Proporcional

Apesar de poderem tentar fazer o mesmo pela fronteira terrestre com Egipto (país que, ao que se sabe, não está em guerra com a Palestina), os activistas resolveram tentar furar o bloqueio marítimo a Gaza. Independentemente das razóes de cada lado, o objectivo da missão não foi o de levar mantimentos à população de Gaza, mas apenas provocar um país em guerra, com todos os riscos que isso acarreta. Teve a resposta merecida de Israel que, desta vez, soube ser proporcional à ameaça.

6 pensamentos sobre “Proporcional

  1. A. R

    Espero agora que desmonte a traineira, venda o lixo para a sucata e mande a conta ao proprietário.

  2. A questão não é provocação vs atitude mansinha. A questão é uma de soberania, e de propriedade das terras/cidades de Gaza (e mais geralmente, de Israel-Palestina). Se os israelitas não têm legitimidade para controlar as águas costeiras de Gaza, é perfeitamente legítimo “provocá-los”, contrabandear alimentos e armas, e inclusivamente matar os soldados que impeçam estas trocas de acontecer. É legítimo provocar um bandido que retem propriedade alheia, insultá-lo, atacá-lo, etc… E o facto de ele responder “proprocionalmente” não faz dele uma pessoa boa. Só devolvendo a propriedade alheia e indemnizando a sério as suas vítimas é que volta a ganhar o direito de viver em paz.

    Ora, quanto à questão da soberania e da propriedade das terras em questão (em Gaza), basta ver que são práticamente a 100% muçulmanas (por que raio teriam os judeus que mandar neles?!). E quanto a Israel em geral, basta estudar a história do projecto sionista para ver que ele se fez pelo roubo de terras e pela limpeza étnica, a favor dos judeus e contra os muçulmanos. Antes da guerra “de independência” (=de conquista de terras muçulmanas, principalmente) este roubo fez-se comprando títulos de propriedade ilegítimos à autoridade estabelecida da altura. Durante e depois desta guerra, este roubo fez-se pelo terrorismo (dos judeus sobre os muçulmanos), pela guerra, pela limpeza étnica brusca ou gradual e pela ocupação de terras abandonadas por motivos de força maior. Portanto, Israel nasceu em grande parte do roubo (o que não quer dizer que toda a propriedade de judeus seja ilegítima, simplesmente que muita o é, talvez a maioria). Por isso, é perfeitamente usar da força, do activismo, da propaganda, e da manha para recuperar estas terras roubadas (expulsando ou matando os judeus que as ocupam)

    É patético, por isso, ver judeus cúmplices destes crimes ou israelitas a choramingar porque “ninguém gosta de mim, buahhhhhh”. Eles sabem muito bem porque é que ninguém gosta deles: porque são ladrões, assassinos e manipuladores.

    Voltando a Gaza, é preciso ver que o próprio Sharon há anos tirou de lá os soldados (e até forçou os colonos a sair de lá), e logo, reconheceu a soberania dos muçulmanos sobre aquele pedaço de terra. O cerco posterior a Gaza é uma violação desta soberania portanto, e estas violações podem ser condenadas, pelos crimes que acabam por facilitar sobre as populações envolvidas.

    Quanto ao método dos activistas, são do melhor, e têm sido efectivos. Ao provocarem de forma desarmada a reacção brutal de um dos exércitos mais poderosos do mundo, mostram bem à opinião pública do ocidente a natureza criminoso de Israel. Os ocidentais mais ingénuos, que pensam que Israel é uma virgem judia à mercê de incorrigíveis muçulmanos lúbricos e violadores, abrem os olhos para a natureza das coisas (que é, grosso modo, exactamente o contrário: os violadores poderosos, neste caso, são os judeus). Isto contribui para aproximar o dia em que o Ocidente (EUA, França, Alemanha, Grã-Bretanha, principalmente) abandonam Israel. Não mais dinheiro, não mais armas, não mais apoio diplomático. E quando este dia chegar – e há de chegar, nem que seja por motivos financeiros – o Estado de Israel e os colonos manhosos da Cisjordânia vão ter no mínimo que amansar e parar de cometer tanto crime. Como é óbvio que é uma treta a propaganda judeo-israelita segundo a qual estas trocas com Gaza constituem um perigo para Israel, as pessoas apercebem-se da natureza simplesmente dominadora do cerco a Gaza por parte de Israel. Apercebem-se que está ali uma atitude de predação, e não de auto-protecção. E repudiam este país, o seu governo, e a grande massa de cidadãos que apoia os crimes dos seus governantes.

    Missão cumprida, portanto.

  3. lucklucky

    Gaza declarou Guerra a Israel. Israel tem o direito de fazer o que quiser para parar a agressão dos Palestinianos de Gaza.

  4. Manuel Costa Guimarães

    @ Pedro Bandeira: É sempre uma óptima ideia sugerir matar judeus (porque até tem resultado ao longo dos anos!) mas o que me surpreende ainda mais é chamar terroristas e violadores aos judeus enquanto que choraminga pelos muçulmanos, essas virgens. Esta percepção europeia de quem está no sofá e não faz qualquer ideia do dia-a-dia de um judeu ou de um palestiniano (porque não, um palestiniano não faz parte da tribo muçulmana, é só um fantoche usado e abusado pelas forças muçulmanas para manter os ocidentais ocupados a brincar aos acordos de paz) teria uma certa piada se não fosse trágica. Tente informar-se um bocado melhor sobre a criação do Estado de Israel e aproveite para fazer uma pergunta simples: Porque é que um muçulmano pode viver em Israel e um judeu não o pode fazer na Palestina? Já agora, porque é que a notícia sobre a morte de um palestiniano tem direito a uma primeira página dos nossos jornais e a morte selvática de uma família israelita dos colonatos aparece numa coluna perdida de meia dúzia de jornais?

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.