupção. A corrupção que é uma característica muito queniana, a todos os níveis, económicos e políticos […] e aí houve episódios que me revoltaram.

Carlos Vaz Marques: Mais do que a excisão? Mais do que o chicotear de mulheres?

Joana Roque de Pinho: Sim. Sim porque, lá está o meu idealismo, eu vejo um bocado essa corrupção e o desvio de dinheiros […], vejo um bocado como uma consequência da introdução da economia de mercado e portanto esses Maasai já não são tão puros. […] De facto revoltava-me mais.”

Já não sei quem é que disse que um antropólogo é alguém que respeita os valores de todas as culturas menos os da sua. Realmente é difícil perceber quem é que é o selvagem no meio de tudo isto.

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12 thoughts on “O mito do bom antropólogo

  1. LG

    Tomás, de minha parte já penso que esta moça não devia estar a estudar povos e culturas mundo afora, mas ser ela própria objeto de estudo. Estudo seríssimo. Estudo em laboratório de fisiologia. Para verificar o estrago que os bacilos ideológicos (os de esquerda são os mais agressivos) causam ao cérebro humano e o grau de lesão que podem provocar. Em alguns casos, as lesões tornam-se irrecuperáveis. Essa pobre moça, coitada, nunca mais na vida será capaz de compreender o que significa escala de valores e hierarquia moral. Está definitivamente seqüelada. Pobrezinha…

  2. De facto, a corrupção é chocante. E a culpa é da economia de mercado e do Buche. Já a excisão e as chicotadas não são chocantes. Aliás, até devem ser merecidas e provavelmente esta luminária ainda nos há-de oferecer um estudo exaustivo sobre o assunto. Esta imbecil é da mesma escola do Robert Fisk, que daquela vez em que levou umas calhoadas no Afeganistão manifestava a sua profunda compreensão para com os agressores. É pena é que estes trastes não acabem por ficar por lá.

  3. Como é possível as nossas Universidades, com os nossos impostos (lá está, economia de mercado..) produzirem animais destes?
    Aliás, há outros como aquele deputado-gay-do PS que saltou logo depois do casório.
    Para este grunho da Idade da Pedra, só uma solução:
    EXCISÃO…e CHICOTADAS EM PÚBLICO.

    Oh lá..lá.lá se não aprendia…

  4. CN_

    A obsessão rridicula dos antropólogos pelo primitivismo escusa de ser ultrapassada pela obsessão com uma agenda pelos costumes mais recônditos de segmentos islamitas.

  5. Jose

    Há aqui uma espécie de lei de Kepler, adaptada: a intolerância com a própria cultura está na razão inversa do quadrado da tolerância com a cultura do outro.
    Génios como esta “cientista”, leram Rousseau tresleram umas patetices, e por aí se ficaram.
    Os selvagens são naturalmente bons, mesmo que se comam uns aos outros, e nós somos naturalmente maus, porque os “corrompemos”, isto é, sugerimos-lhe que comer o lombo do parceiro, ou cortar o clitóris às raparigas talvez não seja boa ideia.

    A estupidez, como dizia Einstein, é das poucas coisas que dá a ideia de infinito.

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  7. GP

    Sátiro, as universidades portuguesas podem produzir muitos animais, mas esta aqui é formada na Suíca, Africa do Sul e nos EUA — em Portugal só estudou biologia. E basta ver o currículo para perceber que nem sequer é antropóloga no sentido mais habitual do termo na Europa e em Portugal ; é antropóloga mais para o lado da biologia, da ecologia.

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