Mais sobre o cheiro a podre, perdão, a jasmim que vem do Wisconsin

Public Unions Must Go” do Jonah Goldberg, ao cuidado do Mário Nogueira, do conselheiro nacional do PSD Leodolfo Bettencourt Picanço, da Ana Avoila e de outros tantos:

“Traditional, private sector unions were born out of an often bloody adversarial relationship between labor and management. […] Meanwhile, government unions have no such narrative on their side.

Government workers were making good salaries in 1962 when President Kennedy lifted, by executive order (so much for democracy), the federal ban on government unions. Civil service regulations and similar laws had guaranteed good working conditions for generations. The argument for public unionization wasn’t moral, economic or intellectual. It was rankly political. […] Put simply, people in the government business support the party of government.

Private sector unions fight with management over an equitable distribution of profits. Government unions negotiate with politicians over taxpayer money, putting the public interest at odds with union interests and, as we’ve seen in states such as California and Wisconsin, exploding the cost of government. […] It creates a dysfunctional system where for some, growing government becomes its own reward.

[…]

The unions and the protesters in Wisconsin see Walker’s reforms as a potential death knell for government unions. My response? If only.”

Leitura complementar: O Egipto é quando um homem quiser

10 pensamentos sobre “Mais sobre o cheiro a podre, perdão, a jasmim que vem do Wisconsin

  1. JS

    Como se vê pelo que se passa em Wiscinsin, até na terra do “capitalismo” privado, os Diolíndos lá do sítio chegaram “à real”. E será que querem comunismo?.
    É óbvio que lá a “luta” não é entre uma geração, Deolídicamente ingénua, e outra(?), como cá.
    A “luta” é entre as acomodadas Cortes: PS/Sócrates, PSD/um-qualquer, Democrátas/Obama que inclui jóvens e menos jóvens (como os anacrónicos Srs. Carvalhos das Silvas), e os que -ainda- não aderiram àquelas Cortes partidárias/sindicais.
    De vez em quando aparece um Governador republicano (um R. Regan ou uma Tatcher) a defender o seu projecto, a tentar introduzir alguma sanidade nas contas públicas …

  2. Trotsky, antes de ter dado uma volta de 180º graus sobre o assunto, escreveu algo parecido sobre os sindicatos em 1920 (mais ano, menos ano) – que se justificavam na luta contra os capitalistas privados, mas no “Estado operário” a luta sindical não fazia sentido, já que não fazia sentido defender os trabalhadores contra o Estado representativo dos trabalhadores.

  3. Luís Lavoura

    Temos portanto que é do interesse dos contribuintes que os funcionários públicos recebam tão pouco salário quanto possível – de preferência, devem trabalhar em regime de escravatura. E é do interesse dos contribuintes que os funcionários públicos não se possam sindicalizar para não poderem protestar contra o regime de escravatura. Em nome dos contribuintes, impõe-se um regime ditatorial (no qual associações profissionais como os sindicatos estão proibidas) e esclavagista.

  4. JS

    O(s) Governador(es) pretendem por em letra de lei o que prometeram em campanha eleitoral.
    -Inscrição (só) voluntária nos sindicatos.
    -Descontos voluntários para os sindicatos, e não automáticos, via dedução estadual, no recibo de vencimento.
    -Os sindicatos anualmente têm que demonstrar a sua implantação real. Percebe-se porquê.

  5. Tomás Belchior

    Luís,

    Sim, é precisamente isso. Sem sindicatos, só lhes resta a escravatura. É duro mas se é isso que é preciso para reduzir o peso do Estado, que seja.

  6. Luís Lavoura

    Tomás Belchior,

    mas o que tem isto a ver com as teses liberais ou libertárias que, supostamente, são defendidas neste blogue?

    Quero eu dizer, o Estado proibir a formação de sindicatos vai, certamente, contra as liberdades civis (de associação).

    Faço lembrar que a revolução na Polónia comunista começou, precisamente, pela formação de um sindicato numa empresa pública (o estaleiro de Gdansk).

  7. lucklucky

    Tal como há limites temporais para os Políticos ainda mais importante é haver limites para os Funcionários Publicos. Nenhum deveria poder trabalhar mais do que um determinado número de anos no Estado.

  8. JS

    Num País aonde até os juizes querem ser “sindicalizados” -para terem as mesmas regalías que os juízes dos Tribunais “privados” (!?), presumo- só falta o sindicato dos “Ministros e Profições Similares do Destrito de Lisboa” …

  9. Pingback: A diferença entre os sindicatos do sector público e os do sector privado « O Insurgente

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.