Dr. Pangloss e o melhor dos mundos possíveis

Rui Esteves, um dos cinco economistas em mesa redonda no Expresso:

Tirando talvez os casos do Reino Unido e dos EUA, não há memória de uma dívida desta dimensão ter sido realmente paga. As reformas estruturais de que agora tanto se fala são fundamentais para o futuro do crescimento económico em Portugal, mas é preciso ser mais otimista que o Dr Pangloss para esperar que sejam suficientes para resolver o problema da dívida nos três anos concedidos pelas operações de resgate grega e irlandesa.

(…)

Sejam realistas e transparentes. Realistas, pois não vale a pena prometer aquilo que não é possível humanamente conseguir no curto prazo dos empréstimos do FEEF. Mas como esta reestruturação parece inevitável a partir de 2013 é preferível não perigar mais as possibilidades de recuperação da economia para acabar no mesmo ponto de chegada. Esse foi um dos erros dos governos argentinos entre 1998 e 2001. Nem todos os sacrifícios valem a pena.

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