Sakineh Ashtiani libertada?

A confirmar-se, é uma triste notícia para os amigos de Israel, que aproveitam todos os pretextos possíveis para diabolizarem o regime iraniano. Ficam com menos uma causa por que lutar.

 

Leitura complementar: A direita cínica e imoral.

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55 pensamentos sobre “Sakineh Ashtiani libertada?

  1. Luís Serpa

    Já tenho lido muitas imbecilidades sobre “os amigos de Israel”. Esta, caro Filipe Abrantes, é das maiores. Não quer inscrever-se no “Combate de Blogs” para o “post infeliz do Ano” (duvido que eles abram uma categoria “post imbecil do ano”)?

  2. antonio

    Que tristeza de post. Ó Filipe todos temos direito a um momento mau. Resta-lhe fazer penitência. Acontece aos melhores. Tenha humildade para reconhecer que fez um post disparatado.Já se sabe que é mentira mas mesmo que fosse verdade acha que a libertação da senhora iria branquear a lei islamica em vigor no irão que aplica as amputações e mortes por lapidação a ladrões, adulteros e homosexuais?

  3. Maria João Marques

    Sim, Filipe, porque o facto da senhora ter sido presa por adultério, ter tido pena de morte por lapidação (suspensa graças à pressão internacional), o advogado, ou o filho ou lá o que foi também terem sido presos (pela defesa da senhora) são tudo coisas em si mesmas pouco graves e que ocorrem, todos os dias, nos países decentes e frequentáveis.

  4. filipeabrantes

    Maria João,

    A questão não é apontar os podres a um regime, é fazer que se está muito indignado com tudo e mais alguma coisa que esse país faça para com isso fazer um clima propício ao seu bombardeamento.

    Note-se que com um bombardeamento verificam-se milhares de vítimas colaterais, mas isso para alguns já não é nojento, acredito.

  5. Filipe,

    Neste caso, a principal entidade responsável pela geração do “clima propício” a uma intervenção militar (que também não me parece nada recomendável) é o próprio regime iraniano.

    Se há indignação selectiva em algumas situações? Claro que sim, como aliás historicamente sempre aconteceu, mas o problema principal é que as razões de base existem mesmo.

  6. filipeabrantes

    Sim, André, mas salta aos olhos ver alguns a concentrarem-se num único país (ou numa série deles, com características comuns – ou serem muçulmanos, ou serem aliados do Irão, etc). Veria a coisa de outra maneira se os visse a falarem com tanta frequência sobre outros países não-liberais, como os africanos por exemplo, ou ainda se os visse a falar com a mesma elevação moral sobre a colonização israelita (que viola todos os princípios liberais, ou de mera humanidade).

  7. “Veria a coisa de outra maneira se os visse a falarem com tanta frequência sobre outros países não-liberais, como os africanos por exemplo”

    Filipe,

    Como escrevi, é natural que em alguns casos haja selectividade em função de outros interesses. Mas mantenho: o problema de base e a responsabilidade fundamental têm neste caso origem no próprio regime iraniano. Que os dirigentes iranianos (ou pelos menos parte deles) não perceba isso e reaja pelo menos numa lógica utilitarista, só serve para demonstrar até que ponto o regime é autista e perigoso.

    Quanto a Israel, mesmo considerando os piores aspectos das suas práticas, acho muito difícil e pouco sustentável colocar o sistema de justiça israelita ao mesmo nível do iraniano.

  8. filipeabrantes

    “Como escrevi, é natural que em alguns casos haja selectividade em função de outros interesses”

    Certo, mas prefiro que seja por princípios e consistência morais que se denuncie uma situação, e não por interesses. De qualquer forma, repara que não somos israelitas e estamos a milhares de km daquela zona. Não há qualquer interesse nosso em diabolizarmos o regime iraniano. Pelo contrário, a neutralidade é a meu ver a única atitude defensável.

  9. elisabetejoaquim

    Interesse “nosso” as in “Estado português”? Falando de interesse, não vejo é o que ganha um indivíduo em colocar-se na posição do Estado. Do ponto de vista individual, a neutralidade face a estas práticas do regime iraniano é imoral.

  10. tric

    “Do ponto de vista individual, a neutralidade face a estas práticas do regime iraniano é imoral.”

    e a neutralidade face ás praticas do regime israelita, já é moral, não é verdade!!?? abre-se os olhos bem esbugalhados para uns comportamentos e fecha-se para outros…isto é que é imoral!

  11. “Certo, mas prefiro que seja por princípios e consistência morais que se denuncie uma situação, e não por interesses.”

    Dificilmente as coisas aparecem em estado puro quando se trata de política.

  12. “De qualquer forma, repara que não somos israelitas e estamos a milhares de km daquela zona.”

    É verdade, mas não quer dizer que nos seja indiferente, enquanto indivíduos, o que se passa no Irão, em Israel, em África ou na Ásia.

  13. elisabetejoaquim

    O sr. Tric já me viu ser neutra em relação a imoralidades de Israel? Se estivesse atento teria visto o contrário (já publicado aqui no blogue).

  14. “Não há qualquer interesse nosso em diabolizarmos o regime iraniano.”

    Mas não era por “princípios e consistência morais” – e não “interesses” – que devíamos actuar?

    É que se pensarmos em termos de interesses, temos de pensar que a nossa defesa é garantida pelos EUA, pelo que os interesses estratégicos dos EUA e dos seus principais e mais influentes aliados (situação que – goste-se ou não – Israel ocupa) não são de todo indiferentes aos nossos “interesses”.

  15. “Pelo contrário, a neutralidade é a meu ver a única atitude defensável.”

    Em termos individuais, discordo. Em termos de política externa do Estado português, acho que talvez seja mas não vejo que seja um assunto assim tão simples e directo. Haverá em cada momento que ponderar princípios e interesses a salvaguardar e a respectiva importância. Infelizmente a realidade é messy.

  16. “Há todo o interesse em diabolizarmos o regime iraniano. Pois é diabólico.”

    Seguindo essa lógica, temos uma longa lista de regimes a “diabolizar”. Não me parece uma linha de actuação promissora para conduzir a política externa.

  17. “e a neutralidade face ás praticas do regime israelita, já é moral, não é verdade!!?? abre-se os olhos bem esbugalhados para uns comportamentos e fecha-se para outros…isto é que é imoral!”

    A neutralidade não basta. Só o sionismo entusiástico garante os cheques da Mossad…

  18. filipeabrantes

    “Mas não era por “princípios e consistência morais” – e não “interesses” – que devíamos actuar?”

    Era. Eu só dei de barato que se podia agir segundo interesses. A fazê-lo é fácil constatar que os portugueses nada têm a ganhar em provocar um regime como o do Irão.

  19. “Era. Eu só dei de barato que se podia agir segundo interesses.”

    Mas se actuarmos com base em princípios, não vejo outra actuação possível que não seja condenar o regime iraniano neste caso concreto.

  20. “A fazê-lo é fácil constatar que os portugueses nada têm a ganhar em provocar um regime como o do Irão.”

    Não sei exactamente o que englobas na noção de “provocar”, mas se o ponto é defender o interesse do Estado português em ter uma política de neutralidade entre os EUA e o Irão, parece-me tudo menos “fácil” e repito o que escrevi em cima:

    É que se pensarmos em termos de interesses, temos de pensar que a nossa defesa é garantida pelos EUA, pelo que os interesses estratégicos dos EUA e dos seus principais e mais influentes aliados (situação que – goste-se ou não – Israel ocupa) não são de todo indiferentes aos nossos “interesses”.

    Em termos de política externa do Estado português, acho que talvez seja mas não vejo que seja um assunto assim tão simples e directo. Haverá em cada momento que ponderar princípios e interesses a salvaguardar e a respectiva importância. Infelizmente a realidade é messy.

  21. filipeabrantes

    André,

    Quem costuma criticar o regime iraniano fá-lo por interesses imorais (nem sequer falamos de habitantes de Israel, que ainda se percebia que o criticassem), porque quer que o país seja bombardeado. Está-se a marimbar para os direitos humanos no Irão. O regime político iraniano não é pior nem melhor do muitos outros regimes por aí, e é merecedor de imensas críticas. É preciso perceber o problema em causa nesta matéria: a selectividade imoral nas críticas a um regime na esperança que se crie um clima para que este seja bombardeado.

    Eu quero que o regime iraniano caia. Como quero que todos os regimes caiam pelo mundo fora. Não participo é em campanhas manhosas para que comece uma nova guerra.

  22. filipeabrantes

    #30

    O Estado português devia ser 100% neutral, sair das instituições internacionais a que pertence (ONU, NATO, UE). Esta é a minha posição. Aliar-se a países que se metem em guerras por todo e qualquer motivo é um grande perigo. No nosso caso, os portugueses nada têm que ver com os problemas do Médio-Oriente. Agissem todos os países da mesma maneira e o conflito já teria acabado há muito.

  23. “Quem costuma criticar o regime iraniano fá-lo por interesses imorais”

    Filipe,

    Não consigo fazer esse juízo sobre todos os críticos do regime iraniano – grupo em que tu próprio pelo que leio te incluis – e continuo a achar que misturas excessivamente no plano conceptual princípios com interesses.

    No plano dos princípios e da posição individual, não vejo outra actuação possível que não seja condenar inequivocamente o regime iraniano neste caso concreto. Face à informação conhecida, estar numa posição de neutralidade face ao caso é que me parece profundamente imoral.

    No plano da política externa, não me parece nem “fácil” nem “simples” dizer que a posição do Estado português deve ser de neutralidade entre os EUA e o Irão, pelas razões já expressas em cima. Isto dito, acho que uma guerra com o Irão é altamente indesejável quer para os EUA quer para Portugal, mas isso não impede de reconhecer plena validade em muitas críticas feitas ao regime iraniano e de não fazer uma equivalência moral entre o regime iraniano e, por exemplo, os regimes que vigoram nos EUA ou em Israel, por muitas falhas que eu ache que eles têm.

  24. filipeabrantes

    “Não consigo fazer esse juízo sobre todos os críticos do regime iraniano – grupo em que tu próprio pelo que leio te incluis – e continuo a achar que misturas excessivamente no plano conceptual princípios com interesses. ”

    Quem COSTUMA criticar, eu disse. Eu não tenho esse hábito, embora já possa ter acontecido (no caso da Sakineh, que achei injusto ser apedrejada).

  25. tric

    “A neutralidade não basta. Só o sionismo entusiástico garante os cheques da Mossad…”

    da mossad, dos colonatos, do armamento, do mega-estado, etc…

    eu gostava de saber a quantos % andam os Israelitas a financiarem-se, tem um mega-estado, são uma economia ultra-periferica…quem é que anda a doar tanto dinheiro para aquele território…o Ocidente Cristão com tanta falta de dinheirinho e ele a fugir do Ocidente Cristão para Israel…não pode!!?? tem que assinar imposto pelos Cristãos sobre Jerusalem, caso contrário, à que fechar a torneira…que vaiam roubar, pra outro lado…

  26. “O Estado português devia ser 100% neutral, sair das instituições internacionais a que pertence (ONU, NATO, UE). Esta é a minha posição.”

    Discordo pelo menos em parte. Mas mesmo compreendendo a posição, não vejo que possa legitimar a neutralidade ou indiferença do ponto de vista individual e muito menos a crítica a quem condene práticas moralmente condenáveis do Irão ou de qualquer outro Estado.

    “Aliar-se a países que se metem em guerras por todo e qualquer motivo é um grande perigo.”

    Não me parece uma descrição factualmente correcta da política externa dos EUA. E também é um grande perigo não ter forças armadas e não ter aliados, especialmente na posição que Portugal ocupa. Mas essa seria outra discussão que vai muito além do caso da Sakineh Ashtiani.

  27. “Quem COSTUMA criticar, eu disse.”

    A partir de que número de repetições de críticas a uma actuação moralmente condenável de um Estado é que essas críticas passam a ser evidência irrefutável de defesa de “interesses imorais”?

  28. “Agissem todos os países da mesma maneira e o conflito já teria acabado há muito.”

    Duvido e, sem fazer juízos de intenções, parece-me uma visão profundamente naif e romântica das relações internacionais.

  29. “Eu não tenho esse hábito, embora já possa ter acontecido (no caso da Sakineh, que achei injusto ser apedrejada).”

    Portanto, concordas com as críticas, mas aches que não devem tornar-se um hábito. Se alguém criticar uma vez o regime iraniano, está a fazer algo moralmente correcto, mas se o criticar de forma costumeira pela mesma razão, isso é evidência de que está a defender “interesses imorais”.

  30. filipeabrantes

    “Mas mesmo compreendendo a posição, não vejo que possa legitimar a neutralidade ou indiferença do ponto de vista individual e muito menos a crítica a quem condene práticas moralmente condenáveis do Irão ou de qualquer outro Estado.”

    Eu fui bem claro. Critico os amigos de Israel que andam sempre a bater no Irão, fingindo indignação que não têm. É uma generalização? É. Mas não sabia que as generalizações eram admissíveis menos neste tema em particular.

    “A partir de que número de repetições de críticas a uma actuação moralmente condenável”

    Reservo-me o direito a ter, como qualquer outra pessoa, interpretações subjectivas sobre uma dada realidade.

  31. “eu gostava de saber a quantos % andam os Israelitas a financiarem-se, tem um mega-estado, são uma economia ultra-periferica…quem é que anda a doar tanto dinheiro para aquele território…o Ocidente Cristão com tanta falta de dinheirinho e ele a fugir do Ocidente Cristão para Israel…não pode!!?? tem que assinar imposto pelos Cristãos sobre Jerusalem, caso contrário, à que fechar a torneira…que vaiam roubar, pra outro lado…”

    Não é preciso ser muito inteligente para perceber que a culpa dos males do sistema financeiro internacional é dos pérfidos judeus.

  32. “Critico os amigos de Israel que andam sempre a bater no Irão, fingindo indignação que não têm. É uma generalização? É.”

    Haverá certamente casos desses, mas parece-me abusivo, ilegítimo e sem fundamento concluir que a mera repetição de críticas a acções moralmente condenáveis do regime iraniano pode ser lida como evidência de defesa de “interesses imorais”.

  33. “Mas não sabia que as generalizações eram admissíveis menos neste tema em particular.”

    Claro que são, mas podem é ser melhor ou pior fundamentadas.

    Já me pareceria mais plausível tirar essa conclusão relativamente a pessoas que simultaneamente criticassem o regime e invocassem essa razão para defender formas de intervenção militar externa contra o regime. Só pela crítica – ainda que repetida – a acções moralmente condenáveis do Estado iraniano é que me parece uma generalização extremamente difícil de defender.

  34. filipeabrantes

    André,

    Se eu tenho essa opinião mau seria se eu a calasse. Como é evidente, todos podem discordar ou até mesmo insultar em tom indignado, é-me irrelevante. Não me vou deixar intimidar porque me insultam, nem eu nem ninguém que queira manter a sua dignidade intelectual.

    Um abraço.

  35. Em relação às críticas, esta não me parece uma má forma de colocar o assunto: “A causa é justa e pessoas que se juntem e se manifestem pacificamente na luta por uma causa justa dificilmente são criticáveis.”

    Talvez até te soe familiar.

  36. “Se eu tenho essa opinião mau seria se eu a calasse.”

    Em nenhum momento sugeri que a calasses. Limitei-me a apontar o que me parecem ser pontos fracos na linha de argumentação.

    Mas creio que os pontos de vista já ficaram suficientemente claros na discussão acima.

    Abraço

  37. filipeabrantes

    Nessa manif não estava nenhum destes amigos de Israel em quem eu estou a pensar. Daqueles que querem que o país seja bombardeado. Ou seja, podiam lá estar pessoas que detestam o presidente iraniano mas que não querem uma guerra, pessoas que defendem os direitos das mulheres e que vão a todas as manifs pró-direitos das mulheres, ou ainda pessoas que são contra a pena de morte, etc. O ponto é que aqueles que querem o regime bombardeado não estavam lá (aliás, foi vê-los na imprensa e blogs a criticarem a manif), apesar de verterem lágrimas de crocodilo sobre a Sakineh ou outras vítimas do regime iraniano.

  38. “É que se pensarmos em termos de interesses, temos de pensar que a nossa defesa é garantida pelos EUA, pelo que os interesses estratégicos dos EUA e dos seus principais e mais influentes aliados (situação que – goste-se ou não – Israel ocupa) não são de todo indiferentes aos nossos “interesses”.” AAA.

    Os americanos defendem-nos de quem, de quê? Dos espanhóis? Dos marroquinhos? Dos russos (querem invadir a Europa?)?

    Do Irão?!!!!!

    É suposto acreditar que os israelitas – com centenas de bombas nucleares – precisam dos portugueses, ou até dos americanos, para se defender duma potência militar de terceira ordem como o Irão, que nem o Iraque conseguiu invadir, na década de oitenta?

    Se os estados ocidentais não protegerem Israel, vai acontecer o quê?! É suposto temer que o Irão vai destruir Israel, atravessar o Mediterrâneo e impôr uma teocracia islâmica em Portugal? Boa piada, sem dúvida.

    E de resto, não têm os cidadãos americanos e portugueses o direito de viver livres, tanto como a Sakineh (partindo do princípio que não assassinou o marido…)? Claro que sim. Mas neste caso, que direito têm os militaristas neocons de impôr a estas populações impostos e serviço militar, necessários para a manutenção duma política aventureira e pro-israelita?

    A resposta é muito simples, não têm. Do mesmo modo que os governantes não têm o direito de impôr “dívidas públicas” às gerações futura – e até às gerações presentes – sem o consentimento destas, do mesmo modo que não têm o direito de roubar o sem-fim de impostos que roubam, não têm o direito de lhes impôr obrigações militares bem mais graves do que um qualquer tributo pecuniário. A grande maioria dos portugueses não assinou nenhum contrato com a NATO ou com o estado de Israel. Talvez o Rui Carmo tenha, é questão de lhe perguntar, mas isto não muda nada para os outros.

    Perante isto, é irrelevante se Israel é uma Pobre Virgem Ofendida ou um País-Papão de colonizadores/exterminadores/nazionistas étnico-racistas.

    Se os atlanto-sionistas não percebem isso, é porque são inimigos dos ocidentais. Pelo menos daqueles que querem viver em paz, defendidos DOS seus próprios governos, mais do que de papões externos inexistentes.

  39. lucklucky

    “Seguindo essa lógica, temos uma longa lista de regimes a “diabolizar”. Não me parece uma linha de actuação promissora para conduzir a política externa.”

    Qual é a longa lista? Só vejo a Coreia do Norte e em menor grau a Arábia Saudita.

    “Se os atlanto-sionistas não percebem isso, é porque são inimigos dos ocidentais. Pelo menos daqueles que querem viver em paz, defendidos DOS seus próprios governos, mais do que de papões externos inexistentes.”

    Você que não percebe o que são civilizações e as suas diferenças.

  40. JS

    Um Rei Saudita, islâmico sunita, pede a uma mulher, euro-americana, cristã para bombardear uma república islâmica shiita, e quem vai preso, na Inglaterra, é um australiano ateu por causa de ter dormido, na Suécia, com 2 suecas femenistas que juraram odiar-se mutuamente, mas unir-se para se vingarem contra uma marca de persevativos de má qualidade. Isto tudo porque um homosexual, por puro despeito, em vez de estar a ouvir CDs da Lady Gaga estava a copiar documentos, que nem sequer poderiam estar debaixo dos seus olhos. Aparecem os jornalistas a dizer que eles é que, só eles, é que podem filtrar(?) o que o preso e os amigos querem, só, mostrar. Entretanto os políticos dizem que isto tudo não tem importância nenhuma, que apenas é linguajar diplomático de rotina. Muito a propósito, neste blog aparecem os israelitas, numa série de esclarecidos comentários. Que se saiba, até nem estavam no poema, como esplica o Vinícios … Ou estavam?
    Ninguém vai comprar este argumento, nem para um filme mesmo cómico.

  41. lucklucky

    http://dn.sapo.pt/Inicio/interior.aspx?content_id=1733255

    Irão: Presidente da associação de jornalistas iranianos condenado a 16 meses de prisão por “minar o regime”

    Teerão, 12 dez (Lusa) — O presidente da associação dos jornalistas iranianos foi condenado a 16 meses de prisão por “minar o regime” islâmico e “insultar” o presidente Mahmoud Ahamadinejad.

    Personalidade conhecida no mundo da imprensa, Mashallah Shamsolvaezin dirigiu vários jornais reformistas fechados pelo poder entre 1998 e 2000 e foi preso várias vezes, especialmente durante o movimento de protestos contra a reeleição de Ahmadinejad em junho do ano passado.

    “Fui condenado a um ano de prisão sob a acusação de ter minado o regime por ter dado entrevistas a canais de televisão e agências estrangeiras”, explicou em declarações à Agência France Press.

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