Anúncios
Não, não vou falar sobre o partido político!
O assunto deste post centra-se no Credit Default Swap (CDS) da dívida portuguesa (ver no Bloomberg a evolução dos CDS sobre as obrigações a 5 anos), um “seguro” que os credores podem comprar para prevenir o risco do Estado português não pagar as suas dívidas (default).
Comparando cotações de CDS com os ratings atribuídos pela Moody’s:
- 29 de Outubro de 2009: CDS 54,86 | Moody’s Aa2 (negative outlook)
- 5 de Abril de 2o10: CDS 146,94
- 27 de Abril de 2010: CDS 382,08
- 5 de Maio de 2010: CDS 421,25 | Moody’s Aa2 (possible downgrade, on review)
- 24 de Junho de 2010: CDS 328,56
- 13 de Julho de 2010: CDS 276,43 | Moody’s A1 (downgrade, stable outlook)
- 11 de Março de 2011: CDS 513,34
- 15 de Março de 2011: CDS 505,52 | Moody’s A3 (downgrade, negative outlook)
- 4 de Abril de 2011: CDS 580,17
- 5 de Abril de 2011: CDS 585,585 | Moody’s Baa1 (downgrade, under review down)
- 27 de Junho de 2o11: CDS 841,535
- 5 de Julho de 2011: CDS 770,695 | Moody’s Ba2 (downgrade, negative outlook)
Podemos acima verificar que o rating da Moody’s anda meio a “reboque” do valor dos CDS transaccionados no mercado. Por outras palavras, o receio de Portugal entrar em incumprimento tem crescido independentemente do rating atribuído pela Moody’s (veja-se o caso do último downgrade a 5 de Julho quando o CDS já tinha atingido o seu máximo dias antes).
Anúncios