O Insurgente

vão ligar as rotativas

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“A melhor maneira de o Estado ajudar as empresas e os bancos seria pagar o que lhes deve. Seria cumprir a lei. Câmaras e hospitais devem milhares de milhões de euros fora do prazo. Se as dívidas fossem saldadas, injectariam liquidez na economia como óleo numa engrenagem. No caso da banca, há dívida de curto prazo de 15 mil milhões de euros, que sobem para 40 mil milhões considerando empresas e regiões autónomas.”, Pedro Santos Guerreiro, no Jornal de Negócios.

O parágrafo anterior quer dizer simplesmente uma coisa: os 12 mil milhões de euros reservados pela troika para recapitalizar a banca nacional podem não ser suficientes. E, segunda conclusão, que a banca já se está a movimentar no sentido de promover a necessidade de alterar o plano de resgate. Infelizmente, vejo com muita dificuldade que assim possa suceder; é preciso incorporar a ideia de que o plano foi concebido por nórdicos e norte-americanos que, em geral, têm uma mentalidade mais rígida que a nossa. Portanto, das duas uma: a) ou o BCE entra com a massa ou b) a banca portuguesa é nacionalizada. E se a banca for nacionalizada: a) ou o BCE entra com a massa ou b) há uma cessação de pagamentos por parte do Estado português.

Either way…tudo se encaminha para um cenário de inflação e para uma (mais discutível) saída da Alemanha do euro. Quanto ao euro, vai tornar-se numa espécie de escudo!

Ps: Imaginem só a ironia do destino…a partir de Novembro, o Banco Central Europeu, uma entidade que se queria à imagem do Bundesbank, estará representado por um italiano e por um português naquelas sorumbáticas conferências de imprensa que se seguem às descidas e subidas das taxas de juro…Uma coisa é certa: serão conferências de imprensa bem mais animadas do que aquelas que o taciturno do Trichet nos impinge!

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