O direito ao diploma

A injustiça das novas oportunidades, por Avelino de Jesus.

As motivações e as consequências principais deste programa devem elencar-se em 5 pontos fundamentais:
1) Capturam-se uns milhares de votos de pessoas menos conscientes, desprotegidas e carentes de reconhecimento social, a quem, na impossibilidade de distribuir rendimento, se oferecem diplomas cuja desvalorização vão promovendo sem remorsos;
2) Cultivam a boa consciência social dos promotores, como compensação da incapacidade de promover o crescimento económico e a distribuição da riqueza;
3) Asseguram a perpetuação dos mecanismos de selecção social, via família, partido, aparelho de Estado e seitas várias, eliminando os riscos, para os grupos instalados, da promoção e mobilidade social pelo mérito e o trabalho;
4) Desqualifica-se o sistema de ensino, eliminando indicadores úteis no mercado de trabalho, tornando os diplomas irrelevantes;
5) Desqualifica-se o trabalho docente e a autoridade e dignidade dos professores cujo trabalho perde reconhecimento social.

2 pensamentos sobre “O direito ao diploma

  1. Lionheart

    Até há cerca de dez anos em Portugal, ter uma licenciatura era meio caminho andado para conseguir um bom emprego, porque os empregadores tinham a ideia que um(a) licenciado(a) saía da universidade com competências tais (domínio da língua, capacidade de raciocínio e estudo) que tendo depois uma formação específica, consegueria ter um bom desempenho profissional noutras áreas que não estivessem directamente relacionadas com o curso. Com excepção das área científica e das engenharias, evidentemente.

    Hoje em dia já não é assim. Os estudantes universitários perderam qualidade, o nível da educação universitária baixou e os licenciados saem para vida profissional com carências básicas em competências que provocam estranheza nos empregadores mais exigentes, e assim a imagem do(a) licencidado(a) degradou-se.

    Há estórias incríveis. Conheço um professor universitário que se queixa que os seus alunos não querem ler livros. Trata-se de uma licenciatura em Línguas, Literatura e Culturas… Todos se queixam que a curiosidade intelectual dos alunos é baixa, até pela área em que se querem licenciar. Fora dos livros que são obrigados a ler por causa do curso, dizem-me que os rapazes lêm os “jornais” desportivos e as raparigas revistas femininas. Passam pela universidade sem “abrir” a cabeça, não havendo verdadeiramente uma evolução intelectual.

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