Nem os zés podem domesticar uma cidade

Cities can’t be tamed

(…) Planning as a profession evolved mainly in the 20th century, after the second World War. The basic idea was to ‘plan the city’ by controlling it from the beginning to the end. It combined everything —architects, engineers, ecologists, etc in order to tame the city.

And it did well for the next 20 years, but it ended with great frustration because planners realised they advocated full control but when the system came into use, the plan was going the other direction. That’s when we started to realise the new idea of complexity — that cities are complex systems and it’s difficult to tame them. Because it is unpredictable and the planning in the 50s and 60s was based on prediction, it was called rational comprehensive planning.

Looking at cities as complex systems, one cannot look at it externally; we’re a part of that system. For instance, when a city plans ahead, let’s say, five years and starts to make provisions for, say, housing, then it is actually giving people a reason to shift to that city.

Planners need to understand that they are part of that system and be modest.

13 pensamentos sobre “Nem os zés podem domesticar uma cidade

  1. Luís Barata

    A coisa não é tão simples como parece. É que o liberalismo só funciona com uma determinada concepção de ser humano… ou, utilizando o pensamento bastardo, não funciona com o homem máquina. Ora este tipo de homem foi o que a ciência moderna criou e que expandiu a todo o mundo. É um homem artificial que provoca cidades artificiais e modos de vida também eles artificiais. E na artificialidade o liberalismo não resulta. Há um exemplo muito simples e fácil de compreender: o das pescas. Ninguém ousa liberalizar as pescas porque sabe que no dia a seguir meia dúzia de arrastões limpavam o peixe todo. Mas há duzentos ou quinhentos anos era perfeitamente possível liberalizar as pescas. Onde o homem máquina predomina, ou triunfa o capitalismo ou triunfa o socialismo, nunca o liberalismo.
    Com as multinacionais a comprarem os centros das cidades e o ensino estatizado a formar engenheiros e arquitectos automatos, não há liberalismo que resulte e apenas se desenvolvem tecnopólis, como a que orgulhosamente nos mostra M. Friedman num dos seus famosos programas a propósito da cidade que, segundo ele, era a mais liberal do mundo: Hong Kong. Estava enganado porque Hong Kong era um misto de liberalismo, capitalismo. e até socialismo, pois dúvido que o ensino fosse verdadeiramente livre.

  2. Paulo Pereira

    As cidades, tal como os países não precisam de tanto de planeamento mas de regras senão acontece o caos.
    .
    A economia é um sistema complexo, com tendência para o desiquilibrio e por isso precisa de regras senão acontece o caos.
    .
    As regras devem ser simples e devem ser ajustadas caso não funcionem .
    .
    As regras mais simples são : saude, educação e segurança social universais e pagas por impostos progressivos com deficit publico contra-ciclico.

  3. AA

    As regras mais simples são : saude, educação e segurança social universais e pagas por impostos progressivos com deficit publico contra-ciclico.

    Jisus Craiste — há que explicar que o camarada troll Paulo Pereira tem esta ideia-fixa, PDNFTT 😀

  4. Paulo Pereira

    Caro AA,

    Não conseguiu ainda perceber que essas regras são o denominador comum de quase todos os países desenvolvidos ?
    .
    Será por acaso ou será que são as regras mais eficazes para a sociedade ?

  5. Carlos M. Fernandes

    “A economia é um sistema complexo, com tendência para o desiquilibrio…”

    Fantástico.

  6. Jorge

    Paulo, para muita gente a “economia” é tudo aquilo que dê mais poder/lucro à alta-burguesia ou neo-nobreza se preferires.
    Ou achas que o Von Mises, sublinho o Von, pensou um sistema económico justo? Claro que não. Ele com a sua enorme inteligência (sem ironia) lançou os alicerces de um sistema que visa solidificar o poder das elites existentes e vendeu a pastilha aos académicos dizendo que era a respeito de liberdade.
    Logo qualquer pensamento economico que não respeite o primeiro mandamento da teoria liberal “more profit to your betters” é descartado como porcaria.

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