Interrogações e dúvidas mouriscas

A vizinhança do Sul está, pelo menos, agitada. Depois da fuga do presidente Ali da Tunísia, e depois das orações de Sexta-feira, a primeira interrogação continua a ser: a revolução irá propagar-se até onde e com que resultados?

A revolta popular (provocada pela falta de bem-estar económico e de liberdade (?)) teve início na Tunísia, país tal como outros com uma grande parte de uma população jovem e desempregada, com um nível de 80% de literacia e um rendimento médio per capita de 8 mil dólares e com um regime ditatorial, personalizado e familiar, à semelhança do Egipto e ao contrário da Argélia, onde o poder político é “partilhado” com o poder militar.

A segunda interrogação é: poderá esta revolta popular alargar-se a outros regimes ditatoriais familiares como a Líbia e a Síria e incluir as monarquias muçulmanas? Desta dúvida  surge uma terceira questão: a legitimidade política que provém das monarquias, a capacidade do soberano estar acima da política dará a este a capacidade de não ser julgado por causa do mau governo, corrupção, falta de liberdade? E desta, decorre ainda uma quarta: será a monarquia constitucional o melhor regime para acolher as mudanças que os povos parecem querer – Marrocos, Jordânia e Kuwait, têm respostas parlamentares com resultados muito diferentes. Entretanto, na Jordânia, com as primeiras manifestações, o rei já prometeu medidas para combater a crise económica.

Quarta interrogação:  irá o Líbano ficar fora desta onda de contestação? A situação permanentemente volátil do Líbano (outrora uma democracia), o controlo político e militar do país pelo Hizbollah,  Síria e Irão, irá ter um desfecho incerto. Para já, os sunitas parecem não estar satisfeitos.

Quinta e sexta dúvidas: Com o Egipto na fronteira, qual será a resposta da autoridade palestiniana (eleita de forma perpétua), num momento em que alguns países da América latina reconhecem a Palestina como estado e ao mesmo tempo a Aljazeera a questiona sobre as “cedências” e a “colaboração” com Israel? Este será o tempo em que os países árabes, mais uma vez, se irão esquecer da questão palestiniana para cuidarem dos seus próprios problemas.

Sétima interrogação: irá tudo isto acabar num reforço do islão político radical, numa altura em que é discutido o fundamentalismo islâmico, a falta de liberdade e a violência numa grande maioria de países islâmicos e nas comunidades muçulmanas que vivem noutros países?

Em paralelo, é de assinalar o uso dos social media, na discussão e preparação organizativa das campanhas em curso. Não é por acaso que as autoridades do Egipto cortaram o pio aos bloggers locais.

36 pensamentos sobre “Interrogações e dúvidas mouriscas

  1. oscar maximo

    A revolta vai propagar-se também á Europa. Antes, a ligação entre o preço do petróleo e alimentos era indirecta. Agora, com os bio-combustiveis, é directa. E o petróleo está quase a bater nos 100.

  2. ruicarmo

    Não vejo nenhuma ligação clara entre o que está a acontecer no Magrebe (mais Yemén e Jordânia) com uma “exportação” para a Europa. Dos países citados, a Argélia é o único com (muito) “interesse”, pelas suas exportações de gás natural.

  3. A respeito da terceira questão, reparo que, enquanto na Tunisia, Egipto e Yemen a reivindicação é/era a demissão (imediata a curto prazo) do presidente, na JordÂnia é apenas a do primeiro-ministro.

  4. Pi-Erre

    O problema é que os manifestantes começam por gritar, na língua deles, o slogan “o povo unido jamais será vencido” e, passado algum tempo, já cantam “lá vamos, cantando e rindo…”.
    E, como cá, fica tudo em águas de bacalhau.

  5. ruicarmo

    Exacto. Resta saber se a monarquia jordana aguenta “almofada de ar” e ficará de fora da contestação.

  6. JS

    Parece difícil concordar com o embaixador de Portugal no Egipto que é o povo “simplesmente, espontaneamente” o povo que está na rua. A comparação da SkyNews com a revolução iraniana -bem orquestrada pelos Ayatolas- parece mais realista. Já se esqueceram que aqui, nos idos de Abril, o povo andava espontâneo na rua mas alguém andava, por acaso, espontâneamente, a roubar os arquivos da Pide…

  7. A. R

    Ainda voltaremos a falar de Bush. Ele pretendia democratizar o Iraque e provar que a democracia podia funcionar também para aquelas “bandas”. O objectivo está a ser conseguido no Iraque contra a barbárie da Al-Qaeda.

  8. ricardo saramago

    Agora que já não têm que lutar pela comida do dia a dia, o progresso económico, que apesar de tudo têm gozado, leva a outras reivindicações.
    O el dourado europeu já não seduz, querem dinheiro para comprar carros, telemóveis, apartamentos, televisões e frigoríficos.
    Já não são analfabetos, olham a prosperidade material do Norte e dos vizinhos com petróleo, e aspiram a níveis de vida semelhantes.
    Vão-se ver livres dos ditadores ou cair na mão de outros que tais, que lhes vão prometer o paraíso e mostrar-lhes como é o inferno?

  9. ruicarmo

    Já cá faltava o frei Bandeira com as suas decisões. Seja verdadeiramente sincero lá na sua chafarica.

  10. A pergunta que ainda ninguém parece ter feito é se esta revolução é uma revolução religiosa como foi a do Irão ou uma revolução laica? Para já parece ser uma revolução laica o que é interessante e será muito importante para o futuro não só dos árabes mas também de todos nós.

  11. CN_

    Boa síntese do que está em causa.

    Existe mais uma interrogação: até que ponto democracia, mesmo não islamizada, contribuíram para pacificação de Israel-palestina.

    Quanto ao comentário sobre Bush suponho que era de esperar, mas há mais que razoes para poder dizer “apesar de” e não “por causa de”. A presença externa em qualquer ponto cria sempre reação

  12. lucklucky


    .
    E aqui já a Administração Bush estava com pouca energia para combater a sabotagem do Partido Democrata e Esquerda Mediática, CIA, Europa etc…
    .

    “In this time of great decision, I have come to Cairo not to talk about the past, but to look to the future — to a future that Egyptians can lead and can define.

    Ladies and Gentlemen: In our world today, a growing number of men and women are securing their liberty.

    And as these people gain the power to choose, they are creating democratic governments in order to protect their natural rights.

    We should all look to a future when every government respects the will of its citizens — because the ideal of democracy is universal.

    For 60 years, my country, the United States, pursued stability at the expense of democracy in this region here in the Middle East — and we achieved neither.

    Now, we are taking a different course. We are supporting the democratic aspirations of all people.

    As President Bush said in his Second Inaugural Address: “America will not impose our style of government on the unwilling. Our goal instead is to help others find their own voice, to attain their own freedom, and to make their own way.”

    We know these advances will not come easily, or all at once.

    We know that different societies will find forms of democracy that work for them.

    When we talk about democracy, though, we are referring to governments that protect certain basic rights for all their citizens — among these, the right to speak freely. The right to associate. The right to worship as you wish. The freedom to educate your children — boys and girls. And freedom from the midnight knock of the secret police…”

  13. lucklucky

    Amanhã parece que será Khartum

    http://www.facebook.com/event.php?eid=166512193395282

    “The people of Sudan will not remain silent anymore, It is about time we demand our rights and take what’s ours in a peaceful demonstration that will not involve any acts of sabotage, We will demonstrate against the rising of the prices, the corruption, unemployment and all false practices of the government such as violence against women and lashing them in ways that breaks all laws of religions and humanity and the violation of minorities rights.
    It is about time we use our god given voice to demonstrate against an injustice government that is willing to sacrifice its people and its land to remain on the higher power.
    it is about time we show what we’re really made of, it is about time we restore or lost honor, it is about time we fight for our god given rights.
    our brothers in Tunisia did it and so did our brothers in Egypt.
    It is about time for us”

  14. lucklucky

    Obama Vs Bush http://www.huffingtonpost.com/2011/01/28/obama-cut-egypt-funding_n_815731.html

    “.
    ….when it comes to promoting democracy in the riot-torn country, efforts have generally been less aggressive than the Bush administration’s. On Friday, amidst violent protests, longtime leader Hosni Mubarak announced the resignation of Egypt’s government.
    .
    In its first year, the Obama administration cut funding for democracy and governance programming in Egypt by more than half, from $50 million in 2008 to $20 million in 2009 (Congress later appropriated another $5 million). The level of funding for civil society programs and non-governmental organizations (NGOs) was cut disproportionately, from $32 million to only $7 million. Though funding levels for 2010 are not yet available, they are expected to show an increase to $14 million, says Stephen McInerny, the director of advocacy at the Project on Middle East Democracy.
    .
    He notes that the Bush administration slashed economic aid to Egypt in the 2009 budget but kept the funding for democracy and governance programs constant, while Obama cut funding to those programs in an effort to make the cuts more proportional and under pressure from the American embassy in Cairo.
    .
    The White House and the State Department did not return emails for comment.”

  15. Fernando S

    As manifestações de rua na Tunisia e no Egipto tem inegavelmente um caracter “popular” : são milhares de pessoas sendo que muitas não estão partidariamente enquadradas e organizadas.
    Mas parece-me abusivo falar em “povo” tunisino ou egipcio. São milhares, dezenas de milhares nos momentos de maior mobilização, com eventuais picos em centenas de milhares no conjunto das diversas cidades. Mas estamos longe dos milhões de cidadãos destes paises, 10 milhões na Tunisia, 80 milhões no Egipto.
    Na verdade, não sabemos o que pensa e sente a esmagadora maioria. “Silenciosa”, ou porque comprometida com o regime, ou porque apoiante do regime, ou porque desconfiada da revolta e preferindo uma evolução mais moderada e pacifica, ou porque sem vontade precisa quanto à situação politica. De qualquer modo, uma população na expectativa, com receio, intimidada, sem força animica ou coragem para vir para a rua influenciar o curso da contestação ao regime ou defender o regime.
    Não sabemos porque, como é tipico em periodos ditos “revolucionarios”, não existem mecanismos objectivos de auscultação da verdadeira vontade popular, isto é, eleições livres e justas.
    Nem é normalmente de esperar que a “revolução” favoreça e crie condições para tal. Antes pelo contrário.
    Os “populares” serão cada vez mais minoritários, cada vez mais enquadrados e instrumentalizados por forças com práticas e projectos autoritários, cada vez mais propensos a utilizar a força e a violência para neutralizar os sectores mais moderados e verdadeiramente democráticos.
    O resultado final mais provável deste tipo de “revoluções”, no caso de não se verificar nenhuma reacção vitoriosa dos sectores afetos ao anterior regime ou adeptos de uma transição moderada, acaba por ser a implantação de um novo regime político ainda mais autoritário e repressivo, e uma situação económica e social ainda mais degradada.
    Assim sendo, as “revoluções populares” actualmente em curso nalguns paises árabes são mais inquietantes do que promissoras em termos da liberdade e da prosperidade futuras dos respectivos povos.
    O Ocidente “idiota”, que se acomodou antes dos regimes autoritários e corruptos em nome de uma não interferência nos assuntos internos de regimes nacionalistas do terceiro mundo, está agora paralizado por uma visão perfeitamente idilica e ingénua dos “povos em luta pela liberdade”.
    Os herdeiros dos velhos partidos nacionalistas marxistas, o Irão, os islamistas de diversos costados, já todos perceberam o partido que podem tirar da desestabilização destes países e já estarão certamente a movimentar-se e a interferir nos acontecimentos.

  16. Fernando S

    Muitos daqueles que agora se entusiasmam com as revoltas populares em paises arabes por mais liberdade e democracia, e que condenam os governos ocidentais por terem fechado os olhos e pactuado com aqueles regimes ditatoriais e corruptos,…. são “grosso modo” os mesmos que antes criticavam os que no Ocidente pretendiam “exportar” o modelo de democracia liberal para paises do Terceiro Mundo e condicionar a ajuda e as relacções economicas em função de regras de boa governação e transparencia !!

    A contradição é apenas aparente !…

    No fim de contas, para estes doadores de lições de democracia o que importa verdadeiramente não é nem a liberdade dos individuos, nem a democracia politica, nem o bem estar das populações, mas antes a expectativa sempre sonhada de que a situação de instabilidade que resulta da queda dos anteriores regimes possa evoluir para novas/velhas revoluções socialistas e anti-imperialistas de tempero terceiro mundista !!

  17. AR: http://www.libertaddigital.com/mundo/los-revolucionarios-destrozan-el-museo-egipcio-en-el-cairo-1276413162/

    A libertad digital deveria ler melhor as noticias – foram os “revolucionários” que deteram os individuos que danificaram duas múmias no museu e (depois de os espancarem, parece) os entregaram ao exército

  18. A revolução pode ser popular, espontânea e laica, mas a única estrutura suficientemente organizada para tirar partido do vazio de poder que pode ter lugar é a Irmandade Muçulmana e já fizeram uma aliança tácita de apoio a El-Baradei.

  19. Fernando S

    “foram os “revolucionários” que deteram os individuos que danificaram duas múmias no museu e (depois de os espancarem, parece) os entregaram ao exército”

    Miguel Madeira,
    Seja, eram vandalos e ha populares a procurarem evitar este tipo de pilhagem e destruição … ainda bem !
    Mas não deixa de ser uma consequencia dos disturbios e das destruições “politicas” em curso …
    O ambiente de desordem e anarquia favorece a pilhagem, o vandalismo, a violencia sobre todo o tipo de pessoas, linchamentos e assassinatos …
    De resto, como em praticamente todas as “revoluções”, muitos dos “revolucionarios” são ou se transformam em autenticos vandalos criminosos !…

  20. JS

    No Egipto, qualquer que seja a evolução política, será sempre um regime mais religioso/islamizado. Há poucas hipóteses de vir a ser um, regime, tão secular como o presente.
    O problema é que ao contrário do Irão e do Iraque cuja economia é o crude -e que permite tiradas demagógico-religiosas-, a economia do Egipto é o Turismo e o Suez. Ambos exigem uma certa segurança e paz social. Um ganso de ovos de ouro que não medra em capoeira instável. Os Imãns sabem isso.
    Mas a tentação de ganhar apoios populares com sentimentos anti-Israel, é muito grande… pelo menos em público…
    Muita fogueira para tão poucos bombeiros.

  21. CN_

    “O Ocidente “idiota”, que se acomodou antes dos regimes autoritários e corruptos em nome de uma não interferência nos assuntos internos de regimes nacionalistas do terceiro mundo,”

    O Ocidente não tem feito outra coisa senão interferir e o melhor é mesmo deixar as coisas seguirem o seu rumo nem que seja para pior antes de ficar melhor.

  22. Fernando S

    CN : “O Ocidente não tem feito outra coisa senão interferir e o melhor é mesmo deixar as coisas seguirem o seu rumo nem que seja para pior antes de ficar melhor.”

    Uma real intervenção do Ocidente teria sido a aplicação generalizada de uma espécie de “doutrina Bush” de “exportação” da democracia liberal e da economia de mercado para os paises do Terceiro Mundo.
    Com as excepções do Iraque e do Afeganistão, casos limite essencialmente ligados ao terrorismo, os paises ocidentais, incluindo os EUA, teem quase sempre escolhido a não intervenção.
    No que se refere aos inumeros regimes autoritarios espalhados pelo mundo, incluindo os da area muçulmana, os EUA e a UE teem sobretudo procurado favorecer a estabilidade politica e regional, concedendo alguma ajuda financeira e militar consoante as situações e as necessidades especificas de cada.
    O Egipto é precisamente o caso mais emblematico e onde a ajuda tem sido mais importante.
    Mas estamos longe de “intervenções” destinadas a influenciar ou moldar os regimes politicos.
    Neste aspecto, o Ocidente tem mesmo “deixado as coisas seguirem o seu rumo”. Esperando que não “seja para pior”.
    Mas o pior pode mesmo vir da instabilidade que afecta já a Tunisia e o Egipto e pode ainda atingir outros paises arabes e muçulmanos.
    E o pior pode ser a tomada final do poder por islamistas e a instauração de regimes ainda mais autoritarios e, sobretudo, mais agressivos nas relações internacionais.
    O governo israelita está naturalmente preocupado com a situação no Egipto e pediu aos EUA e à UE que apoiem Mubarak em vez de lhe tirarem o tapete debaixo dos pés, como esta a acontecer.
    O meu sentimento é que, no contexto actual, a opção de continuar a “deixar as coisas seguir o seu rumo” vai infelizmente prevalecer e que as coisas irão mesmo para pior.
    Claro que depois do pior as coisas acabam sempre por ficar melhor. Por definição.
    Mas entretanto passa normalmente muito tempo, com muita destruição e muitas vidas destroçadas. Um desperdício e uma tragédia.
    Não acho que o “quanto pior melhor” seja um designio razoavel !

  23. “Com as excepções do Iraque e do Afeganistão, casos limite essencialmente ligados ao terrorismo, os paises ocidentais, incluindo os EUA, teem quase sempre escolhido a não intervenção.”

    Quem paga o exército egipcio? Ou melhor, quem paga o Egipto?

  24. Fernando S

    “Quem paga o exército egipcio? Ou melhor, quem paga o Egipto?”

    Boa questão :
    Quem ? Quanto ?
    Qual é a despesa militar total ?
    Qual é o valor da ajuda militar americana ?
    (fála-se numa ajuda total de cerca de 2 biliões Usd ; mas repartido por varios programas em varias areas, não é apenas na area militar, e apenas uma parte a fundo perdido)

    De qualquer modo, não é o essencial.
    Eu reconheci explícitamente que o Egipto recebe uma ajuda importante dos EUA.
    Também não é segredo para ninguém que o Egipto é um actor moderado na região. Este é certamente um dos aspectos mais positivos da direcção de Mubarak. Por isso se diz que é um “aliado” dos ocidentais.
    Mas tal não faz do governo egipcio uma simples correia de transmissão dos americanos. Tem tido sempre alguma autonomia. Sendo o país com mais peso na Liga Arabe, as posições que esta organização assume estão longe de estar alinhadas pelas do mundo ocidental.
    A ajuda financeira e alianças geoestratégicas não significam “intervenção”, no sentido de influenciar ou moldar os regimes políticos, ainda menos de os impor ou substituir pela força.

    O aspecto mais fraco, e para mim discutível, da política dos ocidentais, incluindo naturalmente os EUA, para com paises autoritários e corruptos, como o Egipto (mas na verdade são quase todos), é precisamente o “fechar de olhos” perante certas práticas anti-democráticas e de neopotismo.
    A circunstância de existirem relações de cooperação internacional e assistência militar e económica, dá aos paises ocidentais meios de pressão que poderiam ter sido utilizados com mais frequência e determinação.
    Espero que o sejam agora, embora com tempo, realismo e lucidez.
    Considerar que a agitação nas ruas é apenas a expressão de uma aspiração popular por mais liberdade e democracia e “largar” pura e simplesmente Mubarak, é provávelmente “uma emenda pior do que o soneto !”

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