Triste fim

Prevejo que, na melhor das hipóteses, a manter-se como deputado, Fernando Nobre vai acabar a presidir a uma comissão parlamentar, provavelmente a de saúde. O cargo é prestigiante. Mas, para quem se candidatou, com poucos meses de intervalo, a ocupar os dois lugares mais altos da hierarquia do estado, não é mais do que uma consolação embaraçosa. Triste fim.

2 pensamentos sobre “Triste fim

  1. Pável Rodrigues

    Em Portugal, os assumidos “homens de direita”, seja lá o que isso signifique, são infinitamente mais pacóvios e mentecáptos do que os militantes esquerdóides que cá vão fazendo pela vidrinha. Não admira, por isso, que os últimos tenham conseguido democrática e ordeiramente conduzir este pobre país à bancarrota. Se para o efeito não se pode dizer que tivessem sempre contado com a colaboração activa da auto-intitulada brigada da “direita” Lusitana, pelo menos contaram com a sua provervial tacanhez e inveteterada cobardia. Participei recentemente num “bate boca” cujo tema era o significado do famoso copianço dos prosélitos juízes. Fiquei vacinado. Agora, em relação ao processo Nobre e à forma como a “direita” se comportou, só me resta apelar á minha querida conterrânea Agostinha, para explicar este arreemedo de mais uma inbecilidade:
    …”Em vista do arreigado apego com que a intelectualidade portuguesa se conserva fixada nas suas vetustas crenças, resistindo a todo o esforço de crítica ou investigação, ocorre-nos lembrar a utilidade que teria um estudo científico sobre a mentalidade pré-racional desta comunidade, tão branda e tão passiva, certamente mais acessível ao antropólogo do que os habitantes da floresta tropical.”
    Ler mais aqui: http://www.alamedadigital.com.pt/n6/mito.php

  2. Lionheart

    Será isso importante? Fernando Nobre é um oportunista. Teve um discurso anti-sistema quando lhe foi conveniente para caçar votos nas presidenciais e logo de seguida aceitou ser cabeça de lista por um partido nos antípodas do eleitorado que nele havia votado em Janeiro (e que justamente se sentiu defraudado) desde que fosse ele a presidir à Assembleia do sistema. Ou seja, tudo por um LUGAR. Este episódio foi uma FRAUDE política. Como é possível ver neste homem a sociedade civil? Mal de nós se toda a gente fosse assim interesseira e inconsistente. Como é possível dizer-se que ninguém faria melhor a ligação com a sociedade civil? O PSD fala por quem? Ninguém se revê no tipo de atitudes que Fernando Nobre teve, muito menos estas são recomendáveis. Isto foi uma negociata repugnante, provinciana. Em vez andarem a pedir para que o Passos ponha o Portas na ordem, melhor teria sido que Passos tivesse exercido a sua autoridade sobre Nobre, fazendo com que este renunciasse à pretensão do cargo de presidente da Assembleia da República, em prol do partido e da autoridade do presidente do partido. Assim é que se teria evitado este vexame de duas votações chumbadas.

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