Wikileaks ajuda a democracia

Em acção directa no Zimbabwe. Morgan Tsvangirai tem a vida em perigo, pode agradecer aos profetas da religião transparente.

(…) Later that day, the U.S. embassy in Zimbabwe dutifully reported the details of the meeting to Washington in a confidential U.S. State Department diplomatic cable. And slightly less than one year later, WikiLeaks released it to the world.

The reaction in Zimbabwe was swift. Zimbabwe’s Mugabe-appointed attorney general announced he was investigating the Prime Minister on treason charges based exclusively on the contents of the leaked cable. While it’s unlikely Tsvangirai could be convicted on the contents of the cable alone, the political damage has already been done. The cable provides Mugabe the opportunity to portray Tsvangirai as an agent of foreign governments working against the people of Zimbabwe. Furthermore, it could provide Mugabe with the pretense to abandon the coalition government that allowed Tsvangirai to become prime minister in 2009.

It’s difficult to see this as anything but a major setback for democracy in Zimbabwe. Even if Tsvangirai is not charged with treason, the opponents to democratic reforms have won a significant victory. First, popular support for Tsvangirai and the MDC will suffer due to Mugabe’s inevitable smear campaign, including the attorney general’s “investigation.” Second, the Prime Minister might be forced to take positions in opposition to the international community to avoid accusation of being a foreign corroborator. Third, Zimbabwe’s fragile coalition government could collapse completely. Whatever happens, democratic reforms in Zimbabwe are far less likely now than before the leak. (…)

A interrogação do Luciano Amaral, é minha:

Era isto que ia mudar a face da guerra, do jornalismo e da política externa mundial. A sério?

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5 pensamentos sobre “Wikileaks ajuda a democracia

  1. Não partilho do entusiasmo sobre os (e)feitos revolucionários do wikileaks mas não vejo que se possa imputar-lhe culpas pelas arbitrariedades do sistema judicial do Zimbabwe. No passado não precisaram do wikileaks para forjar acusações contra os opositores e cometer todo o tipo de atrocidades.

  2. ruicarmo

    Miguel, o caso é concreto e sintomático: as tentativas e negociações políticas para procurar tirar o país do fundo dos infernos em que o Mugabe o colocou foram postas a nú por mais um cable. Conhecendo a prática do soba em relação a Tsvangirai, parece-me provável que a sua vida (e não falo apenas da política) esteja em perigo. A acrescentar ainda que os frágeis equilíbrios políticos que foram alcançados, foram deitados às urtigas. Não é a eventual acção do sistema judicial(?) local que está em causa. A transparência arrogante que defende a democracia, uma sociedade e um mundo mais limpo resultou nisto. Em nome do quê?

  3. Ainda bem que antes do Wikileaks nenhum ditator acusou opositores de serem traidores.
    Eu sugiro que a malta preocupada com o Zimbabwe faça uma coligação internacional – para fechar o Wikileaks.
    Só esperemos que não leiam no Insurgente nenhum elogio a Tsvangirai.

  4. oscar maximo

    É habitual decide-se fazer e depois arranjar-se as justificações. Porque é que neste aspecto Mugabe devia ficar atrás dos Americanos?

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