Anders Breivik e 5 Dias: a violência como o ponto em que os extremos se tocam

No 5 Dias continua-se a dançar alegremente sobre os sepulcros das 76 pessoas mortas na Noruega. O motivo para as celebrações é o facto de o terrorista ser, desta vez, de direita. Esta atitude miserável não surpreende vinda do blog que num primeiro momento festejou efusivamente o atentado. No entanto, na altura de estabelecer ligações, os senhores do 5 dias devem ter muito cuidado porque se ideologicamente o terrorista está mais próximo da direita, na forma de agir está bem mais próximo dos escribas do 5 Dias.
Aliás, umas das lições deste atentado é mesmo esta: por cada milhar de malucos que faz apelos à violência baseado em ideologias extremistas, há um que os coloca mesmo em prática. (vêr também aqui, aqui, aqui, aqui e aqui tudo encontrado em 5 minutos)

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23 pensamentos sobre “Anders Breivik e 5 Dias: a violência como o ponto em que os extremos se tocam

  1. Pingback: Música para os tempos que correm V – Sexo, drogas, feminismo, distorção e Carlos Guimarães Pinto. | cinco dias

  2. JSP

    Desculpem-me o basismo do comentário e a mais completa ausência de elaboração teórica, mas para quem , nos últimos dez anos tenha passado pelas DUAS “margens” do Báltico, a única surpresa reside no facto de uma explosão destas não se ter dado há mais tempo.
    E atrevo-me a vaticinar outros acontecimentos semelhantes, caso os Governos “cá de cima” não queiram abrir os olhos perante a realidade, claramente oposta ás campanhas publicitárias imbecis, polìticamente correctas e, òbviamente, mentirosas que correm poa aí.
    Ao contrário do mito pacifista posto a circular, para consumo de ignorantes e débeis, mentais, a violência , frieza (et por cause…) e eficiência no exercicio da brutalidade
    estão bem e recomendam-se por estas latitudes..

  3. lucklucky

    Este é um monstro à parte, baseado em Cavaleiros Templários e muitas fotos do próprio com decorações falsas.

    O que vem aí será uma vaga mais profunda. Será o fim do mundo artificial da Europa do pós guerra, onde se julgou possível banir o mal. A realidade é o que fica depois das manias políticas.

  4. Ana Dias

    É estranho que nunca vi na direita muitos pruridos em colar o terrorismo islâmico á esquerda. Mas aí já não é dançar sobre cadáveres mas apontar a verdade. Não tenho qualquer simpatia pelo anacrónico 5 dias e os seus escribas, mas aqui ninguém é virgem para se ofender com isso…

    O seu post lembra-me a reacção dos republicanos e dos seus caes de fila da Fox que, depois de anos a fazer ameaças veladas e a acenar a bandeira da ameaça comunista, ficaram muito chocados quando lhes foi apontada a responsabilidade no acto terrorista (claro que aí apenas lhe chamaram criminoso) do qual foi alvo a Senadora Gabrielle Giffords.
    O homem era de direita e não é por apontar esse facto que os mortos ficam menos mortos.

  5. Nuno Gouveia

    A Ana Dias provavelmente não saberá do que está a falar, mas o maluco que atacou a congressista Giffords não era de direita. Apesar de ter um pensamento muito pouco estruturado, até era ateu e várias vezes foi visto a queimar bandeiras americanas. Nem uma prova existiu sequer que tivesse qualquer ligação política à direita. E já agora, também à esquerda. Mas se calhar só seguiu o atentado no Arizona nas primeiras horas, quando a esquerda e a extrema-esquerda americana berraram que o maluquinho era do Tea Party e esqueceu-se de verificar se a tese era verdadeira.

  6. Pedro

    O tipo que atirou na senadora é muito estranho e de facto é mais do foro paranóico do que politico. Muita teoria da conspiração naquela cabeça. Exemplo de terroristas de extrema direita, esses sim, eram o Timothy McVeigh, são os tipos da aryan nation, as milicias, etc.
    Já agora, há tantas extremas direitas, como extremas esquerdas. Há grupos de extrema direita pagãos, e grupos de extrema direita cristãos e não me admiro nada que haja grupos de extrema direita ateus. Há grupos de extrema direita americanos que rezam pela morte de soldados americanos no Iraque e no Afeganistão e que muito facilmente queimam a bandeira americana, por a considerarem um simbolo do sionismo internacional. E à a extrema direita que não tira a mão do peito a cantar o hino nacional.
    Quanto ao islamismo radical, é parvoice achar que têm alguma coisa a ver com a esquerda. Nenhum partido de esquerda sobrevive num regime islâmico integrista. Ser comunista no Irão, por exemplo, é correr risco de morte. Nenhum islâmico radical suporta a esquerda: o que eles chamam depravação de costumes e atribuem à esquerda (o que aqui a direita chama “propostas fracturantes”), é odiado pelos islâmicos radicais: a defesa da homossexualidade, o feminismo, o sexo livre, etc. Tudo coisas do diabo. Muito mais facilmente admiram os valores mais tradicionais da extrema direita.

  7. Pingback: ANA SOBRE O PINTO, depois deste aderir à tese de Ibrahim Ali e de descobrir que são comunistas os que se escondem atrás da agenda de Breivik. | cinco dias

  8. Euro2cent

    Quem tiver muito tempo livre (o autor é da escola “brevity is for the weak”) pode ir pescar umas lérias que ajudam os miolos a funcionar aqui: http://www.unqualified-reservations.blogspot.com/

    (Acho que o homem ainda não topou que foram os pregos do Lutero que conceberam os jacobinos, e de vez em quando baba-se um bocado, mas lá vai desencantando material de leitura interessante e desarrincando umas ideias menos estúpidas que o normal.)

  9. Pedro

    “just as communist intellectuals are responsible for Islamic terrorism” HAHAHAHAHAHA. Gosto do sentido de humor do homem. Quanto tiver tempo, leio o resto do lençol.

  10. lucklucky

    “… ficaram muito chocados quando lhes foi apontada a responsabilidade no acto terrorista (claro que aí apenas lhe chamaram criminoso) do qual foi alvo a Senadora Gabrielle Giffords.
    O homem era de direita e não é por apontar esse facto que os mortos ficam menos mortos…”

    Ou está mal informada ou é mentirosa.

  11. joao carlos

    Uma coisa é certa, os membros da Eta, das Brigadas Vermelhas, Badeer Mainhof etc nos idos de 70 treinavam conjuntamente com os sues irmãos jhiadistas em campos do Libano, da Siria etc…..e isto não são balelas, está amplamente divulgado. Os revolucionários de esquerda dos anos 70 e 80 ( alguns continuam activos ) partilhavam a revolução munidal com os extremistas islamicos e também o campo de treinos de guerrilheiros. Logo é natural que a extrema esquerda continue a ser associada ao extremismo islamico.

  12. lucklucky

    Nem é preciso ir aos anos 70. Basta os dias de hoje. Por exemplo é só ver quem o The Guardian convida para as suas conferências…

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