O Estado das Coisas

Os intolerantes são atrevidos:

Un profesor de secundaria del Instituto Menénez Tolosa, en La Línea de la Concepción (Cádiz), ha sido denunciado por la familia de un alumno musulmán por hablar de jamón en clase. En concreto, el docente impartía clase de Geografía cuando, al hacer referencia a los distintos climas de España, comentó que el frío propio de Trévelez, en Granada, favorecía la curación del jamón.

Mas ainda há quem não se vergue perante uma certa “Espanha” idealizada por Zapatero:

Fue entonces cuando aseguró que uno de sus alumnos levantó la mano y “de forma muy correcta” le pidió que por favor, no hablara de jamones, que era musulmán y que no podía oír hablar de eso. “Yo me quedé perplejo. Entonces le dije, literalmente: Mira, muchacho, en primer lugar, tú no eres quién para decirme a mí de lo que puedo o no puedo hablar en clase. En segundo lugar, lo que tú comas, o coma este otro, a mí no me importa nada. En tercer lugar, la religión que tú profeses, profese éste o aquel otro, todavía me importa menos. En cuarto lugar, aquí sois 30 alumnos, y tú te debes adecuar a los 29 restantes y no los 29 restantes a ti. Y en quinto lugar, si no estás de acuerdo con las enseñanzas y conocimientos que se imparten en este centro siempre tienes la posibilidad de elegir y marcharte a otro centro”.

Agora, vamos ver se este cordeiro não é sacrificado no altar do “diálogo de civilizações”, porque, se assim for, está na hora de deixar isto entregue aos bichos. Mas, claro, uma doutrina (progressismo) que se baseia na intolerância, na vigilância dos costumes alheios, na imposição de rigorosos códigos de conduta e de um vocabulário impoluto, na catequização dos membros desviantes, uma doutrina assim, dizia, alimenta-se de fogueiras inquisitoriais e alimenta este tipo de comportamento. Já há um leve odor a carne queimada ali para os lados da Plaza Mayor. Há alguns anos.

19 pensamentos sobre “O Estado das Coisas

  1. lucklucky

    As ideologias totalitárias como o Islão aproveitam toda a percepção de vulnerabilidade. E assim caminhamos para Guerra Civil Europeia.

  2. Se, porém, o professor tivesse falado na aula sobre masturbação, e os pais dos alunos protestassem, aí já muita gente neste blogue estaria de acordo com a posição dos pais e defenderia o direito deles a educar os seus filhos como muito bem lhes apeteça.

  3. JLP,

    li o quinto ponto, sim, e considerei-o, em princípio, ridiculamente falso.

    La Línea de la Concepción é uma pequena cidade da pequena província de Granada. Não deve haver lá muitas escolas. Nem deve haver mercado que possibilite a existência de muitas escolas, por maior que seja a boa-vontade de empresários em fundá-las. O aluno não terá, portanto, muito por onde escolher. É muito mais razoável que o aluno tente moldar a escola às suas necessidades e gostos, do que tente mudar-se para outra escola qualquer, que provavelmente não existirá nem poderá jamais existir.

    Ademais, o aluno tem o direito a exigir ter uma educação, que é um direito humano reconhecido por todos. E os pais do aluno têm o direito a exigir – de acordo com teorias que são correntemente defendidas neste blogue, e que eu sistematicamente contesto… – que ele seja educado de acordo com os seus (deles, pais) gostos e preconceitos. Têm portanto direito a exigir que a escola não viole esses gostos e preconceitos…

  4. Carlos M. Fernandes

    La Linea tem mais habitantes do que Faro ou Leiria, e não está na província de Granada, está na província de Cádiz (que tem mais de um milhão de habitantes, metade da população da província de Valência e mais de metade de Sevilha).

    Quanto ao resto (presunto, masturbação, ensino, escolha, o que aqui “defendemos”, etc…) não percebeu nada. Mas isso já é habitual.

  5. “Nem deve haver mercado que possibilite a existência de muitas escolas, por maior que seja a boa-vontade de empresários em fundá-las.”

    Portanto o Luís Lavoura está a orientar a sua verve contra os destinatários errados. O seu problema afinal não é com os Insurgentes, mas sim com o governo espanhol e da Andaluzia.

    “Ademais, o aluno tem o direito a exigir ter uma educação, que é um direito humano reconhecido por todos.”

    Por todos? Ainda ninguém me passou lá por casa a perguntar.

    “Têm portanto direito a exigir que a escola não viole esses gostos e preconceitos…”

    Lá está, é o problema daqueles que só concebem a Liberdade sustentada em direitos positivos.

  6. JP

    Com é que o menino “apareceu” muçulmano? Converteu-se? Ou os pais não sabiam, quando imigraram para Espanha, que lá se falava e, sobretudo, se comia jambon e do bom?
    Num País muçulmano, em que “não” se beba álcool, poder-se-ia exigir/obrigar que nos sirvam bebidas alcoólicas?
    5 estrelas para um professor capaz de ensinar mais do que o clima.

  7. Mauro Nunes

    Caro Luis Lavoura, e se um aluno quiser saber mais sobre presunto e lhe for negado esse conhecimento só porque ao seu lado está alguém que é muçulmano? E se um dia esse belo aluno muçulmano exige não ser ensinado por professores do sexo feminino, ou que partilhar a escola com colegas do sexo feminino, temos que fazer escolas separadas? E se o aluno lembra-se que a caminho da escola tem uma igreja e isso o ofende porque o faz lembrar as cruzadas e por isso temos que deitar a igreja abaixo?

  8. Acho que o Mauro Neves não percebeu o argumento do LL; penso que ele está completamente de acordo com o professor, só que acha que se fosse um católico a criticar o professor por ter dito na aula algo que ofendesse o catolicismo, aí já muita gente estaria ao lado do aluno contra o professor.

  9. lucklucky

    O miguel madeira não quer perceber.
    Isto é uma típica táctica de intimidar para ganhar poder. A industria dos ofendidos explorada ao máximo pela esquerda e a sua aliança com Islão como se vê aqui.
    O aluno é livre de ir para outra escola do seu agrado. É isso que muitos católicos e não só querem, o Estado Social não deixa e o Luís Lavoura também não.

  10. Joaquim Amado Lopes

    Luis Lavoura,
    Há alguma coisa mais ridícula ou imbecil do que alguém afirmar que um muçulmano não deve sequer ouvir a palavra “presunto”? Eu acho que há. É um muçulmano pretender que as pessoas à sua volta não podem dizer essa palavra.

    Estúpidez do calibre do menino e, aparentemente, dos pais dele só merecem uma resposta: um valente par de estalos nas fuças e um pontapé nos fundilhos que os mande para fora da vila/cidade/região.

    E se lhe parece que as minhas palavras se devem a islamofobia esclareço já que não é o caso. É intolerância sim mas contra quaisquer atrasados mentais intolerantes que julgam que terem o direito a professar a sua visão muito particular de uma determinada religião implica que todos à sua volta se devem comportar conforme os preceitos deles, concordem ou não.

  11. Penso que algumas pessoas (exceção ao Miguel Madeira) não me entenderam bem.

    Eu estou de acordo com a posição do professor: ele tem o direito e, de facto, deve explicar aos alunos que em Espanha se produz presunto.

    A minha posição é, e sempre foi, que os pais das crianças não têm o direito de pretender limitar a educação dos seus filhos. A educação é um direito das crianças, não dos pais. Tenho defendido esta posição coerentemente neste blogue. E tenho sido muito atacado nele, por pessoas que acham que os pais (católicos, claro!) têm o direito de limitar aquilo que aos seus filhos pode ser ensinado.

  12. “A minha posição é, e sempre foi, que os pais das crianças não têm o direito de pretender limitar a educação dos seus filhos.”

    Ou de outra maneira mais eloquente, havendo um consenso de que as crianças não podem escolher aquilo que lhes é ensinado, o Luís Lavoura acha que é um direito do estado e não dos seus pais fazer essa escolha.

    Ou seja, que é o estado a parte interessada no que toca à educação das crianças.

  13. jose carlos

    o islão é intolerante por natureza e as crianças de familias islamicas aprendem desde o berço a serem intolerantes…como se prova pelo caso do presunto. Mario Vargas Lhosa tem razão qdo diz que o islão coloca em perigo a nossa cultura. Este exemplo de Espamnha não é isolado, casos identicos acontecem por toda a Europa e na America Norte, mas os media apressam-se a silenciá-los….a islamização da europa já começou há muitos anos.

  14. Joaquim Amado Lopes

    Luis Lavoura,
    Quer isso dizer que, para si, um professor poder dizer que em Espanha se produz presunto é semelhante a, p.e., juntar as crianças duas a duas, rapazes com rapazes e raparigas com raparigas, e dizer-lhes para se beijarem na boca para lhes “ensinar” que há muitos tipos de casais?

    Nem tudo relacionado com sexo é educação sexual. E o que se pretende actualmente passar por “educação sexual” tem mais a ver com costumes do que com educação.
    O que já li sobre o que se pretende “ensinar” e a forma como tal é suposto ser feito mais do que justifica o repúdio dos pais.

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