A esquerda e a democracia

Cavaco expõe o seu programa contra a pobreza: a caridade. O papel que reserva para o Estado no combate à pobreza: a demissão. E a sua utilidade como político: nenhuma. Se é para termos um chefe de Estado que manda os portugueses que sofrem os efeitos mais dramáticos da crise bater em porta alheia, o mais longe possível do Estado que ele representa, para que precisamos nós dele?

(Daniel Oliveira, no Arrastão)

Para o Daniel Oliveira só é útil como político quem tem uma visão de esquerda do papel do Estado. Os outros não servem à democracia.

14 pensamentos sobre “A esquerda e a democracia

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  2. “Para o Daniel Oliveira só é útil como político quem tem uma visão de esquerda do papel do Estado.”

    ???? Certamente que não é uma atitude responsável para um político encolher os ombros perante a miséria dizendo vão bater a outra porta! Isto não tem nada a ver com esquerda ou com direita, tem a ver com ser ou não responsável!

  3. O Daniel Oliveira, para além de distorcer o “programa” de Cavaco, não percebe ou não quer perceber o que é e que papel desempenha a caridade. Não se trata de que os pobres andem a bater às portas, mas sim que os que estão dentro de casa saiam e vão ao encontro dos pobres (outra coisa é que o Estado possa e deva desempenhar um papel subsidiário). Pelos vistos, não é assim que ele entende a caridade. Apliquemos-lhe então a lógica que ele aplica a Cavaco e perguntemos: para que precisamos nós do cidadão Daniel Oliveira?

  4. Beirão

    Que poltrão me saiu este Daniel de Oliveira. Este bloquista da treta e, na sua maioria, todos esses proto-psreudo-intelectuais de esquerda que, coitaditos, têm a pretensão de ser os donos da verdade e os bonzinhos das causas sociais e quejandas tretas e mistificações lorpas. Que malta mais malcheirosa…

  5. Lusitânea

    Ó Daniel com a banca a valer menos do que Jerónimo Martins não tarda nada temos as lojas do povo pá…

  6. A. R

    Então não foi o que o Estado fez? Derramou 80 biliões em cima da pobreza? A melhor obra social é o desenvolvimento económico que cria emprego e que o Governo não fez. A esquerda não aprende: 1% por cento de crescimento tira mais pobreza que 1% de subsídio à pobreza.

    O Daniel vive num mundo à parte. A Igreja em Espanha mata a fome a quase 800 000 espanhóis: com recursos de solidariedade, empresas e trabalho voluntário. Não fosse isso morria-se de fome enquanto ele subsidia Sindicatos, organizações Gay no Zimbabwe, o rei de Marrocos e raptores da Somália.

  7. ricardo saramago

    “O Cavaco não faz falta à democracia”. Até posso concordar.
    Mas o camarada Alegre propôs parar a campanha, para o Cavaco impedir a entrada do FMI em Portugal.
    Afinal o dito Cavaco tem capacidades que o Alegre não tem.
    Só falta ouvir Alegre a dizer: – Votem Cavaco, não queremos o FMI!

  8. ” A melhor obra social é o desenvolvimento económico que cria emprego e que o Governo não fez.”

    ????? O Governo não fez nem poderia fazer pois a maior parte das suas competências nestes domínios estão na mão da União Europeia!
    Desde que aderimos à UE e principalmente ao Euro já passaram pelo governo três partidos e cinco primeiros ministros e o caminho descendente tem vindo a acelerar.
    Actualmente, em democracia e em paz cresce-se menos, muito menos do que se crescia nos tempos de Salazar e Caetano, com ditadura, condicionamento industrial e uma guerra em três frentes que parece que nos comia 60% do orçamento.
    É espantoso! Os que apoiaram e promoveram a adesão à UE e ao Euro bem podem limpar as mãos à parede!

  9. lucklucky

    “Certamente que não é uma atitude responsável para um político encolher os ombros perante a miséria dizendo vão bater a outra porta! Isto não tem nada a ver com esquerda ou com direita, tem a ver com ser ou não responsável!”

    Deve estar a gozar. O Estado não tem feito outra coisa do que combater a pobreza.
    Com resultados desastrosos.

    Pois o combate à pobreza não é mais do que corrupção, poder e vaidade.

  10. “????? O Governo não fez nem poderia fazer pois a maior parte das suas competências nestes domínios estão na mão da União Europeia!”

    Não podia ter deixado de gastar dinheiro em obras inúteis? Não podia ter “largado” as empresas em que gosta de colocar os boys? Não podia ter alterado o sistema de justiça? Não podia ter evitado o crescimento desmesurado do número de funcionários públicos e afins – e dos seus salários? Não podia ter aplicado uma política fiscal mais voltada para a competitividade externa? Não podia ter produzido uma verdadeira lei do arrendamento, de modo a diminuir o recurso ao crédito? Não podia ter flexibilizado um pouco o mercado laboral? Não podia ter feito reformas a sério na segurança social?

    Se calhar, não.

  11. De Carlos Guimarães Pinto,

    “Deve estar a gozar. O Estado não tem feito outra coisa do que combater a pobreza.
    Com resultados desastrosos.”

    Francamente não sei se os resultados foram desastrosos ou não… quando o Cavaco era Primeiro Ministro, por exemplo, a situação era pior!

    “Pois o combate à pobreza não é mais do que corrupção, poder e vaidade.”

    ???? Corrupção, poder e vaidade são exactamente muitas das pretensas organizações humanitárias e de solidariedade social com uma data de gente a viver à custa do pobre…

    “Não podia ter deixado de gastar dinheiro em obras inúteis?”

    Que obras inúteis? Claro que, de entre todas as obras do Estado há algumas que falharam, é natural, só não erra quem não trabalha. O importante é ver as coisas globalmente.
    Outras corresponderam a opções com que se pode ou não concordar. Por exemplo, o TGV Lisboa-Porto deveria ter sido construído há pelo menos vinte anos pois, em detrimento das auto-estradas se não houvesse dinheiro para tudo.
    É que uma linha destas juntamente com alguns outros investimentos alteraria a Península Ibérica diminuindo a centralidade de Madrid.

    “Não podia ter “largado” as empresas em que gosta de colocar os boys?”

    Que disparate! Esta dos boys vem de uma referência de Guterres a um episódio do “Sim senhor Ministro” que os ignorantes dos jornalistas não perceberam.

    “Não podia ter alterado o sistema de justiça?”

    Podia… mas, note-se que a justiça portuguesa comparada com as outras não é tão má assim. Emperra na primeira instância mas na relação e no Supremo até é rápida.

    “Não podia ter evitado o crescimento desmesurado do número de funcionários públicos e afins – e dos seus salários?”

    ??? Os funcionários públicos cresceram no tempo do Guterres quando nele incorporou na Função Pública os milhares de funcionários que o Cavaco lá tinha metido a recibo verde e que iam para tribunal onde facilmente ganhariam. De qualquer modo, em relação à população, Portugal é dos países da Europa com menos funcionários públicos. A Suécia com oito milhões de habitantes tem um milhão e duzentos mil funcionários públicos, a Grécia com mais meio milhão de habitantes do que nós tem mais de um milhão enquanto que nós andamos pelos 700.000.
    Quanto ao crescimento dos salários, boa piada, onde é que está? Desde o século passado que os funcionários públicos andam a perder poder de compra!

    “Não podia ter aplicado uma política fiscal mais voltada para a competitividade externa?”

    A malfadada União Europeia dificilmente o iria permitir!

    “Não podia ter produzido uma verdadeira lei do arrendamento, de modo a diminuir o recurso ao crédito?”

    Podia. Mas não vejo onde está o mal do recurso ao crédito para comprar casa própria. Antes isto que o recurso ao crédito para comprar casa para arrendar como acontece noutros países. O Northern Rock, o banco inglês que faliu e foi nacionalizado vivia exactamente de emprestar dinheiro a senhorios! E foi por isso que faliu!

    “Não podia ter flexibilizado um pouco o mercado laboral?”

    O mercado laboral português é dos mais flexibilizados da Europa! É espantoso que se façam afirmações destas!

    “Não podia ter feito reformas a sério na segurança social?”

    E não fez? Até fez demais!

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