Ideias simples

Por falar em separar o trigo do joio, passo a palavra ao Pedro S. Martins no Portuguese Economy:

“Sooner or later, Portugal will have to come to terms with the fact that the nature of State intervention in economic activity in the country is such (asymmetric information, waste, cronyism), that the less the State does, the better-off the people will be.

It would be much better to focus on getting right what really makes a difference: courts, schools, hospitals.”

Este é o custo de oportunidade do buraco onde o governo nos meteu. Em vez de estarmos a discutir como é que vamos realmente reformar o país, estamos reduzidos a fazer contas de merceeiro.

6 pensamentos sobre “Ideias simples

  1. Tomás Belchior

    Eu não desprezo as contas de merceeiro. Muito pelo contrário. Agora, uma coisa é certa, governar não é fazer contas de merceeiro. Fazer oposição não é fazer contas de merceeiro. O problema é que, ao estarmos na situação onde estamos, a política ficou reduzida a isto: aumentar receitas e reduzir despesas sem critério e sem fazer uma única reforma.

    Esta polémica à volta dos contratos de associação é bem exemplo disso. Discutimos euros em vez de discutirmos liberdade de escolha, modelos de financiamento, etc.

  2. António Ferreira

    3 medidas:
    -Privatizar todas as empresas públicas que têm concorrência privada;
    -Pôr a nossa legislação laboral o mais liberal possível (isso dos empregos para a vida já acabou…);
    -Deixar de admitir funcionários públicos;

  3. Uma conta de merceeiro (ou as nossas contas de merceeiro actuais) tem escolhas cujo o critério é unicamente arranjar dinheiro para pagar contas no imediato. Escolhe-se entre duas alternativas em função da facilidade relativa em obter receita, não em função do crescimento da economia, ou da liberdade, ou da equidade, ou de qualquer outro critério político.

  4. “o buraco onde o governo nos meteu”

    ???? O buraco foi e está a ser causado em grande parte pela adesão ao Euro.
    Este Governo nunca nos poderia ter metido num buraco pela simples razão de que já não dispõe dos instrumentos de governação necessários para nos meter num buraco, qualquer que ele seja, esses instrumentos há muito que estão em Bruxelas ou Frankfurt…
    Estivesse o PSD no poder que o resultado seria o mesmo.
    Creio que o único partido que teria feito diferença seria o PCP, estaríamos muito pior pois, se o PCP estivesse no poder há muito que Bruxelas, Madrid, Paris, Berlim, eu sei lá, teriam tomado a situação em mãos e já estávamos era sob admnistração directa de Bruxelas.

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