Somehow «I told you so» just doesn’t quite say it

Ontem na Quadratura do Círculo, António Costa insistiu na tese do “ódio” ao primeiro-ministro; em como é este “ódio” que move a oposição. No fundo afirmando, implicitamente, que a oposição a Sócrates se deve à irracionalidade e não à convicção; ao capricho e não à constatação da realidade. De certo modo, uma apologia do devil you know em contraponto ao devil you don’t [know].

Não gostando de me repetir, não posso deixar de repetir as várias vezes em que apontei a espiral descendente de degradação da qualidade da nossa vida pública, personificada por um primeiro-ministro que representa o pior que há na política. Como escreveu o Nuno Pombo há mais de um ano, «[d]urante algum tempo, poder-se-ia pedir ao primeiro-ministro que tivesse vergonha na cara. Agora, resta saber se a temos nós.»

A Espiral Descendente, de 22 de Abril de 2007

Revisitando a Espiral Descendente, de 29 de Dezembro de 2008

A Espiral Descendente aproxima-se do fundo, de 10 de Fevereiro de 2010

Este Domingo, votem! Mostrem que não estão dispostos a continuar a ter um primeiro-ministro achincalhado pela imprensa internacional como um demagogo alheado da realidade. Mostrem que acham que a mentira não é uma táctica política aceitável. Mostrem, enquanto fonte do poder constitucional, que os governantes têm de ser responsabilizados pelos resultados catastróficos das suas políticas. Se para aí inclinados, votem como eu e contribuam para a eleição dos “nossos” Michael Seufert e Adolfo Mesquita Nunes, bem como de outros deputados que seguramente melhorarão a qualidade do debate político em Portugal. Se virados para outros lados, paciência; mas votem e mostrem que temos mesmo vergonha na cara.

3 pensamentos sobre “Somehow «I told you so» just doesn’t quite say it

  1. a.marques

    SENTENÇA FINAL
    O Snr . Sócrates é um alarmante pirómano ainda á solta. Sabendo que vai ser rotundamente rejeitado, tudo tem feito para armadilhar todo o País e prejudicar o desempenho de quem vier a seguir e que terá que arcar com tão visível e descarada sabotagem. A cena da ocultação das fulminantes medidas introduzidas no acordo 2, são reveladoras da mais infame, inaceitável e asquerosa má fé. Sabe-se agora de um acordo 3 que põe totalmente a nu a verdadeira dimensão de uma fraude de contornos mafiosos . Depois da pouca vergonha dos pec´s 1, 2, 3 e 4, temos agora os limites da vigarice intolerável com as troikas 1, 2 e 3 no esconderijo da sabujice. Isto obriga a constituir um caso de polícia que deve ser também exemplarmente responsabilizado criminalmente por abuso de confiança grave intensificado com reincidências premeditadas. Se esta corja se safar fica caminho aberto para qualquer vulgar cidadão se dedicar ao gamanço sem temer quaisquer tipo de consequências.

  2. ulaikamor

    Pelo meu lado, só tenho a dizer que António Costa tem razão. Eu tenho ódio do Sócrates! E não tenho problema de o dizer.

    Tendo dito isto, no entanto, tenho uma pergunta a fazer a António Costa: é muito rápido a condenar aqueles que odeiam o PM, mas onde está a sua crítica para aquele que arruinou a vida a milhões? Onde está a sua condenação para com aquele que estragou um país inteiro?!

    Se calhar não o António Costa não consegue condenar o Sócrates porque ele fez parte da mesma equipa…

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