Kadhafi em Lisboa

Sosseguem as almas: o Guia não se encontra acampado em Lisboa. O evento subordinado ao tema “Problemas da sociedade contemporânea” levado a cabo pelo Instituto Luso-Árabe para a Cooperação, tem cerca de três anos.  A “análise” esteve a cargo de  Muammar Al Kadhafi. Dos resultados nada transpirou mas ficaram os registos para a eternidade numa rica galeria fotográfica. Recordar, é viver.

Sobre o imperialismo progressista

O bom, o vitorioso e o revolucionário.

In an interview today on the Al Arabyia news network, an informed source within the Revolutionary Guards Corps revealed that Iran has several military bases in Libya.

The source, who requested anonymity due to his sensitive position within the Guards, elaborated further that the Iranian military bases are located mostly along Libya’s borders with the African countries of Chad and Niger. From there, he said, the Guards actively smuggle arms and supply logistical assistance to rebellious groups in the African countries.

According to this source, Guards enter Libya under the guise of oil company employees. Most of these companies are under the control of the Revolutionary Guards.

The source, who is a colonel in the Guards, added that Gaddafi and his government are quite aware of these activities and have even signed joint contracts with those Iranian oil companies so that the the Guards can enter Libya without any trouble.

The colonel stated that with the current unrest in Libya, over 500 Guards  have been unable to evacuate and are under orders to destroy all documents.

According to this source, the military collaborations between the Revolutionary Guards and the Gaddafi government date back to 2006.

Mais um em contramão na auto-estrada

Nada como começar a semana com mau hálito, daquele político. Desta vez o bafo veio do Daniel Oliveira, com a sua defesa “racional, justa e coerente” do fim da ADSE.

O Daniel começa por dizer que a ADSE é irracional porque “entregamos a gestão de recursos a quem não os paga. Quem fornece o serviço não só não tem de promover a racionalidade de custos como tende a ganhar tanto mais quanto mais irracional for. Junta-se a isto o facto de, como acontece com as seguradoras, os beneficiários da ADSE poderem usar os hospitais públicos em atos médicos mais complexos ou dispendiosos.

Presumo que o Daniel esteja a falar da velha questão da “carne do lombo” em que os privados ficam com o que dá dinheiro e o público fica com os tratamentos que não interessam, e em que os privados ganham à peça, logo, têm todos os incentivos para impingir aos seus utentes despesas inúteis.

A parte que o Daniel esquece no meio de tudo isto é que, no caso da ADSE, entre o Estado e os privados, há a parte que assegura a racionalidade da coisa: a carteira dos beneficiários. Como na ADSE uma parte significativa do pagamento sai sempre directamente do bolso do utente, este tem todo o interesse em não ser enganado. Isto de presumir que as pessoas podem pensar pela sua própria cabeça pode parecer completamente lírico para um defensor do Estado Social mas há tipos que juram a pés juntos que é isto que acontece quando se dá liberdade de escolha à maralha.

A seguir o Daniel diz-nos que a ADSE é injusta porque “não há forma de defender que enquanto os trabalhadores do privado estão obrigados, caso não tenham rendimentos para mais, a usar um serviço do Estado, os trabalhadores do Estado nas mesmas circunstâncias possam optar por serviços privados financiados pelo Estado. A mensagem que o Estado passa é a de que o que é bom para os funcionários dos outros não chega para os seus.

Não percebo o que é que isto tem a ver com justiça ou falta dela. Das duas, uma, ou o serviço público tem qualidade e não há necessidade de recorrer ao privado, ou o serviço público é uma trampa e é bom que haja alguém que possa escolher serviços melhores. Especialmente quando essa possibilidade de escolha, além de não me impedir a mim de ter acesso à saúde, até me permite pagar menos impostos.

Por fim, o Daniel diz-nos que “é incoerente criticar as parcerias público-privado que dilapidam os cofres públicos ou o cheque-ensino e defender a ADSE. Quem defende que o SNS deve ser para todos e não apenas para os mais pobres não pode depois aceitar que haja um sistema de exceção para os funcionários do Estado.

Isto já é um problema que o Daniel e o resto da esquerda vão ter de resolver com os seus respectivos psicólogos. Eu bem sei que a ideia de ter o Estado fora do circuito de vida da população é uma coisa que lhes dá suores frios mas, cá fora, no mundo real, nós estamos mais preocupados em saber se os nossos políticos estão a fazer alguma coisa para assegurar que temos acesso a melhores cuidados de saúde. Só para que fique claro, “melhor” significa a mesma saúde por menos dinheiro, mais saúde pelo mesmo dinheiro ou até, cruzes credo, mais saúde por menos dinheiro.

Se o Daniel me conseguir explicar como é que a extinção da ADSE vai permitir que isto aconteça, pode contar comigo para descer a Avenida da Liberdade. Enquanto isso não acontece, preferia vê-lo a defender o alargamento de um sistema que tem inúmeras vantagens face aos serviços de saúde públicos do que a perpetuar a ideia de que temos uma qualquer obrigação de sustentar esses mesmos serviços de saúde, apenas porque são públicos.

O problema do país é também de mentalidade

Hoje em dia é muito interessante conversar com arquitectos. Não sobre casas e edifícios, tendências estilísticas e cores, mas sobre trabalho. Para quem não saiba o mercado dos arquitectos é, em Portugal, um dos mais exigentes e mortíferos. São muitos os que se esfalfam a trabalhar dias e noites infindas em ateliers que pouco lhes pagam. A alternativa tem sido a busca de clientes próprios e, tantas vezes, a diversificação: em vez de projectos, procurar levar a cabo obras, por pequenas que sejam, arranjos, restauros, o que quer que faça clientela e dê nome. Pôr mãos à obra é puxar pela cabeça. Alargar horizontes é muitas vezes sujar as mãos e fazer todo o tipo de trabalhos. Lembrei-me disto ao saber que Alexandre Soares dos Santos, presidente do grupo Jerónimo Martins, referiu que o problema do país não são os salários, mas a falta de mão de obra qualificada para determinadas profissões com grande oferta. Este assunto foi um dos escolhidos e analisado no ‘Descubra as Diferenças’ com Miguel Botelho Moniz e Ricardo Francisco. A estratégia centralista que o Estado escolheu para, cumprindo estatísticas, encaminhar milhares de jovens para cursos sem qualquer saída profissional, induzindo mais ainda o preconceito relativo a determinadas profissões, como se não fossem dignas, por serem manuais, tem tido efeitos desastrosos.

Nos últimos anos, não só se impediu que as necessidades da população fossem o motivo preponderante na escolha das profissões dos jovens, possibilitando-lhes um emprego com rendimento e boas perspectivas de vida, como também se estimulou a necessidade do emprego de ‘fato e gravata’ como imagem e garantia de sucesso. A busca do emprego na empresa ‘certa’, de nome conceituado, como se de marca de roupa se tratasse, o desprezo por trabalhos tradicionais e manuais, mesmo que melhor pagos, é uma mentalidade errada, não produtiva e que, sendo tantas vezes forçada, conduz à insatisfação pessoal de quem não se realiza no trabalho.

Foi Margaret Thatcher quem disse num discurso no Partido Conservador, em Outubro de 1980, que o que faltava no Reino Unido era um zest for achievement. Entusiasmo de quem tenta com esforço. There are many things to be done to set this nation on the road to recovery, and I do not mean economic recovery alone, but a new independence of spirit and zest for achievement.

Vencer a estagnação económica onde encalhámos há 15 anos passa também por aqui. Ultrapassar o estigma do que deve ser aceitável e bem visto. Centrarmo-nos mais no que é merecedor de respeito: o brio profissional, qualquer que seja o ofício. Focarmos o sucesso na facturação conseguida, na criação de mais emprego, permitindo que outros se juntem a nós. Não mais o ênfase na busca solitária do emprego certo, dado como garantido e como garante de estatuto.

Agora sim

Percebe-se melhor o mundo: um dos premiados por Kadhafi teve um encontro marcante com et’s.

The Nation of Islam, long known for its promotion of black nationalism and self-reliance, now is calling attention to another core belief that perhaps isn’t so well-known: the existence of UFOs.
When thousands of followers gather in suburban Chicago this weekend for the group’s annual Saviours’ Day convention, one of the main events will include a panel of scientists discussing worldwide UFO sightings, which they claim are on the rise.
The idea of seeking the divine in the skies is deeply rooted in the Chicago-based Nation of Islam, whose late leader Elijah Muhammad detailed in speeches and writings a massive hovering object loaded with weapons he called “The Mother Plane” – although religion experts, Nation of Islam leaders and believers offer very different interpretations of what exactly happens aboard the plane, its role or how it fits into religious teachings.
It’s one of the group’s more misunderstood – and ridiculed – beliefs, something organizers took into account when planning the convention, which starts Friday and ends Sunday with Minister Louis Farrakhan’s keynote address.
“There’s enough evidence that has been put before the world and public,” Ishmael Muhammad, the religion’s national assistant minister, told The Associated Press. “There have been enough accounts and sightings and enough movies (documentaries) made, I don’t think you would find too many people that would call it crazy.”
During last year’s Saviours’ Day speech, Farrakhan for the first time in years discussed in detail a vision he had in Mexico in 1985 involving an object he calls “the wheel.” Using charts, photos and drawings, he spent almost four hours describing how he was invited aboard and heard Elijah Muhammad speak to him. Farrakhan says that experience led him to inklings about future events.
Farrakhan, 77, has said the wheel, with its great capacity for destruction, contains the “wisdom to purify the planet,” but has harmed no one so far. He also claimed there have been governmental attempts to cover-up proof of the wheel, which he says many call UFOs.