Cortar na gordura

Carlos César disse ontem que desviou dinheiro destinado a obras num campo de futebol para o subsídio extra aos funcionários açorianos que terão corte de salário, conseguindo com isso que este na prática se mantenha intacto.

Este tipo de práticas nada tem de inovador. Por todo o país, as câmaras e o governo em geral têm feito aquilo que se chama “cortar nas gorduras” (obras em estruturas públicas, iluminações de Natal, subsídios a festas ou a associações recreativas locais por exemplo). Pretensamente, com o ataque às ditas gorduras, mantêm-se a carne e o osso do estado. Mas sabendo-se que o grosso da despesa do estado vai para salários, o que fica saliente é que este tem cortado em tudo o que é prestação ao cidadão-pagador em prol de uma manutenção da situação dos seus funcionários. Isto evidencia a essência puramente parasitária do estado. Evidencia que os serviços prestados ao cidadão são um mero rebuçado, pondo este a pensar que o estado existe para o servir. Chegar-se-à a um ponto em que, por aperto orçamental, toda a gordura será cortada (mas com o pessoal da câmara instalado e, claro, a receber o dele).

No fundo, podemos pensar no efeito terapêutico disso. Talvez aí as pessoas acordem, vejam com clareza que são governados por meros parasitas e reajam.

Um pensamento sobre “Cortar na gordura

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