Fw: Uma pergunta popperiana

No seguimento de Uma pergunta popperiana, The Abiding Faith of the Warm-ongers:

Since at least 1998, however, no significant warming trend has been noticeable. Unfortunately, none of the 24 models used by the IPCC views that as possible. They are at odds with reality.

Karl Popper, the late, great philosopher of science, noted that for something to be called scientific, it must be, as he put it, “falsifiable.” That is, for something to be scientifically true, you must be able to test it to see if it’s false. That’s what scientific experimentation and observation do. That’s the essence of the scientific method.

Unfortunately, the prophets of climate doom violate this idea. No matter what happens, it always confirms their basic premise that the world is getting hotter. The weather turns cold and wet? It’s global warming, they say. Weather turns hot? Global warming. No change? Global warming. More hurricanes? Global warming. No hurricanes? You guessed it.

Nothing can disprove their thesis. Not even the extraordinarily frigid weather now creating havoc across most of the Northern Hemisphere. The Los Angeles Times, in a piece on the region’s strangely wet and cold weather, paraphrases Jet Propulsion Laboratory climatologist Bill Patzert as saying, “In general, as the globe warms, weather conditions tend to be more extreme and volatile.”

13 pensamentos sobre “Fw: Uma pergunta popperiana

  1. “since at least 1998, however, no significant warming trend has been noticeable.”

    Como não?

    Temperaturas médias em Janeiro (medidas em centecismo de grau de diferença face à media de 1951-80):

    1998 52
    1999 39
    2000 16
    2001 38
    2002 72
    2003 66
    2004 52
    2005 71
    2006 46
    2007 89
    2008 17
    2009 55
    2010 70

    Eu vejo uma tendência crescente, de 1,63 ao ano (embora o R2 seja pequeno).

    Agosto

    64
    27
    38
    45
    45
    62
    41
    56
    65
    54
    34
    56
    55

    Continua a tendência positiva: 0,74 ao ano (eu estou a usar o proj.lin do excel)

    Junho

    71
    34
    36
    45
    46
    40
    33
    59
    55
    52
    34
    61
    55

    De novo, tendência crescente – o “beta” é 0,48

    Média de Janeiro a Dezembro (só dados de 1988 até 2009).

    56
    32
    33
    47
    56
    55
    48
    63
    55
    58
    44
    57

    O beta é de 1,21

    Pronto, cá temos a tendência ao aquecimento.

    O AA pode contra-argumentar que os R2 das regressões que andei a calcular (usando como y a temperatura e como x os anos) são minúsculos, mas isso é querer ter sol na eira e chuva no nabal – não se pode querer calcular uma tendência temporal com apenas uma dúzia de observações e depois querer que estatísticas como R2 e os t’s sejam muito significativas.

  2. Isso só pode ser a gozar

    – para começar, é perfeitamente desnecessário e deselegante fazer copy-paste dos conteúdos de uma qualquer tabela, o link bastava;

    – a questão aqui não é se umas medições escolhidas a dedo mostram uma qualquer tendência; é que a “ciência” não tem qualquer forma de ser ser falsificada, e que a reacção a essa _fraude_ metodológica é que sempre que se levantam dúvidas, aparecem dados anedóticos que supostamente devem calar os críticos.

    – podem bem tentar redifinir “ciência” como “sistema de crença confirmada por uns valores ao acaso, que não podem ser contestados por quem fora do consenso”. é paralelo com aqueles que dizem “o Papa não pode ser criticado por não-católicos, e um bom católico não critica o Papa”. em ciência, um único conjunto de dados dissonantes pode fazer cair uma teoria. Pelo contrário, um único conjunto de dados que pareçam confirmar a “ciência”, ou mesmo que sejam mesmo muitos em número, nada confirmam. E a atitude científica é abrir as teorias ao debate, não dizer que o debate está fechado, passem para cá a massa.

    – relembrando alguns peritos no global warming (alguns mails do climategate)

    From: Kevin Trenberth (US National Center for Atmospheric Research). To: Michael Mann. Oct 12, 2009
    The fact is that we can’t account for the lack of warming at the moment and it is a travesty that we can’t… Our observing system is inadequate”

    From Phil Jones To: Michael Mann (Pennsylvania State University). July 8, 2004
    “I can’t see either of these papers being in the next IPCC report. Kevin and I will keep them out somehow — even if we have to redefine what the peer-review literature is!”

  3. AA

    Guna, onde é que está o nexo de causalidade com o que estamos a debater aqui? isso está ao mesmo nível de estarmos a discutir se o aumento de CO2 na atmosfera aumenta a criminalidade, e alguém vir apresentar o Correio da Manhã como “prova”.

  4. “- para começar, é perfeitamente desnecessário e deselegante fazer copy-paste dos conteúdos de uma qualquer tabela, o link bastava;”

    Com copy-paste é mais fácil reproduzir a experiência – é copiar os valores para uma folha de cálculo ou para um programa de estatistica e calcular a regressão; se eu me limitasse a linkar para a tabela, quem quisesse conferir as minhas contas tinha que copiar os valores à mão (já que penso que não é muito fácil fazer copy-paste de tabelas em formato .txt)

    ” a questão aqui não é se umas medições escolhidas a dedo mostram uma qualquer tendência”

    É verdade que as medições foram escolhidas a dedo, mas foi o dedo do AA que as escolheu (foi o AA que foi buscar a questão do 1998, não fui eu…); se o ano fosse outro que não 1998, provavelmente a tendência à subida seria ainda maior. Realmente, eu escolhi os meses mas não ia calcular 12 regressões (ou 13, contando com a anual)

    «é que a “ciência” não tem qualquer forma de ser ser falsificada»

    Como é que não tem? Era só os dados não indicarem um tendência à subida que a tese já estava falsificada!!!

    A menos que o AA esteja a falar dos dados em si, de que, mesmo que os dados sejam falsos, não há maneira de provar que são falsos; é capaz de ser verdade, mas infelizmente é uma caracteristica de quase toda a ciência avançado (os intrumentos de medida e observação são tão dispendiosos que é quase impossivel alguém poder tentar replicar as medições e comparar os dados).

  5. Fernando

    Tenho vindo a acompanhar toda esta conversa sobre o aquecimento global. A meu ver, os insurgentes continuam a agarrar-se aos argumentos errados: o aquecimento global é um facto!

    O que devem argumentar é que se fosse possível dispor dos dados do clima desde a última era glaciar, onde se verificou um aquecimento global, a inexistência da “mão do Homem” serviria para invalidar a causa antropogénica.

    De resto, aproveito para dizer que 13 anos pode não ser um intervalo suficientemente grande à escala do clima (isto é, se o AA encontrar um período de 13 anos com R negativos pode não invalidar a teoria, o que me parece um pressuposto por parte do MM).

  6. “A meu ver, os insurgentes continuam a agarrar-se aos argumentos errados”

    A meu ver, tem interpretado incorrectamente a maioria dos posts sobre o assunto que aqui têm sido publicados.

    Mas o importante é que o cepticismo relativamente à indústria do aquecimento global lá tem vindo a aumentar um pouco por todo o mundo, e até na Europa, onde o obscurantismo eco-alarmista mais peso tem.

  7. Pingback: Fw: Uma pergunta popperiana (2) « O Insurgente

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