Coisas que o meu olfato sugere que vamos ‘aprender’ nos próximos tempos com a blogosfera liberal e de direita em geral

Um aumento de impostos feito pelo PS é socialismo puro e duro; um aumento de impostos feito pelo PSD é liberalismo do mais puro e cristalino.

Um aumento de impostos pelo PS aumenta o peso do Estado na economia; um aumento de impostos pelo PSD é o bom caminho para o emagrecimento do estado, tal como prometido em campanha.

Um aumento de impostos por um governo socialista é recessivo; um aumento de impostos proposto pelo PSD é a medida acertada, responsável e mesmo, mesmo o que um país estagnado há dez anos (por acaso sintoma da incontinência despesista de governos sucessivos, paga recorrendo sempre a aumentos de receita) necessita.

Um aumento de impostos socialista retira liberdade aos indivíduos; um aumento de impostos social-democrata é, no fundo, uma libertação das famílias e empresas, afinal toda a gente sabe que o PPC é favorável ao cheque-ensino, que de resto será muito necessário quando nem as famílias de classe média-alta, de tão taxadas, conseguirem pôr os filhos no colégio sem apoio estatal.

Como diziam os gauleses, só falta mesmo o céu cair-nos em cima da cabeça.

(O link acima está, aparentemente, maluco; para quem não o conseguir abrir, ia dar ao post abaixo do CGP ‘É difícil ser liberal em Portugal’.)

15 pensamentos sobre “Coisas que o meu olfato sugere que vamos ‘aprender’ nos próximos tempos com a blogosfera liberal e de direita em geral

  1. Tiago Geraldo

    São habilidosas as referências repetidas apenas ao PSD e à “social-democracia”.

    Esquece-se a autora deste post que o Governo é de coligação e que lá está também o CDS. Por muito que lhe custe.

    Para os puristas em geral, uma lembrança: podem sempre passar-se para aquela coisa que foi fundada pelo Manuel Monteiro.

  2. Fernando S

    O Estado portugues precisa que lhe emprestem dinheiro a curto prazo para não entrar em colapso financeiro.
    Foi feito um acordo com quem lhe empresta esse dinheiro que obriga a um déficit orçamental em 2011 que não seja superior a 5,9%.
    A execução orçamental no primeiro trimestre de 2011 revela um déficit que ja é superior, de 7,7%.
    O programa do novo governo preve uma série de medidas tendentes a restruturar e a diminuir o peso do Estado (corte em despesas, privatizações, etc) nos proximos anos.
    No entanto estas medidas, por serem de dificil e mais lenta execução, podem não ser suficientes para corrigir em poucos meses o actual andamento das contas publicas.
    Esta em causa o cumprimento do programa acordado com a troika. Esta em jogo recuperar a confiança dos mercados financeiros.
    Poder-se-ia fazer mais no imediato em termos de corte nas despesas publicas ? Talvez. O mais evidente e eficaz a curto prazo seria despedir de imediato milhares e milhares de funcionarios. Um verdadeiro tratamento de choque. Mas a execução precipitada de um programa destes seria complicada e poderia ter consequencias graves em termos sociais que poderiam por em causa as proprias condições de estabilidade e governabilidade do pais. Um verdadeiro tiro no pé.
    Por isso faz sentido adoptar medidas urgentes do lado das receitas publicas que garantam sem incertezas o cumprimento do objectivo de déficit acordado para o final do ano.
    Neste plano as opções não são muitas. A que foi adoptada, de um imposto excepcional correspondente a 50% do subsidio de Natal acima do salario minimo, tem a vantagem de incidir sobre um numero muito abrangente de portugueses e de penalizar menos os que teem rendimentos mais baixos. O que esta previsto é que este tipo de imposto seja excepcional e não seja renovado. Por esta via não se agrava a prazo a estrutura da carga fiscal.
    Não é novidade para ninguém que a saida do pais da situação de crise em que se encontra actualmente não se faz sem sacrificios do conjunto da população portuguesa. Não ha realisticamente outra maneira. Não ha maneira de resolver a situação fazendo pagar apenas os ricos, os bancos, os grandes grupos economicos. Não ha maneira procurando restruturar a divida. Não ha maneira cortando apenas nas despesas publicas (de resto, o corte nas despesas também implicara no imediato sacrificios para sectores importantes da população que benificiam de serviços e transferencias do Estado).

  3. o fantasma

    Mas afinal,aonde está a diferença?Tudo igual só que com outro nome.O resultado o mesmo.De um lado ou de outro vai dar tudo ao mesmo.Aumento de impostos.Os politicos estragam.O povo paga.Culpados?não há.

  4. Fernando S

    Parece-me errado os liberais estarem agora a confrontar o actual governo no plano das medidas de urgencia necessarias para cumprir o acordo com a troika e recuperar a credibilidade externa. Trata-se de um “sale boulot” que alguém tem de fazer. Não fazer teria consequencias muito mais graves.
    Mais importante em termos de uma qualquer agenda liberal é aquilo que o governo vai fazer no plano das reformas estruturais no sentido de reduzir o peso e o papel do Estado na economia e de liberalizar os diferentes mercados.

  5. Maria João Marques

    Fernando S, está a fazer o seu trabalho de cobertura dos blogues. Espero que não o faça pago por dinheiros dos contribuintes.

  6. Fernando S

    Maria João Marques : “Fernando S, está a fazer o seu trabalho de cobertura dos blogues. Espero que não o faça pago por dinheiros dos contribuintes.”
    .
    E isto é a unica coisa que se lhe oferece dizer ?!…

    Escrevi meia duzia de comentarios no Blasfémias e aqui no Insurgente (e apenas nestes, que visito e onde comento algumas vezes, muito irregularmente e esporadicamente, mas desde há muitissimo tempo, muito antes de a Maria João andar por aqui a postar).
    É um comportamento suspeito, um crime de lesa majestade ?!…

    Quanto ao ser “pago por dinheiros dos contribuintes”, pode ficar tranquila : trabalho apenas no privado, na produção de “bens tangiveis”,… e por sinal até vivo no estrangeiro, muito longe dos gabinetes partidarios e ministeriais portugueses.

    Há com cada uma !!!

    No retorno não lhe pergunto sequer por quem é paga e quais são as suas razões e motivações para escrever o que escreve aqui … porque considero que isso não tem qualquer relevancia … interessam-me apenas as ideias e o debate das mesmas.

  7. Maria João Marques

    «pode ficar tranquila : trabalho apenas no privado» Óptimo, é isso que interessa. E pode perguntar de volta, não há problema e pode mesmo ter relevância: quem me paga sou eu própria e a minha motivação é querer continuar a ter dinheiro para gastar como eu bem entendo em vez de estar sempre a transferir parte desse dinheiro para o estado em porções cada vez maiores.

  8. Maria João Marques

    Ah, e quanto aos comentários que fez, de facto não tenho nada a dizer, a não ser mesmo que tal falta de crítica parece mesmo abrantina.

  9. Fernando S

    “Ah, e quanto aos comentários que fez, de facto não tenho nada a dizer,…”
    Seja !…

    “… a não ser mesmo que tal falta de crítica …”
    “Falta de critica” é não concordar consigo ?!…

    “…parece mesmo abrantina.”
    Já agora !!…

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