The Curse of Machinery

A propósito das recentes declarações de Barack Obama sobre os supostos efeitos negativos da tecnologia na taxa de emprego, parece-me indicado recomendar a leitura de um pequeno texto de Henry Hazlitt, publicado em 1946 no seu Economics in One Lesson, o qual começa da seguinte forma:

Among the most viable of all economic delusions is the belief that machines on net balance cre­ate unemployment. Destroyed a thousand times, it has risen a thousand times out of its own ashes as hardy and vigorous as ever. Whenever there is long-con­tinued mass unemployment, ma­chines get the blame anew. This fallacy is still the basis of many labor union practices. The public tolerates these practices because it either believes at bottom that the unions are right, or is too con­fused to see just why they are wrong.

The belief that machines cause unemployment, when held with any logical consistency, leads to preposterous conclusions. Not only must we be causing unemployment with every technological improve­ment we make today, but primitive man must have started causing it with the first efforts he made to save himself from needless toil and sweat.

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53 pensamentos sobre “The Curse of Machinery

  1. Paulo Pereira

    Claro que a mecanização destroi emprego industrial e agricola, isso é óbvio.
    Para não haver destruição agregada de emprego a procura terá de aumentar tanto quanto o aumento da produtividade.
    .
    A questão é então : de onde virá o aumento da procura necessária para suster o aumento do desemprego ?

  2. lucklucky

    É perfeitamente claro que a mecanização destrói emprego. A questão é se cria mais que destrói.

    E a resposta a essa ultima questão é : Depende das circunstâncias. mercado, tecnologia, qualidade e se os limites já foram atingidos.

    Nós trabalhamos 5 dias em vez de 7 porque a mecanização destruiu trabalho.
    E uma das razões para a presente crise é a incompreensão desse sucesso – menos trabalho é sucesso- pela esquerda e direita.
    Hoje muitos de nós já poderiam trabalhar 4 dias por semana.
    Mas como a perspectiva inflacionista existe em tudo, a sociedade não está preparada para menos trabalho por menos dinheiro , mas tendo mais qualidade.

  3. Paulo Pereira

    A passagem para uma semana de trabalho de 5 dias foi feita por legislação e não pelo mercado.
    .
    A passagem para uma semana de trabalho de 4 dias só pode ser feita para legislação.
    .
    Outra opção é diminuir a idade de reforma, baixando as reformas mais altas.

  4. «Claro que a mecanização destroi emprego industrial e agricola, isso é óbvio.»

    Não é. O que é óbvio é que a mecanização destrói a necessidade de um emprego específico que realize manualmente as funções específicas que a máquina executa. Isto não diz nada sobre a necessidade da criação de outros empregos dentro do mesmo sector para, por exemplo, operar as respectivas máquinas ou lidar com a produtividade superior que se verifica (que se pode reflectir, como sugerido por Hazlitt, numa expansão do sector e respectivo número de empregados necessários). Até mesmo dentro do próprio sector, o efeito líquido não é nada óbvio.

    «A questão é então : de onde virá o aumento da procura necessária para suster o aumento do desemprego ?»

    Desculpe perguntar, mas o Paulo leu o artigo? Eu só citei os dois parágrafos iniciais.

  5. «A passagem para uma semana de trabalho de 5 dias foi feita por legislação e não pelo mercado.
    .
    A passagem para uma semana de trabalho de 4 dias só pode ser feita para legislação.»

    Isso não explica porque é que em países desenvolvidos que não adoptaram leis que impõem limites ao horário de trabalho, o horário médio de trabalho semanal anda, actualmente, por volta das 35-45h. Aliás, se assumirmos o que o Paulo diz, nem sequer se explica como podem existir assalariados que trabalhem *menos* do que o horário máximo legal em países que adoptaram tais limites.

  6. Luís Barata

    A máquina destrói emprego por outros motivos que não os aduzidos. Destrói inevitavelmente emprego a longo prazo, porque estupidifica o ser humano, cujo movimento é o oposto do da máquina. Não foi por acaso que os gregos desprezavam as máquinas e os que a elas se dedicavam, nem que Arquimedes se recusou a publicar os engenhos que inventara. O predomínio da máquina na modernidade é uma expressão não da superioridade dos modernos sobre os antigos mas de inferioridade. Quem conhecer as abstracções a que a ciência moderna teve de recorrer para «progredir» não pode deixar de ficar espantado com a incapacidade dos modernos em verem as coisas como elas são: o mundo da natureza, por exemplo, que se concebeu geometricamente.
    O que talvez interesse à economia será pensar o funcionamento do mercado com e sem máquina: é que o mercado só funciona bem com decisões e valores humanos. Ora onde a máquina predomina – e com ela a uniformidade, regularidade e igualdade – o mercado não é destruído mas é condicionado. Tem sempre, obviamente, um elemento humano mas já não é só humano.

  7. Paulo Pereira

    “Não é. O que é óbvio é que a mecanização destrói a necessidade de um emprego específico …”

    Eu entendo bem a sua resposta, pois você não acredita que numa economia monetária é a procura que desencadeia a oferta.
    Este é um debate com quase 80 anos. Nenhum empresário investe se não tiver procura adicional. O desemprego causado pela tecnologia (aumento da produtividade) tem de ser compensado por um aumento da procura, ou interna ou externa. Esta é a explicação para o desemprego de massas, a falta de procura numa economia com produtividade crescente. Keynes vs Hayek mais uma vez:

    http://online.wsj.com/article/SB10001424052748704738404575347300609199056.html
    .
    Sobre o horário de trabalho mais reduzido aplicado mesmo sem legislação, penso ser uma pressão social e politica sobre as empresas. De qualquer forma hoje em dia o debate é tão estúpido que em vez de redução da idade da reforma se fala em aumento, e aumento do horário de trabalho. Então para quê as máquinas cada vez mais sofisticadas ?

  8. «Nenhum empresário investe se não tiver procura adicional. O desemprego causado pela tecnologia (aumento da produtividade) tem de ser compensado por um aumento da procura, ou interna ou externa.»

    Mais uma vez, recomendo-lhe a leitura do artigo, em particular a última secção “A Case in Point”. É precisamente aí que Hazlitt explica os efeitos sobre a procura, independentemente da fonte dessa nova procura.

    «Esta é a explicação para o desemprego de massas, a falta de procura numa economia com produtividade crescente.»

    Isso não explica porque é que as taxas de desemprego se mantêm tão baixas, perto ou para além do pleno emprego, em países com uma força de trabalho produtiva, leis laborais flexíveis e ausência de fortes desincentivos ao trabalho. Também não explica como é que hoje em dia se empregam mais pessoas do que há 100 ou 200 anos atrás, quando a tecnologia era mínima comparada com a que se usa actualmente. Para lhe dar uma ideia, a população activa em Portugal perfaz cerca de 5,6 milhões de pessoas neste momento. Isto é ligeiramente mais do que *população total* do país (!) em 1900, que andava por volta dos 5,4 milhões. E em 1800, estima-se que a *população total* fosse cerca de 3 milhões. Não parece que o progresso tecnológico tenha impedido o país de criar mais empregos.

    E, já agora, o Paulo já reparou nas taxas de desemprego astronómicas da maior parte dos países de terceiro mundo? Com tão pouca tecnologia disponível, seria de esperar que não houvesse quase desemprego.

    «Sobre o horário de trabalho mais reduzido aplicado mesmo sem legislação, penso ser uma pressão social e politica sobre as empresas.»

    Eu não. Para mim é uma clara ilustração do aumento de produtividade. Com legislação ou não, o mercado encarrega-se de reduzir o horário médio de trabalho porque a tecnologia permite melhores condições de vida. Se fosse inteiramente devido a uma questão de pressão política/social, não se explica que mesmo em países que aprovaram um número de horas máximo a média tenda para um número bastante inferior – no Reino Unido, por exemplo, o limite legal é 48h semanais e, no entanto, a média anda pelos 41h de acordo com os últimos dados que li.

    E o contrário também é verdade, em países onde legalmente se impõe um limite demasiado reduzido (como em França com as 35h), há imenso trabalho não contabilizado (os estudos estatísticos apontam para que em França se trabalhem cerca de 38h semanais), o que mostra que a lei não se consegue impor às condições que naturalmente surgem no mercado.

    «De qualquer forma hoje em dia o debate é tão estúpido que em vez de redução da idade da reforma se fala em aumento, e aumento do horário de trabalho. Então para quê as máquinas cada vez mais sofisticadas ?»

    Porque graças à estatização dos sistemas de segurança social, todos estes se encontram com problemas de sustentabilidade a longo prazo. E como é obrigatório contribuir para o sistema, a maneira mais imediata de aumentar as receitas é impedir as pessoas de se reformarem mais cedo, ou penalizá-las por isso.

  9. «A máquina destrói emprego por outros motivos que não os aduzidos. Destrói inevitavelmente emprego a longo prazo, porque estupidifica o ser humano, cujo movimento é o oposto do da máquina. Não foi por acaso que os gregos desprezavam as máquinas e os que a elas se dedicavam, nem que Arquimedes se recusou a publicar os engenhos que inventara. O predomínio da máquina na modernidade é uma expressão não da superioridade dos modernos sobre os antigos mas de inferioridade.»

    Eu estava com vontade de lhe responder de forma extensiva, mas como não pretendo ficar ainda mais cognitivamente debilitado do que já sou ao usar coisas como eletricidade, computadores, Internet, linhas telefónicas, canetas e papel durante muito tempo (as quais o Luís seguramente também não usa), vou ficar à espera até que eu e o Luís nos possamos encontrar pessoalmente para que ouça o que eu tenho a dizer. Claro que vai demorar um pouco porque não posso usar carros, barcos ou aviões, mas um dia digo-lhe qualquer coisa.

    Já agora, só por curiosidade, qual é a sua explicação para o efeito Flynn? https://secure.wikimedia.org/wikipedia/en/wiki/Flynn_effect

  10. Paulo Pereira

    A procura adicional num sistema monetário “normal” só pode vir a médio e longo prazo do aumento da despesa pública, o que se verifica em todos os países da OCDE desde há décadas. Basta ver como na II Guerra a economia dos EUA e do RU se manteve a funcionar com a manutenção da propriedade privada e o esforço de guerra foi financiado por divida publica a uma escala nunca vista. Veja o crescimento da divida publica nos paises desenvolvidos e já explica que paises tão diversos como a Suécia e os EUA em termos de legislação laboral tiveram situações de elevado emprego, até que a fiscalidade foi alterada.
    É o tal debate Keynes vs Hayek de 1932 !

    Os paises do terceiro mundo não têm sistemas económicos e monetários “normais”. Faltam-lhes infraestruturas fisicas, sociais e politicas para serem comparáveis.

    O horário de trabalho tenderá nas economias desenvolvidas para as 40 horas semanais por pressão social e politica quer nos trabalhadores quer nas empresas. Mas é um movimento lento. Desde há uns 30 anos que não existe pressão social ou politica para diminuir o horário de trabalho, as 40 horas parecem satisfazer a sociedade, talvez porque o lazer organizado (férias sofisticadas, actividades várias) exigem um rendimento elevado. Talvez por isso o desemprego tem tido tendência a crescer na OCDE porque com mais produtividade é preciso menos gente.

    Sobre a sustentabilidade da S.Social é estranho que não se tenha em conta a insustentabilidade de taxas de desemprego de 12% e a perda para o PIB e para cada individuo do desemprego. Mas é fácil resolver essa sustentabilidade reduzindo as reformas mais altas e reduzindo o desperdicio no Estado. Até porque a S.S. está com saldo positivo há alguns anos. Mas a ideia estupida de aumentar a idade da reforma está imparável.

    Afinal as máquinas servem para piorar a qualidade de vida, logo agora que temos o mundo na nossa mão ? Então não as conseguimos dominar ?

    Sugiro-lhe : The General Theory of Employment, Interest and Money written by the English economist John Maynard Keynes

  11. AA

    A procura adicional num sistema monetário “normal” só pode vir a médio e longo prazo do aumento da despesa pública
    destruir valor para criar “procura” 😀
    eu até diria que a URSS colapsou quando deixou de estimular a procura >)

  12. Paulo Pereira

    AA, a URSS não tinha um sistema monetário capitalista normal, como é óbvio.
    .
    Esse tipo de comentários demonstram a incapacidade de olhar para os factos : divida pública na OCDE ao longo de 60 anos e a correlação com o crescimento económico, e desemprego.
    .
    É bom tentar entender como funciona uma economia monetária, não é igual há troca directa.

  13. «A procura adicional num sistema monetário “normal” só pode vir a médio e longo prazo do aumento da despesa pública»

    Qualquer aumento da procura criado através da despesa estatal tem de ser acompanhado por uma redução da procura privada. De onde é que o Paulo pensa que vem o dinheiro do estado? Se o estado gasta mais impostos para aumentar o seu consumo, a população vê o seu rendimento disponível ser reduzido. Pode existir um efeito a curto prazo porque o estado pede dinheiro emprestado, mas mais tarde ou mais cedo o efeito vai ser interiorizado porque alguém tem de pagar.

    A propósito disso, talvez esteja interessado em ler sobre recentes dados empíricos para multiplicadores keynesianos:

    http://gregmankiw.blogspot.com/2008/12/spending-and-tax-multipliers.html

    http://gregmankiw.blogspot.com/2009/03/new-keynesian-multipliers.html

    «Basta ver como na II Guerra a economia dos EUA e do RU se manteve a funcionar com a manutenção da propriedade privada e o esforço de guerra foi financiado por divida publica a uma escala nunca vista. Veja o crescimento da divida publica nos paises desenvolvidos e já explica que paises tão diversos como a Suécia e os EUA em termos de legislação laboral tiveram situações de elevado emprego, até que a fiscalidade foi alterada.»

    E, estranhamente, depois da II GM ter terminado, os EUA foram forçados a reduzir drasticamente a despesa pública e, contra todas as previsões apocalípticas, a economia americana manteve taxas de desemprego inferiores a 5% até ao final dos anos 50 e a população activa no sector privado até continuou a aumentar substancialmente nos anos pós-guerra: http://www.cato.org/pubs/policy_report/v32n3/cpr32n3-1.html

    Em todo o caso, é absurdo falar da influência da despesa/dívida do estado na taxa de desemprego a curto-médio prazo quando ainda há recursos que usar. Atingir uma taxa de desemprego mínima é fácil: se os governantes quiserem, o sector público pode absorver quase toda a população desempregada como acontece nos países comunistas (e em parte foi isso que ocorreu no caso sueco entre os anos 70 e os 90). Isto não significa que nenhum destes empregos seja produtivo e sustentável.

    Regressando ao assunto, os estudos últimos estudos empíricos que conheço (este, por exemplo: http://econpapers.repec.org/article/fipfedfer/y_3A2003_3Ap_3A13-27.htm) apontam para uma relação negativa entre aumentos de produtividade e desemprego, o que não é particularmente surpreendente.

    «Os paises do terceiro mundo não têm sistemas económicos e monetários “normais”. Faltam-lhes infraestruturas fisicas, sociais e politicas para serem comparáveis.»

    Espere lá. O Paulo disse num dos seus comentários anteriores que «esta é a explicação para o desemprego de massas, a falta de procura numa economia com produtividade crescente.» Haverá melhor exemplo de desemprego em massa do que países de terceiro mundo? E de acordo com a sua própria teoria, se os países de terceiro mundo tivessem mais infraestruturas físicas, teriam ainda um desemprego mais elevado porque retirariam os postos às pessoas que podem cumprir as funções dessas mesmas infraestruturas. De que vale causar desemprego construindo estradas quando todos podemos contratar gente para nos carregar em liteiras?

    «Sugiro-lhe : The General Theory of Employment, Interest and Money written by the English economist John Maynard Keynes»

    O Paulo tem noção de que Keynes defendia o investimento estatal em obras públicas, certo? As obras públicas são, em teoria, uma forma de aumentar a produtividade da economia em geral porque tornam a prestação de serviços intermédios mais eficiente. Suponho que da sua perspectiva o aumento da produtividade levado a cabo por ordens dos governos já é justificado?

    «Esse tipo de comentários demonstram a incapacidade de olhar para os factos : divida pública na OCDE ao longo de 60 anos e a correlação com o crescimento económico, e desemprego.»

    A sua relação causal está ao contrário. A dívida pública na OCDE aumentou precisamente porque os países cresceram e se tornaram mais ricos, conseguindo suportar um maior peso do sector estatal. Se um governo tenta aumentar a despesa mais do que o sector privado consegue suportar, acontecem coisas más. Não sei se isto lhe soa vagamente familiar…

  14. Paulo Pereira

    Caro FSantos,

    Sobre Greg Mankiw e os seus conhecimentos de macroeconomia recomendo ler :

    http://www.nytimes.com/2011/05/08/business/economy/08view.html?_r=1

    “AFTER more than a quarter-century as a professional economist, I have a confession to make: There is a lot I don’t know about the economy. Indeed, the area of economics where I have devoted most of my energy and attention — the ups and downs of the business cycle — is where I find myself most often confronting important questions without obvious answers.”

    O Greg está como os economistas que continuam com fantasias em vez de perceberem o que está escrito na GT de Keynes e tem como principais teses o seguinte :

    a) Uma economia monetária com crédito é altamente instável e não tem nada a ver com fantasias equilibristas;
    b) É a procura agregada (as compras) o principal parâmetro da economia
    c) A parcela do Investimento privado na procura agregada é altamente sensivel às espectativas do futuro indeterminado e por isso o investimentos privado (e em menor medida o consumo) caí rápidamente quando existe uma crise.
    d) A queda do Investimento e do consumo privado reduzem as compras, as empresas reduzem a produção e começam a despedir pessoas, os desempregados gastam menos, os empregados com medo poupam mais e compram menos e o ciclo vicioso reforça-se. A seguir vem o incumprimento do crédito, os bancos tremem, as pessoas retiram dinheiro dos bancos, os bancos crasham, etc. (Minsky moment).

    Sobre o fim da 2ª guerra mundial, o texto tem esta frase :

    But, more importantly to the purpose here, many who lost government-supported jobs in the military or in munitions plants found employment as civilian industries expanded production — in fact civilian employment grew, on net, by over 4 million between 1945 and 1947 when so many pundits were predicting economic Armageddon.

    Household consumption, business investment, and net exports all boomed as government spending receded.

    A economia americana manteve um elevado nivel de emprego e por isso o sector privado cresceu.

    A questão que se põe na GT de Keynes é o que fazer quando o desemprego é elevado e a economia não cresce.

    Mas tudo isto é simples de perceber se o FSAntos tentar entender a origem do dinheiro num sistema monetário moderno normal.

  15. AA

    A queda do Investimento e do consumo privado reduzem as compras, as empresas reduzem a produção e começam a despedir pessoas, os desempregados gastam menos, os empregados com medo poupam mais e compram menos e o ciclo vicioso reforça-se. A seguir vem o incumprimento do crédito, os bancos tremem, as pessoas retiram dinheiro dos bancos, os bancos crasham, etc.

    …e voltamos à idade da pedra — e é por isso que o Estado tem de roubar dinheiro, ficar com algum, e esbanjá-lo onde quer que “crie procura”.
    não compreender os fundamentos do capitalismo tem destas burridões lógicas

  16. Paulo Pereira

    Pois é AA, você não entende como funciona o capitalismo monetário e por isso diz coisas sem sentido.
    .
    Diga lá como funciona o capitalismo e diga lá de onde vem o dinheiro que as pessoas têm ?

  17. AA

    “Capitalismo monetário”? essa expressão foi inventada agora? 😀
    para referência, aqui está um bom artigo -> http://mises.org/daily/3194

    Se um governo tenta aumentar a despesa mais do que o sector privado consegue suportar, acontecem coisas más. Não sei se isto lhe soa vagamente familiar…
    ∫, os trolls não têm humor – se a lógica contradiz aquilo que vai na cabeça deles, a lógica só pode estar incorrecta 😀

  18. «Sobre Greg Mankiw e os seus conhecimentos de macroeconomia (…)»

    Honestamente, é-me bastante irrelevante o que o Paulo ou o próprio Mankiw pensam das capacidades deste último como economista. Dei-lhe as ligações somente devido aos estudos que são mencionados.

    «d) A queda do Investimento e do consumo privado reduzem as compras, as empresas reduzem a produção e começam a despedir pessoas, os desempregados gastam menos, os empregados com medo poupam mais e compram menos e o ciclo vicioso reforça-se. A seguir vem o incumprimento do crédito, os bancos tremem, as pessoas retiram dinheiro dos bancos, os bancos crasham, etc. (Minsky moment).»

    Excepto que essa teoria é muito bonita no papel, mas, tal como as teorias das espirais deflacionárias que tentam criar um argumento para oferecer o mesmo remédio (despesa estatal), tem pouco apoio empírico. E não só não explica como se resolviam as crises económicas antes de existirem estados-nação centralizados e de os estados terem a possibilidade de injectar milhares de milhões nas economias, como não se dirige à causa do problema – o consumo excessivo pré-crise devido às taxas de juro artificialmente baixas que os bancos centrais mantêm, as quais criam bolhas de crédito. Não é de admirar que as pessoas fiquem com reticências em gastar o que de facto não têm quando surge uma crise.

    No entanto, a retoma ocorreria naturalmente por si mesma graças a diversos factores (queda do nível geral dos preços, custo unitário do trabalho reduzido, efeito estabilizador de seguros contra o desemprego, aumento da poupança, etc.), mas com os bancos centrais e os governos a criarem tantas distorções monetárias e fiscais nos sinais existentes no mercado, também é pouco surpreendente que nada disto ocorra. O artigo que o AA lhe aconselhou vale a pena porque refere o suposto paradoxo da poupança e as imprecisões do modelo de fluxo circular.

    Já agora, na sua opinião, quantos mais pseudo-estímulos é que a economia americana vai precisar para levantar o consumo e a procura agregada? A acreditar nessa teoria podemos continuar permanentemente com uma dívida estatal elevada para evitar que a economia se desmorone. Já se viu o resultado fenomenal que isso deu nos últimos tempos por toda a Europa.

    «Sobre o fim da 2ª guerra mundial (…)
    A economia americana manteve um elevado nivel de emprego e por isso o sector privado cresceu.»

    Alguns dos seus comentários anteriores diziam, basicamente, que a taxa de desemprego só se mantinha baixa nos países da OCDE devido ao aumento da dívida estatal – ou seja, o facto de que o emprego tenha aumentado nos anos pós-guerra nos EUA contraria essa noção. Em todo o caso, fico contente por, aparentemente, já ter aceitado a ideia de que não é necessário criar despesa estatal artificialmente para aumentar a procura no sector privado quando se dão aumentos de produtividade.

    «A questão que se põe na GT de Keynes é o que fazer quando o desemprego é elevado e a economia não cresce.»

    Como nos anos 70, em que a economia não crescia, o desemprego se mantinha alto e a única coisa que ocorria aos políticos era imprimir papel para cobrir os aumentos da despesa do estado, sem qualquer resultado palpável a não ser a inflação elevada?

    «Mas tudo isto é simples de perceber se o FSAntos tentar entender a origem do dinheiro num sistema monetário moderno normal.»

    As impressoras dos bancos centrais.

  19. «∫, os trolls não têm humor – se a lógica contradiz aquilo que vai na cabeça deles, a lógica só pode estar incorrecta 😀 »

    Camarada AA, a lógica é uma construção neoliberal criada pelos elementos reaccionários da sociedade e deve ser eliminada por forma a abrir caminho à formação do Homem Novo Cainesiano!

  20. lucklucky

    Mais conversa árida. Se produtos não trazem vantagens ás pessoas não há razão para comprá-los.

  21. Paulo Pereira

    Para os austriacos dos Mises e Hayeks a lógica é uma crença.
    .
    Vão continuar a bater no ceguinho e a dizer que numa economia monetária é a oferta que gera a procura.
    Qualquer empresário sabe que tem de reduzir a produção quando a procura diminui. Só os crentes religiosos que nunca criaram nenhuma empresa e que vivem bem protegidos da concorrência sendo professores universitários é que mantêm a teimosia fantasista.
    .
    Mas expliquem lá como é que os desempregados vão às compras sem dinheiro ?
    .
    Veja a divida publica dos EUA nos anos seguintes à 2ªguerra , não desceu pois não ?
    .
    Veja a divida publica dos EUA, Japão, R.U. sempre a subir e os juros a descer . Será que existe alguma correlação/causalidade. Veja a divida publica na OCDE antes deste EURO e o PIB ?
    Não lhe desperta curiosidade ?
    .
    Não consegue perceber que a procura agregada depende da balança externa ? Ou seja se o exterior está a comprar então a divida publica não precisa de crescer.
    .
    Tente lá entender de onde é que vem o dinheiro, a partir daí é tudo muito mais simples e claro.

  22. Paulo Pereira

    Peço desculpa mas o caso dos EUA afinal não é como diz o CATO :

    Name Dates Duration (months) GDP decline (peak to trough)
    Recession of 1945 Feb–Oct 1945 8 months −12.7%

    The decline in government spending at the end of World War II led to an enormous drop in gross domestic product making this technically a recession. This was the result of demobilization and the shift from a wartime to peacetime economy.

  23. ricardo saramago

    Alguém me sabe explicar o que é uma economia monetária? e já agora, uma economia não monetária?

  24. ricardo saramago

    E já agora nessa economia não monetária de troca directa de bens e serviços, quem é que produziria e distribuiria os ditos bens e serviços e a troco do quê e por quanto?

  25. AA

    Não percebes Ricardo, num “capitalismo não monetário”, as máquinas acabam com o emprego, sobretudo porque não há Estado para estimular a procura agregada >)

  26. Paulo Pereira

    pois, é uma boa pergunta !
    .
    Não é possivel uma economia complexa por troca directa, por isso se inventou o dinheiro. E agora o dinheiro é todo “Fiat Money – Moeda Estado “.
    .
    De onde vem o dinheiro que as pessoas hoje têm ?
    .
    Será que por o Estado ser por definição o emissor monopolista do dinheiro o dinheiro vem do Estado ?

  27. Paulo Pereira

    Este AA é um tipo muito inteligente, já deve ter criado várias empresas e ser milionário.
    Até nem precisa de dinheiro para comprar coisas, basta-lhe querer essas coisas para as ter.

  28. AA

    Por acaso até sou um “tipo muito inteligente”, e também sou directamente responsável por fazer um porradão de dinheiro na economia real — pena que fique tudo para os meus empregadores! >)

    E já tenho anos suficientes de blogosfera para reconhecer um troll quando vejo um — tanta perguntinha marota não engana, mas força estamos interessados! 😀

    A procura adicional num sistema monetário “normal” só pode vir a médio e longo prazo do aumento da despesa pública é uma tese fascinante! 😀
    Dito de outra forma, só o Estado consegue criar transacções que não sejam zero-sum – é lindo! 😀

  29. AA

    Por acaso até sou um “tipo muito inteligente”, e também sou directamente responsável por fazer um porradão de dinheiro na economia real — pena que fique tudo para os meus empregadores! >)

    E já tenho anos suficientes de blogosfera para reconhecer um troll quando vejo um — tanta perguntinha marota não engana, mas força estamos interessados! 😀

    A procura adicional num sistema monetário “normal” só pode vir a médio e longo prazo do aumento da despesa pública é uma tese fascinante! 😀
    Dito de outra forma, só o Estado consegue criar transacções que não sejam zero-sum – é lindo! 😀

  30. Paulo Pereira

    Dito de outra forma, só o Estado consegue criar dinheiro, por definição , ou não ?
    Explique lá como é .
    .
    Você é que se comporta como um troll com comentariozinhos infantis como :
    “Economia monetária” PDNFTT! e outros em que mistura comunismo com macroeconomia básica

  31. ricardo saramago

    As crianças julgam que o dinheiro vem do Multibanco.
    Os ignorantes julgam que vem do Estado.
    Para ter valor, o dinheiro tem como origem o crédito e, como em qualquer crédito, o seu valor depende da solvabilidade do devedor, ou seja do seu balanço(situação patrimonial).
    A moeda vale pelo que podemos comprar com ela e pela percepção que temos do valor que ganhamos ou perdemos, se adiarmos o consumo no tempo.(taxa de juro real)
    O dinheiro não é mais que um título de crédito emitido normalmente pelo banco central, e nas sociedades modernas, concorre com outras moedas e com todas as formas de crédito directo e titulado, entre particulares e empresas.
    Não é possível portanto ter certezas absolutas, nem ideias simplistas, sobre os seus efeitos e mecanismos no comportamento dos sgentes económicos.

  32. Paulo Pereira

    Os ignorantes julgam que o dinheiro não vem do estado , julgam que o dinheiro é o crédito bancário ou titulos privados. Já repararam que os créditos e débitos privados têm soma nula ?
    .
    Nunca devem ter olhado para o balanço de um banco, nem como funciona o mecanismo bancário de criação de crédito, nem como funciona o mecanismo entre divida publica, privados e bancos centrais.
    .
    Estudem os mecanismos monetários em vez de virem chamar de ignorantes quem não tem palas nos olhos e não acredita nas fantasias monetaristas bacocas e ocas.
    .
    Já repararam nas taxas de juro super baixas nos EUA e no Japão , apesar dos elevadissimos deficits ?
    Não vos desperta curiosidade ?

  33. AA

    o gajo é mesmo troll 😀
    eu tenho curiosidade! que revelação maravilhosa vem aí?
    aceitam-se apostas: fractional-reserve banking? 😀

  34. «Para os austriacos dos Mises e Hayeks a lógica é uma crença.»

    Claro, porque a emoção é certamente uma ferramenta muito mais apropriada para entender como funciona o Universo. Se alguém sente que uma teoria está correcta, é porque deve estar.

    «Qualquer empresário sabe que tem de reduzir a produção quando a procura diminui. Só os crentes religiosos que nunca criaram nenhuma empresa e que vivem bem protegidos da concorrência sendo professores universitários é que mantêm a teimosia fantasista.»

    Mas alguém lhe disse aqui que a produção de uma empresa não é reduzida quando a procura pelos seus produtos diminui? Não misture alhos com bugalhos.

    Não percebi a quem se aplica o seu comentário depreciativo sobre os académicos. Pessoas como Keynes, que nasceram num berço de ouro e passaram toda a sua vida no meio académico e no incrivelmente aberto à concorrência sector estatal?

    «Mas expliquem lá como é que os desempregados vão às compras sem dinheiro?.»

    Não vão. Mas também não há nenhuma razão para assumir que, necessariamente, um desempregado não tem dinheiro ou acesso a formas de crédito.

    «Veja a divida publica dos EUA nos anos seguintes à 2ªguerra , não desceu pois não ?
    Veja a divida publica dos EUA, Japão, R.U. sempre a subir e os juros a descer . Será que existe alguma correlação/causalidade. Veja a divida publica na OCDE antes deste EURO e o PIB ?
    Não lhe desperta curiosidade ?»

    Não tenho os dados à minha frente, mas até mesmo dentro do seu paradigma, isso é facilmente explicado pelos esforços dos governos em empurrar simultaneamente as curvas IS (com despesa estatais) e LM (com taxas de juro artificialmente baixas) para a direita, na tentativa de aumentar temporariamente o produto/emprego.

    «Não consegue perceber que a procura agregada depende da balança externa ? Ou seja se o exterior está a comprar então a divida publica não precisa de crescer.»

    A procura agregada é uma identidade matemática até num paradigma keynesiano e, no entanto, o Paulo trata-a como uma equação em que todas variáveis são independentes umas das outras. Neste paradigma, a procura agregada está dependente da balança externa, sim, mas também está dependente do consumo interno. O Paulo assume que, por alguma razão, se a balança comercial cai para o lado das importações, o estado precisa de intervir, aumentando a despesa, para manter o produto e o emprego. A questão é que até no próprio modelo de Mundell-Fleming (ou no AD/AS) os efeitos dessa intervenção são temporários porque o produto tende para o seu valor real. Qualquer oscilação artificial tenderia naturalmente, mais tarde ou mais cedo, para o equilíbrio do sistema – e se isso implica um produto inferior porque a economia perdeu capacidade produtiva, não há muito a fazer.

    «Peço desculpa mas o caso dos EUA afinal não é como diz o CATO :

    Name Dates Duration (months) GDP decline (peak to trough)
    Recession of 1945 Feb–Oct 1945 8 months −12.7%

    The decline in government spending at the end of World War II led to an enormous drop in gross domestic product making this technically a recession. This was the result of demobilization and the shift from a wartime to peacetime economy.»

    O texto do Cato refere-se à suposta depressão anunciada de 1946, não de 1945. Utilizando as típicas formas de contabilidade nacional, é expectável que ocorra uma recessão em 45 (de acordo com a definição dada pelo próprio método de contabilidade) precisamente porque se dá uma queda abrupta numa das suas variáveis com sinal positivo (despesa estatal), ou seja, tal como mencionado no artigo do Cato.

  35. Paulo Pereira

    Os austriacos (e os neo-clássicos) nunca conseguiram explicar porque é que existe desemprego elevado e por isso as suas teses são apenas crenças, não têm nenhuma lógica económica. Essas teses são auto-justificativas e servem apenas para os seus seguidores manterem a ideia bacoca que a intervenção do estado só traz consequências negativas.
    É uma crença que nem se dá ao trabalho de ler e estudar as unicas teses que conseguem explicar e prever a maioria dos fenomenos macroeconómicos. Por isso disse que para esses a lógica não existe, pois é suplantada pelas suas crenças ou fé inabaláveis.
    .
    Se percebe que as empresas têm que despedir quando vendem menos então o que lhe falta para entender que é a procura agregada (as compras) que mantem o valor do emprego? E é dificil de entender que uma elevada taxa de desemprego provoca uma reação de medo que por sua vez diminui o consumo, criando um ciclo vicioso ?
    .
    Uma boa parte dos actuais economistas universitários (e os outros também) nunca leu Keynes com atenção e não sente curiosidade, o que é espantoso. Rejeitam a intervenção do estado na economia, mas são funcionários públicos, não acha curioso ?
    .
    O que eu disse é que a procura agregada é altamente interdependente de vários factores e por isso altamente instável pela realimentação positiva que exibe. Esse foi a grande descoberta de Keynes, que demonstrou que por exemplo poderá bastar uma redução no investimento privado (que é muito sensivel às expectativas)para desencadear uma recessão. Qual é a dificuldade em aceitar isto ?
    Qual é a dificuldade em entender que se as importações forem altas o desemprego tem tendência a crescer ?
    .
    Você insiste que a economia tende para um mitico valor real e que nada há a fazer sobre isso. Mas qual é esse valor real mitico, de onde é que veio ?
    .
    Então o CATO (essa entidade independente !)diz que não houve recessão no fim da guerra em 1946 , mas afinal houve em 1945 e logo com -12.7% do PIB. Mas então em 1946 :
    The resulting declaration of policy in the Employment Act of 1946 stated that the federal government, assisted by industry, labor, and state and local governments, was responsible for coordinating plans, functions, and resources for the purpose of creating and maintaining conditions—consistent with the free enterprise system—that would offer “useful employment opportunities, including self-employment, for those able, willing, and seeking to work, and to promote maximum employment, production, and purchasing power.”
    .
    Quando é que se percebe que para o capitalismo funcionar de uma forma mais eficaz o estado tem de manter uma procura agregada elevada (Keynes 101) , porque o capitalismo por definição não pode manter essa procura elevada, pois cada empresa ou investidor procura e bem só um lucro e uma acumulação de riqueza cada vez maior?

  36. lucklucky

    “Rejeitam a intervenção do estado na economia, mas são funcionários públicos, não acha curioso ?”

    Não, são obrigados a pagar impostos para o mesmo Estado.
    Acho curioso é aos Comunistas que trabalham em Empresas privadas, e compram produtos de empresas privadas.

    “Quando é que se percebe que para o capitalismo funcionar de uma forma mais eficaz o estado tem de manter uma procura agregada elevada (Keynes 101) , porque o capitalismo por definição não pode manter essa procura elevada, pois cada empresa ou investidor procura e bem só um lucro e uma acumulação de riqueza cada vez maior?”

    Haha, não parece que saiba fazer contas nem que saiba o que é economia. Já agora que tal Keynes 101 começar a distribuir Ferraris por todos nós?

  37. AA

    Camaradas

    – quando escrevi PDNFTT era mais numa de “o ∫ e eu vimos o troll primeiro” – homesteading se quiserem. Nestes dias trolls são um recurso escasso, não podemos cair numa tragédia dos comuns! 🙂

    – quanto a mim, a “narrativa” numerológica da macroeconomia _é_ surreal — mas atenção aqui não temos o vosso garden-variety de troll “marco”economista cainesianista – estamos a assistir a um verdadeiro paradigm-shift! 😀

    – AAA a tecnologia não pode alimentar os trolls! a tecnologia só pode destruir o emprego trolleiro! A menos que o Estado intervenha claro. O Estado é bom, o Estado faz bem à procura 🙂

  38. AA

    ATENÇÃO
    passámos de A procura adicional num sistema monetário “normal” só pode vir a médio e longo prazo do aumento da despesa pública
    para o capitalismo por definição não pode manter essa procura elevada

    E isto tudo começou com as máquinas! 😀
    Claro que fazer máquinas exige investimento de capital, mas imaginando que não (Caines nos livre, era o holocausto do desemprego!),
    a coisa não é muito diferente da aquisição de conhecimento para melhorar processos de fabrico ou de serviço ou de gestão.

    Vou ligar a minha fé agora [ligada] e dizer que não, a malta não foi toda para o desemprego quando aprendeu a cozinhar alimentos em vez de os comer crus. nem irá para o desemprego com a cloud [fé desligada]
    Claro que não estou a contar com os mistérios (não revelados) De onde vem o dinheiro que as pessoas hoje têm ?

    PS – o diabo deve estar nos detalhes, nomeadamente no funcionamento do “capitalismo por definição”, talvez seja uma coisa diferente de “capitalismo monetário” 😀

  39. Paulo Pereira

    Os posts do AA demonstram bem os seus grandes conhecimentos de macro-economia, na verdade ele tem razão é “muito inteligente” , é um caso raro.
    .
    O AA arrasa Keynes, um tipo que não percebia nada da macro-economia.
    .
    A AA até explica claramente e sem duvidas o mecanismo monetário moderno, leiam que aprendem muito com o AA.

  40. Paulo Pereira

    Só para cultura geral e para despertar a curiosidade:

    Milton Friedman, the developer of the macroeconomic theory of monetarism, and himself a supporter of free market economics, was interviewed in Barron’s in 1998 (August 24), and gave his opinion of ABCT. Friedman’s comments are available on Mises.org:
    “… I think the Austrian business-cycle theory has done the world a great deal of harm. If you go back to the 1930s, which is a key point, here you had the Austrians sitting in London, Hayek and Lionel Robbins, and saying you just have to let the bottom drop out of the world. You’ve just got to let it cure itself. You can’t do anything about it. You will only make it worse. You have Rothbard saying it was a great mistake not to let the whole banking system collapse. I think by encouraging that kind of do-nothing policy both in Britain and the United States, they did harm.”

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