Congo: indignação selectiva

Onde estão algumas linhas que sejam nos media que acompanham a situação de uma década, as estrelas mediáticas, o que lá fazem as forças da ONU, para que servem os tais  tribunais internacionais?

Isto, será capaz de indignar, pelo menos, alguns dos  grupos defensores dos direitos das mulheres?

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8 pensamentos sobre “Congo: indignação selectiva

  1. António Ferreira

    Os Mai-Mai são conhecidos por serem dos últimos povos canibais do mundo. O Congo foi governado durante muitos anos pelo Mobutu a ferro e fogo e antes disso pelos Belgas. Quando não permitimos que um povo evolua, para o controlarmos facilmente, como aconteceu também em Portugal com o Salazar, vai dar mau resultado, como se vê agora, no Congo e nosso País em muito menor escala, é óbvio, por sermos europeus. O Congo é enorme, tem fronteiras definidas pelos europeus, dentro das quais se encontram muitas tribos e etnias que se odeiam mutuamente, para não falar das riquezas minerais do país e do facto que nos convém que fique tudo na mesma, para irmos comprar essas matérias primas a preços baixissimos. Recomendo a leitura de um livro espectacular chamado “O Rio de sangue” do jornalista Tim Butcher.

  2. ruicarmo

    “para não falar das riquezas minerais do país e do facto que nos convém que fique tudo na mesma, para irmos comprar essas matérias primas a preços baixissimos.”

    Quais são as matérias primas baratas?
    A pobreza extrema e a miséria são consequências principais dos governos incompetentes e corruptos, que esquecem o bem-estar das populações e extraviam a riqueza em guerras, na imposição de ditaduras e na construção de colossais fortunas pessoais.
    Um factor externo essencial passa evidentemente pela postura dos países ocidentais que mantém fechadas as fronteiras, protegidas por quotas, taxas e barreiras alfandegárias aos produtos africano. A PAC é um bom exemplo do que digo.
    De qualquer modo, nada justifica a selvajaria.

  3. António Ferreira

    Sim, mas o seu primeiro presidente (governou durante 16 anos) não era um ditador sangrento e era um homem com educação europeia e sul-africana, que percebeu que a riqueza de um país se faz pelas exportações e pela exploração razoável e em prol do seu povo, das matérias primas. Além disso, nunca teve guerras e sempre foi um país democrático, embora o partido do poder seja o mesmo desde da independência. Podemos também falar do facto de ser maioritariamente protestante enquanto o Zaire é maioritariamente católico.

  4. António Ferreira

    A política Agrícola comum é um péssimo acto de gestão, assim como a das pescas, mas devo relembra-lo que o Zimbabwe, conhecido como o “celeiro de África”, tinha uma política agrícola que resultava, até o Mugabe perder a cabeça e fazer a reforma agrária e expulsar os brancos do país. O proteccionismo é sempre mau, porque só beneficia os mais fortes, acabando com a competividade e com os preços de mercado.

  5. ruicarmo

    Qual é o nome desse presidente?
    O exemplo de Mugabe é paradigmático da culpa própria de conseguir afundar a atlândida a importar água salgada.
    Permanece por explicar a “indignação selectiva” do Congo.

  6. António Ferreira

    A Indignação selectiva, suponho eu, deve-se ao facto, da esquerda, ter uma cultura “selectiva” (o que equivale a dizer, que toda a informação que tenha o cunho de alguém que não é de esquerda, não fiável e só pode ser mentira), só sabendo dos assuntos pelos media Europeus (maioritariamente de esquerda), envolve-se em casos particulares e não colectivos, pois tem mais impacto sobre a opinião pública e reforça a ideia que eles é que se preocupam com as minorias, com os injustiçados e com os discriminados. Acho no fundo, que as pessoas de direita, percebem melhor que os problemas desse género, não se resolvem pela lei ou pela imposição, mas sim pela mudança de mentalidades. Em relação ao Presidente do Botswana, chamava-se Seretse Khama, era casado com uma branca e era, acima de tudo, um homem sensato.

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