Da falta de vergonha “progressista”

Esta decisão da CNDP proibindo algumas perguntas do Censo sobre relações homosexuais é lamentável, revelando até que ponto o fundamentalismo reaccionário contra a recolha de dados pessoais chegou entre nós.
É evidente que as perguntas em causa têm elevado interesse sociológico e estatístico. Sendo anónimos os dados do Censo, que mal havia em recolhê-los?

Os questionários a que Vital Moreira se refere devem ser com certeza diferentes dos meus. No que lá tenho para responder, bastante parecido com o que abreviadamente apresento acima, a primeiríssima pergunta é “Nome e Apelido”. No cabeçalho, a preencher pelo recenseador, estão os dados que permitem fazer o cruzamento da minha informação pessoal (incluindo o tal nome e apelido) com a morada georeferenciada (lembre-se que uma das outras vertentes deste Censos é o cadastro e a georeferenciação dos edifícios) onde vivo e associar-me ao agregado onde me insiro.

Uma pergunta interessante para Vital Moreira responder seria sim o que acha do facto de este censo em curso, contrariamente aos que o antecederam, ter deixado de ser anónimo e passar a solicitar dados que permitem inequivocamente identificar o autor das respostas. Deve ser uma nova variante de anonimato socrático.

3 pensamentos sobre “Da falta de vergonha “progressista”

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